- M
-
machismo - Identidade cultural na qual os homens apresentam
um papel masculino extremado, marcado
pela importância de relações
sociais com outros homens, por brigas
freqüentes, correr riscos desnecessários,
embriaguez episódica e um
ostensivo desprezo por mulheres
e crianças. Ver marianismo.
maconha (brás.) - Ver cannabis.
macropsia.
A percepção visual dos objetos como
sendo maiores do que realmente são.
maldição
- Crença de que uma ameaça
de espírito ou mágica
sobrevêm a uma pessoa ou a
um objeto. Em algumas sociedades,
acredita-se que a maldição
pode resultar em doença psiquiátrica.
Sinonímia: feitiçaria;
mau-olhado.
mania
- Transtorno no qual o humor
está exaltado, em discordância
com as circunstâncias em que
o indivíduo se encontra e
que pode variar desde uma jovialidade
despreocupada até uma excitação
quase incontrolável. A exaltação
é acompanhada de aumento
da energia que resulta em hiperatividade,
verborréia e diminuição
das necessidades do sono. A atenção
não pode ser mantida e, às
vezes, há uma marcada distratibilidade.
O amor próprio está
às vezes exaltado com idéias
de grandiosidade e autoconfiança
exagerada. A perda da inibição
social normal pode resultar em comportamento
imprudente, rude ou inadequado às
circunstâncias ou deslocado.
Em casos graves, a fuga de idéias
e verborréia podem levar
a que o indivíduo se torne
incompreensível; a excitação
pode dar lugar a agressão
ou violência, negligência
com o comer e o beber (que pode
levar a uma situação
perigosa como desidratação)
e com a higiene pessoal. Adicionalmente
a este estado clínico de
mania sem sintomas psicóticos,
pode haver delírios (geralmente
de grandeza) ou alucinações
(geralmente vozes que falam diretamente
com o indivíduo). O conteúdo
destes sintomas psicóticos
pode ser congruente com o estado
do humor (p.ex., consistente com
a exaltação) ou incongruente
com o estado de humor (i.é.,
neutro ou em contraste com a exaltação
de humor).
marcador - Ver
marcador biológico.
marcador biológico
- Composto ou atributo biológico
que evidencia a presença
de um transtorno específico
ou uma vulnerabilidade ao mesmo.
Em geral, distinguem-se dois tipos
de marcadores: (i) um marcador de
estado que identifica uma anormalidade
corrente que, mais atipicamente,
reflete uma condição
transitória ou reativa do
indivíduo, tais como o nível
de atividade de um transtorno subjacente
ou o uso recente de uma droga; (ii)
Um indicador de traço que
identifica uma característica
relativamente estável e duradoura,
refletindo uma condição
contínua ou, particularmente
no caso de um indicador genético,
predisposição a um
transtorno específico.
A maior parte dos marcadores biológicos
usados para o álcool e outras
drogas são indicadores de
estado e muitos simplesmente refletem
a história recente do seu
consumo. Um alto teor alcoólico
no sangue, p.ex., pode identificar
um estado de intoxicação
alcoólica, mas não
confirma dependência alcoólica.
Muitos (porém não
todos) indicadores de estado usados
para o álcool são
na realidade exames de dano hepático
(tais como glutamiltransferase elevada
no plasma); são exames diagnósticos
de alterações do estado
do fígado decorrentes da
ingestão contínua
de álcool e não indicadores
válidos de dependência
alcoólica. Outros indicadores
dos estados biológicos do
consumo excessivo de álcool
incluem dessialotransferina e adutores
proteicos de acetaldeído
ou seus anticorpos. Ver teste de
triagem.
marcador genético
- Ver marcador biológico.
marianismo - Identidade
cultural na qual as mulheres são
percebidas como mais éticas,
responsáveis, tendentes ao
auto-sacrifício e mais amadurecidas
que os homens. Machismo e marianismo
tendem a se apresentar conjuntamente
no mesmo contexto sociocultural.
Ver machismo.
marijuana (marihuana)
- Ver cannabis.
masoquismo - Ver sadomasoquismo.
má-viagem
- No jargão de usuários
de drogas, um efeito adverso do
uso de drogas que consiste em alucinose
com ansiedade ou depressão
marcante, idéias de referência,
idéias delirantes, medo de
enlouquecer, julgamento comprometido
e alterações sensoperceptivas,
tais como despersonalização,
desrealização, alucinações
e cinestesias. O episódio
usualmente dura menos de 2 horas.
Os sintomas físicos podem
incluir sudorese, palpitações,
náuseas e parestesias. Embora
reações adversas deste
tipo estejam usualmente associadas
ao uso de alucinógenos, elas
também podem ser causadas
pelo uso de anfetaminas e outros
estimulantes psicomotores, anticolinérgicos,
anti-histamínicos e sedativos/hipnóticos.
Sínonímia: bode (Brás).
Ver intoxicação aguda;
reação adversa a drogas.
mecanismo de defesa
- Processo psicológico automático que protege o indivíduo da ansiedade e
da consciência de estressores ou
perigos internos ou externos. Os
mecanismos de defesa intermediam
a reação do indivíduo a conflitos
emocionais e a estressores externos.
Alguns mecanismos de defesa (por
ex., projeção, cisão e atuação)
são quase que invariavelmente maladaptativos.
Outros, tais como a supressão e
a negação, podem ser mal-adaptativos
ou adaptativos, dependendo de sua
gravidade, inflexibilidade e contexto
no qual ocorrem.
mecanismos
de defesa do ego - A ameaça
de alguns eventos psíquicos (pulsões,
inclinações, impulsos, emoções...)
podem causar excesso de ansiedade
e angústia. Segundo Freud, haveriam
dois modos de diminuir essa angústia.
O primeiro modo seria lidando diretamente
com a situação que desencadeia a
emoção angustiante. Resolvemos problemas,
superamos obstáculos, enfrentamos
ou fugimos de ameaças, e chegamos
a termo de um problema a fim de
minimizar seu impacto. Desta forma,
lutamos para eliminar dificuldades
e diminuir probabilidades de sua
repetição, reduzindo, assim, as
perspectivas de ansiedade adicional
no futuro.
A outra forma de defesa contra a
ansiedade deforma ou nega a própria
situação. O Ego protege a personalidade
contra a ameaça, falsificando a
natureza desta. Os modos pelos quais
se dão as distorções são denominados
Mecanismos de Defesa.
Os principais Mecanismos de Defesa
psicológicos descritos são: repressão,
negação, racionalização, formação
reativa, isolamento, projeção, regressão
e sublimação (Anna Freud, 1936;
Fenichel, 1945). Todos estes mecanismos
podem ser encontrados em indivíduos
saudáveis, e sua presença excessiva
é, via de regra, indicação de possíveis
sintomas neuróticos. Freud não pretendeu
que suas observações sobre Mecanismo
de Defesa fossem inteiramente originais.
mecanismos de reação
- Meios pelos quais um indivíduo
se adapta, resolve problemas e vence
desafios, com sucesso. Ver capacidade
de enfrentamento.
medicamento agonista - Uma substancia química extrínseca às substâncias endógenas, que age sobre
um receptor e consegue produzir
o efeito máximo capaz de ser produzido
pela estimulação deste receptor.
Um agonista parcial somente
é capaz de produzir menos do que
o efeito máximo, mesmo quando administrado
em uma concentração suficiente para
ligar-se a todos os receptores disponíveis.
medicamento agonista/antagonista. Uma substância química extrínseca às substancia endógenas que age sobre
uma família de receptores (tais
como os receptores de opiáceos mu,
delta e kapa), de modo a ser um
agonista ou agonista parcial para
um tipo de receptor e um antagonista
para outro.
medicamento antagonista. Uma substância química extrínseca às substâncias endógenas, que ocupa
um receptor, não produz efeitos
fisiológicos e evita que substancia
químicas endógenas e exógenas tenham
efeito sobre esse receptor.
medicamentos -
Substâncias disponíveis
em fontes farmacêuticas, ou
seja, manufaturadas pela indústria
farmacêutica ou feitas por
um farmacêutico. A terminologia
industrial classifica as substâncias
como medicamentos éticos,
disponíveis apenas sob receita
médica, e medicamentos de
venda livre, anunciados ao consumidor
e vendidos sem receita médica.
A lista de medicamentos que necessitam
de receita médica varia consideravelmente
de país a país. Nos
países industrializados,
a maioria dos fármacos psicoativos
só estão disponíveis
mediante prescrição.
Cafeína, anti-histamínicos,
codeína (um opiáceo)
e álcool são os constituintes
psicoativos mais comuns de medicamentos
de venda livre nestas sociedades.
medula
espinhal - A
medula espinhal é uma continuação
da porção final do encéfalo ou tronco
cerebral que fica dentro da coluna
espinhal e termina ao nível da região
lombar. Contém as fibras
nervosas que nascem na periferia
(pele, músculos e articulações,
por ex.) e que levam informações
para o encéfalo e também as fibras
que vem do encéfalo e levam informações
para os órgãos, músculos, articulações,
etc.
megalomania
- Durante os Episódios de Mania
do Transtorno Afetivo Bipolar, dependendo
de sua gravidade, pode ocorrer um
delírio de grandeza do tipo Delírio
Humor Congruente, ou seja, um delírio
cuja temática é consoante à Mania
(humor francamente expandido e eufórico).
Esse Delírio Humor Congruente é
um delírio de grandeza, de superioridade,
de poder sobrehumano, etc., é também
conhecido por Megalomania (Mégalo
= grande).
melancolia (F32.9)
- Termo originário da tradição
hipocrática (séc.
IV A.C.) usado até ao fim
do séc. XIX para indicar
a síndrome depressiva em
geral. Enquanto Kraepelin e outros
restringiram o seu uso à
depressão na idade avançada,
Freud redefiniu-o como um correspondente
mórbido da tristeza normal.
Perante um declínio geral
no seu uso, o DSM-III retomou o
termo dando-lhe ainda outro significado,
segundo o qual a qualidade do humor
deprimido (diferente da do luto
normal) é a característica
proeminente. Em face desta falta
de precisão e às conotações
contraditórias, não
se recomenda continuar a usar este
termo. Ver depressão.
memória
- Uma
maneira importante pela qual a percepção
se torna consciente é através da
Atenção que, em essência, é a focalização
consciente e específica sobre alguns
aspectos ou algumas partes da realidade.
Assim sendo, nossa consciência pode,
voluntariamente ou espontaneamente,
privilegiar um determinado conteúdo
e determinar a inibição de outros
conteúdos vividos. Portanto, reconhece-se
a Atenção como um fenômeno de tensão,
de esforço, de concentração, de
interesse e de focalização da consciência.
A Atenção pode ser entendida como
uma atitude psicológica através
da qual concentramos a nossa atividade
psíquica sobre um estímulo específico,
seja este estímulo uma sensação,
uma percepção, representação, afeto
ou desejo, a fim de elaborar os
conceitos e o raciocínio. Portanto,
de modo geral a Atenção parece criar
a própria consciência.
A Memória, no sentido estrito, pode
ser entendida como a soma de todas
as lembranças existentes na consciência,
bem como as aptidões que determinam
a extensão e a precisão dessas lembranças.
De modo geral a Memória necessita
de duas funções neuropsíquicas fundamentais;
a capacidade de fixação, que é a
função responsável pelo acréscimo
de novas impressões à consciência
e graças à qual é possível adquirir
novo material mnemônico, e a capacidade
de evocação, ou reprodução, pela
qual os traços mnêmicos são revividos
e colocados à disposição livremente
da consciência.
meningite
- A meningite é a infecção que
atinge as meninges, isto é, a membrana
que envolve o sistema nervoso. Eventualmente
também pode atingir o cérebro: meningoencefalite.
Pode ser devida a bactéria ou a
um vírus. Na velhice é uma infecção
rara, em geral devida a bactéria
(pneumococo e germes Gram. negativos),
e está relacionada a outras infecções
como pneumonia, infecção urinária
ou sinusite. O alcoolismo é um fator
predisponente.
O diagnóstico na velhice é difícil
pois a sua manifestação é atípica,
e em geral só há febre e pode ocorrer
sonolência e confusão mental. O
exame do líquor fornece o diagnóstico.
O tratamento é feito com antibióticos.
meningite associada ao vih
- Meningite asséptica aguda
que ocorre precocemente após
a infecção por VIH
como resposta primária do
sistema nervoso à infecção.
Os sintomas incluem cefaléia,
dor retroorbital, meningismo, febre,
fotofobia, neuropatias cranianas
e, raramente, encefalopatia transitória
(mas não demência progressiva).
O LCR mostra pleocitose mononuclear.
Tipicamente, os sintomas agudos
são moderados e limitados,
não requerem tratamento especial
e remitem em 1 a 4 semanas.
meningite por criptococos
- Meningite causada por infecção
pelo fungo Cryptococcus neoformans;
é uma das infecções
oportunistas à qual o indivíduo
infectado pelo VIH torna-se particularmente
suscetível. Os sintomas mais
comuns são: cefaléia,
rigidez da nuca, febre e fotofobia.
O diagnóstico é feito
pela análise do líquor
com exame para cultura de criptococos,
titulagem de antígenos anticriptococos
ou pela coloração
com tinta da Índia. Na maioria
dos casos, é necessário
um tratamento para aumentar a sobrevida
destes pacientes. Ver transtornos
neuropsiquiátricos associados
ao vih.
menopausa - A menopausa
se caracteriza por alterações na
duração e na quantidade de sangue
da menstruação e ocorre durante
o período do climatério. Representa
a cessação dos ciclos menstruais
ou da menstruação e se deve a queda
na função dos ovários.
A menstruação é a perda sangüínea
vaginal que ocorre devido a alterações
hormonais características da mulher
no seu período reprodutivo. Caracteriza
o primeiro dia do ciclo menstrual,
ciclo este que envolve inúmeras
alterações no sistema reprodutor
feminino , destacando-se a ovulação,
e que termina logo antes da próxima
menstruação.
O ciclo menstrual termina com a
menopausa e com ela ocorre o desaparecimento
da menstruação. A menopausa pode
ocorrer precocemente, antes dos
40 anos, significando então deficiência
do hormônio estrógeno e em geral
se deve a distúrbios dos ovários.
O aparecimento de perda sangüínea
pela vagina após a menopausa, denominada
metrorragia, tem grande importância
e deve ser sempre muito bem avaliada
pois pode ser sinal de carcinoma
de útero.
meperidina - Ver
petidina.
mescalina - Substância
alucinógena que se encontra
no cacto peyote, no sudoeste dos
Estados Unidos da América
e no norte do México. Ver
alucinógeno; planta alucinógena.
metadona - Droga
opiácea sintética
usada na terapia de manutenção
dos dependentes de opióides.
Tem uma longa semivida e pode ser
administrada oralmente uma vez ao
dia, sob vigilância. Ver opióide;
terapia de manutenção.
metanol - Ver álcool.
método de administração
- Via ou forma de administração,
i.é., a maneira pela qual
a substância é introduzida
no corpo, tal como: ingestão
oral, injeção intravenosa
(IV), subcutânea ou intramuscular,
inalação, fumo ou
absorção através
da pele ou superfícies mucosas,
tais como gengiva, reto ou genitália.
Ver UDI; UDIV.
miastenia
- A miastenia gravis ocorre
na 3ª idade, mas é muito rara
e em geral está relacionada a tumor
do timo. Não é propriamente uma
doença do músculo e sim da denominada
placa mio-neural , que é uma estrutura
aonde terminam as fibras nervosas
que passam a se relacionar intimamente
com as fibras musculares. Caracteriza-se
por fraqueza muscular, sem dor,
caracterizando o estado de fadiga
aos mínimos esforços. Pode ocorrer
a visão dupla devido ao comprometimento
da musculatura ocular. É uma doença
devida a distúrbio da imunidade
que atinge a relação intima entre
o nervo e o músculo.
A miastenia pode ocorrer simultânea
ao câncer, destacando-se o câncer
de pulmão.
A doença muscular eventualmente
pode se confundir com uma neuropatia
ou neurite. A eletroneuromiografia
é o estudo elétrico das funções
muscular e nervosa sendo exame básico
no diagnóstico das doenças musculares.
A biopsia do músculo também é fundamental
no diagnóstico.
microcefalia - Pequenez congênita da
cabeça, com desenvolvimento
defeituoso do cérebro e ossificação
prematura do crânio.
micropsia - A percepção visual
dos objetos como sendo menores do
que realmente são.
mielopatia associada ao
vih - Mielopatia vacuolar
associada com a infecção
por VIH. Predominam os sinais e
sintomas motores, particularmente
envolvendo as pernas com espasticidade,
fraqueza ou ataxia suficientemente
graves para impedir uma locomoção
independente. As mãos podem
também ser afetadas, mas
de forma menos grave e, com freqüência,
estão presentes alterações
acima do nível medular atingido
(p.ex., aumento do reflexo mentoniano
ou outros reflexos). A mielopatia
é mais difusa do que segmentar
e pode não estar localizada
em um nível sensória
ou motor específico. É
caracteristicamente indolor. A disfunção
cognitiva é freqüente,
mas as alterações
posturais dominam o quadro clínico.
mioclonia noturna
- Episódios periódicos
de contrações musculares
repetitivas e estereotipadas que
ocorrem durante o sono e são
seguidos por um despertar parcial
ou total. Ela é usualmente
associada com insônia e/ou
sonolência diurna e com a
síndrome de pernas inquietas).
A causa é desconhecida.
mioclono - Contração
muscular rápida, como num
choque, que pode envolver todo o
músculo ou limitar-se a um
pequeno número de fibras
musculares. O mioclono pode ser
uma manifestação de
epilepsia ou de encefalomielite
ou, como um evento isolado, pode
ser um fenômeno normal que
ocorre durante o sono.
miopatia associada ao vih
- Condição rara subaguda
caracterizada por fraqueza muscular
predominantemente proximal com mialgias
e fatigabilidade excessiva. Os níveis
séricos de creatinofosfoquinase
estão aumentados, as características
electromiográficas são
similares às encontradas
na poliomiosite e a biopsia muscular
pode revelar degeneração
e regeneração miofibrilar
com processo inflamatório
intersticial e perivascular.
miopatia relacionada com
álcool ou drogas (G72.0,
G72.1) - Alterações
dos músculos esqueléticos
relacionada com o consumo de álcool
ou outras drogas. A perturbação
pode ser aguda (caso em que é
denominada rabdomiólise aguda)
com necrose extensa dos músculos,
que ficam moles e inchados e pode
complicar-se com mioglobinúria
e insuficiência renal. A forma
crônica apresenta-se com fraqueza
insidiosa e deterioração
dos músculos proximais.
mixoscopia (fr.: voyeurisme)
- Forma de desvio sexual relacionada
ao ato de observar outros enquanto
estes estão tomando banho,
lavando-se, despindo-se ou vestindo-se.
Estes comportamentos são
culturalmente relacionados a definições
culturais de recato; assim, observar
pessoas nuas enquanto tomam banho
pode não ser considerado
falta de recato, enquanto que apenas
olhar o rosto de um homem ou de
uma mulher, em outras sociedades,
pode ser considerado um ato de falta
de pudor. Ver práticas sexuais.
mongolismo
- síndrome de down- Mongolismo
ou Síndrome de Down é uma Deficiência
Mental produzida por alteração cromossômica,
também conhecida como Trissomia.
O nome Mongolismo refere-se ao aspecto
de mongol (oriental) que essas crianças
apresentam. Como em outros quadros
de retardo mental, o funcionamento
intelectual é significativamente
inferior à média, acompanhado de
limitações significativas no funcionamento
adaptativo na comunicação, nos autocuidados,
na vida doméstica, nas habilidades
sociais e interpessoais, no uso
de recursos comunitários, na auto-suficiência,
nas habilidades escolares, no trabalho,
no lazer, na saúde e na segurança.
O funcionamento adaptativo na Síndrome
de Down pode ser influenciado por
vários fatores, incluindo educação,
motivação, características de personalidade,
oportunidades sociais e vocacionais
e transtornos mentais e condições
médicas gerais que podem coexistir
com o Retardo Mental.
mononeurite múltipla
- Ver polineuropatia inflamatória
associada ao vih.
moral
- É
difícil definir moralidade sem englobar
a questão do bem-estar. Pois, nenhum
conjunto de regras morais promete
a infelicidade. Os seres humanos
têm a perspectiva do bem estar.
A moralidade implica, portanto,
no próprio bem-estar, levando em
conta o bem-estar dos outros.
A construção do pensamento moral
e sua legitimação é uma processo
complexo para o ser humano, que
começa nas primeiras inter-relações
da infância e são modelados e reavaliados
a todo instante pelo próprio sujeito.
Tanto a construção quanto a legitimação
do pensamento moral abrangem, necessariamente,
a afetividade, a interação social
e a capacidade cognitiva da pessoa.
A moralidade ser humano não é predeterminada,
nem definida. Como qualquer percepção
humana do outro e de si mesmo, a
moralidade é dinâmica, temporalizada
e especializada.
As regras morais se relacionam com
as leis sociais também via economia.
Na nossa sociedade, dependemos freqüentemente
de pessoas que não conhecemos. Portanto,
somos obrigados a nos relacionar
bem com os desconhecidos. Se isto
é necessário, o critério de honestidade,
por exemplo, se torna extremamente
importante. Quando o conceito moral
de honestidade é declinante, a sociedade
se torna violenta, sem escrúpulos
para lesar o outro.
morfina - Ver opióide.
motivação
inconsciente - Qualquer
força intrínseca da
qual o indivíduo não
está totalmente consciente,
que serve para iniciar, manter ou
dirigir o comportamento em direção
a um objetivo. Muitas teorias psicológicas
pressupõem a presença
de uma porção inconsciente
na estrutura mental que contém
memórias, desejos, impulsos,
etc, que não estão
dentro do campo imediato da consciência
e que apesar disso tem um efeito
importante no comportamento.
movimento de revitalização
- Movimento religioso, cultural
ou político para reintroduzir,
reintegrar e dar novo sentido a
padrões culturais do passado.
Freqüentemente aparece em períodos
de convulsão social, descontentamento
ou mudança de um governo
colonial para um nacional. Ver alienação;
anomia.
movimentos coreiformes
- Movimentos involuntários
parecidos a seqüências
aleatórias ou desordenadas
de fragmentos de movimentos propositais
que afetam tipicamente as extremidades
superiores e inferiores e a face:
os punhos se sacodem, os pododáctilos
se contorcem, a língua se
projeta, os lábios são
contraídos ou contorcidos
em um sorriso bizarro, etc. Estes
movimentos interferem com os movimentos
voluntários, mas usualmente
desaparecem durante o sono. Movimentos
coreiformes geralmente indicam uma
alteração do sistema
extrapiramidal, a qual pode ser
causada por um transtorno primário
do sistema nervoso ou ser secundária
ao uso de medicamentos neurolépticos.
Em crianças mais jovens,
entretanto, os movimentos coreiformes
podem ser fenômenos normais.
Ver movimentos coreoatetóides.
movimentos coreoatetóides
- Ocorrência combinada de
movimentos coreiformes e atetose
(movimentos involuntários
lentos, em torção,
usualmente afetando os dedos da
mão e extremidades e apenas
raramente a fala e a respiração).
A coreoatetose é causada
por vários processos patológicos
que interrompem os circuitos motores
que ligam córtex, núcleos
estriado, tronco cerebral, cerebelo
e neurônio motor inferior.
movimentos em espelho
- Movimentos involuntários
em um membro que reproduzem quase
simultaneamente movimentos voluntários
no outro membro.
movimentos estereotipados. Comportamento motor repetitivo, aparentemente forçado e não funcional
por ex., balançar as mãos ou acenar,
balançar o corpo, bater a cabeça
abocanhar objetos, morder a si mesmo,
dar beliscões na própria pele ou
enfiar os dedos em orifícios corporais,
golpear o próprio corpo.
münchausen,
síndrome de (Transtorno Factício)
- A
característica essencial da Síndrome
de Münchausen (Transtorno Factício)
é a produção intencional de sinais
ou sintomas somáticos ou psicológicos.
A produção intencional pode incluir
a fabricação de queixas subjetivas
(por ex., queixas de dor abdominal
aguda na ausência de qualquer dor
desta espécie), condições auto-infligidas
(por ex., produção de abscessos
por injeção subcutânea de saliva),
exagero ou exacerbação de condições
médicas gerais preexistentes (por
ex., simulação de uma convulsão
de grande mal por um indivíduo com
história prévia de transtorno convulsivo)
ou qualquer combinação ou variação
destes elementos.
A motivação para o comportamento
consiste em assumir o papel de doente
e, pior ainda, de doente misterioso
e desafio à medicina. Os indivíduos
com Transtorno Factício em geral
apresentam sua história de forma
dramática quando questionados em
maiores detalhes, podem envolver-se
em mentiras patológicas, de um modo
intrigante para o ouvinte, acerca
de qualquer aspecto de sua história
ou sintomas. Eles freqüentemente
possuem um extenso conhecimento
da terminologia médica e das rotinas
hospitalares.
Os indivíduos com este transtorno
podem submeter-se com avidez a múltiplos
procedimentos e operações invasivas.
Quando confrontados com evidências
de que seus sintomas são factícios,
os indivíduos com este transtorno
geralmente negam as alegações ou
abandonam rapidamente o hospital,
contrariando disposições médicas.
Freqüentemente, eles são admitidos,
logo depois, em um outro hospital.
mutismo eletivo (F94.0)
- Marcante seletividade no falar,
de base emocional, de forma que
a criança mostra habilidade
de linguagem em algumas situações,
mas fracassa em outras situações
específicas. O transtorno
é geralmente associado aos
fortes traços de personalidade
que incluem ansiedade social, retraimento,
sensibilidade ou resistência.
O termo foi introduzido por Tramer
em 1934.
mutismo
seletivo - A
característica essencial do Mutismo
Seletivo é o fracasso persistente
em falar em situações sociais específicas
(por ex., escola, com colegas de
brincadeiras) onde seria esperado
que falasse, apesar de falar em
outras situações. A perturbação
interfere na realização escolar
ou ocupacional ou na comunicação
social . Não se trata da timidez
própria do primeiro mês de escolarização,
durante o qual muitas crianças podem
mostrar-se retraídas e relutantes
em falar.