INTRODUÇÃO
À PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA INDIVIDUAL
A
TEORIA
PSICANALÍTICA
DA
MENTE
-
O
COMPLEXO DE ÉDIPO E A SEXUALIDADE
INFANTIL.
-
AS FONTES DE OBSERVAÇÃO DE
FREUD.
A ANÁLISE DE NEURÓTICOS E A
SUA ANÁLISE PESSOAL.
-
O MÉTODO É ÚNICO EM SEU INSTRUMENTO
PRINCIPAL:
01
-
A MENTE ANALISADA DO TERAPEUTA
02
-
NOS SEUS DADOS: O DESENVOLVIMENTO
DA TRANSPARÊNCIA
03
-
NO SEU DESIGN EXPERIMENTAL:
O USO DA INTERPRETAÇÃO COMO UMA VARIÁVEL
NO RELACIONAMENTO ENTRE DUAS PESSOAS
04
-
NA SUA BASE TEÓRICA PARA A
RECONSTRUÇÃO: O CONCEITO DE COMPULSÃO
À REPETIÇÃO
05
-
NO PREÇO PAGO A SUA SINGULARIDADE:
A EXIGÜIDADE DO SEU CAMPO DE ESTUDO,
OU SEJA, AS RELAÇÕES OBJETAIS
ICS
-
A DESCOBERTA DA SEXUALIDADE
INFANTIL E DO COMPLEXO DE ÉDIPO COMO
UM CONFLITO GENITAL.
-
A
DISSOLUÇÃO DO COMPLEXO DE ÉDIPO
(der
untergang des odipuscomplexes).
O
Complexo de Édipo revela sua importância
como fenômeno central do período sexual
da primeira infância.
Após isso, se efetua sua dissolução,
ele sucumbe à regressão, como dissemos,
e é seguido pelo período de latência.
Ainda não se tornou claro,
contudo, o que é que ocasiona a sua
destruição.
As análises parecem demonstrar
que é a experiência de desapontamento
penosos.
“É minha opinião ser essa ameaça
de castração o que ocasiona a destruição
da organização genital
fálica da criança”.
“Não devemos desprezar o fato
de que, nessa época, a masturbação
de modo algum representa a totalidade
de sua vida sexual.
Como pode ser claramente demonstrado,
ela está na atitude edipiana para
com os pais; sua masturbação constitui
apenas uma descarga genital da excitação
sexual pertinente ao complexo, e,
durante todos os seus anos posteriores,
deverá sua importância a esse relacionamento.
O complexo de Édipo ofereceu
à criança duas possibilidades de satisfação,
uma ativa e outra passiva.
Ela poderia colocar-se no lugar
do pai, à maneira masculina, e ter
relações com a mãe, como tinha o pai,
caso em que cedo teria sentido o último
como um estorvo, ou poderia querer
assumir o lugar da mãe e ser amado
pelo pai, caso em que a mãe se tornaria
supérflua”.
“RECORDAR,
REPETIR E ELABORAR”. (Erinnern, Wiederholen
und Durcharbeiten-1914) – “enquanto
o paciente se acha em tratamento,
não pode fugir à compulsão a repetição
e no final compreenderá que é esta
a sua maneira de recortar”.
“O que interessa
acima de tudo é sua relação
com a transferência e com a resistência”.
“Aprendemos que o paciente
repete ao invés de recordar e repete
sob as condições da resistência”.
“O
que nos interessa, acima de tudo,
é, naturalmente, a relação desta compulsão
à repetição com a transferência e
com a resistência. Logo percebemos
que a transferência é, ela própria,
apenas um fragmento da repetição e
que a repetição é uma transferência
do passado esquecido, não apenas para
o médico, mas também para todos os
outros aspectos da situação atual.
Devemos estar preparados para
descobrir, portanto, que o paciente
submete-se à compulsão à repetição,
que agora substitui o impulso a recortar,
não apenas em sua atitude pessoal
para com o médico, mas também em cada
diferente atividade e relacionamento
que podem ocupar sua vida na ocasião”.
“Também o papel desempenhado pela
resistência é facilmente identificável.
Quanto maior a resistência, mais extensivamente
a atuação (acting out) substituirá
o recordar, pois o recordar, pois
o recordar ideal do que foi esquecido
que ocorre na hipnose, corresponde
a um estado no qual a resistência
foi posta completamente de lado”.
“Podemos agora perguntar o que
é que ele de fato repete ou atua (acts
out). A resposta é que repete
tudo o que já avançou a partir das
fontes do reprimido para a sua personalidade
manifesta suas inibições, suas atitudes
inúteis e seus traços patológicos
de caráter. Repete também todos
os seus sintomas, no decurso do tratamento”.
“O paciente tem de criar
coragem para dirigir a atenção para
os fenômenos da sua moléstia.
Sua enfermidade em si não deve mais
parecer-lhe desprezível, mas
sim tornar-se um inimigo digno de
sua têmpera, um fragmento de sua personalidade,
que possui sólido fundamento para
existir...”
“Todavia, o instrumento principal
para reprimir a compulsão do paciente
à repetição e transformá-la num
motivo para recordar reside
no manejo da transferência.
Tornamos a compulsão inócua,
e na verdade útil,
concedendo-lhe o direito de
afirmar-se num campo definido.
Admitimo-la à transferência
como a um playground no qual lhe é
permitido expandir-se em
liberdade quase completa e
no qual se espera que nos apresente
tudo no tocante a instintos patogênicos
que se acha oculto na mente do paciente.
Contanto que o paciente apresente
complacência bastante para respeitar
as condições necessárias da análise,
alcançamos normalmente sucesso em
fornecer a todos os sintomas da moléstia
um novo significado transferencial
e em substituir sua neurose comum
por uma neurose de transferência,
da qual pode ser curado pelo trabalho
terapêutico.
“Esta elaboração das resistências
pode, na prática, revelar-se uma tarefa
árdua para o sujeito da
análise e uma prova de paciência
para analista”.