-
T -
tabaco - Qualquer
preparação das folhas
da Nicotiana tabacurn, uma planta
nativa da América, cujo principal
ingrediente psicoativo é
a nicotina. Ver nicotina; fumante
passivo.
tabagismo - Termo de origem
francesa que se refere à
condição do fumante
que é gravemente dependente
da nicotina e, em conseqüência,
manifesta graves sintomas de abstinência.
Equivalente à síndrome
de dependência do tabaco.
tabes dorsal - Manifestação
terciária de neurossífilis
que ocorre tardiamente (8-12 anos)
após a infecção,
numa proporção relativamente
pequena de indivíduos com
sífilis. A lesão patológica
principal é a inflamação,
seguida de uma atrofia das raízes
espinhais dorsais e das colunas
posteriores da medula espinhal;
é igualmente comum uma atrofia
óptica primária. A
sintomatologia inclui ataxia, dores
penetrantes nos membros inferiores,
diminuição da visão,
perturbações no controle
urinário e distúrbios
tróficos, tais como artropatia
e úlceras perfurantes. O
prognóstico é variável,
assim como a resposta ao tratamento.
As manifestações psiquiátricas
não são uma característica
proeminente, mas podem verificar-se
sintomas de depressão.
tabes juvenil - Uma forma
de tabes que ocorre em crianças
com sífilis congênita
ou em crianças que contraíram
a doença na infância.
Os traços clínicos
são os mesmos da forma adulta
da doença. A atrofia óptica
e a deterioração mental
são muitas vezes proeminentes
e a reação de Wasserman
pode ser negativa. A evolução
da doença não tratada
é de progressão rápida.
Ver Sífilis Congênita.
taboparesia
juvenil - Uma forma de
neurossífilis que ocorre
na infância em que os traços
clínicos de paresia são
associados aos de tabes dorsal.
Ver Sífilis Congênita.
tahara (ar.), taharat (heb.) -
Junção da pureza espiritual
ou religiosa com a limpeza física,
preconizada no Oriente Médio,
mas também encontrada em
outros lugares; entre alguns grupos
indianos é conhecido como
suchi-bai. Obsessões com
sujeira e rituais compulsivos de
purificação aparecem
mais freqüentemente em associação
com este preceito religioso.
taijin-kyofu-shou - Síndrome
descrita originalmente no Japão,
cujos sintomas incluem medo social,
tremores, constrangimento e um sentimento
da própria deformidade ou
defeito físico. Esta condição
foi também descrita em outras
culturas do Pacífico. Ela
apresenta semelhanças com
fobia social, transtornos obsessivo-compulsivos,
transtornos de personalidade anancástica
e dismorfofobia.
taquiatetose - Ver síndrome
das pernas inquietas.
taquifemia (F98.6) - Aceleração
da fala com ruptura da fluência
(porém sem repetições
ou hesitações) a ponto
de provocar uma redução
da inteligibilidade. A fala é
errática e disrítmica,
com arrancos rápidos e abruptos
que usualmente envolvem padrões
defeituosos de frases.
temperança - Moderação
e comedimento, a virtude do controle
das paixões e dos impulsos
pecaminosos (p.ex., a gula, a luxúria).
Nos países de língua
inglesa, este conceito tem vários
usos em relação ao
álcool e outras drogas; originalmente
significava um compromisso com a
moderação nos hábitos
pessoais de beber (p.ex., abster-se
de beber bebidas destiladas), mas
após 1840 passou a significar
um compromisso pessoal com a abstinência
total. Após 1850, passou
a significar um compromisso com
o controle de álcool local,
nacional ou global, geralmente com
o objetivo de uma eventual proibição
da venda de bebidas alcoólicas
(daí o termo proibicionista).
Em consonância com preocupações
mais amplas de algumas sociedades
da temperança, tais como
a União das Mulheres Cristãs
para a Temperança, a temperança
algumas vezes se refere também
a comportamentos variados, que incluem
a abstinência do tabaco e
do uso de outras drogas.
Os termos “nova temperança”
ou “neo-temperança”
têm sido utilizados desde
a década de 1980 para caracterizar
indivíduos e grupos comprometidos
com um maior controle do álcool
ou uma política sobre o álcool
mais coerente, ou com uma mudança
da reação pública
refletida em vários países
com o declínio do consumo
de álcool. “Neo-proibicionismo”
é um termo utilizado mais
pejorativamente para as mesmas referências.
tempo de folgar - Conceito
desenvolvido pelas ciências
sociais para descrever períodos
socialmente determinados nos quais
os indivíduos são
temporariamente liberados dos seus
papéis, obrigações
e responsabilidades sociais e/ou
dos constrangimentos sociais. São
exemplos o Carnaval no Brasil e
na Europa, a celebração
de Ano Novo em várias partes
do mundo, fins de semana e férias
nos meios urbanos ou corporativos.
Podem ser importantes para a manutenção
da saúde mental.
tangencialidade - Resposta
a uma pergunta de um modo oblíquo
ou irrelevante.
taquipsiquismo - Taquipsiquismo
é a aceleração
do ritmo do pensamento ou do psiquismo
geral. Trata-se de um estado afetivo
comumente encontrado na hipomania
ou mania, ou seja, na euforia. Seria
como se a eloqüência
na produção de idéias
superasse a capacidade de verbalizá-las.
Diz-se Logorréia ou Verborragia
para o fenômeno de produção
aumentada de palavras, o qual, pode
ser ou não acompanhada de
Fuga de Idéias.
tenacidade e vigilância
- Quando estamos dirigindo o foco
principal da Atenção
deve estar na estrada e no trânsito
à nossa volta. Em nível
menos profundo de Atenção
estão os acostamentos da
estrada, o ruído do motor,
os instrumentos do painel do veículo,
etc. De um modo geral, o campo de
visão mais externo, a visão
periférica, utiliza a energia
psíquica sem propósito
de foco da Atenção,
mas apenas como possibilidade para
um eventual foco futuro.
Usando
ainda o exemplo de dirigir, há
também a Atenção
de espera, quando então procuramos,
espreitamos, espiamos ou exploramos,
sem nenhum objeto específico
à se focar a Atenção.
Digamos que é uma Atenção
para as possibilidades. Nesses casos,
o objeto da Atenção
ainda não se acha presente,
tudo é indeterminado, não
se conhece o onde, nem o quando
do que vai ser percebido. Pode ser
que um cachorro atravesse em nossa
frente. Esta expectância e
incerteza exige que a Atenção
percorra continuamente um campo
mais amplo para, no caso do objeto
aparecer, não o deixar escapar
e colocá-lo imediatamente
em foco. Para completar esse exemplo
temos que entender o que é
tenacidade e o que é vigilância.
Bleuler
destaca duas qualidades na Atenção:
a tenacidade e a vigilância.
A TENACIDADE é a propriedade
de manter a Atenção
orientada de modo permanente em
determinado sentido. A VIGILÂNCIA
é a possibilidade de desviar
a Atenção para um
novo objeto, especialmente para
um estímulo do meio exterior.
Essas duas qualidades da Atenção
se comportam, geralmente, de maneira
antagônica, ou seja, quanto
mais tenacidade sobre um determinado
objeto está se dedicando,
menos vigilante estamos em relação
à eventuais estímulos
a serem apreendidos.
tensão pré-menstrual
- A observação de
que as mulheres experimentavam maior
incidência de cefaléia,
queixas somáticas e aumento
de tensão no período
pré-menstrual remonta aos
tempos de Hipócrates e da
escola da Grécia antiga.
Modernamente, as primeiras descrições
do problema aparecem em 1931, onde
se notava que as mulheres na última
fase do ciclo menstrual experimentavam
tensão emocional e desconforto
físico. Foram aventadas teorias
psicológicas para explicar
o fenômeno, incluindo condições
neuróticas, de identidade
feminina, conflitos, estressores,
etc., como a base desse transtorno.
A
Tensão Pré-Menstrual
(TPM) é um mal que atinge
uma grande parte da população
feminina. É um período
leigamente muito conhecido como
"aqueles dias" . Mas será
que isso é normal? Será
que todos os meses você precisa
"sofrer", passar por isso?
Com uma grande variedade de intensidade
e de sintomas, a TPM acaba dependendo
do estado emocional, físico
e da idade da pacientes.
Após
esses estudos chegou-se à
conclusão de que as pacientes
portadoras de TPM podem e devem
ser tratadas adequadamente. A paciente
nota sensível melhora com
o tratamento, seus filhos e maridos
agradecem assim como seus colegas
de trabalho.
teofilina
- Dimetilxantina que ocorre nas
folhas de chá. É um
diurético e estimulante do
sistema nervoso central, com uma
potência ligeiramente menor
do que a cafeína.
teor
alcoólico no sangue (tas)(y90,
y91) - Concentração
de álcool (etanol) presente
no sangue. É geralmente expresso
como massa por unidade de volume,
mas diferentes países podem
expressá-lo diferentemente
ou usar diferentes unidades; p.ex.,
miligramas por 100 mililitros (mg/lOOmL
ou, incorretamente, mg porcento),
miligramas por litro (mg/L), gramas
por 100 mililitros (g/lOOmL), gramas
porcento, e milimoles por litro.
Uma concentração de
8 partes por mil é expressa
em terminologia legal nos EUA como
.08%, na Escandinávia como
0.8 promille, e no Canadá
e outros países como 80mg/100mL.
Também existem diferenças
entre países quanto ao limite
para se dirigir (Ver Dirigir Alcoolizado),
com a maioria variando entre 50-lOOmg/lOOmL.
O
TAS é freqüentemente
extrapolado a partir da respiração,
da urina e de outros fluidos biológicos
nos quais a concentração
do álcool guarda uma relação
conhecida com a do sangue. O cálculo
de Widmark é uma técnica
para se estimar o TAS num dado momento
após ingestão de álcool
pela extrapolação
dos TASs em momentos conhecidos,
assumindo-se uma taxa fixa de eliminação
do álcool (cinética
de ordem zero). Em algumas jurisdições
i.é. considerado como uma
suposição dúbia
e não são aceitas
estimativas de TASs em pontos anteriores
no tempo. Sinonímia: alcoolemia;
nível alcoólico sanguíneo.
terapia
aversiva - Tratamento que
suprime um comportamento indesejável
associando-o a uma experiência
dolorosa ou desagradável.
Este termo se refere a quaisquer
das diversas formas de tratamento
da dependência do álcool
ou de outras drogas, direcionadas
a estabelecer uma aversão
condicionada à visão,
cheiro, tato ou pensamento da substância
indesejada. Geralmente o estímulo
é uma droga nauseante, tal
como a emetina ou a apomorfina,
administrada logo antes de uma bebida
alcoólica, de forma que ocorra
vômito imediato, sendo, ao
mesmo tempo, evitada a absorção
do álcool ou outra substância.
Outro estímulo envolve um
choque elétrico dado em associação
com uma bebida alcoólica
ou com a sugestão visual
de bebidas (garrafas, propagandas),
administração de uma
droga que causa breve paralisia
da respiração ou sugestão
verbal com ou sem hipnose. Uma técnica
relacionada é a sensibilização
dissimulada, na qual o procedimento
de aversão é todo
realizado na imaginação.
terapia
de manutenção -
Tratamento da dependência
de droga através da prescrição
de uma droga de substituição
para a qual exista dependência
cruzada e tolerância cruzada.
O termo, por vezes, refere-se a
uma forma menos perigosa de uso
da mesma droga usada no tratamento.
Os objetivos da terapia de manutenção
são eliminar ou reduzir:
(i) o consumo de uma substância
específica, especialmente
se for ilegal, ou reduzir o dano
de um determinado método
de administração,
(ii) os perigos concomitantes para
a saúde (p.ex., da partilha
de agulhas) e (iii) as conseqüências
sociais. A terapia de manutenção
é muitas vezes acompanhada
por tratamentos psicológicos
e outros.
Exemplos
de terapia de manutenção
são a utilização
de rnetadona para o tratamento da
dependência de heroína
e de goma com nicotina para substituir
o fumar tabaco. A terapia de manutenção
pode durar desde várias semanas
até 20 anos ou mais. É
por vezes diferenciada da terapia
de diminuição gradual
(Ver desintoxicação).
terapia
hormonal - Atualmente milhões
de mulheres pré, pós
ou menopáusicas, no mundo
todo, estão recebendo de
seus ginecologistas e geriatras
o que se conhece por Terapia de
Reposição Hormonal.
A literatura médica tem sido
bastante abrangente sobre os benefícios,
riscos, efeitos indesejáveis,
indicações e contra-indicações
da estrogenioterapia (terapia de
reposição com o hormônio
feminino estrogênio).
A
terapia de reposição
hormonal com estrogênio para
mulheres pós-menopausa teve,
inicialmente, indicação
para prevenir a osteoporose freqüente
dessa faixa etária e para
diminuir os riscos de infarto do
miocárdio. Observou-se que
as mulheres submetidas a esse tipo
de terapia hormonal também
acabavam tendo um aumento da eslasticidade
e turgência da mucosa vaginal,
do tecido perineal e peri-uretral,
tecidos estes, fisiologicamente
mais ressecados com a menopausa.
Tal mudança resolvia, indiretamente,
o problema da dor na relação
sexual por ressecamento vaginal
e a queixa crônica de urgência
miccional (vontade de urinar com
rapidez e de pouco em pouco), muito
incômodos nessa faixa etária.
terapia
familiar – Tratamento
de mais de um membro de uma família
simultaneamente na mesma sessão.
terapia
ocupacional - Método
de tratamento de problemas físicos
ou psicológicos, baseado
numa ocupação proposital
e com o objetivo de restaurar a
motivação, confiança
e habilidades específicas.
A diferença entre terapia
ocupacional e laboraterapia (ou
terapia industrial) fundamenta-se
principalmente na grande ênfase
dada às preferências
individuais, à auto-expressão
e às atividades de lazer.
terapia
por jogos - Técnica
de tratamento que usa as brincadeiras
das crianças como um meio
para a expressão e comunicação
entre a criança e o terapeuta.
terror
noturno (F51.4) - Extrema
expressão da continuidade
nosológica que inclui sonambulismo
e episódios de pânico
noturno, associado com vocalização
intensa, mobilidade e altos níveis
de descarga autonômica. O
sujeito senta-se ou levanta-se da
cama usualmente durante a primeira
terça parte do sono, com
um grito de pânico e freqüentemente
corre para a porta como se tentasse
fugir (mas raramente sai do quarto).
A lembrança do sucedido,
se existe, é limitada a uma
ou duas imagens fragmentadas. Sinonímia:
terrores do sono.
teste
de realidade - A atividade
cognitiva de distinguir uma fantasia
interna da realidade do mundo externo;
a habilidade do indivíduo
para discernir com precisão
seu meio físico, social e
cultural. Este conceito diz respeito
não apenas à orientação
em relação à
pessoa, ao espaço e ao tempo
do indivíduo, mas também
à orientação
quanto a status, normas, valores,
relacionamentos e comportamento
no domínio sociocultural.
Os médicos que atendem pacientes
pertencentes a grupos socioculturais
diversos do seu devem avaliar a
habilidade do paciente para testar
a realidade a partir das perspectivas
dos pacientes, não das suas.
Isto pode requerer um “assessor
cultural” ou, pelo menos,
algum conhecimento por parte do
médico sobre a realidade
sociocultural do paciente.
teste de triagem
- Instrumento ou procedimento de
avaliação, tanto biológico
como psicológico, cujo objetivo
principal é descobrir, numa
dada população, o
maior número possível
de indivíduos que tenham
atualmente um transtorno ou condição,
ou que estejam arriscados a desenvolvê-lo
em algum momento no futuro. Os testes
de triagem não são
diagnósticos no sentido estrito
da palavra, embora um resultado
positivo seja tipicamente seguido
por um ou mais testes definitivos
para confirmar ou rejeitar o diagnóstico
sugerido pelo teste de triagem).
Um
teste com alta sensibilidade é
capaz de identificar a maioria dos
casos que efetivamente apresentam
a condição em consideração.
P.e.x., sensibilidade de 90% significa
que o teste irá identificar
como positivas 90 de cada 100 pessoas
com a condição e deixará
de identificar os outros 10 (chamados
de "falso-negativos").
A
especificidade, por sua vez, refere-se
à capacidade de um teste
para excluir os casos falsos; ou
seja, quanto maior a especificidade,
menor a probabilidade que o teste
dê resultados positivos para
indivíduos que não
têm de fato a doença
em questão ("falso-positivos").
O
termo “instrumento de triagem”
é também de uso comum,
referindo-se tipicamente a um questionário
ou a uma breve entrevista estruturada.
Há, atualmente, uma infinidade
de tais instrumentos, alguns gerais
(p.ex., o Questionário de
Auto-Relato (SRQ) e o Questionário
de Saúde Geral (GHQ) e outros
para transtornos específicos
(p.ex., depressão, alcoolismo).
Ver Marcador Biológico; Teste
Diagnóstico.
teste
diagnostico - Procedimento
ou instrumento usado junto com a
observação de padrões
comportamentais, história
e exame clínico para ajudar
a estabelecer a presença,
natureza ou fonte de (ou vulnerabilidade)
a um transtorno ou para medir uma
característica específica
de um indivíduo ou grupo.
Os
espécimes testados variam
de acordo com a natureza da investigação:
urina (p.ex., para detectar a presença
de drogas), sangue (p.ex., para
medir o teor de alcoolemia), sêmen
(p.ex., para medir a motilidade
de espermatozóides), fezes
(p.ex., para detectar a presença
de parasitas), líquido amniótico
(p.ex., para detectar um transtorno
fetal hereditário), tecidos
(p.ex., para a presença e
atividade de células neoplásicas),
etc. Os métodos de teste
também variam e incluem exames
bioquímicos, imunológicos,
neurofisiológicos e histológicos.
Técnicas diagnósticas
por imagem incluem Raios X (RX),
tomografia computadorizada (CAT
Scan), tomografia por emissão
de pósitrons (PET Scan) e
imagem por ressonância magnética
(MRI).
As
investigações psicológicas
podem envolver testes de inteligência,
de personalidade e projetivos (tais
como o teste das manchas de Rorschach)
e baterias de testes neuropsicológicos
para determinar o tipo, localização
e grau de qualquer disfunção
cerebral e suas expressões
comportamentais. Ver Marcador Biológico,
Teste De Triagem.
teste
padronizado de aquisição
- Teste psicológico, com
valores médios e desvio padrão
conhecidos, desenvolvido para medir
o nível de destreza ou de
conhecimentos adquiridos em um campo
particular, principalmente para
finalidades educativas, vocacionais
ou fins diagnósticos.
testes
padronizados de quociente de inteligência
- Procedimentos padronizados
para determinar os níveis
de QI expressos como uma pontuação
individual em termos do seu desvio
ou distância acima ou abaixo
da média das pontuações
de um grupo de referência
ou normativo. Convencionalmente,
esta média está estabelecida
em 100. A maior parte destes testes
resultam da escala de Binet-Simon.
THC
- Tetrahidrocannabinol. Ver cannabis.
tipologia
de jellinek - A classificação
do alcoolismo feita em 1960 por
Emíl Jeilinek em seu livro
The disease concept of alcoholism
[O conceito de alcoolismo como doença}
postulava a existência dos
seguintes tipos:
alcoolismo
alfa — caracterizado
por dependência psicológica,
sem desenvolvimento de dependência
fisiológica; também
chamado beber problemático,
beber como fuga.
alcoolismo
beta — caracterizado
por complicações físicas,
envolvendo um ou mais sistemas orgânicos,
com enfraquecimento geral da saúde
e tempo de vida reduzido.
alcoolismo
gama — caracterizado
por aumento da tolerância,
perda de controle e síndrome
de abstinência após
interrupção do consumo
de álcool; também
chamado alcoolismo "Anglo-Saxão".
alcoolismo
delta — caracterizado
por aumento de tolerância,
sintomas de abstinência e
incapacidade de abster-se, mas nunca
perda do autocontrole sobre a quantidade
consumida (Ver alcoolização).
alcoolismo
épsilon — beber
paroxística ou periodicamente,
beber compulsivo; às vezes
referido como dipsomania.
tique - Movimento
motor involuntário, rápido,
recorrente, não rítmico
(envolvendo usualmente grupos musculares
circunscritos) ou produção
vocal, de começo súbito
e sem um objetivo aparente. Os tiques
tendem a ser experimentados como
irresistíveis, mas podem
usualmente ser suprimidos por vários
períodos de tempo, são
exacerbados pelo estresse e desaparecem
durante o sono. Os tiques motores
simples comuns incluem o piscar
de olhos, movimentos bruscos do
pescoço, encolher de ombros
e produção de caretas.
Os tiques vocais simples comuns
incluem clarificar a garganta, tossir,
fungar e assobiar. Os tiques complexos
comuns incluem auto-agressão,
saltos e coxeio. Os tiques vocais
complexos incluem a repetição
de palavras específicas e
algumas vezes o uso de palavras
socialmente inaceitáveis,
freqüentemente obscenas (coprolalia)
e a repetição dos
próprios sons ou palavras
(palilalia).
tireóide
- A tireóide é uma
glândula localizada no pescoço
que participa ativamente no processo
de formação das proteínas
e na atividade das células.
Basicamente regula o metabolismo
dos tecidos. O iodo é o principal
constituinte de seus hormônios.
As doenças da tireóide
são mais freqüente nas
mulheres.
A
diminuição de ingestão
de iodo, que pode ocorrer em determinadas
regiões do país, leva
ao bócio endêmico,
que é uma forma de diminuição
da função da tireóide
ou hipotireoidismo. O uso de sal
iodado evita esta situação.
O hipotireoidismo ou mixedema também
pode ocorrer por diminuição
na produção hormonal
da tireóide. Os principais
sintomas do hipotireoidismo são
apatia, inchaço da face de
mãos e pés. Há
falta de memória podendo
ocorrer prejuízo intelectual
e se confundir com doença
psicológica. Há tendência
a insuficiência cardíaca.
É comum ocorrer hemorragia
genital na mulher.
O
tratamento é feito com reposição
do hormônio.O aumento da função
da tireóide ou hipertireoidismo
não é comum na 3ª
idade . Ocorre tremores, aumento
do pulso, nervosismo, sudorese aumentada.
Há aumento do apetite e perda
de peso. Ocorre sensação
de fadiga e insônia. Pode
ocorrer a exoftalmia que é
uma situação em que
os olhos ficam salientes. Na 3a.
idade os sintomas de hipertireoidismo
são menos acentuados do que
aqueles que ocorrem no jovem e não
é raro o diagnóstico
não ser feito. O tratamento
é clínico ou cirúrgico
dependendo do tipo de hipertireoidismo.
O
aumento da glândula tireóide
ou simplesmente bócio em
geral não é acompanhado
de distúrbios hormonais,
entretanto quando ocorrem a alteração
mais comum é o hipertireoidismo.
O aumento da tireóide pode
levar a dificuldade respiratória
por compressão da traquéia.
O tratamento pode ser clínico
ou cirúrgico. Os processos
inflamatórios da tireóide,
as tireoidites, são raras
na 3a. idade. O câncer da
tireóide é raro na
3ª idade e seu tratamento é
cirúrgico.
tireoidite
induzida por medicamentos (lítio)
- Ver hipotireoidismo.
tireotoxicose
- Hipertireoidismo caracterizado
pela aceleração da
taxa de metabolismo basal, aumento
do consumo de oxigênio, aumento
do volume da tireóide, fraqueza,
perda de peso, nervosismo e arritmia
cardíaca ou insuficiência
cardíaca congestiva. A tireotoxicose
pode apresentar-se como um estado
de ansiedade. Sinonímia:
hipertireoidismo.
TOC
- Ver transtorno obsessivo-compulsivo.
tolerância
- Diminuição de resposta
a uma dose de determinada substância
que ocorre com o uso continuado
da mesma. No consumidor freqüente
ou de grandes quantidades de bebidas
alcoólicas (ou de outras
drogas), p.ex., são necessárias
doses mais elevadas de álcool
para alcançar os efeitos
originalmente produzidos por doses
mais baixas. Tanto fatores psicológicos
como psicossociais podem contribuir
para o desenvolvimento da tolerância,
que pode ser física, comportamental
ou psicológica. Com referência
aos fatores fisiológicos,
podem desenvolver-se tanto a tolerância
metabólica como a funcional.
Aumentando-se a taxa de metabolismo
da substância, o organismo
pode ser capaz de eliminar a substância
mais rapidamente. A tolerância
funcional é definida pela
diminuição da sensibilidade
do sistema nervoso central para
a substância. A tolerância
comportamental é uma mudança
no efeito da droga como resultado
de aprendizado ou de alterações
ambientais. Tolerância aguda
é uma acomodação
rápida, temporária,
ao efeito de uma substância
após uma única dose.
Tolerância reversa, também
conhecida como sensibilização,
refere-se a uma condição
na qual a resposta a uma substância
aumenta com o uso repetido. A tolerância
é um dos critérios
para a síndrome de dependência.
Ver Síndrome de Dependência;
Transtorno por uso de Opióides.
tolerância
cruzada - Desenvolvimento
de tolerância para uma substância,
como resultado da ingestão
aguda ou crônica de uma outra
substância à qual o
indivíduo não tenha
sido exposto previamente. As duas
substâncias geralmente, mas
nem sempre, têm efeitos farmacológicos
similares. A tolerância cruzada
é evidenciada quando a dose
de uma nova substância não
produz o efeito esperado. Ver Dependência
Cruzada; Desintoxicação.
tomografia
computadorizada - Ver Imagem
Cerebral.
torcicolo
psicogenico - Movimentos
discinéticos dos músculos
do pescoço que resultam em
posturas anormais da cabeça
e são freqüentemente
dolorosos. A patofisiologia deste
transtorno não é bem
conhecida. Suspeitou-se de uma etiologia
psicogênica para a ocorrência
isolada do sintoma, sem sinais vertebrais
ou oculares associados, na ausência
de doença neurológica,
tal como a distonia musculorum deformans.
Tourette,
Gilles de la - As características
essenciais do Transtorno de Tourette
são múltiplos tiques
motores e um ou mais tiques vocais.
Esses podem aparecer simultaneamente
ou em diferentes períodos,
durante a doença. Os tiques
ocorrem muitas vezes ao dia, de
forma recorrente, ao longo de um
período superior a 1 ano.
Durante
este período, jamais houve
uma fase livre de tiques superior
a 3 meses consecutivos. A perturbação
causa acentuado sofrimento ou prejuízo
significativo no funcionamento social,
ocupacional ou outras áreas
importantes da vida do indivíduo.
O início do transtorno ocorre
antes dos 18 anos de idade. Os tiques
não se devem aos efeitos
fisiológicos diretos de uma
substância (por ex., estimulantes)
ou a uma condição
médica geral (por ex., doença
de Huntington ou encefalite pós-viral).
A
localização anatômica,
o número, a freqüência,
a complexidade e a gravidade dos
tiques mudam com o tempo. Eles tipicamente
envolvem a cabeça e, com
freqüência, outras partes
do corpo, tais como tronco e membros
inferiores. Os tiques vocais incluem
várias palavras ou sons como
estalos, grunhidos, ganidos, fungadas,
espirros e tosse. A coprolalia,
um tique vocal complexo envolvendo
a verbalização de
obscenidades, está presente
em alguns indivíduos (menos
de 10%) com este transtorno. Pode
haver a presença de tiques
motores complexos envolvendo toques,
agachar-se, fazer profundas flexões
dos joelhos, refazer os próprios
passos e girar o tronco enquanto
caminha. Em aproximadamente metade
dos indivíduos com este transtorno,
os primeiros sintomas são
surtos de um tique isolado, mais
freqüentemente piscar os olhos,
menos comumente tiques envolvendo
uma outra parte da face ou do corpo.
Os
sintomas iniciais também
podem incluir a protrusão
da língua, agachar-se, fungar,
saltitar, pular, pigarrear, gaguejar,
vocalização de sons
ou palavras e coprolalia. Os outros
casos iniciam com sintomas múltiplos.
tomografia
- A tomografia axial computadorizada
é um tipo de exame radiológico
que, associado a um computador,
analisa regiões do corpo
humano, gerando imagens que revelam
grande precisão de detalhes.
É exame não invasivo
que se utiliza de raios-X. A utilização
concomitante de substância
à base de iodo administrada
na veia (contraste iodado) aumenta
a precisão do exame.
A
tomografia computadorizada revolucionou
o diagnóstico médico
tendo trazido inestimável
contribuição especialmente
para a neurologia. Até o
inicio da década de 70 o
estudo do cérebro e de seus
vasos era feito através de
processo agressivo e demorado (angiografia
cerebral). Atualmente é fundamental
para o exame do crânio, cérebro,
cavidades torácica e abdominal.
Pode ser útil no exame da
coluna vertebral. O encontro de
sangue no cérebro nos fornece
o diagnóstico de hemorragia
cerebral evitando, muitas vezes,
a realização de exame
de líquor. É básico
no diagnóstico de tumores
pulmonares e atualmente é
imprescindível na análise
do fígado, vias biliares
e pâncreas. O estudo dos rins
e das supra-renais também
utiliza muito a tomografia axial
computadorizada.
toxicomania
- Termo de origem francesa para
designar a dependência de
drogas.
toxicomania,
Adicção ou Drogadicção
- Desajuste psiquiátrico
causado por drogas, geralmente as
ilícitas (maconha, cocaína,
LSD, heroína), que leva a
prejuízos ao indivíduo
e à sociedade. É um
problema de saúde pública
.O toxicômano geralmente tem
um desejo incontrolável de
obter a droga e tentará obtê-la
sob qualquer modo, até criminalmente.
O toxicômano também
tem a tendência de aumentar
as doses do tóxico para obter
os mesmos efeitos, em virtude do
fenômeno da tolerância.
A retirada das drogas geralmente
causa sintomas de abstinência,
fazendo o toxicômano sofrer
horrivelmente. Geralmente são
indivíduos problemáticos,
os quais buscam nos tóxicos
a fuga dos seus problemas. Incide
mais nos jovens e menos na vida
adulta.
toxoplasmose
cerebral - Infecção
do cérebro pelo parasita
Toxoplasma gondii. Ocorre tanto
intra-útero como em pacientes
com AIDS/SIDA, como resultado de
reativação de infecção
cerebral latente pelo parasita intracelular
oportunista. Tanto os achados clínicos
como os resultados de exames radiológicos
são inespecíficos;
pode-se suspeitar do diagnóstico
com base na resposta à terapia
empírica com pirimetamina
e sulfadiazina. O tratamento é
necessário por toda a vida,
em geral. Ver transtornos neuropsiquiátricos
associados ao vih.
traço
- Em psicologia, é uma "porção
intencional constante" (Stern,
1921) da personalidade que é
inferida da totalidade do comportamento
de um indivíduo, sem nunca
ser observada diretamente. Um traço
é um atributo estável,
freqüentemente comparado e
contrastado com o estado, que é
uma característica momentânea
ou limitada no tempo, de um organismo
ou de uma pessoa. Em genética,
um traço é a expressão
fenotípica (ou seja, observável)
característica de uma predisposição
hereditária.
tranqüilizante
- Agente calmante; termo geral para
várias classes de drogas
empregadas no manejo sintomático
de várias doenças
mentais, usadas para aliviar a ansiedade
(tranqüilizantes menores) ou
para fazer diminuir sintomas psicóticos
(tranqüilizantes maiores).
O termo pode ser utilizado para
diferenciar estas drogas dos sedativos/hipnóticos:
os tranqüilizantes tem um efeito
depressor e calmante sobre os processos
psicomotores sem interferirem na
consciência e no pensamento,
a não ser em altas doses.
transe
- Estado de alteração
temporária da consciência
vigil que envolve perda de senso
de identidade ou troca do self por
outra entidade psicológica
(possessão), vigilância
aumentada, sugestionabilidade e/ou
comportamentos culturalmente estereotipados
com diminuição acentuada
de grau de resposta aos estímulos
ambientais tais como os que ocorrem
sob hipnose e relaxamento profundo.
Esta condição pode
ser um papel aprendido em certos
grupos religiosos, cultos de cura
(p.ex., na Umbanda) ou práticas
de cura xamanísticas. Ver
possessão.
transe
patológico - Ver
possessão.
transexualismo
- Desejo de viver e ser aceito como
membro do sexo oposto, geralmente
acompanhado de uma sensação
de desconforto ou de inadequação
com o próprio sexo anatômico
e um desejo de fazer tratamento
cirúrgico e hormonal para
tornar seu corpo o mais congruente
possível com o sexo preferido.
Ver Orientação Sexual
Ecodistônica.
transferência
cultural - Sentimentos
do paciente em relação
ao clínico baseados nas atitudes
do paciente frente à sua
própria cultura, bem como
as atitudes do paciente em relação
à cultura do clínico
(ou aquilo que o paciente percebe
como sendo a cultura do clínico).
A história das relações
entre a cultura do paciente e a
do clínico (caso sejam diferentes)
pode influenciar a transferência
cultural. Se a história pessoal
do paciente com o grupo étnico
e cultural do clínico foi
complexa, ou se as relações
entre os dois grupos foi complicada,
a transferência cultural pode
possuir dimensões tanto positivas
como também negativas. Ver
etnocentrismo.
transições
de ciclos vitais - Adaptações
individuais do comportamento e de
papéis sociais em resposta
a mudanças relacionadas a
faixas etárias, determinadas
culturalmente, e sobre as quais
se tem pouco ou nenhum controle.
Algumas destas mudanças ocorrem
gradualmente ao longo de muitos
anos, enquanto que outras podem
ocorrer repentinamente ao longo
de um período de dias (p.ex.,
ritos de puberdade, paternidade,
aposentadoria, viuvez), semanas
ou meses (p.ex. puberdade, gravidez,
menopausa). Ver crise; crise da
meia-idade; ritos de passagem.
transtorno
afetivo - Ver transtorno
do humor.
transtorno
afetivo associado ao vih
- Depressão que ocorre em
indivíduos com infecção
pelo VIH. Pode ser o resultado de
problemas psicossociais relacionados
com a infecção pelo
VIH e AIDS/SIDA, ou pode ser devido
à infecção
cerebral produzida pelo VIH. Pode
também ser precipitado pela
infecção pelo VIH
num indivíduo predisposto.
A hipomania e a mania são
menos frequentes que a depressão
nos indivíduos com infecção
pelo VIH.
transtorno
afetivo bipolar (F31) -
Transtorno caracterizado por dois
ou mais episódios nos quais
os níveis de humor e da atividade
do paciente estão significativamente
perturbados. Esta perturbação
consiste, em algumas ocasiões,
de uma exaltação do
humor e de um aumento da energia
e atividade, e, em outras, de uma
diminuição do humor
ou de um enfraquecimento da energia
e da atividade. Ver depressão;
htpomania; mania.
transtorno
afetivo da personalidade (F34.0)
- Predominância por toda a
vida de um dado humor pronunciado
que pode ser persistentemente depressivo,
persistentemente eufórico,
ou alternadamente um ou outro. Durante
os períodos de euforia, há
um otimismo inquebrantável
e um entusiasmo aumentado pela vida
e atividade, enquanto que os períodos
de depressão são marcados
por preocupação, pessimismo,
energia diminuída e um sentimento
de futilidade. Tais indivíduos
são propensos a desenvolver
transtornos afetivos, embora isto
não seja inevitável.
transtorno
afetivo orgânico (F06.3)
- Transtorno caracterizado por uma
mudança do humor ou do afeto
(depressivo, hipomaníaco,
maníaco ou bipolar), normalmente
acompanhado de uma mudança
em todos os níveis de atividade
e presumivelmente conseqüente
a um transtorno cerebral orgânico
ou outro transtorno físico
evidentemente independente. Em indivíduos
com transtornos do hemisfério
cerebral direito existe uma alteração
da capacidade de expressar ou compreender
emoções.
transtorno
afetivo persistente - Ver
transtorno persistente do humor.
transtorno
afetivo residual relacionado ao
uso de álcool ou droga
- Modificações de
estados afetivos induzidas por álcool
ou droga que persistem além
do período esperado para
que o efeito do álcool ou
da droga se manifeste. Ver Transtorno
Psicótico Residual ou de
início Tardio Induzido por
Álcool ou Drogas.
transtorno
agressivo da personalidade
- Ver transtorno de instabilidade
emocional da personalidade.
transtorno
amnésico - Ver amnésia.
transtorno
amnésico alcoólico
- Ver psicose de korsakov.
transtorno
anancástico da personalidade
(F60.5) - Personalidade
obsessivo-compulsiva caracterizada
por sentimentos de insegurança
pessoal e dúvida, que levam
a uma excessiva meticulosidade,
tenacidade, cautela e rigidez. Pode
haver pensamentos ou impulsos insistentes
e indesejáveis que não
alcançam a gravidade de um
transtorno obsessivo-compulsivo.
Há freqüentemente perfeccionismo
e acuracidade meticulosa e uma necessidade
conseqüente de repetidas verificações
de pormenores. Sinonímia:
Transtorno de Personalidade Obsessiva;
Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva.
transtorno
ansioso (de evitação)
da personalidade (F60.6)
- Caracterizado por sentimentos
de tensão e apreensão,
insegurança e inferioridade.
Há um desejo contínuo
de ser benquisto e aceito, uma hipersensibilidade
à rejeição
e à crítica, as ligações
pessoais são restritas e
existe uma tendência para
esquivar-se de certas atividades
através do exagero habitual
dos perigos ou riscos potenciais
em situações cotidianas.
transtorno
anti-social da personalidade (F60.2)
- Caracteriza-se por: desrespeito
às obrigações
sociais com falta de sentimento
e insensível despreocupação
com os outros, disparidade grosseira
entre atitude e normas sociais vigentes;
comportamento que não é
prontamente modificável pela
experiência, nem mesmo pela
punição; baixa tolerância
à frustração
e baixo limiar para descarga da
agressividade, que inclui violência,
tendência a culpar os outros
ou oferecer racionalizações
plausíveis pelo comportamento
que levou o indivíduo ao
conflito com a sociedade. Incluí
personalidade amoral, anti-social,
associal, psicopática e sociopática.
transtorno
associal da personalidade
- Ver Transtorno Anti-Social da
Personalidade.
transtorno
astênico orgânico (F06.6)
- Incontinência ou labilidade
emocional, fatigabilidade e uma
variedade de sensações
físicas desagradáveis
decorrentes da presença de
um transtorno orgânico cerebral.
transtorno
catatônico orgânico
- Transtorno caracterizado por diminuição
(estupor) ou aumento (excitação)
da atividade motora associado a
sintomas catatônicos. A condição
surge num contexto de doença,
lesão ou disfunção
cerebral. Ver Catatonia.
transtorno
cognitivo/motor leve associado ao
vih - Sintomas, sinais
e resultados dos testes neuropsicológicos
qualitativamente similares aos da
demência associada ao VIH,
mas quantitativamente menos graves.
Ver Transtornos Neuropsiqüiátricos
Associados ao Vih.
transtorno
compulsivo da personalidade
- Ver Transtorno Anancástico
da Personalidade.
transtorno
conversivo - Ver transtorno
dissociativo.
transtorno
da conduta (F91) - Os transtornos
de conduta são caracterizados
por um padrão repetitivo
e persistente de conduta anti-social,
agressiva ou desafiadora. Tal comportamento
representa importantes infrações
às expectativas sociais apropriadas
para a idade; portanto, deve ser
mais grave que simples travessuras
infantis usuais ou a rebeldia de
adolescentes, e devem representar
um padrão de comportamento
persistente (6 meses ou mais). As
características do transtorno
da conduta podem também ser
sintomáticas de outras condições
psiquiátricas. Exemplos de
comportamentos nos quais o diagnóstico
é baseado incluem níveis
excessivos de brigas ou de provocações,
crueldade com outras pessoas ou
animais, destrutividade grave de
bens materiais, comportamento incendiário,
roubo, mentir repetidamente, cabular
aulas e fugir de casa, ataques de
birra excepcionalmente freqüentes
e graves e desobediência sistemática.
transtorno
da ereção
- Ver Insuficiência da Resposta
Genital.
transtorno
da excitação sexual
- Ver Insuficiência da Resposta
Genital.
transtorno
da excitação sexual
feminina - Ver Insuficiência
da Resposta Genital.
transtorno
da expressão verbal (F80.1)
- Transtorno específico do
desenvolvimento em que a capacidade
da criança para usar a linguagem
falada expressiva é marcadamente
inferior ao nível apropriado
à sua idade mental, mas a
compreensão da linguagem
situa-se dentro dos limites normais.
Poderá ou não haver
anomalias na articulação.
Sinonímia: disfasta ou afasia
do tipo expressivo.
transtorno
da identidade de gênero (F64)
- Discrepância entre a convicção
íntima da própria
feminilidade ou masculinidade e
o sexo biologicamente determinado.
Estão incluídos o
transexualismo, o transvestismo
de duplo papel e o transtorno da
identidade de gênero na infância.
Inclui, também, o transtorno
do papel-gênero, como transtorno
não especificado de identidade
de gênero.
transtorno
da identidade de gênero na
infância (F64.2)
- Desconforto persistente e intenso
a propósito do sexo atribuído,
juntamente com desejo de ser (ou
insistência de que é)
do sexo oposto. Repúdio ao
próprio sexo e preocupação
constante com os trajes e atividades
do sexo oposto. Este transtorno
representa profunda perturbação
da identidade de gênero normal,
não se tratando de mero comportamento
turbulento em meninas, nem de excesso
de mimo, em meninos.
transtorno
da identidade psicossexual não
transexual - Ver transvestismo
de duplo papel.
transtorno
da maturação sexual
(F66.0) - Incerteza sobre
a identidade de gênero ou
orientação sexual
acompanhada de ansiedade ou depressão
secundárias. Mais freqüentemente
isto ocorre em adolescentes que
não estão seguros
sobre se a sua orientação
é homossexual, heterossexual
ou bissexual, ou em indivíduos
que depois de um período
de aparente estabilidade de orientação
sexual, freqüentemente no contexto
de uma relação de
longa duração, sentem
que a sua orientação
sexual está-se modificando.
transtorno
da orientação sexual
- Ver orientação sexual
egodistônica36.
transtorno
da personalidade e da conduta
- Conjunto de condições
e de padrões de comportamento
de significância clínica
que tendem a ser persistentes e
aparentam ser a expressão
do estilo de vida e modo de relacionar-se
de um indivíduo consigo mesmo
e com os outros. Transtornos de
personalidade específicos,
transtornos de personalidade mistos
e alterações permanentes
de personalidade são padrões
de comportamento profundamente arraigados
e persistentes, que se manifestam
como respostas inflexíveis
a uma ampla variedade de situações
pessoais e sociais. Eles representam
desvios extremos ou significantes
da maneira pela qual o indivíduo
médio numa dada cultura percebe,
pensa, sente e, particularmente,
relaciona-se com os outros. Incluídos
neste grupo estão: transtornos
do hábito e do impulso, transtornos
de identificação de
gênero, transtornos da inclinação
sexual, transtornos do desenvolvimento
e da orientação sexual,
elaboração de sintomas
físicos por razões
psicológicas e produção
intencional ou simulação
de sintomas.
transtorno
da preferência sexual (F65)
- Variedade de padrões de
preferência sexual e atividades
que inclui fetichismo , transvestismo
fetichista, exibicionismo,fricativismo,
mixoscopia, bestialidade,pedofilia,
sadomasoqnismo e necrofilia. Sinonímia:
parafilias.
transtorno
da psicomotricidade - Qualquer
transtorno caracterizado por anomalias
da movimentação. Essas
anomalias incluem acinesia (dificuldade
na iniciação de movimentos)
e as várias formas de discinesia,
incluindo tremor, coréia,
espasmo de torção,
torcicolo, distonia, balismos, tics
e mioclono. Um transtorno do movimento
pode ocorrer em algumas síndromes
esquizofrênicas10 e não
raro decorre da administração
de medicação neuroléptica.
transtorno
da recepção verbal
(F80.2) - Transtorno específico
do desenvolvimento em que a compreensão
da linguagem por parte da criança
é inferior ao nível
apropriado à sua idade mental.
Em praticamente todos os casos,
a linguagem expressiva é
marcadamente prejudicada e são
comuns as anomalias na produção
de sons verbais.
transtorno
da vinculação afetiva
na infância com desinibição
(F94.2) - Padrão
peculiar de funcionamento social
anormal que surge nos 5 primeiros
anos de vida e que tende a persistir
apesar de alterações
marcantes nas circunstâncias
ambientais, p.ex., comportamento
de vinculação difuso
sem focalização seletiva,
comportamentos de chamar atenção,
comportamento amistoso indiscriminado
e modulação pobre
da interação com companheiros.
Dependendo das circunstâncias,
pode existir um transtorno emocional
ou comportamental associado.
transtorno
de ajustamento (F43.2)
- Estados de tensão subjetiva
e transtornos emocionais que normalmente
interferem com o funcionamento e
o desempenho sociais e que surgem
no período da adaptação
a uma mudança significativa
na vida do indivíduo ou a
um evento vital estressante. O estressor
pode ter afetado a integridade da
rede social do indivíduo
(perdas, experiências de separação)
ou um sistema mais amplo de apoio
e de valores sociais (migração,
situação de refugiado)
ou representa uma transição
no desenvolvimento ou uma crise
de grande importância (entrar
para a escola, tornar-se pai, fracasso
na tentativa de atingir um objetivo
pessoal importante, aposentadoria).
A predisposição ou
vulnerabilidade do indivíduo
tem um importante papel no risco
da ocorrência e na configuração
das manifestações
dos transtornos de ajustamento,
todavia, supõe-se que tal
condição não
ocorreria na ausência de um
estressor. As manifestações
variam e incluem humor deprimido,
ansiedade ou preocupação
(ou mais de um destes), um sentimento
de incapacidade para superar problemas,
planejar o futuro ou continuar na
presente situação,
bem como um certo grau de perturbação
do desempenho da rotina diária.
Pode também existir um transtorno
da conduta associado, principalmente
em adolescentes. O aspecto predominante
pode ser uma reação
depressiva — breve ou prolongada
— ou uma alteração
de outras emoções
e conduta, incluindo choque cultural,
reação de luto e hospitalismo,
em crianças.
transtorno
de ajustamento associado ao vih
- Resposta excessivamente prolongada
ou intensa face ao diagnóstico
de infecção por VIH
ou AIDS/SIDA, ou em conseqüência
do estresse associado à doença,
manifestada por depressão,
ansiedade, queixas somáticas
ou perturbações comportamentais.
transtorno
de alimentação na
infância (F98.2)
- Recusa de alimento e dengos extremos
em presença do fornecimento
adequado de comida, de alguém
razoavelmente competente para cuidar
da criança e na ausência
de doença orgânica.
Pode ou não haver ruminação
associada (regurgitação
repetida sem náusea ou doença
gastrintestinal).
transtorno
de ansiedade da separação
(F93.0) - O medo da separação
constitui o foco da ansiedade que
surge nos primeiros anos da infância.
É diferenciado da ansiedade
de separação normal
quando é de gravidade superior
ao que se espera estatisticamente
(incluindo uma persistência
anormal além do período
etário usual) e quando está
associada com problemas significativos
do funcionamento social.
transtorno
de ansiedade fóbica (F40)
- Qualquer grupo de distúrbio
no qual sua ansiedade — que
freqüentemente leva ao pânico
— é evocada somente
ou predominantemente em certas situações
bem definidas, que não são
normalmente perigosas. Como resultado,
estas situações são
caracteristicamente evitadas ou
realizadas com temor. A preocupação
do indivíduo pode estar focalizada
nos sintomas individuais, tais como
palpitação ou sensação
de desmaio e é freqüentemente
associada com medos secundários
de morte, perda do controle ou de
enlouquecer. Imaginar a situação
fóbica, em geral, gera ansiedade
antecipatória. Ansiedade
fóbica e depressão
freqüentemente coexistem.
transtorno
de ansiedade fóbica na infância
(F93.1) - Medos na infância
que mostram uma marcada especificidade
da fase de desenvolvimento e são
de intensidade anormal.
transtorno
de ansiedade generalizada (F41.1)
- Ansiedade generalizada e persistente,
não restrita a uma circunstância
ambiental particular (ou seja, ela
é “flutuante”).
Os sintomas dominantes variam, mas
incluem queixas de sentimentos contínuos
de nervosismo, tremores, tensão
muscular, sudorese, sensação
de cabeça leve, palpitações,
tonturas e desconforto epigástrico.
Medos de que o paciente ou um parente
irá em breve adoecer ou sofrer
um acidente são freqüentemente
expressados.
transtorno
de ansiedade social na infância
(F93.2) - Receio de estranhos
e apreensão social ou ansiedade
ao enfrentar situações
novas, estranhas ou socialmente
ameaçadoras. Esses medos
começam durante a primeira
infância, mas são suficientemente
graves para causarem problemas no
funcionamento social. Sinonímia:
Transtorno Evitativo da Infância
ou Adolescência.
transtorno
de conduta não socializado
(F91.1) - Combinação
de comportamento agressivo ou anti-social
persistente com anormalidades significativas
no relacionamento individual com
outras crianças.
transtorno
de conduta restrito ao contexto
familiar (F91.0) - Transtorno
de conduta que envolve comportamento
anti-social ou agressivo (e não
meramente de oposição,
desafiador, ou comportamento inadequado),
no qual o comportamento anormal
é inteiramente (ou quase)
restrito ao lar e às interações
com membros do núcleo familiar
ou parentes próximos. O transtorno
requer o preenchimento completo
de critérios para transtorno
de conduta; mesmo relacionamentos
gravemente perturbados entre pai-filho
não são suficientes,
por si só, para este diagnóstico.
Ver Transtorno da Conduta.
transtorno
de conduta socializado (F91.2)
- Comportamento anti-social ou agressivo
que ocorre em indivíduos
que são geralmente bem integrados
em seus grupos sociais. Sinonímia:
Delinqüência Grupal.
transtorno
decorrente do abuso de solventes
voláteis - Qualquer
transtorno mental ou de comportamento
devido ao uso de solventes voláteis.
Quando inalados, os solventes voláteis
(também chamados inalantes)
— tais como cola, aerossol,
tintas, solventes industriais, solventes
de tintas, gasolina e fluidos para
limpeza — produzem estados
alterados de consciência.
Além disso, alguns solventes
são diretamente tóxicos
para o fígado, rins ou coração
e alguns produzem neuropatia periférica
ou degeneração progressiva
do cérebro. O usuário
tipicamente embebe um trapo com
o inalante e o coloca sobre a boca
e nariz, ou coloca o inalante num
saco de papel ou de plástico
e então o coloca sobre a
face (induzindo anóxia e
intoxicação). Os sinais
de intoxicações incluem
agressividade, letargia, lentificação
psicomotora, euforia, perturbação
do juízo crítico,
tonturas, nistagmo, visão
borrada ou diplopia, fala mal-articulada,
tremores, marcha instável,
hiper-reflexia, fraqueza muscular,
estupor ou coma. Ver Transtorno
por uso de Substância Psicoativa.
transtorno
de estresse pós- traumático
- Ver Reaçâo Protraída
ao Estresse.
transtorno
de hábitos e impulsos (F63)
- Atos repetidos, sem motivação
racional evidente, incontroláveis
e, em geral, prejudiciais aos interesses
próprios e alheios. O indivíduo
relata que o comportamento se associa
a impulsos ao ato. Compreende: jogo
patológico, comportamento
incendiário patológico,
furto patológico, tricotilomania
e outros transtornos do impulso,
como o transtorno explosivo intermitente.
Ver Comportamento Incendiário
Patológico; Furto Patológico;
Jogo Patológico; Transtorno
Explosivo Intermitente; Tricotilomania.
transtorno
de instabilidade emocional da personalidade
(F60.3) - Caracteriza-se
por uma marcada tendência
para agir impulsivamente sem consideração
das conseqüências, humor
imprevisível e caprichoso,
tendência ao descontrole emocional
e incapacidade para controlar as
explosões de comportamento,
tendência para comportamento
querelante e conflitos com outros,
especialmente quando os atos impulsivos
são motivo de oposição
ou censura. Dois tipos podem ser
distinguidos: tipo impulsivo, caracterizado
predominantemente por instabilidade
emocional e falta de controle dos
impulsos, e o tipo limítrofe,
caracterizado por distorções
da auto-imagem, objetivos e preferências
internas, relações
interpessoais intensas e instáveis
e por uma tendência a atitudes
autodestrutivas incluindo ameaças
e tentativas de suicídio.
Inclui personalidade (transtorno)
agressiva e explosiva.
transtorno
de labilidade emocional orgânico
- Ver Transtorno Astênico
Orgânico.
transtorno
delirante (F22.0) - Desenvolvimento
de um delírio único
ou de delírios relacionados,
de conteúdos variáveis,
os quais são usualmente persistentes
e algumas vezes duram por toda a
vida. Alucinações
auditivas claras e persistentes,
delírios de controle, embotamento
afetivo, ou evidência definitiva
de doença cerebral estão,
como regra, ausentes, porém,
a presença de alucinações
auditivas ocasionais ou transitórias,
particularmente em pacientes idosos,
é compatível com a
descrição deste transtorno,
desde que estas se manifestem apenas
diretamente no quadro clínico
global. Sinonímia: Estado
Paranóide Simples. Ver Paranóia;
Psicose Paranóide Psicogênica.
transtorno
delirante crônico -
Ver Transtorno Delirante Duradouro
(F22).
transtorno
delirante de ciúme alcoólico
- Ver Transtorno Psicótico
Induzido por Álcool ou Droga.
transtorno
delirante duradouro (F22)
- Transtorno de longa duração
no qual os delírios (idéias
ou juízos) constituem a única
ou a mais conspícua característica
clínica e que não
podem ser classificadas como de
origem orgânica, esquizofrênica
ou timopática.
transtorno
delirante induzido (F24)
- Transtorno delirante que acomete
duas ou mais pessoas ligadas por
vínculos emocionais significativos.
Apenas uma delas padece um transtorno
psicótico genuíno;
o delírio é induzido
no(s) outro(s) e tende a desaparecer
quando as pessoas são separadas.
Sinonímia: Folie à
Deux; Psicose Induzida; Transtorno
de Idéia Delirante Induzida.
transtorno
delirante orgânico esquizomorfo
- Transtorno cujo quadro clínico
é dominado por delírios
persistentes ou recorrentes que
podem ser acompanhados por alucinações.
Podem estar presentes alguns sintomas
sugestivos de esquizofrenia como
alucinações extravagantes
ou transtornos do pensamento. Esta
condição clínica
aparece como componente de doença,
disfunção ou lesão
cerebral, em particular de epilepsia.
transtorno
de pânico [ansiedade paroxística
episódica] (F41.0)
- Caracterizado essencialmente por
ataques recorrentes de ansiedade
grave (pânico) que não
são restritos a nenhuma situação
particular ou conjunto de circunstâncias
e são portanto imprevisíveis.
Da mesma forma que outros transtornos
de ansiedade, os sintomas dominantes
variam de pessoa para pessoa, mas
podem incluir aparição
repentina de palpitações,
dor no peito, sensações
de choque, tontura e sentimentos
de ausência da realidade (despersonalização
ou desrealização).
Há também um medo
secundário de morrer, perder
o controle ou ficar louco. O transtorno
de pânico deve ser diferenciado
de ataques de pânico que ocorrem
como parte de transtornos fóbicos
de ansiedade estabelecidos. Os ataques
de pânico podem também
ser secundários a transtornos
depressivos.
transtorno
dependente da personalidade (F60.7)
- Caracterizado por dependência
passiva generalizada de outras pessoas
para tomar grandes ou pequenas decisões
na vida, grande medo de abandono,
sentimento de desamparo e incompetência,
complacência passiva com os
desejos dos mais velhos e uma débil
resposta às demandas da vida
diária. Pode manifestar-se
por perda do vigor na esfera intelectual
ou emocional e há uma freqüente
tendência a reagir às
adversidades, transferindo a responsabilidade
para outros, havendo ainda pouca
capacidade para divertir-se. Inclui
personalidade (transtorno) astênica,
inadequada, passiva e autoderrotista
de outras classificações.
transtorno
depressivo da conduta (F92.0)
- Combinação de transtorno
de conduta com depressão
persistente e intensa do humor.
transtorno
depressivo recorrente (F33)
- Transtorno caracterizado por episódios
depressivos repetidos, sem qualquer
história de episódios
independentes de mania, mas que
não exclui breves episódios
de hipomania, imediatamente após
um episódio de depressão.
As formas mais graves de transtorno
depressivo recorrente têm
muito em comum com conceitos anteriores,
tais como psicose maníaco-depressiva
do tipo depressivo, melancolia,
depressão vital e depressão
endógena.
transtorno
de relacionamento (F68.8)
- Termo genérico para qualquer
dos transtornos de personalidade
e da conduta enfatizando as dificuldades
nos relacionamentos interpessoais
que fazem parte do quadro clínico.
transtorno
de relacionamento sexual (F66.2)
- Transtorno no qual a identidade
de gênero ou a orientação
sexual é responsável
por dificuldades em estabelecer
ou manter um relacionamento com
um parceiro sexual.
transtorno
de rivalidade entre irmãos
(F92.3) - Certo grau de
transtorno emocional observado em
geral após o nascimento de
irmão imediatamente mais
novo e que ocorre na maioria das
crianças. Sinonímia:
ciúme de irmão.
transtorno
desafiador de oposição
(F91.3) - Transtorno de
conduta em crianças de idade
pré-escolar, caracterizado
por um acentuado comportamento desafiador,
desobediente e provocador que não
inclui atos delinqüências
ou formas mais extremas de agressividade
ou comportamento anti-social.
transtorno
desintegrativo da infância
(F84) - Conjunto de alterações
qualitativas globais nas interações
sociais e nos padrões de
comunicações que caracterizam
o funcionamento do indivíduo
em todas as situações.
Inclui o autismo infantil (F84.0),
o autismo infantil atípico
(F84.1), a síndrome de Rett
(F84.2), a síndrome de Heller
(F84.3) e a síndrome de Asperger
(F84.4). Espasmos infantis, rubéola
congênita, esclerose tuberosa,
lipidose cerebral e a síndrome
do cromossomo X frágil com
deficiência menta são
algumas das condições
clínicas associadas.
transtorno
de somatização (F45.0)
- Sintomas físicos múltiplos
e recorrentes que se modificam freqüentemente,
com duração de pelo
menos dois anos de duração,
sem nenhuma base orgânica
demonstrável. Muitos pacientes
têm uma história longa
e complicada de contatos com serviços
de saúde, tanto básicos
como especializados, durante os
quais muitas investigações
negativas ou operações
exploratórias infrutíferas
foram feitas. Os sintomas podem
ser referidos a qualquer parte ou
sistema do corpo. O curso do transtorno
é crônico4 e flutuante
e está freqüentemente
associado com rupturas prolongadas
do comportamento social, interpessoal
e familiar.
transtorno
de tique (F95) - Síndrome
em que a manifestação
predominante aparece sob a forma
de tique. Ver tique.
transtorno
de tique motor ou vocal crônico
(F95.1) - Engloba os critérios
gerais de um transtorno de tique;
neste caso, tiques motores ou vocais
(mas não ambos simultaneamente)
que podem ser simples ou múltiplos
(usualmente múltiplos) e
que têm uma duração
superior a um ano.
transtorno
de tiques vocais e motores múltiplos
(F95.2) - Forma de transtorno
de tique caracterizada por múltiplos
tiques motores e um ou mais tiques
vocais, embora não necessariamente
ao mesmo tempo. Este transtorno
usualmente piora durante a adolescência
e tende a persistir durante a idade
adulta. Os tiques vocais são
muitas vezes múltiplos, com
vocalizações explosivas
e repetitivas, pigarrear, grunhidos
e pode surgir também o uso
de palavras ou frases obscenas.
Por vezes, há uma ecopraxia
gestual que está associada,
que pode também ser de natureza
obscena (copropraxia). Sinonímia:
Síndrome de Gilles de La
Tourette; Síndrome de Tourette.
transtorno
de tourette - Ver Transtorno
de Tiques Vocais e Motores Múltiplos.
transtorno
de transe e possessão (F44.3)
- Perda temporária do sentido
de identidade pessoal e do conhecimento
completo do meio envolvente, na
qual os estados de transe são
involuntários ou indesejados
e ocorrem independentemente de situações
aceitas de natureza religiosa ou
cultural.
transtorno
dissocial da personalidade
- Ver transtorno anti-social da
personalidade.
transtorno
dissociativo (F44) - Uma
perda completa ou parcial da integração
normal entre lembranças do
passado, auto-orientação,
sensopercepção e controle
dos movimentos corporais. Os transtornos
dissociativos tendem a desaparecer
após poucas semanas ou meses,
particularmente se seu início
estiver associado com um evento
de vida traumático. Formas
mais crônicas, particularmente
acompanhadas de paralisias e de
anestesias, podem desenvolver-se
se o início estiver associado
com problemas insolúveis
ou dificuldades interpessoais. Estes
transtornos têm uma origem
supostamente psicogênica e
previamente eram chamados de histeria
conversível. Os sintomas
freqüentemente expressam a
idéia que o paciente tem
de como poderia manifestar-se uma
doença física. Exames
clínicos e laboratoriais
usualmente não revelam a
presença de nenhum transtorno
neurológico ou outros sinais
físicos. Ver Amnésia
Dissociativa; Anestesia Dissociativa;
Fuga Dissociativa.
transtorno
dissociativo orgânico
- Transtorno dissociativo que surge
em conseqüência de um
transtorno mental orgânico,
caracterizado por uma perda parcial
ou completa da integração
normal entre lembranças do
passado, auto-orientação,
sensopercepção e controle
dos movimentos corporais.
transtorno
do Comportamento - Quadro
complexo e inter-relacionado de
problemas orgânico-neurológicos
e do desenvolvimento psicológico,
que podem ser agravados ou amenizados
pelo contingente sócio-familiar,
e cujo tratamento psicológico
é de extrema dificuldade,
exigindo interação
medicamentosa em uma grande maioria
de casos. O DSM (Diagnostical and
Statistical Manual of Disorders)
categoriza um grande número
de transtornos, dentre eles: transtorno
de personalidade, transtorno psicossexual,
transtorno de ansiedade, transtorno
de conduta, transtornos psicóticos,
etc.
transtorno
do desempenho social na infância
e adolescência -
Grupo heterogêneo de transtornos
que têm em comum anormalidades
do funcionamento social durante
o desenvolvimento, mas que (ao contrário
dos transtornos difusos do desenvolvimento)
não são aparentemente
devido a uma incapacidade social
constitucional ou a um déficit
que atinge todas as áreas
de funcionamento. Exemplos incluem
o mutismo eletivo e os transtornos
da vinculação afetiva
na infância com desinibição.
transtorno
do humor (F30-F39) - A
perturbação fundamental
é um deslocamento do humor
ou do afeto seja para o pólo
da depressão (com ou sem
ansiedade associada) seja para o
pólo da exaltação.
Essa mudança do humor é
geralmente acompanhada por uma mudança
no nível geral da atividade
e a maioria dos outros sintomas
é secundária a mudanças
do humor e da atividade, ou facilmente
entendida no contexto dessas mesmas
mudanças. A maioria dos transtornos
do humor tende a ser periódica
e o início dos episódios
individuais pode estar freqüentemente
relacionado com eventos ou situações
estressantes. Sinonímia:
Transtorno Afetivo. Ver Depressão;
Mania.
transtorno
doloroso somatomorfo persistente
(F45.4) - A queixa predominante
é a de dor incômoda,
grave e persistente que não
pode ser inteiramente explicada
por um processo fisiológico
nem por um transtorno físico
e que ocorre em associação
com conflitos emocionais ou problemas
psicossociais suficientes para permitir
a conclusão que eles são
a principal influência causal.
O resultado é, geralmente,
um aumento marcado de apoio e atenção
quer pessoal quer sanitária.
transtorno
do papel-gênero (F64.9)
- Comportamento e aparência
em desacordo com as expectativas
culturais de conduta apropriada,
“feminina” ou “masculina”,
num dado indivíduo. Ver Transtorno
da Identidade de Gênero.
transtorno
dos impulsos - Ver Transtorno
de Hábitos e Impulsos.
transtorno
eletrolítico - Concentração
anormal de um ou mais íons
no sangue, tais como sódio,
potássio, cálcio,
e bicarbonato, habitualmente secundária
a uma patologia subjacente. Uma
vez instalados, os transtornos eletrolíticos
são eles mesmos causas de
sintomas. A deficiência de
sódio (hiponatremia) pode
ser associada à queda da
pressão arterial, dores abdominais,
fraqueza, vertigem, apatia, e, segundo
a evolução, coma.
A deficiência de potássio
(hipopotassemia) pode produzir letargia,
anorexia, ansiedade, depressão,
fraqueza muscular e anomalias no
eletrocardiograma. Hipocalcemia
pode produzir depressão e
cãibras musculares; hipercalcemia
pode também produzir depressão
e, se for intensa ou prolongada,
sintomas do tipo psicótico
ou demencial.
transtorno
específico da leitura (F81.0)
- Comprometimento específico
e significativo no desenvolvimento
das habilidades de leitura, o qual
não é unicamente justificado
por idade mental, problemas de acuidade
visual ou por escolaridade inadequada.
A habilidade de compreensão
de leitura, o reconhecimento de
palavras na leitura, a habilidade
de leitura oral e o desempenho de
tarefas que requerem leitura, podem
estar todos afetados. Dificuldades
para soletrar estão freqüentemente
associadas a transtornos específicos
de leitura e muitas vezes permanecem
na adolescência mesmo depois
de alcançado algum progresso
na leitura. Transtornos específicos
de desenvolvimento de leitura são
comumente precedidos por uma história
de transtornos no desenvolvimento
da fala e linguagem. Perturbações
emocionais e/ ou de comportamento
associadas também são
comuns durante o período
escolar. Sinonímia: “leitura
invertida"; dislexia do desenvolvimento;
legastenia; retardo específico
de leitura.
transtorno
específico da pronúncia
das consoantes (F80.0)
- Uso dos sons da fala de uma criança
abaixo do nível apropriado
para a sua idade mental, havendo,
porém, um nível normal
das habilidades lingüísticas.
Sinonímia: lambdacismo. Ver
Dislalia; Lalação.
transtorno
específico das habilidades
aritméticas (F81.2)
- Déficit no domínio
de habilidades básicas de
cálculo (adição,
subtração, multiplicação
e divisão) ao invés
de habilidades matemáticas
mais abstraías envolvidas
em álgebra, trigonometria,
geometria ou cálculo. Sinonímia:
Acalculta do Desenvolvimento; Discalculia.
transtorno
especifico do desenvolvimento da
fala e linguagem (F80)
- Transtorno dos padrões
normais de aquisição
da linguagem, começando em
um estágio precoce do desenvolvimento.
A condição não
é diretamente atribuível
a anormalidades mecânicas
da fala, alterações
sensoriais, deficiência mental
ou fatores ambientais. Os transtornos
do desenvolvimento específicos
da fala e linguagem são freqüentemente
seguidos por problemas associados,
tais como dificuldades para ler
e soletrar, anormalidades nas relações
interpessoais e transtornos emocionais
e comportamentais.
transtorno
específico do desenvolvimento
da função motora (F82)
- A característica principal
é a alteração
grave do desenvolvimento da coordenação
motora, que não é
explicada apenas em termos de retardo
intelectual geral ou por qualquer
transtorno neurológico específico
ou adquirido. De qualquer forma,
na maioria dos casos um exame clínico
cuidadoso mostra imaturidades do
neurodesenvolvimento importantes,
tais como movimentos coreiformes
dos membros não apoiados,
ou movimento em espelho e outras
características motoras associadas,
bem como sinais de coordenação
motora fina e grosseira prejudicadas.
Sinonímia: síndrome
da criança desajeitada; dispraxia
do desenvolvimento.
transtorno
específico misto do desenvolvimento
(F83) - Transtorno no qual
há a concomitância
de transtorno específico
do desenvolvimento da fala e linguagem,
transtorno misto de habilidades
escolares e de transtorno específico
do desenvolvimento da função
motora, mas no qual nenhuma predomina
de forma suficiente para constituir
o diagnóstico principal.
Esses transtornos do desenvolvimento
são geralmente, mas não
sempre, associados com um certo
grau de alteração
cognitiva.
transtornos
esquizoafetivos (F25) -
Transtornos episódicos nos
quais tanto sintomas afetivos como
esquizofrênicos são
proeminentes, de tal forma que o
episódio da doença
não justifica o diagnóstico
nem de esquizofrenia, nem de episódio
maníaco-depressivo. Tipos
maníacos, depressivos e mistos
podem ser distinguidos dependendo
das características preponderantes
do conteúdo afetivo.
transtorno
esquizóide da personalidade
(F60.1) - Caracterizado
por retração do contato
afetivo, social e outros contatos,
com preferência por fantasias,
atividades solitárias e introspecção,
acompanhados por uma incapacidade
para expressar sentimentos e experimentar
prazer.
transtorno
esquizóide na criança
- Ver síndrome de asperger.
transtorno
esquizotípico (F21)
- Comportamento excêntrico
e anomalias do pensamento e do afeto
que se assemelham às vistas
na esquizofrenia, embora nenhuma
característica definida da
perturbação esquizofrênica
esteja presente. Não há
início definido e sua evolução
e curso são os de um transtorno
de personalidade. Sinonímia:
esquizofrenia “limítrofe”;
esquizofrenia latente; esquizofrenia
pseudoneurótica; esquizofrenia
pseudopsicopática; transtorno
de personalidade esquizotípica.
transtorno
esquizotípico da personalidade
- Ver Transtorno Esquizotípico.
transtorno
estereotipado da movimentação
(F98.4) - Movimentos voluntários,
repetitivos, estereotipados e disfuncionais
(e geralmente rítmicos) que
não fazem parte de nenhuma
condição psiquiátrica
ou neurológica identificada.
Os movimentos podem ser ou não
auto-agressivos. Os que não
o são incluem: balanceio
do corpo, balanceio da cabeça,
arrancar os cabelos, torcer (enrolar)
o cabelo, estalar os dedos e bater
palmas. O comportamento auto-agressivo
estereotipado inclui bater com a
cabeça repetidamente, estapear
o rosto, enfiar os dedos nos olhos
e morder as mãos, lábios
ou outras partes do corpo. Todos
os transtornos de movimento estereotipado
ocorrem mais freqüentemente
em associação com
a deficiência mental. Sinonímia:
estereotipia.
transtorno
evitativo da infância e adolescência
- Ver Transtorno de Ansiedade Social
na Infância.
transtorno
explosivo da personalidade
- Ver Transtorno de Instabilidade
Emocional da Personalidade.
transtorno
explosivo intermitente (F63.8)
- Transtorno de hábitos e
impulsos caracterizado por episódios
discretos de explosão de
agressividade que são desproporcionais
a uma causa de estresse identificável.
transtorno
factício (F68.1)
- Transtorno da personalidade e
do comportamento do adulto no qual
o indivíduo simula sintomas
de forma repetida e constante e
pode intencionalmente infligir um
mal a si próprio de modo
a produzir sintomas ou sinais. Ao
contrário do simulador, a
motivação do indivíduo
é obscura e presumivelmente
interna, com o objetivo de desempenhar
um papel de doente ou de produzir
um comportamento de doença
e é muitas vezes aliado a
perturbações acentuadas
da personalidade e do relacionamento.
Sinonímia: síndrome
de münchhausen; síndrome
do doente poli-hospitalizado.
transtorno
hipercinético (F90)
- Transtorno caracterizado pelo
início precoce (habitualmente
nos primeiros 5 anos de vida) de
falta de persistência em atividades
que requerem o envolvimento de processos
cognitivos e tendência a mudar
de uma atividade para outra sem
completar nenhuma delas, juntamente
com um padrão geral de atividades
desorganizado, mal regulado e excessivo.
O transtorno pode acompanhar-se
de várias outras alterações.
As crianças hipercinéticas
são freqüentemente descuidadas
e impulsivas, propensas a acidentes
e vêem-se confrontadas com
problemas disciplinares, mais pela
infração não
premeditada às regras do
que pelo desafio às mesmas.
As suas relações sociais
com os adultos são muitas
vezes desinibidas, com uma falta
de prudência e de reservas
naturais. Atrasos específicos
no desenvolvimento cognitivo, motor
e da linguagem são muito
freqüentes. As complicações
secundárias incluem comportamento
anti-social e baixo amor-próprio.
Sinonímia: transtorno por
déficit de atenção.
transtorno
hipercinético associado a
deficiência mental e a estereotipias
motoras (F84.4) - Transtorno
mal definido observado em crianças
com deficiência mental grave
que apresentam como problemas principais
hiperatividade, falta de atenção
e também comportamentos estereotipados.
Elas tendem a não se beneficiar
de medicamentos estimulantes e podem
mostrar uma reação
disfórica grave quando recebem
estimulantes. Na adolescência,
a hiperatividade tende a ser substituída
por pouca atividade.
transtorno
hipoativo do desejo sexual -
Ver falta ou ausência de desejo
sexual.
transtorno
hipocondríaco (F45.2)
- Preocupação persistente
com a possibilidade de ter uma ou
mais doenças físicas
graves e progressivas. Os doentes
apresentam queixas somáticas
persistentes ou uma preocupação
persistente com o seu aspecto físico.
Com freqüência, o doente
interpreta sensações
e manifestações normais
ou comuns como anormais e preocupantes
e centra sua atenção
em um ou dois órgãos
ou sistemas do corpo. Encontram-se
também freqüentemente
presentes depressão grave
e ansiedade.
transtorno
histriônico da personalidade
(F60.4) - Caracterizado
por afetividade superficial e lábil,
autodramatização,
teatralidade, expressões
exageradas de emoções,
sugestionabilidade, egocentrismo,
auto-indulgência, falta de
consideração pelos
outros e uma busca contínua
de estima, excitação
e atenção. Sinonímia:
personalidade psicoinfantil; transtorno
histérico da personalidade.
transtorno
limítrofe da personalidade
- Ver transtorno de instabilidade
emocional da personalidade.
transtorno
mental decorrente do uso de alucinógenos
- Qualquer transtorno mental ou
comportamental decorrente do uso
de alucinógenos. A maior
parte dos alucinógenos é
consumida por via oral, embora a
N,N-dimetiltriptamina (DMT) seja
inalada ou fumada. O uso destes
produtos é tipicamente episódico;
o uso crônico freqüente
é extremamente raro. Além
da alucinose, freqüentemente
produzida pelos alucinógenos,
os efeitos adversos são freqüentes
e incluem:
a) Más-viagens (bad trips);
b) transtorno da percepção
posterior ao uso de alucinógenos
(revivendo ou flashback);
c) transtorno delirante, que geralmente
surge na seqüência de
uma má-viagem; as alterações
perceptivas atenuam-se, mas o indivíduo
fica convencido de que as distorções
perceptivas correspondem à
realidade; o estado delirante pode
durar apenas um ou dois dias, mas
pode persistir;
d) transtorno do humor e da afetividade,
que consistem em ansiedade, depressão
ou mania ocorrendo pouco tempo depois
do uso de alucinógenos e
persistindo por mais de 24 horas;
tipicamente, o indivíduo
sente que não poderá
voltar ao normal e exprime preocupação
acerca da possibilidade de dano
cerebral como resultado do consumo
da droga. Ver transtorno por uso
de substância psicoativa.
transtorno
mental orgânico -
Uma série de transtornos
mentais agrupados por terem em comum
uma doença cerebral de etiologia
demonstrável, uma lesão
cerebral ou outro dano que leva
a uma disfunção que
pode ser primária, como nas
doenças, lesões ou
danos que afetam direta e seletivamente
o cérebro, ou secundária,
como nas doenças sistemáticas
que atacam o cérebro como
mais um dos múltiplos órgãos
envolvidos. O termo transtorno mental
sintomático refere-se a este
último subgrupo. Sinonímia:
psicossíndrome orgânica.
transtorno
misto das habilidades escolares
(F81.3) - Transtorno no
qual tanto as habilidades de aritmética
como as de leitura ou de soletrar
estão significativamente
comprometidas, mas nas quais o comprometimento
não é totalmente explicável
em termos de uma deficiência
mental ou de escolaridade inadequada.
transtorno
misto de ansiedade e depressão
(F41.2) - Sintomas de ansiedade
e depressão estão
presentes, mas nenhum deles, se
considerado separadamente, tem intensidade
suficiente para justificar um diagnóstico.
transtorno
motor dissociativo (F44.4)
- Nas variedades mais comuns, há
perda da habilidade de mover todo
ou parte de um ou mais membros.
Pode haver semelhança com
qualquer variedade de ataxia, apraxia,
acinesia, afonia, disartria, discinesia,
convulsões ou paralisia.
transtorno
não orgânico do ciclo
vigília-sono (F51.2)
- Perda do sincronismo entre o horário
real do esquema de dormir/despertar
e o esquema desejado, que resulta
em queixas quer de insônia
quer de hipersonia. Sinonímia:
Inversão Psicogênica
do Ritmo Circadiano.
transtorno
não orgânico do sono
(F51) - Transtorno que
constitui uma das queixas mais freqüentes
em consultórios de psiquiatria
e cuja origem é considerada
como primariamente emocional. São
incluídas: insônia
não orgânica; hipersonia
não orgânica, transtorno
não orgânico do ciclo
vigília-sono; sonambulismo;
terror noturno; pesadelos.
transtorno
narcisista da personalidade
- Caracteriza-se por exagerado senso
de auto-importância, necessidade
exibicionista de atenção
e admiração, sentimentos
de “direitos” por favores
especiais, sentimento de inveja,
falta de empatia e exploração
dos outros, desprezando seus direitos
e sentimentos.
transtorno
neurótico - Transtorno
mental sem nenhuma base orgânica
demonstrável, na qual o indivíduo
pode ter um bom insight e a percepção
da realidade preservada. A pessoa
não confunde experiências
e fantasias mórbidas subjetivas
com a realidade externa. O comportamento
pode ser gravemente afetado, embora,
em geral, permaneça dentro
de limites aceitáveis socialmente.
A personalidade não se altera
significativamente. As principais
manifestações incluem
excessiva ansiedade, sintomas histéricos,
fobias, sintomas obsessivo-compulsivos
e depressão.
transtorno
obsessivo-compulsivo (F42)
- Pensamentos obsessivos recorrentes
ou atos compulsivos recorrentes.
Pensamentos obsessivos são
idéias, imagens ou impulsos
que entram repetidamente na mente
do indivíduo de forma estereotipada.
São quase invariavelmente
angustiantes e os indivíduos
tentam, freqüentemente sem
sucesso, evitá-las. Elas
são, entretanto, reconhecidas
como pensamentos próprios
do indivíduo, embora sejam
involuntárias e freqüentemente
repudiadas. Atos ou rituais compulsivos
são comportamentos repetitivos
e estereotipados. Eles não
são intrinsecamente agradáveis
nem resultam na conclusão
de tarefas úteis. Sua função
é impedir a ocorrência
de eventos não desejados,
freqüentemente envolvendo danos
para a própria pessoa ou
causados pela mesma, e que esta
teme que possam ocorrer. Em geral
este comportamento é reconhecido
pelo indivíduo como desproposital
ou ineficaz e são feitas
numerosas tentativas para evitá-lo.
Ansiedade quase invariavelmente
está presente. Se os atos
compulsivos são evitados,
a ansiedade aumenta.
transtorno
obsessivo-compulsivo da personalidade
- Ver transtorno anancástico
da personalidade.
transtorno
obsessivo da personalidade
- Ver transtorno anancástico
da personalidade.
transtorno
orgânico da personalidade
(F07.0) - Caracterizado
por uma significativa alteração
dos padrões habituais de
comportamento apresentados pré-morbidamente
com expressão anormal das
emoções, necessidades
e impulsos (incluindo a sexualidade),
bem como da cognição
e do pensamento. A alteração
de personalidade e comportamento
é um transtorno residual
ou concomitante, que segue ou acompanha
doenças, lesões ou
disfunções cerebrais.
Ver Síndrome do Lobo Frontal;
Epilepsia Límbica.
transtorno
orgânico de ansiedade
- Transtorno caracterizado por manifestações
de transtorno generalizado de ansiedade,
transtorno do pânico, ou uma
combinação de ambos,
que surge como conseqüência
de um transtorno cerebral orgânico.
transtorno
paranóide da personalidade
(F60.0) - Caracterizado
por sensibilidade excessiva à
frustração, desconfiança,
tendência a distorcer experiências
através da interpretação
errônea de ações
neutras ou amigáveis dos
outros como hostis ou desrespeitosas
e um senso combativo e tenaz de
direitos pessoais. Pode haver uma
propensão para ciúme
patológico ou excessiva auto-importância
e há, freqüentemente,
excessiva auto-referência.
Inclui transtorno de personalidade
paranóide expansivo, fanático,
querelante e sensitivo paranóide
de outras classificações.
transtorno
persistente do humor (afetivo) (F34)
- Transtorno persistente do humor,
geralmente de gravidade flutuante,
no qual a maioria dos episódios
individuais não atinge gravidade
suficiente para ser diagnosticada
como episódio depressivo
leve nem como episódio hipomaníaco.
Em alguns casos, episódios
maníacos ou depressivos,
recorrentes ou isolados, podem sobrepor-se
a um transtorno persistente do humor.
Sinonímia: Transtorno Afetivo
Persistente. Ver Ciclotimia; Distimia.
transtorno
por déficit de atenção
- Ver Transtorno Hipercinético.
transtorno
por estresse pós-traumático
- Ver Reação Protraída
ao Estresse.
transtorno
por uso de cafeína
- Uso agudo ou crônico exagerado
de cafeína, i.é.,
uma ingestão diária
de 250mg ou mais, que leva a manifestações
tóxicas, tais como inquietação,
insônia, ruborização
facial, abalos musculares, taquicardia,
pensamento e fala acelerados ou
desconexos, perturbações
gastrintestinais incluindo dor abdominal
e, às vezes, exacerbação
de ansiedade preexistente ou estados
de pânico, depressão
ou esquizofrenia. Ver Transtorno
por uso de Substância Psicoativa.
transtorno
por uso de canabinóide
- Qualquer transtorno mental ou
comportamental decorrente do uso
de cannabis ou de seus alcalóides.
A cannabis e seus alcalóides,
particularmente o tetrahidrocanabinol
(THC), são os ingredientes
ativos da planta do cânhamo.
Em geral, ela é fumada e
a droga e seus metabólitos
podem ser detectados na urina por
48 a 72 horas após o desaparecimento
dos sintomas de intoxicação
aguda.
A
intoxicação por cannabis
compromete o dirigir e pilotar veículos
e máquinas e o desempenho
em outras atividades complexas especializadas,
e produz alterações
(em geral, redução)
de memória imediata, atenção,
tempo de reação, capacidade
de aprendizado, coordenação
motora, percepção
de profundidade, visão periférica,
percepção do tempo
(o indivíduo tipicamente
tem uma sensação de
lentificação do tempo)
e detecção de sinais.
Outros sinais de intoxicação
incluem ansiedade excessiva, desconfiança
ou idéias paranóides
(em alguns) e euforia ou apatia
(em outros), comprometimento do
juízo crítico, hiperemia
conjuntival, aumento do apetite,
boca seca e taquicardia. A cannabis
é freqüentemente consumida
com álcool, uma combinação
que tem efeitos aditivos.
O
uso diário de altas doses
pode produzir uma síndrome
nolitiva crônica, caracterizada
por perda de energia, redução
da iniciativa, perda da clareza
de objetivos e abandono de interesses
prévios. O uso de cannabis
pode precipitar uma recaída
em esquizofrênicos. Ansiedade
aguda, estados de pânico e
estados delirantes agudos têm
sido relatados como conseqüência
da intoxicação por
cannabis; estes quadros usualmente
remitem em alguns dias. Ver Transtorno
por uso de Substância Psicoativa.
transtorno
por uso de cocaína
- Qualquer transtorno mental ou
comportamental decorrente do uso
de cocaína, um alcalóide
obtido das folhas da coca (Erythroxylon
coca) ou sintetizado de ecgonina
ou seus derivados.
Fumar
cocaína produz um rush
— sentimento precoce de desaparecimento
da ansiedade, com sentimentos exagerados
de competência e amor-próprio.
O juízo crítico pode
também ser comprometido,
a tal ponto que o usuário
pode envolver-se em atividades irresponsáveis,
ilegais ou perigosas. Com grandes
quantidades, especialmente se administrada
endovenosamente, o usuário
experimenta um crash — a exaltação
dá lugar a apreensão,
idéias de referência,
som vibrante nos ouvidos, delírios
persecutórios, snow lights
(alucinações ou pseudo-alucinações
assemelhando-se ao brilho da luz
solar na neve gelada) ou outras
alucinações.
Podem
ocorrer reações tóxicas
agudas tanto no experimentador novato
como no usuário crônico
de cocaína. Elas incluem
um delirium semelhante ao pânico,
hiperpirexia, hipertensão
(às vezes com hemorragia
subdural ou subaracnóidea),
arritmias cardíacas, infarto
do miocárdio, colapso cardiovascular,
crises convulsivas, status epilépticas
e morte. Ver Cocaína; Transtorno
por uso de Substância Psicoativa.
transtorno
por uso de estimulantes
- Qualquer transtorno mental ou
de conduta conseqüente ao uso
de cocaína ou de outros estimulantes,
inclusive cafeína. Ver Transtorno
por uso de Cafeína; Transtorno
por uso de Substância Psicoativa.
transtorno
por uso de hipnóticos
- Qualquer transtorno mental ou
comportamental devido ao uso de
sedativos ou hipnóticos.
Ver Transtorno por uso de Substância
Psicoativa.
transtorno
por uso de opióides (F11)
- Qualquer transtorno mental ou
comportamental devido ao uso de
Opióides. Opióides
são narcóticos analgésicos
usados para aliviar a dor. O termo
inclui:
a) Alcalóides do ópio
e seus derivados semi-sintéticos,
como: morfina, diacetilmorfina (heroína),
hidromorfina, codeína e oxicodeína;
e
b) Narcóticos sintéticos,
tais como o levorfanol, o propoxifeno,
a metadona, a petidina (meperidina)
e a pentazocina.
Os
Opióides mais comumente usados
(morfina, heroína, hidromorfina,
metadona e petidina) produzem analgesia,
mudanças de humor (tais como
euforia que pode evoluir para apatia
ou disforia), depressão respiratória,
sonolência, lentificação
psicomotora, fala empestada, perturbações
de concentração ou
de memória e de juízo
crítico.
Com
o uso continuado, a morfina induz
tolerância e mudanças
neuroadaptativas responsáveis
por impulsos de hiperexcitabilidade
quando a droga é retirada.
Os sintomas da abstinência
da droga incluem desejo intenso,
ansiedade, disforia, bocejos, transpiração,
piloereção (ondas
de arrepios), lacrimejamento, rinorréia,
insônia, náusea ou
vômito, dores musculares e
febre. Ver Síndrome de Dependência;
Transtorno por uso de Substância
Psicoativa.
transtorno
por uso de sedativos -
Qualquer transtorno mental ou comportamental
devido ao uso de sedativos ou hipnóticos.
Ver Transtorno por uso de Substância
Psicoativa.
transtorno
por uso de substância psicoativa
- Qualquer transtorno mental ou
comportamental resultante do uso
de uma ou mais substâncias
psicoativas, sejam elas clinicamente
prescritas ou não. As substâncias
especificadas são álcool,
opióides, canabinóides,
sedativos ou hipnóticos,
cocaína, outros estimulantes
incluindo cafeína, alucinógenos,
tabaco e solventes voláteis.
Os estados clínicos que podem
ocorrer incluem intoxicação
aguda,uso nocivo, síndrome
de dependência, síndrome
de abstinência, síndrome
de abstinência com delirium,
transtorno psicótico, transtorno
psicótico de início
tardio e síndrome amnésica.
É
um termo genérico usado para
indicar condições
mentais, físicas e comportamentais
de relevância clínica
e associadas com o uso de substâncias
psicoativas. Compare com problema
relacionado com o uso de álcool
e problema relacionado com o uso
de drogas, os quais são termos
que incluem também condições
e acontecimentos que não
são de interesse clínico.
O
termo completo da CID-10 é
“transtornos mentais e comportamentais
decorrentes do uso de substâncias
psicoativas”, relacionados
nos códigos F10-F19; o terceiro
dígito no código especifica
a classe das substâncias envolvidas.
Os transtornos incluem: intoxicação
aguda (F1x.0), uso prejudicial (F1x.1),
síndrome de dependência
(F1x.2), síndrome de abstinência
(F1x.3), síndrome de abstinência
com delirium (F1x.4), transtornos
psicóticos (F1x.5) e síndrome
amnésica (F1x.6.). Para uma
substância particular, estas
condições podem ser
agrupadas, como p.ex., transtornos
devido ao uso de álcool,
transtornos devido ao uso de cannabis,
transtornos devido ao uso de estimulantes.
Os
transtornos devido ao uso de substâncias
psicoativas são definidos
como de relevância clínica;
a expressão “problemas
associados ao uso de substâncias
psicoativas” é mais
ampla, e inclui eventos e condições
não necessariamente de relevância
clínica. Ver Problema Relacionado
com o Álcool; Problema Relacionado
com Drogas.
transtorno
por uso de tabaco - Tolerância
e desenvolvimento de dependência
no fumador, manifestando-se como
uma síndrome de privação
que se desenvolve em poucas horas
depois do último cigarro:
há um desejo intenso de fumar
um cigarro ou de qualquer outro
produto ligado ao tabaco, irritabilidade,
ansiedade, cólera, concentração
perturbada, aumento do apetite,
diminuição da freqüência
cardíaca e, por vezes, dores
de cabeça e perturbações
do sono. O desejo de fumar atinge
o seu pico em 24 horas e começa
a declinar ao longo de um período
de várias semanas, embora
o desejo possa reaparecer, evocado
por estímulos associados
a hábitos prévios
de fumar. A substância psicoativa
mais importante no tabaco é
a nicotina que, comparada com a
cocaína e as anfetaminas,
é um estimulante fraco e
anorexígeno. A nicotina é
utilizada na forma de fumo de tabaco
inalável, rapé ou
pastilhas de nicotina. A tolerância
à nicotina pode ser considerável
e desenvolve-se gradualmente; devido
ao seu rápido metabolismo,
os níveis de nicotina no
cérebro caem rapidamente
e o fumante de tabaco carece de
um segundo cigarro (ou outro produto
tabágico substitutivo) 30
a 45 minutos após ter acabado
o primeiro cigarro. Ver transtorno
por uso de substância psicoativa.
transtorno
psicótico agudo associado
ao vih - Alucinações
(visuais e auditivas) e delírios
(persecutórios ou de grandeza)
que ocorrem em indivíduos
com complexo relacionado à
AIDS/SIDA ou com AIDS/SIDA, mas
não está bem esclarecido
se a incidência e a prevalência
destes sintomas ou síndromes
psicóticos excedem as da
população geral. Os
transtornos psicóticos associados
ao VIH podem ocorrer num contexto
de alterações cognitivas,
as quais podem ser sutis ou flutuantes,
ou podem ser apenas as manifestações
psicopatológicas iniciais
que mais tarde passam a ser acompanhadas
de sintomas tais como desorientação,
turvação da consciência
e alterações da memória
e da concentração.
Ver Transtornos Neuropsiquiátrtcos
Associados ao VIH.
transtorno
psicótico agudo e transitório
(F23) - Termo aplicado
aos transtornos caracterizados por
início abrupto de sintomas
psicóticos, tais como delírios,
alucinações e distúrbios
da percepção e por
graves mudanças do comportamento,
na ausência de evidências
de causa orgânica. Os transtornos
podem ser associados com estresse
agudo.
transtorno
psicótico agudo polimorfo
(F23) - Transtorno psicótico
agudo no qual alucinações,
delírios ou distúrbios
de percepção estão
evidentes, porém com flutuações
acentuadas, mudando de dia para
dia, ou mesmo de hora para hora.
Confusões emocionais, com
intensos sentimentos transitórios
de felicidade e êxtase, ou
ansiedade e irritabilidade também
estão freqüentemente
presentes. Sintomas típicos
de esquizofrenia podem ou não
estar em evidência; quando
presentes, tais sintomas não
persistem. Sintomas polimorfos e
instáveis são característicos
deste quadro clínico. O transtorno,
de maneira geral, apresenta um início
abrupto, e, com freqüência,
uma resolução igualmente
rápida dos sintomas sem recorrência
dos mesmos. Ver Bouffée Délirante,
Psicose Ciclóide; Psicose
Reativa; Episódio Esquizofrênico
Agudo; Psicose Esquizomorfa.
transtorno
psicótico esquizomorfo agudo
(F23.2) - Transtorno psicótico
agudo no qual os sintomas típicos
da esquizofrenia estão presentes,
mas sem duração suficiente
para garantir um diagnóstico
de esquizofrenia. Ver Esquizofrenia;
Psicose Esquizomorfa.
transtorno
psicótico induzido pelo álcool
- Ver Transtorno Psicótico
Induzido por Álcool ou Droga.
transtorno
psicótico induzido por álcool
ou droga (F1x.5) - Grupo
de fenômenos psicóticos
que ocorrem durante ou em seguida
ao uso abusivo de substâncias,
mas que não são devido
apenas à intoxicação
aguda e nem fazem parte da síndrome
de abstinência. O transtorno
é caracterizado por alucinações
(tipicamente auditiva, mas freqüentemente
de mais de uma modalidade sensorial),
distorções da percepção
(ilusões), delírios
(freqüentemente de natureza
paranóide ou persecutória),
alterações psicomotoras
(excitação ou estupor)
e alterações afetivas
(tais como medo intenso, depressão
psicótica ou estado de êxtase).
A consciência está
usualmente clara, embora possa apresentar
um certo grau de turvação.
Inclui alucinose alcoólica,
psicose anfetamínica e estado
psicótico persistente induzido
por álcool ou droga.
"Psicose
alcoólica" tem sido
imprecisamente usado em hospitais
psiquiátricos para se referir
a qualquer transtorno mental (incluindo
dependência alcoólica)
relacionado ao uso de álcool.
Na
CID-10, os transtornos psicóticos
por uso de substâncias são
diferenciados de transtornos psicóticos
residuais e de início tardio.
Ver Transtorno por uso de Substância
Psicoativa.
transtorno
psicótico residual e de início
tardio induzido por álcool
ou drogas (F1x.7) - Alterações
da cognição, afetividade,
personalidade ou comportamento,
induzidos por álcool ou drogas,
que persistem além do período
esperado da ação direta
da substância. Inclui: demência
alcoólica, síndrome
cerebral alcoólica crônica,
demência e outras formas mais
leves de alterações
cognitivas persistentes, recordações
recorrentes (flashbacks), transtorno
perceptivo pós-alucinógeno,
transtornos afetivos residuais e
transtornos residuais do comportamento
e da personalidade. Ver Transtornos
por uso de Substância Psicoativa.
transtorno
puerperal - Ver Transtornos
do Puerpério.
transtorno
reativo da vinculação
na infância (F94.1)
- Anormalidades persistentes no
padrão das relações
sociais da criança que estão
associados com distúrbio
de alterações emocionais
(p.ex., medo e hipervigilância,
interação social pobre
com companheiros, agressividade
dirigida a si e a outros, aflição
e deficiência de crescimento
em alguns casos) reativos a mudanças
nas circunstâncias ambientais.
A síndrome ocorre como resultado
direto de negligência parental,
abuso ou maus-tratos graves.
transtornos
alimentares (F50) - Grupo
dos transtornos que inclui anorexia
nervosa, bulimia, hiperfagia (psicogênica
ou associado com outros transtornos
psicológicos), vômito
(psicogênico ou associado
com outros transtornos psicológicos),
pica em adultos e perda do apetite
(psicogênica).
transtornos
da identidade (F98.8) -
Atitude e forma de encarar as coisas
de uma criança ou de um adolescente
que revela uma excessiva incerteza
quanto a suas convicções
pessoais ou a seus projetos, com
perturbações funcionais
decorrentes.
transtornos
disseminados do desenvolvimento
(F84) - Anormalidades qualitativas
na interação social
recíproca e em padrões
de comunicação, as
quais são uma característica
global do funcionamento de um indivíduo
em todas as situações.
Condições médicas
associadas incluem espasmos infantis,
rubéola congênita,esclerose
tuberosa, lipidose cerebral e cromossomo
X frágil com deficiência
mental.
transtornos
do puerpério (F53)
- No contexto psiquiátrico,
qualquer transtorno mental associado
ao puerpério, i.é.,
que tem início dentro de
seis semanas após o parto.
Inclui transtornos mentais e de
comportamento leves (como depressão
pós-parto) e transtornos
mentais e de comportamento graves
(como a psicose puerperal).
transtornos
emocionais com início específico
na infância (F93)
- Grupo de transtornos constituídos
mais por um exagero das tendências
normais do desenvolvimento do que
por fenômenos que são
qualitativamente anormais em si
mesmos. A adequação
do desenvolvimento é usada
como diagnóstico-chave para
definir a diferença entre
os transtornos emocionais com início
específico na infância
e os transtornos neuróticos.
transtornos
mistos da conduta e das emoções
(F92) - Combinação
de comportamento persistentemente
agressivos, anti-sociais ou desafiadores
com sintomas patentes e marcantes
de depressão, ansiedade ou
outros transtornos emocionais.
transtornos
neuropsiquiátricos associados
ao vih - Os cinco maiores
grupos de transtornos neuropsiquiátricos
identificados corno associados à
infecção por VIH são:
a) Complexo cognitivo/motor associado
ao VIH, que inclui:
— demência associada
ao VIH
— mielopatia associada ao
VIH
— transtorno cognitivo/motor
leve associado ao VIH
b)
Transtornos mentais e comportamentais
associados ao VIH, que incluem:
— delirium
— transtorno psicótico
agudo associado ao VIH
— transtornos afetivos associados
ao VIH
— transtornos de ajustamento
associados ao VIH
— reações agudas
de estresse associadas ao VIH
— suicídio associado
ao VIH
c)
Outros transtornos do SNC, que incluem:
— encefalopatia progressiva
da infância
— meningite
d)
Transtornos do sistema nervoso periférico
associados ao VIH, que incluem:
— polineuropatia inflamatória
— neuropatia sensorial predominante
— miopatia associada ao VIH
e)
Transtornos neuropsiquiátricos
devido a processos oportunistas
em indivíduos infectados
por VIH, que incluem:
— leucoencefalopatia multifocal
progressiva
— toxoplasmose cerebral
— tuberculose cerebral
— meningite criptocóccica
—
neuropatia por CMV
— outras síndromes
devido a infecções
oportunistas
— linfoma primário
do SNC
transtornos
somatoforme - Ver Transtorno
Somatomorfo.
transtornos
somatomorfos (F45) - Transtorno
sensitivo, funcional e comportamental
que não é devido a
perturbações físicas,
nem é mediado pelo sistema
nervoso autonômico; está
limitado a sistemas específicos
ou partes do corpo e está
intimamente associado, temporalmente,
com eventos causadores de estresse
ou problemas. O principal aspecto
é a apresentação
repetida de sintomas físicos
juntamente com pedidos persistentes
de investigação médica,
apesar dos resultados negativos
repetidos e das garantias dos médicos
que os sintomas não têm
base física.
transvestismo
de duplo papel (F64.1)
- Transtorno da identidade sexual
que consiste no uso de roupas do
sexo oposto, com objetivo de desfrutar
da experiência temporária
de ser do sexo oposto, porém
sem nenhum desejo de uma mudança
de sexo permanente ou modificações
através de procedimentos
cirúrgicos e sem nenhuma
excitação sexual pelo
uso de roupas do sexo oposto. Ver
Transvestismo Fetichista.
transvestismo
fetichista (F65.1) - Uso
de roupas do sexo oposto principalmente
para obter excitação
sexual e criar a aparência
do sexo oposto. O transvestismo
fetichista difere do transvestismo
transexual por sua clara associação
com a excitação sexual
e o forte desejo de despojar-se
das roupas assim que o orgasmo ocorre
e a excitação sexual
declina. Pode ocorrer numa fase
precoce do desenvolvimento do transexualismo.
Sinonímia: Fetichismo com
Transvestismo. Ver Transvestismo
de Duplo Papel.
tremor - O tremor não
é característico da
velhice, podendo ocorrer em qualquer
idade. Muitas vezes não é
sinal de uma doença, sendo
considerado então como fisiológico.
Comumente está relacionado
à doença de Parkinson,
mas pode ocorrer em várias
outras doenças, como nas
lesões do Cerebelo, no Alcoolismo,
e nas Intoxicações
por Medicamentos. O tremor pode
atingir as mãos, as pernas,
os pés, a cabeça,
o queixo, os lábios, as pálpebras
e a voz.
No Parkinson o tremor é muito
característico e ocorre quando
o membro comprometido está
em repouso, desaparecendo durante
o sono, e diminuindo durante o movimento.
O tremor fisiológico ou normal
pode ocorrer em qualquer parte do
corpo, e em qualquer idade, sendo
considerado fisiológico após
vários exames que excluem
as diversas causas conhecidas.
Na
velhice alem do tremor que ocorre
na moléstia de Parkinson
há um tipo de tremor denominado
essencial ou senil. Este tipo de
tremor ocorre principalmente em
idades superiores a 70 anos, sendo
freqüente a característica
familiar e predomina nas mãos.
É um tremor benigno, não
relacionado a qualquer patologia,
se diferenciando do tremor do Parkinson
por atingir as duas mãos
e não se acentuar durante
o repouso.
Qualquer
tipo de tremor piora com a emoção,
com o estado de ansiedade. Desta
maneira os exercícios físicos
e o relaxamento muscular devem sempre
fazer parte do tratamento.
tricotilomania
(F63.3) - Um dos transtornos
de hábitos e impulsos, caracterizado
por perda visível de cabelos
devido ao arrancar impulsivo de
pelos, que não é uma
resposta nem a delírios nem
a alucinações. O arrancar
dos cabelos é geralmente
precedido por um aumento de tensão
e é seguido por uma sensação
de alívio ou gratificação.
triglicérides -
As gorduras do sangue, denominados
lipídeos, são constituídas
pelo colesterol e os triglicerídeos.
Os triglicerídeos são
guardados em forma de gordura no
subcutâneo. Os triglicerídeos
estão relacionados com a
ingestão de gordura animal
e podem estar aumentados em função
de doença genética,
de obesidade, de diabetes, de hipotireoidismo,
de alcoolismo, e do uso de anticoncepcional.
Os níveis de triglicerídeos
no sangue não se relacionam
a coronariopatia entre os idosos
e tendem a aumentar durante a vida
adulta nos dois sexos, passando
a declinar após os 60 anos
nos homens e após os 70 anos
na mulher.
tumescência noturna
do pênis - Ereção
do pênis durante o sono. A
tumescência noturna do pênis
(TNP) ocorre durante aproximadamente
90% dos episódios do sono
REM; é comumente preservada
nos casos de impotência psicogênica,
mas ausente na impotência
devido a distúrbios orgânicos.
A avaliação da TNP
é algumas vezes usada na
diferenciação entre
impotência orgânica
e psicogênica.
turvação da
consciência - Estado
alterado de consciência que
representa um estágio leve
em um continuum que vai do alerta
total ao coma. Alterações
de lucidez, orientação
e percepção estão
associados com doenças cerebrais
e outras doenças orgânicas
não cerebrais. Embora o termo
venha sendo utilizado para cobrir
vários estados (incluindo
a restrição do campo
perceptual que se segue a estresse
emocional agudo) deve ser usado
para designar os estágios
precoces de um estado confusional
organicamente determinado. Ver confusão.