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- T -


tabaco - Qualquer preparação das folhas da Nicotiana tabacurn, uma planta nativa da América, cujo principal ingrediente psicoativo é a nicotina. Ver nicotina; fumante passivo.


tabagismo
- Termo de origem francesa que se refere à condição do fumante que é gravemente dependente da nicotina e, em conseqüência, manifesta graves sintomas de abstinência. Equivalente à síndrome de dependência do tabaco.


tabes dorsal
- Manifestação terciária de neurossífilis que ocorre tardiamente (8-12 anos) após a infecção, numa proporção relativamente pequena de indivíduos com sífilis. A lesão patológica principal é a inflamação, seguida de uma atrofia das raízes espinhais dorsais e das colunas posteriores da medula espinhal; é igualmente comum uma atrofia óptica primária. A sintomatologia inclui ataxia, dores penetrantes nos membros inferiores, diminuição da visão, perturbações no controle urinário e distúrbios tróficos, tais como artropatia e úlceras perfurantes. O prognóstico é variável, assim como a resposta ao tratamento. As manifestações psiquiátricas não são uma característica proeminente, mas podem verificar-se sintomas de depressão.


tabes juvenil
- Uma forma de tabes que ocorre em crianças com sífilis congênita ou em crianças que contraíram a doença na infância. Os traços clínicos são os mesmos da forma adulta da doença. A atrofia óptica e a deterioração mental são muitas vezes proeminentes e a reação de Wasserman pode ser negativa. A evolução da doença não tratada é de progressão rápida. Ver Sífilis Congênita.


taboparesia juvenil - Uma forma de neurossífilis que ocorre na infância em que os traços clínicos de paresia são associados aos de tabes dorsal. Ver Sífilis Congênita.


tahara (ar.), taharat (heb.) -
Junção da pureza espiritual ou religiosa com a limpeza física, preconizada no Oriente Médio, mas também encontrada em outros lugares; entre alguns grupos indianos é conhecido como suchi-bai. Obsessões com sujeira e rituais compulsivos de purificação aparecem mais freqüentemente em associação com este preceito religioso.


taijin-kyofu-shou
- Síndrome descrita originalmente no Japão, cujos sintomas incluem medo social, tremores, constrangimento e um sentimento da própria deformidade ou defeito físico. Esta condição foi também descrita em outras culturas do Pacífico. Ela apresenta semelhanças com fobia social, transtornos obsessivo-compulsivos, transtornos de personalidade anancástica e dismorfofobia.

taquiatetose - Ver síndrome das pernas inquietas.


taquifemia (F98.6)
- Aceleração da fala com ruptura da fluência (porém sem repetições ou hesitações) a ponto de provocar uma redução da inteligibilidade. A fala é errática e disrítmica, com arrancos rápidos e abruptos que usualmente envolvem padrões defeituosos de frases.


temperança
- Moderação e comedimento, a virtude do controle das paixões e dos impulsos pecaminosos (p.ex., a gula, a luxúria). Nos países de língua inglesa, este conceito tem vários usos em relação ao álcool e outras drogas; originalmente significava um compromisso com a moderação nos hábitos pessoais de beber (p.ex., abster-se de beber bebidas destiladas), mas após 1840 passou a significar um compromisso pessoal com a abstinência total. Após 1850, passou a significar um compromisso com o controle de álcool local, nacional ou global, geralmente com o objetivo de uma eventual proibição da venda de bebidas alcoólicas (daí o termo proibicionista). Em consonância com preocupações mais amplas de algumas sociedades da temperança, tais como a União das Mulheres Cristãs para a Temperança, a temperança algumas vezes se refere também a comportamentos variados, que incluem a abstinência do tabaco e do uso de outras drogas.

Os termos “nova temperança” ou “neo-temperança” têm sido utilizados desde a década de 1980 para caracterizar indivíduos e grupos comprometidos com um maior controle do álcool ou uma política sobre o álcool mais coerente, ou com uma mudança da reação pública refletida em vários países com o declínio do consumo de álcool. “Neo-proibicionismo” é um termo utilizado mais pejorativamente para as mesmas referências.


tempo de folgar
- Conceito desenvolvido pelas ciências sociais para descrever períodos socialmente determinados nos quais os indivíduos são temporariamente liberados dos seus papéis, obrigações e responsabilidades sociais e/ou dos constrangimentos sociais. São exemplos o Carnaval no Brasil e na Europa, a celebração de Ano Novo em várias partes do mundo, fins de semana e férias nos meios urbanos ou corporativos. Podem ser importantes para a manutenção da saúde mental.


tangencialidade
- Resposta a uma pergunta de um modo oblíquo ou irrelevante.


taquipsiquismo
- Taquipsiquismo é a aceleração do ritmo do pensamento ou do psiquismo geral. Trata-se de um estado afetivo comumente encontrado na hipomania ou mania, ou seja, na euforia. Seria como se a eloqüência na produção de idéias superasse a capacidade de verbalizá-las. Diz-se Logorréia ou Verborragia para o fenômeno de produção aumentada de palavras, o qual, pode ser ou não acompanhada de Fuga de Idéias.


tenacidade e vigilância
- Quando estamos dirigindo o foco principal da Atenção deve estar na estrada e no trânsito à nossa volta. Em nível menos profundo de Atenção estão os acostamentos da estrada, o ruído do motor, os instrumentos do painel do veículo, etc. De um modo geral, o campo de visão mais externo, a visão periférica, utiliza a energia psíquica sem propósito de foco da Atenção, mas apenas como possibilidade para um eventual foco futuro.

Usando ainda o exemplo de dirigir, há também a Atenção de espera, quando então procuramos, espreitamos, espiamos ou exploramos, sem nenhum objeto específico à se focar a Atenção. Digamos que é uma Atenção para as possibilidades. Nesses casos, o objeto da Atenção ainda não se acha presente, tudo é indeterminado, não se conhece o onde, nem o quando do que vai ser percebido. Pode ser que um cachorro atravesse em nossa frente. Esta expectância e incerteza exige que a Atenção percorra continuamente um campo mais amplo para, no caso do objeto aparecer, não o deixar escapar e colocá-lo imediatamente em foco. Para completar esse exemplo temos que entender o que é tenacidade e o que é vigilância.

Bleuler destaca duas qualidades na Atenção: a tenacidade e a vigilância. A TENACIDADE é a propriedade de manter a Atenção orientada de modo permanente em determinado sentido. A VIGILÂNCIA é a possibilidade de desviar a Atenção para um novo objeto, especialmente para um estímulo do meio exterior. Essas duas qualidades da Atenção se comportam, geralmente, de maneira antagônica, ou seja, quanto mais tenacidade sobre um determinado objeto está se dedicando, menos vigilante estamos em relação à eventuais estímulos a serem apreendidos.


tensão pré-menstrual
- A observação de que as mulheres experimentavam maior incidência de cefaléia, queixas somáticas e aumento de tensão no período pré-menstrual remonta aos tempos de Hipócrates e da escola da Grécia antiga. Modernamente, as primeiras descrições do problema aparecem em 1931, onde se notava que as mulheres na última fase do ciclo menstrual experimentavam tensão emocional e desconforto físico. Foram aventadas teorias psicológicas para explicar o fenômeno, incluindo condições neuróticas, de identidade feminina, conflitos, estressores, etc., como a base desse transtorno.

A Tensão Pré-Menstrual (TPM) é um mal que atinge uma grande parte da população feminina. É um período leigamente muito conhecido como "aqueles dias" . Mas será que isso é normal? Será que todos os meses você precisa "sofrer", passar por isso? Com uma grande variedade de intensidade e de sintomas, a TPM acaba dependendo do estado emocional, físico e da idade da pacientes.

Após esses estudos chegou-se à conclusão de que as pacientes portadoras de TPM podem e devem ser tratadas adequadamente. A paciente nota sensível melhora com o tratamento, seus filhos e maridos agradecem assim como seus colegas de trabalho.

teofilina - Dimetilxantina que ocorre nas folhas de chá. É um diurético e estimulante do sistema nervoso central, com uma potência ligeiramente menor do que a cafeína.

teor alcoólico no sangue (tas)(y90, y91) - Concentração de álcool (etanol) presente no sangue. É geralmente expresso como massa por unidade de volume, mas diferentes países podem expressá-lo diferentemente ou usar diferentes unidades; p.ex., miligramas por 100 mililitros (mg/lOOmL ou, incorretamente, mg porcento), miligramas por litro (mg/L), gramas por 100 mililitros (g/lOOmL), gramas porcento, e milimoles por litro. Uma concentração de 8 partes por mil é expressa em terminologia legal nos EUA como .08%, na Escandinávia como 0.8 promille, e no Canadá e outros países como 80mg/100mL. Também existem diferenças entre países quanto ao limite para se dirigir (Ver Dirigir Alcoolizado), com a maioria variando entre 50-lOOmg/lOOmL.

O TAS é freqüentemente extrapolado a partir da respiração, da urina e de outros fluidos biológicos nos quais a concentração do álcool guarda uma relação conhecida com a do sangue. O cálculo de Widmark é uma técnica para se estimar o TAS num dado momento após ingestão de álcool pela extrapolação dos TASs em momentos conhecidos, assumindo-se uma taxa fixa de eliminação do álcool (cinética de ordem zero). Em algumas jurisdições i.é. considerado como uma suposição dúbia e não são aceitas estimativas de TASs em pontos anteriores no tempo. Sinonímia: alcoolemia; nível alcoólico sanguíneo.

terapia aversiva - Tratamento que suprime um comportamento indesejável associando-o a uma experiência dolorosa ou desagradável. Este termo se refere a quaisquer das diversas formas de tratamento da dependência do álcool ou de outras drogas, direcionadas a estabelecer uma aversão condicionada à visão, cheiro, tato ou pensamento da substância indesejada. Geralmente o estímulo é uma droga nauseante, tal como a emetina ou a apomorfina, administrada logo antes de uma bebida alcoólica, de forma que ocorra vômito imediato, sendo, ao mesmo tempo, evitada a absorção do álcool ou outra substância. Outro estímulo envolve um choque elétrico dado em associação com uma bebida alcoólica ou com a sugestão visual de bebidas (garrafas, propagandas), administração de uma droga que causa breve paralisia da respiração ou sugestão verbal com ou sem hipnose. Uma técnica relacionada é a sensibilização dissimulada, na qual o procedimento de aversão é todo realizado na imaginação.

terapia de manutenção - Tratamento da dependência de droga através da prescrição de uma droga de substituição para a qual exista dependência cruzada e tolerância cruzada. O termo, por vezes, refere-se a uma forma menos perigosa de uso da mesma droga usada no tratamento. Os objetivos da terapia de manutenção são eliminar ou reduzir: (i) o consumo de uma substância específica, especialmente se for ilegal, ou reduzir o dano de um determinado método de administração, (ii) os perigos concomitantes para a saúde (p.ex., da partilha de agulhas) e (iii) as conseqüências sociais. A terapia de manutenção é muitas vezes acompanhada por tratamentos psicológicos e outros.

Exemplos de terapia de manutenção são a utilização de rnetadona para o tratamento da dependência de heroína e de goma com nicotina para substituir o fumar tabaco. A terapia de manutenção pode durar desde várias semanas até 20 anos ou mais. É por vezes diferenciada da terapia de diminuição gradual (Ver desintoxicação).

terapia hormonal - Atualmente milhões de mulheres pré, pós ou menopáusicas, no mundo todo, estão recebendo de seus ginecologistas e geriatras o que se conhece por Terapia de Reposição Hormonal. A literatura médica tem sido bastante abrangente sobre os benefícios, riscos, efeitos indesejáveis, indicações e contra-indicações da estrogenioterapia (terapia de reposição com o hormônio feminino estrogênio).

A terapia de reposição hormonal com estrogênio para mulheres pós-menopausa teve, inicialmente, indicação para prevenir a osteoporose freqüente dessa faixa etária e para diminuir os riscos de infarto do miocárdio. Observou-se que as mulheres submetidas a esse tipo de terapia hormonal também acabavam tendo um aumento da eslasticidade e turgência da mucosa vaginal, do tecido perineal e peri-uretral, tecidos estes, fisiologicamente mais ressecados com a menopausa. Tal mudança resolvia, indiretamente, o problema da dor na relação sexual por ressecamento vaginal e a queixa crônica de urgência miccional (vontade de urinar com rapidez e de pouco em pouco), muito incômodos nessa faixa etária.

terapia familiar – Tratamento de mais de um membro de uma família simultaneamente na mesma sessão.

terapia ocupacional - Método de tratamento de problemas físicos ou psicológicos, baseado numa ocupação proposital e com o objetivo de restaurar a motivação, confiança e habilidades específicas. A diferença entre terapia ocupacional e laboraterapia (ou terapia industrial) fundamenta-se principalmente na grande ênfase dada às preferências individuais, à auto-expressão e às atividades de lazer.

terapia por jogos - Técnica de tratamento que usa as brincadeiras das crianças como um meio para a expressão e comunicação entre a criança e o terapeuta.

terror noturno (F51.4) - Extrema expressão da continuidade nosológica que inclui sonambulismo e episódios de pânico noturno, associado com vocalização intensa, mobilidade e altos níveis de descarga autonômica. O sujeito senta-se ou levanta-se da cama usualmente durante a primeira terça parte do sono, com um grito de pânico e freqüentemente corre para a porta como se tentasse fugir (mas raramente sai do quarto). A lembrança do sucedido, se existe, é limitada a uma ou duas imagens fragmentadas. Sinonímia: terrores do sono.

teste de realidade - A atividade cognitiva de distinguir uma fantasia interna da realidade do mundo externo; a habilidade do indivíduo para discernir com precisão seu meio físico, social e cultural. Este conceito diz respeito não apenas à orientação em relação à pessoa, ao espaço e ao tempo do indivíduo, mas também à orientação quanto a status, normas, valores, relacionamentos e comportamento no domínio sociocultural. Os médicos que atendem pacientes pertencentes a grupos socioculturais diversos do seu devem avaliar a habilidade do paciente para testar a realidade a partir das perspectivas dos pacientes, não das suas. Isto pode requerer um “assessor cultural” ou, pelo menos, algum conhecimento por parte do médico sobre a realidade sociocultural do paciente.


teste de triagem - Instrumento ou procedimento de avaliação, tanto biológico como psicológico, cujo objetivo principal é descobrir, numa dada população, o maior número possível de indivíduos que tenham atualmente um transtorno ou condição, ou que estejam arriscados a desenvolvê-lo em algum momento no futuro. Os testes de triagem não são diagnósticos no sentido estrito da palavra, embora um resultado positivo seja tipicamente seguido por um ou mais testes definitivos para confirmar ou rejeitar o diagnóstico sugerido pelo teste de triagem).

Um teste com alta sensibilidade é capaz de identificar a maioria dos casos que efetivamente apresentam a condição em consideração. P.e.x., sensibilidade de 90% significa que o teste irá identificar como positivas 90 de cada 100 pessoas com a condição e deixará de identificar os outros 10 (chamados de "falso-negativos").

A especificidade, por sua vez, refere-se à capacidade de um teste para excluir os casos falsos; ou seja, quanto maior a especificidade, menor a probabilidade que o teste dê resultados positivos para indivíduos que não têm de fato a doença em questão ("falso-positivos").

O termo “instrumento de triagem” é também de uso comum, referindo-se tipicamente a um questionário ou a uma breve entrevista estruturada. Há, atualmente, uma infinidade de tais instrumentos, alguns gerais (p.ex., o Questionário de Auto-Relato (SRQ) e o Questionário de Saúde Geral (GHQ) e outros para transtornos específicos (p.ex., depressão, alcoolismo). Ver Marcador Biológico; Teste Diagnóstico.

teste diagnostico - Procedimento ou instrumento usado junto com a observação de padrões comportamentais, história e exame clínico para ajudar a estabelecer a presença, natureza ou fonte de (ou vulnerabilidade) a um transtorno ou para medir uma característica específica de um indivíduo ou grupo.

Os espécimes testados variam de acordo com a natureza da investigação: urina (p.ex., para detectar a presença de drogas), sangue (p.ex., para medir o teor de alcoolemia), sêmen (p.ex., para medir a motilidade de espermatozóides), fezes (p.ex., para detectar a presença de parasitas), líquido amniótico (p.ex., para detectar um transtorno fetal hereditário), tecidos (p.ex., para a presença e atividade de células neoplásicas), etc. Os métodos de teste também variam e incluem exames bioquímicos, imunológicos, neurofisiológicos e histológicos. Técnicas diagnósticas por imagem incluem Raios X (RX), tomografia computadorizada (CAT Scan), tomografia por emissão de pósitrons (PET Scan) e imagem por ressonância magnética (MRI).

As investigações psicológicas podem envolver testes de inteligência, de personalidade e projetivos (tais como o teste das manchas de Rorschach) e baterias de testes neuropsicológicos para determinar o tipo, localização e grau de qualquer disfunção cerebral e suas expressões comportamentais. Ver Marcador Biológico, Teste De Triagem.

teste padronizado de aquisição - Teste psicológico, com valores médios e desvio padrão conhecidos, desenvolvido para medir o nível de destreza ou de conhecimentos adquiridos em um campo particular, principalmente para finalidades educativas, vocacionais ou fins diagnósticos.

testes padronizados de quociente de inteligência - Procedimentos padronizados para determinar os níveis de QI expressos como uma pontuação individual em termos do seu desvio ou distância acima ou abaixo da média das pontuações de um grupo de referência ou normativo. Convencionalmente, esta média está estabelecida em 100. A maior parte destes testes resultam da escala de Binet-Simon.

THC - Tetrahidrocannabinol. Ver cannabis.

tipologia de jellinek - A classificação do alcoolismo feita em 1960 por Emíl Jeilinek em seu livro The disease concept of alcoholism [O conceito de alcoolismo como doença} postulava a existência dos seguintes tipos:

alcoolismo alfa — caracterizado por dependência psicológica, sem desenvolvimento de dependência fisiológica; também chamado beber problemático, beber como fuga.

alcoolismo beta — caracterizado por complicações físicas, envolvendo um ou mais sistemas orgânicos, com enfraquecimento geral da saúde e tempo de vida reduzido.

alcoolismo gama — caracterizado por aumento da tolerância, perda de controle e síndrome de abstinência após interrupção do consumo de álcool; também chamado alcoolismo "Anglo-Saxão".

alcoolismo delta — caracterizado por aumento de tolerância, sintomas de abstinência e incapacidade de abster-se, mas nunca perda do autocontrole sobre a quantidade consumida (Ver alcoolização).

alcoolismo épsilon — beber paroxística ou periodicamente, beber compulsivo; às vezes referido como dipsomania.


tique - Movimento motor involuntário, rápido, recorrente, não rítmico (envolvendo usualmente grupos musculares circunscritos) ou produção vocal, de começo súbito e sem um objetivo aparente. Os tiques tendem a ser experimentados como irresistíveis, mas podem usualmente ser suprimidos por vários períodos de tempo, são exacerbados pelo estresse e desaparecem durante o sono. Os tiques motores simples comuns incluem o piscar de olhos, movimentos bruscos do pescoço, encolher de ombros e produção de caretas. Os tiques vocais simples comuns incluem clarificar a garganta, tossir, fungar e assobiar. Os tiques complexos comuns incluem auto-agressão, saltos e coxeio. Os tiques vocais complexos incluem a repetição de palavras específicas e algumas vezes o uso de palavras socialmente inaceitáveis, freqüentemente obscenas (coprolalia) e a repetição dos próprios sons ou palavras (palilalia).

tireóide - A tireóide é uma glândula localizada no pescoço que participa ativamente no processo de formação das proteínas e na atividade das células. Basicamente regula o metabolismo dos tecidos. O iodo é o principal constituinte de seus hormônios. As doenças da tireóide são mais freqüente nas mulheres.

A diminuição de ingestão de iodo, que pode ocorrer em determinadas regiões do país, leva ao bócio endêmico, que é uma forma de diminuição da função da tireóide ou hipotireoidismo. O uso de sal iodado evita esta situação. O hipotireoidismo ou mixedema também pode ocorrer por diminuição na produção hormonal da tireóide. Os principais sintomas do hipotireoidismo são apatia, inchaço da face de mãos e pés. Há falta de memória podendo ocorrer prejuízo intelectual e se confundir com doença psicológica. Há tendência a insuficiência cardíaca. É comum ocorrer hemorragia genital na mulher.

O tratamento é feito com reposição do hormônio.O aumento da função da tireóide ou hipertireoidismo não é comum na 3ª idade . Ocorre tremores, aumento do pulso, nervosismo, sudorese aumentada. Há aumento do apetite e perda de peso. Ocorre sensação de fadiga e insônia. Pode ocorrer a exoftalmia que é uma situação em que os olhos ficam salientes. Na 3a. idade os sintomas de hipertireoidismo são menos acentuados do que aqueles que ocorrem no jovem e não é raro o diagnóstico não ser feito. O tratamento é clínico ou cirúrgico dependendo do tipo de hipertireoidismo.

O aumento da glândula tireóide ou simplesmente bócio em geral não é acompanhado de distúrbios hormonais, entretanto quando ocorrem a alteração mais comum é o hipertireoidismo. O aumento da tireóide pode levar a dificuldade respiratória por compressão da traquéia. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. Os processos inflamatórios da tireóide, as tireoidites, são raras na 3a. idade. O câncer da tireóide é raro na 3ª idade e seu tratamento é cirúrgico.

tireoidite induzida por medicamentos (lítio) - Ver hipotireoidismo.

tireotoxicose - Hipertireoidismo caracterizado pela aceleração da taxa de metabolismo basal, aumento do consumo de oxigênio, aumento do volume da tireóide, fraqueza, perda de peso, nervosismo e arritmia cardíaca ou insuficiência cardíaca congestiva. A tireotoxicose pode apresentar-se como um estado de ansiedade. Sinonímia: hipertireoidismo.

TOC - Ver transtorno obsessivo-compulsivo.

tolerância - Diminuição de resposta a uma dose de determinada substância que ocorre com o uso continuado da mesma. No consumidor freqüente ou de grandes quantidades de bebidas alcoólicas (ou de outras drogas), p.ex., são necessárias doses mais elevadas de álcool para alcançar os efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas. Tanto fatores psicológicos como psicossociais podem contribuir para o desenvolvimento da tolerância, que pode ser física, comportamental ou psicológica. Com referência aos fatores fisiológicos, podem desenvolver-se tanto a tolerância metabólica como a funcional. Aumentando-se a taxa de metabolismo da substância, o organismo pode ser capaz de eliminar a substância mais rapidamente. A tolerância funcional é definida pela diminuição da sensibilidade do sistema nervoso central para a substância. A tolerância comportamental é uma mudança no efeito da droga como resultado de aprendizado ou de alterações ambientais. Tolerância aguda é uma acomodação rápida, temporária, ao efeito de uma substância após uma única dose. Tolerância reversa, também conhecida como sensibilização, refere-se a uma condição na qual a resposta a uma substância aumenta com o uso repetido. A tolerância é um dos critérios para a síndrome de dependência. Ver Síndrome de Dependência; Transtorno por uso de Opióides.

tolerância cruzada - Desenvolvimento de tolerância para uma substância, como resultado da ingestão aguda ou crônica de uma outra substância à qual o indivíduo não tenha sido exposto previamente. As duas substâncias geralmente, mas nem sempre, têm efeitos farmacológicos similares. A tolerância cruzada é evidenciada quando a dose de uma nova substância não produz o efeito esperado. Ver Dependência Cruzada; Desintoxicação.

tomografia computadorizada - Ver Imagem Cerebral.

torcicolo psicogenico - Movimentos discinéticos dos músculos do pescoço que resultam em posturas anormais da cabeça e são freqüentemente dolorosos. A patofisiologia deste transtorno não é bem conhecida. Suspeitou-se de uma etiologia psicogênica para a ocorrência isolada do sintoma, sem sinais vertebrais ou oculares associados, na ausência de doença neurológica, tal como a distonia musculorum deformans.

Tourette, Gilles de la - As características essenciais do Transtorno de Tourette são múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais. Esses podem aparecer simultaneamente ou em diferentes períodos, durante a doença. Os tiques ocorrem muitas vezes ao dia, de forma recorrente, ao longo de um período superior a 1 ano.

Durante este período, jamais houve uma fase livre de tiques superior a 3 meses consecutivos. A perturbação causa acentuado sofrimento ou prejuízo significativo no funcionamento social, ocupacional ou outras áreas importantes da vida do indivíduo. O início do transtorno ocorre antes dos 18 anos de idade. Os tiques não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., estimulantes) ou a uma condição médica geral (por ex., doença de Huntington ou encefalite pós-viral).

A localização anatômica, o número, a freqüência, a complexidade e a gravidade dos tiques mudam com o tempo. Eles tipicamente envolvem a cabeça e, com freqüência, outras partes do corpo, tais como tronco e membros inferiores. Os tiques vocais incluem várias palavras ou sons como estalos, grunhidos, ganidos, fungadas, espirros e tosse. A coprolalia, um tique vocal complexo envolvendo a verbalização de obscenidades, está presente em alguns indivíduos (menos de 10%) com este transtorno. Pode haver a presença de tiques motores complexos envolvendo toques, agachar-se, fazer profundas flexões dos joelhos, refazer os próprios passos e girar o tronco enquanto caminha. Em aproximadamente metade dos indivíduos com este transtorno, os primeiros sintomas são surtos de um tique isolado, mais freqüentemente piscar os olhos, menos comumente tiques envolvendo uma outra parte da face ou do corpo.

Os sintomas iniciais também podem incluir a protrusão da língua, agachar-se, fungar, saltitar, pular, pigarrear, gaguejar, vocalização de sons ou palavras e coprolalia. Os outros casos iniciam com sintomas múltiplos.

tomografia - A tomografia axial computadorizada é um tipo de exame radiológico que, associado a um computador, analisa regiões do corpo humano, gerando imagens que revelam grande precisão de detalhes. É exame não invasivo que se utiliza de raios-X. A utilização concomitante de substância à base de iodo administrada na veia (contraste iodado) aumenta a precisão do exame.

A tomografia computadorizada revolucionou o diagnóstico médico tendo trazido inestimável contribuição especialmente para a neurologia. Até o inicio da década de 70 o estudo do cérebro e de seus vasos era feito através de processo agressivo e demorado (angiografia cerebral). Atualmente é fundamental para o exame do crânio, cérebro, cavidades torácica e abdominal. Pode ser útil no exame da coluna vertebral. O encontro de sangue no cérebro nos fornece o diagnóstico de hemorragia cerebral evitando, muitas vezes, a realização de exame de líquor. É básico no diagnóstico de tumores pulmonares e atualmente é imprescindível na análise do fígado, vias biliares e pâncreas. O estudo dos rins e das supra-renais também utiliza muito a tomografia axial computadorizada.

toxicomania - Termo de origem francesa para designar a dependência de drogas.

toxicomania, Adicção ou Drogadicção - Desajuste psiquiátrico causado por drogas, geralmente as ilícitas (maconha, cocaína, LSD, heroína), que leva a prejuízos ao indivíduo e à sociedade. É um problema de saúde pública .O toxicômano geralmente tem um desejo incontrolável de obter a droga e tentará obtê-la sob qualquer modo, até criminalmente. O toxicômano também tem a tendência de aumentar as doses do tóxico para obter os mesmos efeitos, em virtude do fenômeno da tolerância. A retirada das drogas geralmente causa sintomas de abstinência, fazendo o toxicômano sofrer horrivelmente. Geralmente são indivíduos problemáticos, os quais buscam nos tóxicos a fuga dos seus problemas. Incide mais nos jovens e menos na vida adulta.

toxoplasmose cerebral - Infecção do cérebro pelo parasita Toxoplasma gondii. Ocorre tanto intra-útero como em pacientes com AIDS/SIDA, como resultado de reativação de infecção cerebral latente pelo parasita intracelular oportunista. Tanto os achados clínicos como os resultados de exames radiológicos são inespecíficos; pode-se suspeitar do diagnóstico com base na resposta à terapia empírica com pirimetamina e sulfadiazina. O tratamento é necessário por toda a vida, em geral. Ver transtornos neuropsiquiátricos associados ao vih.

traço - Em psicologia, é uma "porção intencional constante" (Stern, 1921) da personalidade que é inferida da totalidade do comportamento de um indivíduo, sem nunca ser observada diretamente. Um traço é um atributo estável, freqüentemente comparado e contrastado com o estado, que é uma característica momentânea ou limitada no tempo, de um organismo ou de uma pessoa. Em genética, um traço é a expressão fenotípica (ou seja, observável) característica de uma predisposição hereditária.

tranqüilizante - Agente calmante; termo geral para várias classes de drogas empregadas no manejo sintomático de várias doenças mentais, usadas para aliviar a ansiedade (tranqüilizantes menores) ou para fazer diminuir sintomas psicóticos (tranqüilizantes maiores). O termo pode ser utilizado para diferenciar estas drogas dos sedativos/hipnóticos: os tranqüilizantes tem um efeito depressor e calmante sobre os processos psicomotores sem interferirem na consciência e no pensamento, a não ser em altas doses.

transe - Estado de alteração temporária da consciência vigil que envolve perda de senso de identidade ou troca do self por outra entidade psicológica (possessão), vigilância aumentada, sugestionabilidade e/ou comportamentos culturalmente estereotipados com diminuição acentuada de grau de resposta aos estímulos ambientais tais como os que ocorrem sob hipnose e relaxamento profundo. Esta condição pode ser um papel aprendido em certos grupos religiosos, cultos de cura (p.ex., na Umbanda) ou práticas de cura xamanísticas. Ver possessão.

transe patológico - Ver possessão.

transexualismo - Desejo de viver e ser aceito como membro do sexo oposto, geralmente acompanhado de uma sensação de desconforto ou de inadequação com o próprio sexo anatômico e um desejo de fazer tratamento cirúrgico e hormonal para tornar seu corpo o mais congruente possível com o sexo preferido. Ver Orientação Sexual Ecodistônica.

transferência cultural - Sentimentos do paciente em relação ao clínico baseados nas atitudes do paciente frente à sua própria cultura, bem como as atitudes do paciente em relação à cultura do clínico (ou aquilo que o paciente percebe como sendo a cultura do clínico). A história das relações entre a cultura do paciente e a do clínico (caso sejam diferentes) pode influenciar a transferência cultural. Se a história pessoal do paciente com o grupo étnico e cultural do clínico foi complexa, ou se as relações entre os dois grupos foi complicada, a transferência cultural pode possuir dimensões tanto positivas como também negativas. Ver etnocentrismo.

transições de ciclos vitais - Adaptações individuais do comportamento e de papéis sociais em resposta a mudanças relacionadas a faixas etárias, determinadas culturalmente, e sobre as quais se tem pouco ou nenhum controle. Algumas destas mudanças ocorrem gradualmente ao longo de muitos anos, enquanto que outras podem ocorrer repentinamente ao longo de um período de dias (p.ex., ritos de puberdade, paternidade, aposentadoria, viuvez), semanas ou meses (p.ex. puberdade, gravidez, menopausa). Ver crise; crise da meia-idade; ritos de passagem.

transtorno afetivo - Ver transtorno do humor.

transtorno afetivo associado ao vih - Depressão que ocorre em indivíduos com infecção pelo VIH. Pode ser o resultado de problemas psicossociais relacionados com a infecção pelo VIH e AIDS/SIDA, ou pode ser devido à infecção cerebral produzida pelo VIH. Pode também ser precipitado pela infecção pelo VIH num indivíduo predisposto. A hipomania e a mania são menos frequentes que a depressão nos indivíduos com infecção pelo VIH.

transtorno afetivo bipolar (F31) - Transtorno caracterizado por dois ou mais episódios nos quais os níveis de humor e da atividade do paciente estão significativamente perturbados. Esta perturbação consiste, em algumas ocasiões, de uma exaltação do humor e de um aumento da energia e atividade, e, em outras, de uma diminuição do humor ou de um enfraquecimento da energia e da atividade. Ver depressão; htpomania; mania.

transtorno afetivo da personalidade (F34.0) - Predominância por toda a vida de um dado humor pronunciado que pode ser persistentemente depressivo, persistentemente eufórico, ou alternadamente um ou outro. Durante os períodos de euforia, há um otimismo inquebrantável e um entusiasmo aumentado pela vida e atividade, enquanto que os períodos de depressão são marcados por preocupação, pessimismo, energia diminuída e um sentimento de futilidade. Tais indivíduos são propensos a desenvolver transtornos afetivos, embora isto não seja inevitável.

transtorno afetivo orgânico (F06.3) - Transtorno caracterizado por uma mudança do humor ou do afeto (depressivo, hipomaníaco, maníaco ou bipolar), normalmente acompanhado de uma mudança em todos os níveis de atividade e presumivelmente conseqüente a um transtorno cerebral orgânico ou outro transtorno físico evidentemente independente. Em indivíduos com transtornos do hemisfério cerebral direito existe uma alteração da capacidade de expressar ou compreender emoções.

transtorno afetivo persistente - Ver transtorno persistente do humor.

transtorno afetivo residual relacionado ao uso de álcool ou droga - Modificações de estados afetivos induzidas por álcool ou droga que persistem além do período esperado para que o efeito do álcool ou da droga se manifeste. Ver Transtorno Psicótico Residual ou de início Tardio Induzido por Álcool ou Drogas.

transtorno agressivo da personalidade - Ver transtorno de instabilidade emocional da personalidade.

transtorno amnésico - Ver amnésia.

transtorno amnésico alcoólico - Ver psicose de korsakov.

transtorno anancástico da personalidade (F60.5) - Personalidade obsessivo-compulsiva caracterizada por sentimentos de insegurança pessoal e dúvida, que levam a uma excessiva meticulosidade, tenacidade, cautela e rigidez. Pode haver pensamentos ou impulsos insistentes e indesejáveis que não alcançam a gravidade de um transtorno obsessivo-compulsivo. Há freqüentemente perfeccionismo e acuracidade meticulosa e uma necessidade conseqüente de repetidas verificações de pormenores. Sinonímia: Transtorno de Personalidade Obsessiva; Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva.

transtorno ansioso (de evitação) da personalidade (F60.6) - Caracterizado por sentimentos de tensão e apreensão, insegurança e inferioridade. Há um desejo contínuo de ser benquisto e aceito, uma hipersensibilidade à rejeição e à crítica, as ligações pessoais são restritas e existe uma tendência para esquivar-se de certas atividades através do exagero habitual dos perigos ou riscos potenciais em situações cotidianas.

transtorno anti-social da personalidade (F60.2) - Caracteriza-se por: desrespeito às obrigações sociais com falta de sentimento e insensível despreocupação com os outros, disparidade grosseira entre atitude e normas sociais vigentes; comportamento que não é prontamente modificável pela experiência, nem mesmo pela punição; baixa tolerância à frustração e baixo limiar para descarga da agressividade, que inclui violência, tendência a culpar os outros ou oferecer racionalizações plausíveis pelo comportamento que levou o indivíduo ao conflito com a sociedade. Incluí personalidade amoral, anti-social, associal, psicopática e sociopática.

transtorno associal da personalidade - Ver Transtorno Anti-Social da Personalidade.

transtorno astênico orgânico (F06.6) - Incontinência ou labilidade emocional, fatigabilidade e uma variedade de sensações físicas desagradáveis decorrentes da presença de um transtorno orgânico cerebral.

transtorno catatônico orgânico - Transtorno caracterizado por diminuição (estupor) ou aumento (excitação) da atividade motora associado a sintomas catatônicos. A condição surge num contexto de doença, lesão ou disfunção cerebral. Ver Catatonia.

transtorno cognitivo/motor leve associado ao vih - Sintomas, sinais e resultados dos testes neuropsicológicos qualitativamente similares aos da demência associada ao VIH, mas quantitativamente menos graves. Ver Transtornos Neuropsiqüiátricos Associados ao Vih.

transtorno compulsivo da personalidade - Ver Transtorno Anancástico da Personalidade.

transtorno conversivo - Ver transtorno dissociativo.

transtorno da conduta (F91) - Os transtornos de conduta são caracterizados por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora. Tal comportamento representa importantes infrações às expectativas sociais apropriadas para a idade; portanto, deve ser mais grave que simples travessuras infantis usuais ou a rebeldia de adolescentes, e devem representar um padrão de comportamento persistente (6 meses ou mais). As características do transtorno da conduta podem também ser sintomáticas de outras condições psiquiátricas. Exemplos de comportamentos nos quais o diagnóstico é baseado incluem níveis excessivos de brigas ou de provocações, crueldade com outras pessoas ou animais, destrutividade grave de bens materiais, comportamento incendiário, roubo, mentir repetidamente, cabular aulas e fugir de casa, ataques de birra excepcionalmente freqüentes e graves e desobediência sistemática.

transtorno da ereção - Ver Insuficiência da Resposta Genital.

transtorno da excitação sexual - Ver Insuficiência da Resposta Genital.

transtorno da excitação sexual feminina - Ver Insuficiência da Resposta Genital.

transtorno da expressão verbal (F80.1) - Transtorno específico do desenvolvimento em que a capacidade da criança para usar a linguagem falada expressiva é marcadamente inferior ao nível apropriado à sua idade mental, mas a compreensão da linguagem situa-se dentro dos limites normais. Poderá ou não haver anomalias na articulação. Sinonímia: disfasta ou afasia do tipo expressivo.

transtorno da identidade de gênero (F64) - Discrepância entre a convicção íntima da própria feminilidade ou masculinidade e o sexo biologicamente determinado. Estão incluídos o transexualismo, o transvestismo de duplo papel e o transtorno da identidade de gênero na infância. Inclui, também, o transtorno do papel-gênero, como transtorno não especificado de identidade de gênero.

transtorno da identidade de gênero na infância (F64.2) - Desconforto persistente e intenso a propósito do sexo atribuído, juntamente com desejo de ser (ou insistência de que é) do sexo oposto. Repúdio ao próprio sexo e preocupação constante com os trajes e atividades do sexo oposto. Este transtorno representa profunda perturbação da identidade de gênero normal, não se tratando de mero comportamento turbulento em meninas, nem de excesso de mimo, em meninos.

transtorno da identidade psicossexual não transexual - Ver transvestismo de duplo papel.

transtorno da maturação sexual (F66.0) - Incerteza sobre a identidade de gênero ou orientação sexual acompanhada de ansiedade ou depressão secundárias. Mais freqüentemente isto ocorre em adolescentes que não estão seguros sobre se a sua orientação é homossexual, heterossexual ou bissexual, ou em indivíduos que depois de um período de aparente estabilidade de orientação sexual, freqüentemente no contexto de uma relação de longa duração, sentem que a sua orientação sexual está-se modificando.

transtorno da orientação sexual - Ver orientação sexual egodistônica36.

transtorno da personalidade e da conduta - Conjunto de condições e de padrões de comportamento de significância clínica que tendem a ser persistentes e aparentam ser a expressão do estilo de vida e modo de relacionar-se de um indivíduo consigo mesmo e com os outros. Transtornos de personalidade específicos, transtornos de personalidade mistos e alterações permanentes de personalidade são padrões de comportamento profundamente arraigados e persistentes, que se manifestam como respostas inflexíveis a uma ampla variedade de situações pessoais e sociais. Eles representam desvios extremos ou significantes da maneira pela qual o indivíduo médio numa dada cultura percebe, pensa, sente e, particularmente, relaciona-se com os outros. Incluídos neste grupo estão: transtornos do hábito e do impulso, transtornos de identificação de gênero, transtornos da inclinação sexual, transtornos do desenvolvimento e da orientação sexual, elaboração de sintomas físicos por razões psicológicas e produção intencional ou simulação de sintomas.

transtorno da preferência sexual (F65) - Variedade de padrões de preferência sexual e atividades que inclui fetichismo , transvestismo fetichista, exibicionismo,fricativismo, mixoscopia, bestialidade,pedofilia, sadomasoqnismo e necrofilia. Sinonímia: parafilias.

transtorno da psicomotricidade - Qualquer transtorno caracterizado por anomalias da movimentação. Essas anomalias incluem acinesia (dificuldade na iniciação de movimentos) e as várias formas de discinesia, incluindo tremor, coréia, espasmo de torção, torcicolo, distonia, balismos, tics e mioclono. Um transtorno do movimento pode ocorrer em algumas síndromes esquizofrênicas10 e não raro decorre da administração de medicação neuroléptica.

transtorno da recepção verbal (F80.2) - Transtorno específico do desenvolvimento em que a compreensão da linguagem por parte da criança é inferior ao nível apropriado à sua idade mental. Em praticamente todos os casos, a linguagem expressiva é marcadamente prejudicada e são comuns as anomalias na produção de sons verbais.

transtorno da vinculação afetiva na infância com desinibição (F94.2) - Padrão peculiar de funcionamento social anormal que surge nos 5 primeiros anos de vida e que tende a persistir apesar de alterações marcantes nas circunstâncias ambientais, p.ex., comportamento de vinculação difuso sem focalização seletiva, comportamentos de chamar atenção, comportamento amistoso indiscriminado e modulação pobre da interação com companheiros. Dependendo das circunstâncias, pode existir um transtorno emocional ou comportamental associado.

transtorno de ajustamento (F43.2) - Estados de tensão subjetiva e transtornos emocionais que normalmente interferem com o funcionamento e o desempenho sociais e que surgem no período da adaptação a uma mudança significativa na vida do indivíduo ou a um evento vital estressante. O estressor pode ter afetado a integridade da rede social do indivíduo (perdas, experiências de separação) ou um sistema mais amplo de apoio e de valores sociais (migração, situação de refugiado) ou representa uma transição no desenvolvimento ou uma crise de grande importância (entrar para a escola, tornar-se pai, fracasso na tentativa de atingir um objetivo pessoal importante, aposentadoria). A predisposição ou vulnerabilidade do indivíduo tem um importante papel no risco da ocorrência e na configuração das manifestações dos transtornos de ajustamento, todavia, supõe-se que tal condição não ocorreria na ausência de um estressor. As manifestações variam e incluem humor deprimido, ansiedade ou preocupação (ou mais de um destes), um sentimento de incapacidade para superar problemas, planejar o futuro ou continuar na presente situação, bem como um certo grau de perturbação do desempenho da rotina diária. Pode também existir um transtorno da conduta associado, principalmente em adolescentes. O aspecto predominante pode ser uma reação depressiva — breve ou prolongada — ou uma alteração de outras emoções e conduta, incluindo choque cultural, reação de luto e hospitalismo, em crianças.

transtorno de ajustamento associado ao vih - Resposta excessivamente prolongada ou intensa face ao diagnóstico de infecção por VIH ou AIDS/SIDA, ou em conseqüência do estresse associado à doença, manifestada por depressão, ansiedade, queixas somáticas ou perturbações comportamentais.

transtorno de alimentação na infância (F98.2) - Recusa de alimento e dengos extremos em presença do fornecimento adequado de comida, de alguém razoavelmente competente para cuidar da criança e na ausência de doença orgânica. Pode ou não haver ruminação associada (regurgitação repetida sem náusea ou doença gastrintestinal).

transtorno de ansiedade da separação (F93.0) - O medo da separação constitui o foco da ansiedade que surge nos primeiros anos da infância. É diferenciado da ansiedade de separação normal quando é de gravidade superior ao que se espera estatisticamente (incluindo uma persistência anormal além do período etário usual) e quando está associada com problemas significativos do funcionamento social.

transtorno de ansiedade fóbica (F40) - Qualquer grupo de distúrbio no qual sua ansiedade — que freqüentemente leva ao pânico — é evocada somente ou predominantemente em certas situações bem definidas, que não são normalmente perigosas. Como resultado, estas situações são caracteristicamente evitadas ou realizadas com temor. A preocupação do indivíduo pode estar focalizada nos sintomas individuais, tais como palpitação ou sensação de desmaio e é freqüentemente associada com medos secundários de morte, perda do controle ou de enlouquecer. Imaginar a situação fóbica, em geral, gera ansiedade antecipatória. Ansiedade fóbica e depressão freqüentemente coexistem.

transtorno de ansiedade fóbica na infância (F93.1) - Medos na infância que mostram uma marcada especificidade da fase de desenvolvimento e são de intensidade anormal.

transtorno de ansiedade generalizada (F41.1) - Ansiedade generalizada e persistente, não restrita a uma circunstância ambiental particular (ou seja, ela é “flutuante”). Os sintomas dominantes variam, mas incluem queixas de sentimentos contínuos de nervosismo, tremores, tensão muscular, sudorese, sensação de cabeça leve, palpitações, tonturas e desconforto epigástrico. Medos de que o paciente ou um parente irá em breve adoecer ou sofrer um acidente são freqüentemente expressados.

transtorno de ansiedade social na infância (F93.2) - Receio de estranhos e apreensão social ou ansiedade ao enfrentar situações novas, estranhas ou socialmente ameaçadoras. Esses medos começam durante a primeira infância, mas são suficientemente graves para causarem problemas no funcionamento social. Sinonímia: Transtorno Evitativo da Infância ou Adolescência.

transtorno de conduta não socializado (F91.1) - Combinação de comportamento agressivo ou anti-social persistente com anormalidades significativas no relacionamento individual com outras crianças.

transtorno de conduta restrito ao contexto familiar (F91.0) - Transtorno de conduta que envolve comportamento anti-social ou agressivo (e não meramente de oposição, desafiador, ou comportamento inadequado), no qual o comportamento anormal é inteiramente (ou quase) restrito ao lar e às interações com membros do núcleo familiar ou parentes próximos. O transtorno requer o preenchimento completo de critérios para transtorno de conduta; mesmo relacionamentos gravemente perturbados entre pai-filho não são suficientes, por si só, para este diagnóstico. Ver Transtorno da Conduta.

transtorno de conduta socializado (F91.2) - Comportamento anti-social ou agressivo que ocorre em indivíduos que são geralmente bem integrados em seus grupos sociais. Sinonímia: Delinqüência Grupal.

transtorno decorrente do abuso de solventes voláteis - Qualquer transtorno mental ou de comportamento devido ao uso de solventes voláteis. Quando inalados, os solventes voláteis (também chamados inalantes) — tais como cola, aerossol, tintas, solventes industriais, solventes de tintas, gasolina e fluidos para limpeza — produzem estados alterados de consciência. Além disso, alguns solventes são diretamente tóxicos para o fígado, rins ou coração e alguns produzem neuropatia periférica ou degeneração progressiva do cérebro. O usuário tipicamente embebe um trapo com o inalante e o coloca sobre a boca e nariz, ou coloca o inalante num saco de papel ou de plástico e então o coloca sobre a face (induzindo anóxia e intoxicação). Os sinais de intoxicações incluem agressividade, letargia, lentificação psicomotora, euforia, perturbação do juízo crítico, tonturas, nistagmo, visão borrada ou diplopia, fala mal-articulada, tremores, marcha instável, hiper-reflexia, fraqueza muscular, estupor ou coma. Ver Transtorno por uso de Substância Psicoativa.

transtorno de estresse pós- traumático - Ver Reaçâo Protraída ao Estresse.

transtorno de hábitos e impulsos (F63) - Atos repetidos, sem motivação racional evidente, incontroláveis e, em geral, prejudiciais aos interesses próprios e alheios. O indivíduo relata que o comportamento se associa a impulsos ao ato. Compreende: jogo patológico, comportamento incendiário patológico, furto patológico, tricotilomania e outros transtornos do impulso, como o transtorno explosivo intermitente. Ver Comportamento Incendiário Patológico; Furto Patológico; Jogo Patológico; Transtorno Explosivo Intermitente; Tricotilomania.

transtorno de instabilidade emocional da personalidade (F60.3) - Caracteriza-se por uma marcada tendência para agir impulsivamente sem consideração das conseqüências, humor imprevisível e caprichoso, tendência ao descontrole emocional e incapacidade para controlar as explosões de comportamento, tendência para comportamento querelante e conflitos com outros, especialmente quando os atos impulsivos são motivo de oposição ou censura. Dois tipos podem ser distinguidos: tipo impulsivo, caracterizado predominantemente por instabilidade emocional e falta de controle dos impulsos, e o tipo limítrofe, caracterizado por distorções da auto-imagem, objetivos e preferências internas, relações interpessoais intensas e instáveis e por uma tendência a atitudes autodestrutivas incluindo ameaças e tentativas de suicídio. Inclui personalidade (transtorno) agressiva e explosiva.

transtorno de labilidade emocional orgânico - Ver Transtorno Astênico Orgânico.

transtorno delirante (F22.0) - Desenvolvimento de um delírio único ou de delírios relacionados, de conteúdos variáveis, os quais são usualmente persistentes e algumas vezes duram por toda a vida. Alucinações auditivas claras e persistentes, delírios de controle, embotamento afetivo, ou evidência definitiva de doença cerebral estão, como regra, ausentes, porém, a presença de alucinações auditivas ocasionais ou transitórias, particularmente em pacientes idosos, é compatível com a descrição deste transtorno, desde que estas se manifestem apenas diretamente no quadro clínico global. Sinonímia: Estado Paranóide Simples. Ver Paranóia; Psicose Paranóide Psicogênica.

transtorno delirante crônico - Ver Transtorno Delirante Duradouro (F22).

transtorno delirante de ciúme alcoólico - Ver Transtorno Psicótico Induzido por Álcool ou Droga.

transtorno delirante duradouro (F22) - Transtorno de longa duração no qual os delírios (idéias ou juízos) constituem a única ou a mais conspícua característica clínica e que não podem ser classificadas como de origem orgânica, esquizofrênica ou timopática.

transtorno delirante induzido (F24) - Transtorno delirante que acomete duas ou mais pessoas ligadas por vínculos emocionais significativos. Apenas uma delas padece um transtorno psicótico genuíno; o delírio é induzido no(s) outro(s) e tende a desaparecer quando as pessoas são separadas. Sinonímia: Folie à Deux; Psicose Induzida; Transtorno de Idéia Delirante Induzida.

transtorno delirante orgânico esquizomorfo - Transtorno cujo quadro clínico é dominado por delírios persistentes ou recorrentes que podem ser acompanhados por alucinações. Podem estar presentes alguns sintomas sugestivos de esquizofrenia como alucinações extravagantes ou transtornos do pensamento. Esta condição clínica aparece como componente de doença, disfunção ou lesão cerebral, em particular de epilepsia.

transtorno de pânico [ansiedade paroxística episódica] (F41.0) - Caracterizado essencialmente por ataques recorrentes de ansiedade grave (pânico) que não são restritos a nenhuma situação particular ou conjunto de circunstâncias e são portanto imprevisíveis. Da mesma forma que outros transtornos de ansiedade, os sintomas dominantes variam de pessoa para pessoa, mas podem incluir aparição repentina de palpitações, dor no peito, sensações de choque, tontura e sentimentos de ausência da realidade (despersonalização ou desrealização). Há também um medo secundário de morrer, perder o controle ou ficar louco. O transtorno de pânico deve ser diferenciado de ataques de pânico que ocorrem como parte de transtornos fóbicos de ansiedade estabelecidos. Os ataques de pânico podem também ser secundários a transtornos depressivos.

transtorno dependente da personalidade (F60.7) - Caracterizado por dependência passiva generalizada de outras pessoas para tomar grandes ou pequenas decisões na vida, grande medo de abandono, sentimento de desamparo e incompetência, complacência passiva com os desejos dos mais velhos e uma débil resposta às demandas da vida diária. Pode manifestar-se por perda do vigor na esfera intelectual ou emocional e há uma freqüente tendência a reagir às adversidades, transferindo a responsabilidade para outros, havendo ainda pouca capacidade para divertir-se. Inclui personalidade (transtorno) astênica, inadequada, passiva e autoderrotista de outras classificações.

transtorno depressivo da conduta (F92.0) - Combinação de transtorno de conduta com depressão persistente e intensa do humor.

transtorno depressivo recorrente (F33) - Transtorno caracterizado por episódios depressivos repetidos, sem qualquer história de episódios independentes de mania, mas que não exclui breves episódios de hipomania, imediatamente após um episódio de depressão. As formas mais graves de transtorno depressivo recorrente têm muito em comum com conceitos anteriores, tais como psicose maníaco-depressiva do tipo depressivo, melancolia, depressão vital e depressão endógena.

transtorno de relacionamento (F68.8) - Termo genérico para qualquer dos transtornos de personalidade e da conduta enfatizando as dificuldades nos relacionamentos interpessoais que fazem parte do quadro clínico.

transtorno de relacionamento sexual (F66.2) - Transtorno no qual a identidade de gênero ou a orientação sexual é responsável por dificuldades em estabelecer ou manter um relacionamento com um parceiro sexual.

transtorno de rivalidade entre irmãos (F92.3) - Certo grau de transtorno emocional observado em geral após o nascimento de irmão imediatamente mais novo e que ocorre na maioria das crianças. Sinonímia: ciúme de irmão.

transtorno desafiador de oposição (F91.3) - Transtorno de conduta em crianças de idade pré-escolar, caracterizado por um acentuado comportamento desafiador, desobediente e provocador que não inclui atos delinqüências ou formas mais extremas de agressividade ou comportamento anti-social.

transtorno desintegrativo da infância (F84) - Conjunto de alterações qualitativas globais nas interações sociais e nos padrões de comunicações que caracterizam o funcionamento do indivíduo em todas as situações. Inclui o autismo infantil (F84.0), o autismo infantil atípico (F84.1), a síndrome de Rett (F84.2), a síndrome de Heller (F84.3) e a síndrome de Asperger (F84.4). Espasmos infantis, rubéola congênita, esclerose tuberosa, lipidose cerebral e a síndrome do cromossomo X frágil com deficiência menta são algumas das condições clínicas associadas.

transtorno de somatização (F45.0) - Sintomas físicos múltiplos e recorrentes que se modificam freqüentemente, com duração de pelo menos dois anos de duração, sem nenhuma base orgânica demonstrável. Muitos pacientes têm uma história longa e complicada de contatos com serviços de saúde, tanto básicos como especializados, durante os quais muitas investigações negativas ou operações exploratórias infrutíferas foram feitas. Os sintomas podem ser referidos a qualquer parte ou sistema do corpo. O curso do transtorno é crônico4 e flutuante e está freqüentemente associado com rupturas prolongadas do comportamento social, interpessoal e familiar.

transtorno de tique (F95) - Síndrome em que a manifestação predominante aparece sob a forma de tique. Ver tique.

transtorno de tique motor ou vocal crônico (F95.1) - Engloba os critérios gerais de um transtorno de tique; neste caso, tiques motores ou vocais (mas não ambos simultaneamente) que podem ser simples ou múltiplos (usualmente múltiplos) e que têm uma duração superior a um ano.

transtorno de tiques vocais e motores múltiplos (F95.2) - Forma de transtorno de tique caracterizada por múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais, embora não necessariamente ao mesmo tempo. Este transtorno usualmente piora durante a adolescência e tende a persistir durante a idade adulta. Os tiques vocais são muitas vezes múltiplos, com vocalizações explosivas e repetitivas, pigarrear, grunhidos e pode surgir também o uso de palavras ou frases obscenas. Por vezes, há uma ecopraxia gestual que está associada, que pode também ser de natureza obscena (copropraxia). Sinonímia: Síndrome de Gilles de La Tourette; Síndrome de Tourette.

transtorno de tourette - Ver Transtorno de Tiques Vocais e Motores Múltiplos.

transtorno de transe e possessão (F44.3) - Perda temporária do sentido de identidade pessoal e do conhecimento completo do meio envolvente, na qual os estados de transe são involuntários ou indesejados e ocorrem independentemente de situações aceitas de natureza religiosa ou cultural.

transtorno dissocial da personalidade - Ver transtorno anti-social da personalidade.

transtorno dissociativo (F44) - Uma perda completa ou parcial da integração normal entre lembranças do passado, auto-orientação, sensopercepção e controle dos movimentos corporais. Os transtornos dissociativos tendem a desaparecer após poucas semanas ou meses, particularmente se seu início estiver associado com um evento de vida traumático. Formas mais crônicas, particularmente acompanhadas de paralisias e de anestesias, podem desenvolver-se se o início estiver associado com problemas insolúveis ou dificuldades interpessoais. Estes transtornos têm uma origem supostamente psicogênica e previamente eram chamados de histeria conversível. Os sintomas freqüentemente expressam a idéia que o paciente tem de como poderia manifestar-se uma doença física. Exames clínicos e laboratoriais usualmente não revelam a presença de nenhum transtorno neurológico ou outros sinais físicos. Ver Amnésia Dissociativa; Anestesia Dissociativa; Fuga Dissociativa.

transtorno dissociativo orgânico - Transtorno dissociativo que surge em conseqüência de um transtorno mental orgânico, caracterizado por uma perda parcial ou completa da integração normal entre lembranças do passado, auto-orientação, sensopercepção e controle dos movimentos corporais.

transtorno do Comportamento - Quadro complexo e inter-relacionado de problemas orgânico-neurológicos e do desenvolvimento psicológico, que podem ser agravados ou amenizados pelo contingente sócio-familiar, e cujo tratamento psicológico é de extrema dificuldade, exigindo interação medicamentosa em uma grande maioria de casos. O DSM (Diagnostical and Statistical Manual of Disorders) categoriza um grande número de transtornos, dentre eles: transtorno de personalidade, transtorno psicossexual, transtorno de ansiedade, transtorno de conduta, transtornos psicóticos, etc.

transtorno do desempenho social na infância e adolescência - Grupo heterogêneo de transtornos que têm em comum anormalidades do funcionamento social durante o desenvolvimento, mas que (ao contrário dos transtornos difusos do desenvolvimento) não são aparentemente devido a uma incapacidade social constitucional ou a um déficit que atinge todas as áreas de funcionamento. Exemplos incluem o mutismo eletivo e os transtornos da vinculação afetiva na infância com desinibição.

transtorno do humor (F30-F39) - A perturbação fundamental é um deslocamento do humor ou do afeto seja para o pólo da depressão (com ou sem ansiedade associada) seja para o pólo da exaltação. Essa mudança do humor é geralmente acompanhada por uma mudança no nível geral da atividade e a maioria dos outros sintomas é secundária a mudanças do humor e da atividade, ou facilmente entendida no contexto dessas mesmas mudanças. A maioria dos transtornos do humor tende a ser periódica e o início dos episódios individuais pode estar freqüentemente relacionado com eventos ou situações estressantes. Sinonímia: Transtorno Afetivo. Ver Depressão; Mania.

transtorno doloroso somatomorfo persistente (F45.4) - A queixa predominante é a de dor incômoda, grave e persistente que não pode ser inteiramente explicada por um processo fisiológico nem por um transtorno físico e que ocorre em associação com conflitos emocionais ou problemas psicossociais suficientes para permitir a conclusão que eles são a principal influência causal. O resultado é, geralmente, um aumento marcado de apoio e atenção quer pessoal quer sanitária.

transtorno do papel-gênero (F64.9) - Comportamento e aparência em desacordo com as expectativas culturais de conduta apropriada, “feminina” ou “masculina”, num dado indivíduo. Ver Transtorno da Identidade de Gênero.

transtorno dos impulsos - Ver Transtorno de Hábitos e Impulsos.

transtorno eletrolítico - Concentração anormal de um ou mais íons no sangue, tais como sódio, potássio, cálcio, e bicarbonato, habitualmente secundária a uma patologia subjacente. Uma vez instalados, os transtornos eletrolíticos são eles mesmos causas de sintomas. A deficiência de sódio (hiponatremia) pode ser associada à queda da pressão arterial, dores abdominais, fraqueza, vertigem, apatia, e, segundo a evolução, coma. A deficiência de potássio (hipopotassemia) pode produzir letargia, anorexia, ansiedade, depressão, fraqueza muscular e anomalias no eletrocardiograma. Hipocalcemia pode produzir depressão e cãibras musculares; hipercalcemia pode também produzir depressão e, se for intensa ou prolongada, sintomas do tipo psicótico ou demencial.

transtorno específico da leitura (F81.0) - Comprometimento específico e significativo no desenvolvimento das habilidades de leitura, o qual não é unicamente justificado por idade mental, problemas de acuidade visual ou por escolaridade inadequada. A habilidade de compreensão de leitura, o reconhecimento de palavras na leitura, a habilidade de leitura oral e o desempenho de tarefas que requerem leitura, podem estar todos afetados. Dificuldades para soletrar estão freqüentemente associadas a transtornos específicos de leitura e muitas vezes permanecem na adolescência mesmo depois de alcançado algum progresso na leitura. Transtornos específicos de desenvolvimento de leitura são comumente precedidos por uma história de transtornos no desenvolvimento da fala e linguagem. Perturbações emocionais e/ ou de comportamento associadas também são comuns durante o período escolar. Sinonímia: “leitura invertida"; dislexia do desenvolvimento; legastenia; retardo específico de leitura.

transtorno específico da pronúncia das consoantes (F80.0) - Uso dos sons da fala de uma criança abaixo do nível apropriado para a sua idade mental, havendo, porém, um nível normal das habilidades lingüísticas. Sinonímia: lambdacismo. Ver Dislalia; Lalação.

transtorno específico das habilidades aritméticas (F81.2) - Déficit no domínio de habilidades básicas de cálculo (adição, subtração, multiplicação e divisão) ao invés de habilidades matemáticas mais abstraías envolvidas em álgebra, trigonometria, geometria ou cálculo. Sinonímia: Acalculta do Desenvolvimento; Discalculia.

transtorno especifico do desenvolvimento da fala e linguagem (F80) - Transtorno dos padrões normais de aquisição da linguagem, começando em um estágio precoce do desenvolvimento. A condição não é diretamente atribuível a anormalidades mecânicas da fala, alterações sensoriais, deficiência mental ou fatores ambientais. Os transtornos do desenvolvimento específicos da fala e linguagem são freqüentemente seguidos por problemas associados, tais como dificuldades para ler e soletrar, anormalidades nas relações interpessoais e transtornos emocionais e comportamentais.

transtorno específico do desenvolvimento da função motora (F82) - A característica principal é a alteração grave do desenvolvimento da coordenação motora, que não é explicada apenas em termos de retardo intelectual geral ou por qualquer transtorno neurológico específico ou adquirido. De qualquer forma, na maioria dos casos um exame clínico cuidadoso mostra imaturidades do neurodesenvolvimento importantes, tais como movimentos coreiformes dos membros não apoiados, ou movimento em espelho e outras características motoras associadas, bem como sinais de coordenação motora fina e grosseira prejudicadas. Sinonímia: síndrome da criança desajeitada; dispraxia do desenvolvimento.

transtorno específico misto do desenvolvimento (F83) - Transtorno no qual há a concomitância de transtorno específico do desenvolvimento da fala e linguagem, transtorno misto de habilidades escolares e de transtorno específico do desenvolvimento da função motora, mas no qual nenhuma predomina de forma suficiente para constituir o diagnóstico principal. Esses transtornos do desenvolvimento são geralmente, mas não sempre, associados com um certo grau de alteração cognitiva.

transtornos esquizoafetivos (F25) - Transtornos episódicos nos quais tanto sintomas afetivos como esquizofrênicos são proeminentes, de tal forma que o episódio da doença não justifica o diagnóstico nem de esquizofrenia, nem de episódio maníaco-depressivo. Tipos maníacos, depressivos e mistos podem ser distinguidos dependendo das características preponderantes do conteúdo afetivo.

transtorno esquizóide da personalidade (F60.1) - Caracterizado por retração do contato afetivo, social e outros contatos, com preferência por fantasias, atividades solitárias e introspecção, acompanhados por uma incapacidade para expressar sentimentos e experimentar prazer.

transtorno esquizóide na criança - Ver síndrome de asperger.

transtorno esquizotípico (F21) - Comportamento excêntrico e anomalias do pensamento e do afeto que se assemelham às vistas na esquizofrenia, embora nenhuma característica definida da perturbação esquizofrênica esteja presente. Não há início definido e sua evolução e curso são os de um transtorno de personalidade. Sinonímia: esquizofrenia “limítrofe”; esquizofrenia latente; esquizofrenia pseudoneurótica; esquizofrenia pseudopsicopática; transtorno de personalidade esquizotípica.

transtorno esquizotípico da personalidade - Ver Transtorno Esquizotípico.

transtorno estereotipado da movimentação (F98.4) - Movimentos voluntários, repetitivos, estereotipados e disfuncionais (e geralmente rítmicos) que não fazem parte de nenhuma condição psiquiátrica ou neurológica identificada. Os movimentos podem ser ou não auto-agressivos. Os que não o são incluem: balanceio do corpo, balanceio da cabeça, arrancar os cabelos, torcer (enrolar) o cabelo, estalar os dedos e bater palmas. O comportamento auto-agressivo estereotipado inclui bater com a cabeça repetidamente, estapear o rosto, enfiar os dedos nos olhos e morder as mãos, lábios ou outras partes do corpo. Todos os transtornos de movimento estereotipado ocorrem mais freqüentemente em associação com a deficiência mental. Sinonímia: estereotipia.

transtorno evitativo da infância e adolescência - Ver Transtorno de Ansiedade Social na Infância.

transtorno explosivo da personalidade - Ver Transtorno de Instabilidade Emocional da Personalidade.

transtorno explosivo intermitente (F63.8) - Transtorno de hábitos e impulsos caracterizado por episódios discretos de explosão de agressividade que são desproporcionais a uma causa de estresse identificável.

transtorno factício (F68.1) - Transtorno da personalidade e do comportamento do adulto no qual o indivíduo simula sintomas de forma repetida e constante e pode intencionalmente infligir um mal a si próprio de modo a produzir sintomas ou sinais. Ao contrário do simulador, a motivação do indivíduo é obscura e presumivelmente interna, com o objetivo de desempenhar um papel de doente ou de produzir um comportamento de doença e é muitas vezes aliado a perturbações acentuadas da personalidade e do relacionamento. Sinonímia: síndrome de münchhausen; síndrome do doente poli-hospitalizado.

transtorno hipercinético (F90) - Transtorno caracterizado pelo início precoce (habitualmente nos primeiros 5 anos de vida) de falta de persistência em atividades que requerem o envolvimento de processos cognitivos e tendência a mudar de uma atividade para outra sem completar nenhuma delas, juntamente com um padrão geral de atividades desorganizado, mal regulado e excessivo. O transtorno pode acompanhar-se de várias outras alterações. As crianças hipercinéticas são freqüentemente descuidadas e impulsivas, propensas a acidentes e vêem-se confrontadas com problemas disciplinares, mais pela infração não premeditada às regras do que pelo desafio às mesmas. As suas relações sociais com os adultos são muitas vezes desinibidas, com uma falta de prudência e de reservas naturais. Atrasos específicos no desenvolvimento cognitivo, motor e da linguagem são muito freqüentes. As complicações secundárias incluem comportamento anti-social e baixo amor-próprio. Sinonímia: transtorno por déficit de atenção.

transtorno hipercinético associado a deficiência mental e a estereotipias motoras (F84.4) - Transtorno mal definido observado em crianças com deficiência mental grave que apresentam como problemas principais hiperatividade, falta de atenção e também comportamentos estereotipados. Elas tendem a não se beneficiar de medicamentos estimulantes e podem mostrar uma reação disfórica grave quando recebem estimulantes. Na adolescência, a hiperatividade tende a ser substituída por pouca atividade.

transtorno hipoativo do desejo sexual - Ver falta ou ausência de desejo sexual.

transtorno hipocondríaco (F45.2) - Preocupação persistente com a possibilidade de ter uma ou mais doenças físicas graves e progressivas. Os doentes apresentam queixas somáticas persistentes ou uma preocupação persistente com o seu aspecto físico. Com freqüência, o doente interpreta sensações e manifestações normais ou comuns como anormais e preocupantes e centra sua atenção em um ou dois órgãos ou sistemas do corpo. Encontram-se também freqüentemente presentes depressão grave e ansiedade.

transtorno histriônico da personalidade (F60.4) - Caracterizado por afetividade superficial e lábil, autodramatização, teatralidade, expressões exageradas de emoções, sugestionabilidade, egocentrismo, auto-indulgência, falta de consideração pelos outros e uma busca contínua de estima, excitação e atenção. Sinonímia: personalidade psicoinfantil; transtorno histérico da personalidade.

transtorno limítrofe da personalidade - Ver transtorno de instabilidade emocional da personalidade.

transtorno mental decorrente do uso de alucinógenos - Qualquer transtorno mental ou comportamental decorrente do uso de alucinógenos. A maior parte dos alucinógenos é consumida por via oral, embora a N,N-dimetiltriptamina (DMT) seja inalada ou fumada. O uso destes produtos é tipicamente episódico; o uso crônico freqüente é extremamente raro. Além da alucinose, freqüentemente produzida pelos alucinógenos, os efeitos adversos são freqüentes e incluem:
a) Más-viagens (bad trips);
b) transtorno da percepção posterior ao uso de alucinógenos (revivendo ou flashback);
c) transtorno delirante, que geralmente surge na seqüência de uma má-viagem; as alterações perceptivas atenuam-se, mas o indivíduo fica convencido de que as distorções perceptivas correspondem à realidade; o estado delirante pode durar apenas um ou dois dias, mas
pode persistir;
d) transtorno do humor e da afetividade, que consistem em ansiedade, depressão ou mania ocorrendo pouco tempo depois do uso de alucinógenos e persistindo por mais de 24 horas; tipicamente, o indivíduo sente que não poderá voltar ao normal e exprime preocupação acerca da possibilidade de dano cerebral como resultado do consumo da droga. Ver transtorno por uso de substância psicoativa.

transtorno mental orgânico - Uma série de transtornos mentais agrupados por terem em comum uma doença cerebral de etiologia demonstrável, uma lesão cerebral ou outro dano que leva a uma disfunção que pode ser primária, como nas doenças, lesões ou danos que afetam direta e seletivamente o cérebro, ou secundária, como nas doenças sistemáticas que atacam o cérebro como mais um dos múltiplos órgãos envolvidos. O termo transtorno mental sintomático refere-se a este último subgrupo. Sinonímia: psicossíndrome orgânica.

transtorno misto das habilidades escolares (F81.3) - Transtorno no qual tanto as habilidades de aritmética como as de leitura ou de soletrar estão significativamente comprometidas, mas nas quais o comprometimento não é totalmente explicável em termos de uma deficiência mental ou de escolaridade inadequada.

transtorno misto de ansiedade e depressão (F41.2) - Sintomas de ansiedade e depressão estão presentes, mas nenhum deles, se considerado separadamente, tem intensidade suficiente para justificar um diagnóstico.

transtorno motor dissociativo (F44.4) - Nas variedades mais comuns, há perda da habilidade de mover todo ou parte de um ou mais membros. Pode haver semelhança com qualquer variedade de ataxia, apraxia, acinesia, afonia, disartria, discinesia, convulsões ou paralisia.

transtorno não orgânico do ciclo vigília-sono (F51.2) - Perda do sincronismo entre o horário real do esquema de dormir/despertar e o esquema desejado, que resulta em queixas quer de insônia quer de hipersonia. Sinonímia: Inversão Psicogênica do Ritmo Circadiano.

transtorno não orgânico do sono (F51) - Transtorno que constitui uma das queixas mais freqüentes em consultórios de psiquiatria e cuja origem é considerada como primariamente emocional. São incluídas: insônia não orgânica; hipersonia não orgânica, transtorno não orgânico do ciclo vigília-sono; sonambulismo; terror noturno; pesadelos.

transtorno narcisista da personalidade - Caracteriza-se por exagerado senso de auto-importância, necessidade exibicionista de atenção e admiração, sentimentos de “direitos” por favores especiais, sentimento de inveja, falta de empatia e exploração dos outros, desprezando seus direitos e sentimentos.

transtorno neurótico - Transtorno mental sem nenhuma base orgânica demonstrável, na qual o indivíduo pode ter um bom insight e a percepção da realidade preservada. A pessoa não confunde experiências e fantasias mórbidas subjetivas com a realidade externa. O comportamento pode ser gravemente afetado, embora, em geral, permaneça dentro de limites aceitáveis socialmente. A personalidade não se altera significativamente. As principais manifestações incluem excessiva ansiedade, sintomas histéricos, fobias, sintomas obsessivo-compulsivos e depressão.

transtorno obsessivo-compulsivo (F42) - Pensamentos obsessivos recorrentes ou atos compulsivos recorrentes. Pensamentos obsessivos são idéias, imagens ou impulsos que entram repetidamente na mente do indivíduo de forma estereotipada. São quase invariavelmente angustiantes e os indivíduos tentam, freqüentemente sem sucesso, evitá-las. Elas são, entretanto, reconhecidas como pensamentos próprios do indivíduo, embora sejam involuntárias e freqüentemente repudiadas. Atos ou rituais compulsivos são comportamentos repetitivos e estereotipados. Eles não são intrinsecamente agradáveis nem resultam na conclusão de tarefas úteis. Sua função é impedir a ocorrência de eventos não desejados, freqüentemente envolvendo danos para a própria pessoa ou causados pela mesma, e que esta teme que possam ocorrer. Em geral este comportamento é reconhecido pelo indivíduo como desproposital ou ineficaz e são feitas numerosas tentativas para evitá-lo. Ansiedade quase invariavelmente está presente. Se os atos compulsivos são evitados, a ansiedade aumenta.

transtorno obsessivo-compulsivo da personalidade - Ver transtorno anancástico da personalidade.

transtorno obsessivo da personalidade - Ver transtorno anancástico da personalidade.

transtorno orgânico da personalidade (F07.0) - Caracterizado por uma significativa alteração dos padrões habituais de comportamento apresentados pré-morbidamente com expressão anormal das emoções, necessidades e impulsos (incluindo a sexualidade), bem como da cognição e do pensamento. A alteração de personalidade e comportamento é um transtorno residual ou concomitante, que segue ou acompanha doenças, lesões ou disfunções cerebrais. Ver Síndrome do Lobo Frontal; Epilepsia Límbica.

transtorno orgânico de ansiedade - Transtorno caracterizado por manifestações de transtorno generalizado de ansiedade, transtorno do pânico, ou uma combinação de ambos, que surge como conseqüência de um transtorno cerebral orgânico.

transtorno paranóide da personalidade (F60.0) - Caracterizado por sensibilidade excessiva à frustração, desconfiança, tendência a distorcer experiências através da interpretação errônea de ações neutras ou amigáveis dos outros como hostis ou desrespeitosas e um senso combativo e tenaz de direitos pessoais. Pode haver uma propensão para ciúme patológico ou excessiva auto-importância e há, freqüentemente, excessiva auto-referência. Inclui transtorno de personalidade paranóide expansivo, fanático, querelante e sensitivo paranóide de outras classificações.

transtorno persistente do humor (afetivo) (F34) - Transtorno persistente do humor, geralmente de gravidade flutuante, no qual a maioria dos episódios individuais não atinge gravidade suficiente para ser diagnosticada como episódio depressivo leve nem como episódio hipomaníaco. Em alguns casos, episódios maníacos ou depressivos, recorrentes ou isolados, podem sobrepor-se a um transtorno persistente do humor. Sinonímia: Transtorno Afetivo Persistente. Ver Ciclotimia; Distimia.

transtorno por déficit de atenção - Ver Transtorno Hipercinético.

transtorno por estresse pós-traumático - Ver Reação Protraída ao Estresse.

transtorno por uso de cafeína - Uso agudo ou crônico exagerado de cafeína, i.é., uma ingestão diária de 250mg ou mais, que leva a manifestações tóxicas, tais como inquietação, insônia, ruborização facial, abalos musculares, taquicardia, pensamento e fala acelerados ou desconexos, perturbações gastrintestinais incluindo dor abdominal e, às vezes, exacerbação de ansiedade preexistente ou estados de pânico, depressão ou esquizofrenia. Ver Transtorno por uso de Substância Psicoativa.

transtorno por uso de canabinóide - Qualquer transtorno mental ou comportamental decorrente do uso de cannabis ou de seus alcalóides. A cannabis e seus alcalóides, particularmente o tetrahidrocanabinol (THC), são os ingredientes ativos da planta do cânhamo. Em geral, ela é fumada e a droga e seus metabólitos podem ser detectados na urina por 48 a 72 horas após o desaparecimento dos sintomas de intoxicação aguda.

A intoxicação por cannabis compromete o dirigir e pilotar veículos e máquinas e o desempenho em outras atividades complexas especializadas, e produz alterações (em geral, redução) de memória imediata, atenção, tempo de reação, capacidade de aprendizado, coordenação motora, percepção de profundidade, visão periférica, percepção do tempo (o indivíduo tipicamente tem uma sensação de lentificação do tempo) e detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação incluem ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides (em alguns) e euforia ou apatia (em outros), comprometimento do juízo crítico, hiperemia conjuntival, aumento do apetite, boca seca e taquicardia. A cannabis é freqüentemente consumida com álcool, uma combinação que tem efeitos aditivos.

O uso diário de altas doses pode produzir uma síndrome nolitiva crônica, caracterizada por perda de energia, redução da iniciativa, perda da clareza de objetivos e abandono de interesses prévios. O uso de cannabis pode precipitar uma recaída em esquizofrênicos. Ansiedade aguda, estados de pânico e estados delirantes agudos têm sido relatados como conseqüência da intoxicação por cannabis; estes quadros usualmente remitem em alguns dias. Ver Transtorno por uso de Substância Psicoativa.

transtorno por uso de cocaína - Qualquer transtorno mental ou comportamental decorrente do uso de cocaína, um alcalóide obtido das folhas da coca (Erythroxylon coca) ou sintetizado de ecgonina ou seus derivados.

Fumar cocaína produz um rush — sentimento precoce de desaparecimento da ansiedade, com sentimentos exagerados de competência e amor-próprio. O juízo crítico pode também ser comprometido, a tal ponto que o usuário pode envolver-se em atividades irresponsáveis, ilegais ou perigosas. Com grandes quantidades, especialmente se administrada endovenosamente, o usuário experimenta um crash — a exaltação dá lugar a apreensão, idéias de referência, som vibrante nos ouvidos, delírios persecutórios, snow lights (alucinações ou pseudo-alucinações assemelhando-se ao brilho da luz solar na neve gelada) ou outras alucinações.

Podem ocorrer reações tóxicas agudas tanto no experimentador novato como no usuário crônico de cocaína. Elas incluem um delirium semelhante ao pânico, hiperpirexia, hipertensão (às vezes com hemorragia subdural ou subaracnóidea), arritmias cardíacas, infarto do miocárdio, colapso cardiovascular, crises convulsivas, status epilépticas e morte. Ver Cocaína; Transtorno por uso de Substância Psicoativa.

transtorno por uso de estimulantes - Qualquer transtorno mental ou de conduta conseqüente ao uso de cocaína ou de outros estimulantes, inclusive cafeína. Ver Transtorno por uso de Cafeína; Transtorno por uso de Substância Psicoativa.

transtorno por uso de hipnóticos - Qualquer transtorno mental ou comportamental devido ao uso de sedativos ou hipnóticos. Ver Transtorno por uso de Substância Psicoativa.

transtorno por uso de opióides (F11) - Qualquer transtorno mental ou comportamental devido ao uso de Opióides. Opióides são narcóticos analgésicos usados para aliviar a dor. O termo inclui:
a) Alcalóides do ópio e seus derivados semi-sintéticos, como: morfina, diacetilmorfina (heroína), hidromorfina, codeína e oxicodeína; e
b) Narcóticos sintéticos, tais como o levorfanol, o propoxifeno, a metadona, a petidina (meperidina) e a pentazocina.

Os Opióides mais comumente usados (morfina, heroína, hidromorfina, metadona e petidina) produzem analgesia, mudanças de humor (tais como euforia que pode evoluir para apatia ou disforia), depressão respiratória, sonolência, lentificação psicomotora, fala empestada, perturbações de concentração ou de memória e de juízo crítico.

Com o uso continuado, a morfina induz tolerância e mudanças neuroadaptativas responsáveis por impulsos de hiperexcitabilidade quando a droga é retirada. Os sintomas da abstinência da droga incluem desejo intenso, ansiedade, disforia, bocejos, transpiração, piloereção (ondas de arrepios), lacrimejamento, rinorréia, insônia, náusea ou vômito, dores musculares e febre. Ver Síndrome de Dependência; Transtorno por uso de Substância Psicoativa.

transtorno por uso de sedativos - Qualquer transtorno mental ou comportamental devido ao uso de sedativos ou hipnóticos. Ver Transtorno por uso de Substância Psicoativa.

transtorno por uso de substância psicoativa - Qualquer transtorno mental ou comportamental resultante do uso de uma ou mais substâncias psicoativas, sejam elas clinicamente prescritas ou não. As substâncias especificadas são álcool, opióides, canabinóides, sedativos ou hipnóticos, cocaína, outros estimulantes incluindo cafeína, alucinógenos, tabaco e solventes voláteis. Os estados clínicos que podem ocorrer incluem intoxicação aguda,uso nocivo, síndrome de dependência, síndrome de abstinência, síndrome de abstinência com delirium, transtorno psicótico, transtorno psicótico de início tardio e síndrome amnésica.

É um termo genérico usado para indicar condições mentais, físicas e comportamentais de relevância clínica e associadas com o uso de substâncias psicoativas. Compare com problema relacionado com o uso de álcool e problema relacionado com o uso de drogas, os quais são termos que incluem também condições e acontecimentos que não são de interesse clínico.

O termo completo da CID-10 é “transtornos mentais e comportamentais decorrentes do uso de substâncias psicoativas”, relacionados nos códigos F10-F19; o terceiro dígito no código especifica a classe das substâncias envolvidas. Os transtornos incluem: intoxicação aguda (F1x.0), uso prejudicial (F1x.1), síndrome de dependência (F1x.2), síndrome de abstinência (F1x.3), síndrome de abstinência com delirium (F1x.4), transtornos psicóticos (F1x.5) e síndrome amnésica (F1x.6.). Para uma substância particular, estas condições podem ser agrupadas, como p.ex., transtornos devido ao uso de álcool, transtornos devido ao uso de cannabis, transtornos devido ao uso de estimulantes.

Os transtornos devido ao uso de substâncias psicoativas são definidos como de relevância clínica; a expressão “problemas associados ao uso de substâncias psicoativas” é mais ampla, e inclui eventos e condições não necessariamente de relevância clínica. Ver Problema Relacionado com o Álcool; Problema Relacionado com Drogas.

transtorno por uso de tabaco - Tolerância e desenvolvimento de dependência no fumador, manifestando-se como uma síndrome de privação que se desenvolve em poucas horas depois do último cigarro: há um desejo intenso de fumar um cigarro ou de qualquer outro produto ligado ao tabaco, irritabilidade, ansiedade, cólera, concentração perturbada, aumento do apetite, diminuição da freqüência cardíaca e, por vezes, dores de cabeça e perturbações do sono. O desejo de fumar atinge o seu pico em 24 horas e começa a declinar ao longo de um período de várias semanas, embora o desejo possa reaparecer, evocado por estímulos associados a hábitos prévios de fumar. A substância psicoativa mais importante no tabaco é a nicotina que, comparada com a cocaína e as anfetaminas, é um estimulante fraco e anorexígeno. A nicotina é utilizada na forma de fumo de tabaco inalável, rapé ou pastilhas de nicotina. A tolerância à nicotina pode ser considerável e desenvolve-se gradualmente; devido ao seu rápido metabolismo, os níveis de nicotina no cérebro caem rapidamente e o fumante de tabaco carece de um segundo cigarro (ou outro produto tabágico substitutivo) 30 a 45 minutos após ter acabado o primeiro cigarro. Ver transtorno por uso de substância psicoativa.

transtorno psicótico agudo associado ao vih - Alucinações (visuais e auditivas) e delírios (persecutórios ou de grandeza) que ocorrem em indivíduos com complexo relacionado à AIDS/SIDA ou com AIDS/SIDA, mas não está bem esclarecido se a incidência e a prevalência destes sintomas ou síndromes psicóticos excedem as da população geral. Os transtornos psicóticos associados ao VIH podem ocorrer num contexto de alterações cognitivas, as quais podem ser sutis ou flutuantes, ou podem ser apenas as manifestações psicopatológicas iniciais que mais tarde passam a ser acompanhadas de sintomas tais como desorientação, turvação da consciência e alterações da memória e da concentração. Ver Transtornos Neuropsiquiátrtcos Associados ao VIH.

transtorno psicótico agudo e transitório (F23) - Termo aplicado aos transtornos caracterizados por início abrupto de sintomas psicóticos, tais como delírios, alucinações e distúrbios da percepção e por graves mudanças do comportamento, na ausência de evidências de causa orgânica. Os transtornos podem ser associados com estresse agudo.

transtorno psicótico agudo polimorfo (F23) - Transtorno psicótico agudo no qual alucinações, delírios ou distúrbios de percepção estão evidentes, porém com flutuações acentuadas, mudando de dia para dia, ou mesmo de hora para hora. Confusões emocionais, com intensos sentimentos transitórios de felicidade e êxtase, ou ansiedade e irritabilidade também estão freqüentemente presentes. Sintomas típicos de esquizofrenia podem ou não estar em evidência; quando presentes, tais sintomas não persistem. Sintomas polimorfos e instáveis são característicos deste quadro clínico. O transtorno, de maneira geral, apresenta um início abrupto, e, com freqüência, uma resolução igualmente rápida dos sintomas sem recorrência dos mesmos. Ver Bouffée Délirante, Psicose Ciclóide; Psicose Reativa; Episódio Esquizofrênico Agudo; Psicose Esquizomorfa.

transtorno psicótico esquizomorfo agudo (F23.2) - Transtorno psicótico agudo no qual os sintomas típicos da esquizofrenia estão presentes, mas sem duração suficiente para garantir um diagnóstico de esquizofrenia. Ver Esquizofrenia; Psicose Esquizomorfa.

transtorno psicótico induzido pelo álcool - Ver Transtorno Psicótico Induzido por Álcool ou Droga.

transtorno psicótico induzido por álcool ou droga (F1x.5) - Grupo de fenômenos psicóticos que ocorrem durante ou em seguida ao uso abusivo de substâncias, mas que não são devido apenas à intoxicação aguda e nem fazem parte da síndrome de abstinência. O transtorno é caracterizado por alucinações (tipicamente auditiva, mas freqüentemente de mais de uma modalidade sensorial), distorções da percepção (ilusões), delírios (freqüentemente de natureza paranóide ou persecutória), alterações psicomotoras (excitação ou estupor) e alterações afetivas (tais como medo intenso, depressão psicótica ou estado de êxtase). A consciência está usualmente clara, embora possa apresentar um certo grau de turvação. Inclui alucinose alcoólica, psicose anfetamínica e estado psicótico persistente induzido por álcool ou droga.

"Psicose alcoólica" tem sido imprecisamente usado em hospitais psiquiátricos para se referir a qualquer transtorno mental (incluindo dependência alcoólica) relacionado ao uso de álcool.

Na CID-10, os transtornos psicóticos por uso de substâncias são diferenciados de transtornos psicóticos residuais e de início tardio. Ver Transtorno por uso de Substância Psicoativa.

transtorno psicótico residual e de início tardio induzido por álcool ou drogas (F1x.7) - Alterações da cognição, afetividade, personalidade ou comportamento, induzidos por álcool ou drogas, que persistem além do período esperado da ação direta da substância. Inclui: demência alcoólica, síndrome cerebral alcoólica crônica, demência e outras formas mais leves de alterações cognitivas persistentes, recordações recorrentes (flashbacks), transtorno perceptivo pós-alucinógeno, transtornos afetivos residuais e transtornos residuais do comportamento e da personalidade. Ver Transtornos por uso de Substância Psicoativa.

transtorno puerperal - Ver Transtornos do Puerpério.

transtorno reativo da vinculação na infância (F94.1) - Anormalidades persistentes no padrão das relações sociais da criança que estão associados com distúrbio de alterações emocionais (p.ex., medo e hipervigilância, interação social pobre com companheiros, agressividade dirigida a si e a outros, aflição e deficiência de crescimento em alguns casos) reativos a mudanças nas circunstâncias ambientais. A síndrome ocorre como resultado direto de negligência parental, abuso ou maus-tratos graves.

transtornos alimentares (F50) - Grupo dos transtornos que inclui anorexia nervosa, bulimia, hiperfagia (psicogênica ou associado com outros transtornos psicológicos), vômito (psicogênico ou associado com outros transtornos psicológicos), pica em adultos e perda do apetite (psicogênica).

transtornos da identidade (F98.8) - Atitude e forma de encarar as coisas de uma criança ou de um adolescente que revela uma excessiva incerteza quanto a suas convicções pessoais ou a seus projetos, com perturbações funcionais decorrentes.

transtornos disseminados do desenvolvimento (F84) - Anormalidades qualitativas na interação social recíproca e em padrões de comunicação, as quais são uma característica global do funcionamento de um indivíduo em todas as situações. Condições médicas associadas incluem espasmos infantis, rubéola congênita,esclerose tuberosa, lipidose cerebral e cromossomo X frágil com deficiência mental.

transtornos do puerpério (F53) - No contexto psiquiátrico, qualquer transtorno mental associado ao puerpério, i.é., que tem início dentro de seis semanas após o parto. Inclui transtornos mentais e de comportamento leves (como depressão pós-parto) e transtornos mentais e de comportamento graves (como a psicose puerperal).

transtornos emocionais com início específico na infância (F93) - Grupo de transtornos constituídos mais por um exagero das tendências normais do desenvolvimento do que por fenômenos que são qualitativamente anormais em si mesmos. A adequação do desenvolvimento é usada como diagnóstico-chave para definir a diferença entre os transtornos emocionais com início específico na infância e os transtornos neuróticos.

transtornos mistos da conduta e das emoções (F92) - Combinação de comportamento persistentemente agressivos, anti-sociais ou desafiadores com sintomas patentes e marcantes de depressão, ansiedade ou outros transtornos emocionais.

transtornos neuropsiquiátricos associados ao vih - Os cinco maiores grupos de transtornos neuropsiquiátricos identificados corno associados à infecção por VIH são:
a) Complexo cognitivo/motor associado ao VIH, que inclui:
— demência associada ao VIH
— mielopatia associada ao VIH
— transtorno cognitivo/motor leve associado ao VIH

b) Transtornos mentais e comportamentais associados ao VIH, que incluem:
— delirium
— transtorno psicótico agudo associado ao VIH
— transtornos afetivos associados ao VIH
— transtornos de ajustamento associados ao VIH
— reações agudas de estresse associadas ao VIH
— suicídio associado ao VIH

c) Outros transtornos do SNC, que incluem:
— encefalopatia progressiva da infância
— meningite

d) Transtornos do sistema nervoso periférico associados ao VIH, que incluem:
— polineuropatia inflamatória
— neuropatia sensorial predominante
— miopatia associada ao VIH

e) Transtornos neuropsiquiátricos devido a processos oportunistas em indivíduos infectados por VIH, que incluem:
— leucoencefalopatia multifocal progressiva
— toxoplasmose cerebral
— tuberculose cerebral
— meningite criptocóccica
— neuropatia por CMV
— outras síndromes devido a infecções oportunistas
— linfoma primário do SNC

transtornos somatoforme - Ver Transtorno Somatomorfo.

transtornos somatomorfos (F45) - Transtorno sensitivo, funcional e comportamental que não é devido a perturbações físicas, nem é mediado pelo sistema nervoso autonômico; está limitado a sistemas específicos ou partes do corpo e está intimamente associado, temporalmente, com eventos causadores de estresse ou problemas. O principal aspecto é a apresentação repetida de sintomas físicos juntamente com pedidos persistentes de investigação médica, apesar dos resultados negativos repetidos e das garantias dos médicos que os sintomas não têm base física.

transvestismo de duplo papel (F64.1) - Transtorno da identidade sexual que consiste no uso de roupas do sexo oposto, com objetivo de desfrutar da experiência temporária de ser do sexo oposto, porém sem nenhum desejo de uma mudança de sexo permanente ou modificações através de procedimentos cirúrgicos e sem nenhuma excitação sexual pelo uso de roupas do sexo oposto. Ver Transvestismo Fetichista.

transvestismo fetichista (F65.1) - Uso de roupas do sexo oposto principalmente para obter excitação sexual e criar a aparência do sexo oposto. O transvestismo fetichista difere do transvestismo transexual por sua clara associação com a excitação sexual e o forte desejo de despojar-se das roupas assim que o orgasmo ocorre e a excitação sexual declina. Pode ocorrer numa fase precoce do desenvolvimento do transexualismo. Sinonímia: Fetichismo com Transvestismo. Ver Transvestismo de Duplo Papel.


tremor
- O tremor não é característico da velhice, podendo ocorrer em qualquer idade. Muitas vezes não é sinal de uma doença, sendo considerado então como fisiológico. Comumente está relacionado à doença de Parkinson, mas pode ocorrer em várias outras doenças, como nas lesões do Cerebelo, no Alcoolismo, e nas Intoxicações por Medicamentos. O tremor pode atingir as mãos, as pernas, os pés, a cabeça, o queixo, os lábios, as pálpebras e a voz.

No Parkinson o tremor é muito característico e ocorre quando o membro comprometido está em repouso, desaparecendo durante o sono, e diminuindo durante o movimento. O tremor fisiológico ou normal pode ocorrer em qualquer parte do corpo, e em qualquer idade, sendo considerado fisiológico após vários exames que excluem as diversas causas conhecidas.

Na velhice alem do tremor que ocorre na moléstia de Parkinson há um tipo de tremor denominado essencial ou senil. Este tipo de tremor ocorre principalmente em idades superiores a 70 anos, sendo freqüente a característica familiar e predomina nas mãos. É um tremor benigno, não relacionado a qualquer patologia, se diferenciando do tremor do Parkinson por atingir as duas mãos e não se acentuar durante o repouso.

Qualquer tipo de tremor piora com a emoção, com o estado de ansiedade. Desta maneira os exercícios físicos e o relaxamento muscular devem sempre fazer parte do tratamento.


tricotilomania (F63.3) - Um dos transtornos de hábitos e impulsos, caracterizado por perda visível de cabelos devido ao arrancar impulsivo de pelos, que não é uma resposta nem a delírios nem a alucinações. O arrancar dos cabelos é geralmente precedido por um aumento de tensão e é seguido por uma sensação de alívio ou gratificação.


triglicérides
- As gorduras do sangue, denominados lipídeos, são constituídas pelo colesterol e os triglicerídeos. Os triglicerídeos são guardados em forma de gordura no subcutâneo. Os triglicerídeos estão relacionados com a ingestão de gordura animal e podem estar aumentados em função de doença genética, de obesidade, de diabetes, de hipotireoidismo, de alcoolismo, e do uso de anticoncepcional. Os níveis de triglicerídeos no sangue não se relacionam a coronariopatia entre os idosos e tendem a aumentar durante a vida adulta nos dois sexos, passando a declinar após os 60 anos nos homens e após os 70 anos na mulher.

tumescência noturna do pênis - Ereção do pênis durante o sono. A tumescência noturna do pênis (TNP) ocorre durante aproximadamente 90% dos episódios do sono REM; é comumente preservada nos casos de impotência psicogênica, mas ausente na impotência devido a distúrbios orgânicos. A avaliação da TNP é algumas vezes usada na diferenciação entre impotência orgânica e psicogênica.

turvação da consciência - Estado alterado de consciência que representa um estágio leve em um continuum que vai do alerta total ao coma. Alterações de lucidez, orientação e percepção estão associados com doenças cerebrais e outras doenças orgânicas não cerebrais. Embora o termo venha sendo utilizado para cobrir vários estados (incluindo a restrição do campo perceptual que se segue a estresse emocional agudo) deve ser usado para designar os estágios precoces de um estado confusional organicamente determinado. Ver confusão.