| Força
de ego refere-se a uma noção freudiana
clássica de que o funcionamento psicológico
dos pacientes pode ser avaliado de acordo com quão
bem ou quão insatisfatoriamente eles lidam com
o conjunto de estressores que os afetam. Defesa do ego
refere-se ao conjunto de comportamentos e mecanismos
psicológicos (p. ex., afeto depressivo, ansiedade,
pânico) que os pacientes utilizam para evitar
dor psíquica. Visto que a dor psíquica
varia de acordo com os estados mentais como atenção,
a alteração do estado mental da pessoa
por meio de desatenção seletiva, use de
droga ou dissociação diminui a gravidade
da dor imediata. Algumas manobras e estilos defensivos,
como humor e presença de espírito, mantêm
o ego relativamente intacto; outras, como divisão
e dissociação, desorganizam a personalidade
de forma importante e dão origem a graves patologias
de caráter.
A noção
clássica de defesa do ego encontrou expressão
no estudo de Anna Freud no qual ela formalizava os conceitos
implícitos de seu pai. Fenichel resumiu a teoria
clássica, diferenciando entre defesas bem-sucedidas
(sublimação) e defesas patogênicas
(negação,projeção,introjeção,repressão,formação,reativa,anulação,
isolamento e regressão). Os estudos de E. H.
Erikson do desenvolvimento da personalidade e tipo de
caráter transmitiram a teoria psicanalítica
de caráter para gerações de indivíduos,
mesmo quando eles frustraram os pesquisadores de laboratório.
Mais recentemente, Vaillant e seus colegas conduziram
estudos longitudinais e empíricos extensivos
do conceito de "níveis de defesa" no
que diz respeito a funcionamento global da personalidade
e curso de vida: indivíduos cujos especialistas
julgaram "bem-sucedidos" e livres de sintomas
maiores tendiam a manifestar defesas maduras, enquanto
aqueles com incidência significativamente alta
de doença psiquiátrica e outras medidas
de dificuldades correlacionavam-se com defesas imaturas
(Tabela 4-2).
Além da teoria de defesa e
tipo de caráter, alguns pesquisadores salientam
o valor das descrições precisas das capacidades
das pessoas. Por exemplo, Wallerstein observou a utilidade
de usar termos descritivos (que ele chamava de capacidade)
compatíveis com a teoria psicanalítica
tradicional, porém mais facilmente reconhecimentos
por médicos e pesquisadores (Tabela 4-3). Wallerstein
e seus colegas estenderam essa lista experimental a
uma teoria implícita de psicopatologia. Aquelas
pessoas que não conseguem manifestar comportamento
dentro de uma suposta variação normal
são. Por definição, mal-adaptadas
e disfuncionais. Hiper ou hipofuncionamento em qualquer
uma dessas escalas indica psicopatologia. Por exemplo,
a auto-estimula excessiva é denominada narcisismo;
se for persistente, figura no DSM-IV como um transtorno
da personalidade narcisista. Muito pouca aut-estima
domina a apresentação de muitas condições
depressivas e transtornos da personalidade, especialmente
aqueles no agrupamento C, o chamado grupo ansioso, medroso
(p. ex. transtornos da personalidade esquiva e dependente).
Déficits ao longo das linhas de sentido de self
como agente e senso de efetividade e domínio
regem as apresentações dos transtornos
da personalidade esquizóide e esquizotípica.
DSM-IV.
Manual diagnóstico e Estatístico de Transtornos
mentais. 4 ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul
(Artmed Editora), 1995.
Benjamin
L: Interpersonal Diagnosis and Treatment of Personality
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Freud
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Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund
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1923.
Langs
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Wallerstein
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