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ALCOOLISMO
Definição - O alcoolismo tem sido descrito como
uma perturbação crônica de comportamento,
manifestada pela ingestão repetida
de álcool que excede o uso social
da comunidade e que interfere na saúde
da pessoa que bebe e no seu funcionamento
social e econômico.
Causas - Os alcoólatras apresentam, significativamente, mais depressão,
tendências a pensamento paranóide,
sentimentos e atos agressivos e, significativamente,
mais baixa auto-estima, responsabilidade
e autocontrole que os não-alcoólatras.
A hipótese de o alcoolismo ser um
problema familiar é incontestável;
vários estudos de grupos de alcoólatras
revelam que até 50 por cento dos pais
e 30 por cento das irmãs são também
alcoólatras.
Síndrome de Dependência - Um conjunto de fenômenos
fisiológicos, comportamentais e cognitivos,
no qual o uso de substância ou classe
de substâncias alcança uma prioridade
muito maior para um determinado indivíduo
que outros comportamentos que antes
tinham maior valor. Uma característica
descritiva central da síndrome da
dependência é o desejo (freqüentemente
forte, algumas vezes irresistível)
de consumir drogas psicoativas (as
quais podem ou não ter sido medicamente
prescritas), álcool ou tabaco. Pode
haver evidência que o retorno ao uso
da substância após um período de abstinência
leva a um reaparecimento mais rápido
de outros aspectos da síndrome do
que ocorre com indivíduos não dependentes.
Diretrizes Diagnósticas - Um diagnóstico definido de dependência deve usualmente ser feito
somente se três ou mais dos seguintes
requisitos tiverem sido experienciados
ou exibidos em algum momento durante
o ano anterior:
(a) - um forte desejo
ou senso de compulsão para consumir
a substância;
(b) - dificuldades
em controlar o comportamento de consumir
a substância em termos de seu início,
término ou níveis de consumo;
(c) - um estado de
abstinência fisiológica quando o uso
da substância cessou ou foi reduzido,
como evidenciado por: a síndrome de
abstinência característica para substância
ou o uso da mesma substância (ou de
uma intimamente relacionada) com a
intenção de aliviar ou evitar sintomas
de abstinência.
(d) – evidência de
tolerância, de tal forma que doses
crescentes da substância psicoativa
são requeridas para alcançar efeitos
originalmente produzidos por doses
baixas.
(e) – abandono progressivo
de prazeres ou interesses alternativos
em favor do uso da substância psicoativa.
Aumento da quantidade de tempo necessário
para obter ou tomar a substância ou
para se recuperar de seus efeitos.
(f) – persistência
no uso da substância, a despeito de
evidência clara de conseqüências manifestamente
nocivas, tais como dano ao fígado
por consumo excessivo de bebidas alcoólicas,
estados de humor depressivos conseqüentes
a períodos de consumo excessivo da
substância ou comprometimento do funcionamento
cognitivo relacionado à droga; deve-se
fazer esforços para determinar se
o usuário estava realmente consciente
da natureza e extensão do dano. |