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machismo - Identidade cultural na qual os homens apresentam um papel masculino extremado, marcado pela importância de relações sociais com outros homens, por brigas freqüentes, correr riscos desnecessários, embriaguez episódica e um ostensivo desprezo por mulheres e crianças. Ver marianismo.

maconha (brás.) -
Ver cannabis.

macropsia
. A percepção visual dos objetos como sendo maiores do que realmente são.

maldição - Crença de que uma ameaça de espírito ou mágica sobrevêm a uma pessoa ou a um objeto. Em algumas sociedades, acredita-se que a maldição pode resultar em doença psiquiátrica. Sinonímia: feitiçaria; mau-olhado.

mania - Transtorno no qual o humor está exaltado, em discordância com as circunstâncias em que o indivíduo se encontra e que pode variar desde uma jovialidade despreocupada até uma excitação quase incontrolável. A exaltação é acompanhada de aumento da energia que resulta em hiperatividade, verborréia e diminuição das necessidades do sono. A atenção não pode ser mantida e, às vezes, há uma marcada distratibilidade. O amor próprio está às vezes exaltado com idéias de grandiosidade e autoconfiança exagerada. A perda da inibição social normal pode resultar em comportamento imprudente, rude ou inadequado às circunstâncias ou deslocado. Em casos graves, a fuga de idéias e verborréia podem levar a que o indivíduo se torne incompreensível; a excitação pode dar lugar a agressão ou violência, negligência com o comer e o beber (que pode levar a uma situação perigosa como desidratação) e com a higiene pessoal. Adicionalmente a este estado clínico de mania sem sintomas psicóticos, pode haver delírios (geralmente de grandeza) ou alucinações (geralmente vozes que falam diretamente com o indivíduo). O conteúdo destes sintomas psicóticos pode ser congruente com o estado do humor (p.ex., consistente com a exaltação) ou incongruente com o estado de humor (i.é., neutro ou em contraste com a exaltação de humor).

marcador - Ver marcador biológico.

marcador biológico - Composto ou atributo biológico que evidencia a presença de um transtorno específico ou uma vulnerabilidade ao mesmo. Em geral, distinguem-se dois tipos de marcadores: (i) um marcador de estado que identifica uma anormalidade corrente que, mais atipicamente, reflete uma condição transitória ou reativa do indivíduo, tais como o nível de atividade de um transtorno subjacente ou o uso recente de uma droga; (ii) Um indicador de traço que identifica uma característica relativamente estável e duradoura, refletindo uma condição contínua ou, particularmente no caso de um indicador genético, predisposição a um transtorno específico.

A maior parte dos marcadores biológicos usados para o álcool e outras drogas são indicadores de estado e muitos simplesmente refletem a história recente do seu consumo. Um alto teor alcoólico no sangue, p.ex., pode identificar um estado de intoxicação alcoólica, mas não confirma dependência alcoólica. Muitos (porém não todos) indicadores de estado usados para o álcool são na realidade exames de dano hepático (tais como glutamiltransferase elevada no plasma); são exames diagnósticos de alterações do estado do fígado decorrentes da ingestão contínua de álcool e não indicadores válidos de dependência alcoólica. Outros indicadores dos estados biológicos do consumo excessivo de álcool incluem dessialotransferina e adutores proteicos de acetaldeído ou seus anticorpos. Ver teste de triagem.

marcador genético - Ver marcador biológico.

marianismo - Identidade cultural na qual as mulheres são percebidas como mais éticas, responsáveis, tendentes ao auto-sacrifício e mais amadurecidas que os homens. Machismo e marianismo tendem a se apresentar conjuntamente no mesmo contexto sociocultural. Ver machismo.

marijuana (marihuana) - Ver cannabis.

masoquismo - Ver sadomasoquismo.

má-viagem - No jargão de usuários de drogas, um efeito adverso do uso de drogas que consiste em alucinose com ansiedade ou depressão marcante, idéias de referência, idéias delirantes, medo de enlouquecer, julgamento comprometido e alterações sensoperceptivas, tais como despersonalização, desrealização, alucinações e cinestesias. O episódio usualmente dura menos de 2 horas. Os sintomas físicos podem incluir sudorese, palpitações, náuseas e parestesias. Embora reações adversas deste tipo estejam usualmente associadas ao uso de alucinógenos, elas também podem ser causadas pelo uso de anfetaminas e outros estimulantes psicomotores, anticolinérgicos, anti-histamínicos e sedativos/hipnóticos. Sínonímia: bode (Brás). Ver intoxicação aguda; reação adversa a drogas.

mecanismo de defesa - Processo psicológico automático que protege o indivíduo da ansiedade e da consciência de estressores ou perigos internos ou externos. Os mecanismos de defesa intermediam a reação do indivíduo a conflitos emocionais e a estressores externos. Alguns mecanismos de defesa (por ex., projeção, cisão e atuação) são quase que invariavelmente mal­adaptativos. Outros, tais como a supressão e a negação, podem ser mal-adaptativos ou adaptativos, dependendo de sua gravidade, inflexibilidade e contexto no qual ocorrem.

mecanismos de defesa do ego - A ameaça de alguns eventos psíquicos (pulsões, inclinações, impulsos, emoções...) podem causar excesso de ansiedade e angústia. Segundo Freud, haveriam dois modos de diminuir essa angústia. O primeiro modo seria lidando diretamente com a situação que desencadeia a emoção angustiante. Resolvemos problemas, superamos obstáculos, enfrentamos ou fugimos de ameaças, e chegamos a termo de um problema a fim de minimizar seu impacto. Desta forma, lutamos para eliminar dificuldades e diminuir probabilidades de sua repetição, reduzindo, assim, as perspectivas de ansiedade adicional no futuro.

A outra forma de defesa contra a ansiedade deforma ou nega a própria situação. O Ego protege a personalidade contra a ameaça, falsificando a natureza desta. Os modos pelos quais se dão as distorções são denominados Mecanismos de Defesa.

Os principais Mecanismos de Defesa psicológicos descritos são: repressão, negação, racionalização, formação reativa, isolamento, projeção, regressão e sublimação (Anna Freud, 1936; Fenichel, 1945). Todos estes mecanismos podem ser encontrados em indivíduos saudáveis, e sua presença excessiva é, via de regra, indicação de possíveis sintomas neuróticos. Freud não pretendeu que suas observações sobre Mecanismo de Defesa fossem inteiramente originais. 

mecanismos de reação - Meios pelos quais um indivíduo se adapta, resolve problemas e vence desafios, com sucesso. Ver capacidade de enfrentamento.

medicamento agonista - Uma substancia química extrínseca às substâncias endógenas, que age sobre um receptor e consegue produzir o efeito máximo capaz de ser produzido pela estimulação deste receptor. Um agonista parcial somente é capaz de produzir menos do que o efeito máximo, mesmo quando administrado em uma concentração suficiente para ligar-se a todos os receptores disponíveis.

medicamento agonista/antagonista. Uma substância química extrínseca às substancia endógenas que age sobre uma família de receptores (tais como os receptores de opiáceos mu, delta e kapa), de modo a ser um agonista ou agonista parcial para um tipo de receptor e um antagonista para outro.

medicamento antagonista. Uma substância química extrínseca às substâncias endógenas, que ocupa um receptor, não produz efeitos fisiológicos e evita que substancia químicas endógenas e exógenas tenham efeito sobre esse receptor.

medicamentos - Substâncias disponíveis em fontes farmacêuticas, ou seja, manufaturadas pela indústria farmacêutica ou feitas por um farmacêutico. A terminologia industrial classifica as substâncias como medicamentos éticos, disponíveis apenas sob receita médica, e medicamentos de venda livre, anunciados ao consumidor e vendidos sem receita médica. A lista de medicamentos que necessitam de receita médica varia consideravelmente de país a país. Nos países industrializados, a maioria dos fármacos psicoativos só estão disponíveis mediante prescrição. Cafeína, anti-histamínicos, codeína (um opiáceo) e álcool são os constituintes psicoativos mais comuns de medicamentos de venda livre nestas sociedades.

medula espinhal - A medula espinhal é uma continuação da porção final do encéfalo ou tronco cerebral que fica dentro da coluna espinhal e termina ao nível da região lombar. Contém as fibras nervosas que nascem na periferia (pele, músculos e articulações, por ex.) e que levam informações para o encéfalo e também as fibras que vem do encéfalo e levam informações para os órgãos, músculos, articulações, etc.

megalomania - Durante os Episódios de Mania do Transtorno Afetivo Bipolar, dependendo de sua gravidade, pode ocorrer um delírio de grandeza do tipo Delírio Humor Congruente, ou seja, um delírio cuja temática é consoante à Mania (humor francamente expandido e eufórico). Esse Delírio Humor Congruente é um delírio de grandeza, de superioridade, de poder sobrehumano, etc., é também conhecido por Megalomania (Mégalo = grande).

melancolia (F32.9) - Termo originário da tradição hipocrática (séc. IV A.C.) usado até ao fim do séc. XIX para indicar a síndrome depressiva em geral. Enquanto Kraepelin e outros restringiram o seu uso à depressão na idade avançada, Freud redefiniu-o como um correspondente mórbido da tristeza normal. Perante um declínio geral no seu uso, o DSM-III retomou o termo dando-lhe ainda outro significado, segundo o qual a qualidade do humor deprimido (diferente da do luto normal) é a característica proeminente. Em face desta falta de precisão e às conotações contraditórias, não se recomenda continuar a usar este termo. Ver depressão.

memória - Uma maneira importante pela qual a percepção se torna consciente é através da Atenção que, em essência, é a focalização consciente e específica sobre alguns aspectos ou algumas partes da realidade. Assim sendo, nossa consciência pode, voluntariamente ou espontaneamente, privilegiar um determinado conteúdo e determinar a inibição de outros conteúdos vividos. Portanto, reconhece-se a Atenção como um fenômeno de tensão, de esforço, de concentração, de interesse e de focalização da consciência.

A Atenção pode ser entendida como uma atitude psicológica através da qual concentramos a nossa atividade psíquica sobre um estímulo específico, seja este estímulo uma sensação, uma percepção, representação, afeto ou desejo, a fim de elaborar os conceitos e o raciocínio. Portanto, de modo geral a Atenção parece criar a própria consciência.

A Memória, no sentido estrito, pode ser entendida como a soma de todas as lembranças existentes na consciência, bem como as aptidões que determinam a extensão e a precisão dessas lembranças. De modo geral a Memória necessita de duas funções neuropsíquicas fundamentais; a capacidade de fixação, que é a função responsável pelo acréscimo de novas impressões à consciência e graças à qual é possível adquirir novo material mnemônico, e a capacidade de evocação, ou reprodução, pela qual os traços mnêmicos são revividos e colocados à disposição livremente da consciência.

meningite - A meningite é a infecção que atinge as meninges, isto é, a membrana que envolve o sistema nervoso. Eventualmente também pode atingir o cérebro: meningoencefalite. Pode ser devida a bactéria ou a um vírus. Na velhice é uma infecção rara, em geral devida a bactéria (pneumococo e germes Gram. negativos), e está relacionada a outras infecções como pneumonia, infecção urinária ou sinusite. O alcoolismo é um fator predisponente.

O diagnóstico na velhice é difícil pois a sua manifestação é atípica, e em geral só há febre e pode ocorrer sonolência e confusão mental. O exame do líquor fornece o diagnóstico. O tratamento é feito com antibióticos.

meningite associada ao vih - Meningite asséptica aguda que ocorre precocemente após a infecção por VIH como resposta primária do sistema nervoso à infecção. Os sintomas incluem cefaléia, dor retroorbital, meningismo, febre, fotofobia, neuropatias cranianas e, raramente, encefalopatia transitória (mas não demência progressiva). O LCR mostra pleocitose mononuclear. Tipicamente, os sintomas agudos são moderados e limitados, não requerem tratamento especial e remitem em 1 a 4 semanas.

meningite por criptococos - Meningite causada por infecção pelo fungo Cryptococcus neoformans; é uma das infecções oportunistas à qual o indivíduo infectado pelo VIH torna-se particularmente suscetível. Os sintomas mais comuns são: cefaléia, rigidez da nuca, febre e fotofobia. O diagnóstico é feito pela análise do líquor com exame para cultura de criptococos, titulagem de antígenos anticriptococos ou pela coloração com tinta da Índia. Na maioria dos casos, é necessário um tratamento para aumentar a sobrevida destes pacientes. Ver transtornos neuropsiquiátricos associados ao vih.

menopausa - A menopausa se caracteriza por alterações na duração e na quantidade de sangue da menstruação e ocorre durante o período do climatério. Representa a cessação dos ciclos menstruais ou da menstruação e se deve a queda na função dos ovários.

A menstruação é a perda sangüínea vaginal que ocorre devido a alterações hormonais características da mulher no seu período reprodutivo. Caracteriza o primeiro dia do ciclo menstrual, ciclo este que envolve inúmeras alterações no sistema reprodutor feminino , destacando-se a ovulação, e que termina logo antes da próxima menstruação.

O ciclo menstrual termina com a menopausa e com ela ocorre o desaparecimento da menstruação. A menopausa pode ocorrer precocemente, antes dos 40 anos, significando então deficiência do hormônio estrógeno e em geral se deve a distúrbios dos ovários. O aparecimento de perda sangüínea pela vagina após a menopausa, denominada metrorragia, tem grande importância e deve ser sempre muito bem avaliada pois pode ser sinal de carcinoma de útero.

meperidina - Ver petidina.

mescalina - Substância alucinógena que se encontra no cacto peyote, no sudoeste dos Estados Unidos da América e no norte do México. Ver alucinógeno; planta alucinógena.

metadona - Droga opiácea sintética usada na terapia de manutenção dos dependentes de opióides. Tem uma longa semivida e pode ser administrada oralmente uma vez ao dia, sob vigilância. Ver opióide; terapia de manutenção.

metanol - Ver álcool.

método de administração - Via ou forma de administração, i.é., a maneira pela qual a substância é introduzida no corpo, tal como: ingestão oral, injeção intravenosa (IV), subcutânea ou intramuscular, inalação, fumo ou absorção através da pele ou superfícies mucosas, tais como gengiva, reto ou genitália. Ver UDI; UDIV.

miastenia - A miastenia gravis ocorre na 3ª idade, mas é muito rara e em geral está relacionada a tumor do timo. Não é propriamente uma doença do músculo e sim da denominada placa mio-neural , que é uma estrutura aonde terminam as fibras nervosas que passam a se relacionar intimamente com as fibras musculares. Caracteriza-se por fraqueza muscular, sem dor, caracterizando o estado de fadiga aos mínimos esforços. Pode ocorrer a visão dupla devido ao comprometimento da musculatura ocular. É uma doença devida a distúrbio da imunidade que atinge a relação intima entre o nervo e o músculo.

A miastenia pode ocorrer simultânea ao câncer, destacando-se o câncer de pulmão.

A doença muscular eventualmente pode se confundir com uma neuropatia ou neurite. A eletroneuromiografia é o estudo elétrico das funções muscular e nervosa sendo exame básico no diagnóstico das doenças musculares. A biopsia do músculo também é fundamental no diagnóstico.

microcefalia - Pequenez congênita da cabeça, com desenvolvimento defeituoso do cérebro e ossificação prematura do crânio.

micropsia -
A percepção visual dos objetos como sendo menores do que realmente são.

mielopatia associada ao vih - Mielopatia vacuolar associada com a infecção por VIH. Predominam os sinais e sintomas motores, particularmente envolvendo as pernas com espasticidade, fraqueza ou ataxia suficientemente graves para impedir uma locomoção independente. As mãos podem também ser afetadas, mas de forma menos grave e, com freqüência, estão presentes alterações acima do nível medular atingido (p.ex., aumento do reflexo mentoniano ou outros reflexos). A mielopatia é mais difusa do que segmentar e pode não estar localizada em um nível sensória ou motor específico. É caracteristicamente indolor. A disfunção cognitiva é freqüente, mas as alterações posturais dominam o quadro clínico.

mioclonia noturna - Episódios periódicos de contrações musculares repetitivas e estereotipadas que ocorrem durante o sono e são seguidos por um despertar parcial ou total. Ela é usualmente associada com insônia e/ou sonolência diurna e com a síndrome de pernas inquietas). A causa é desconhecida.

mioclono - Contração muscular rápida, como num choque, que pode envolver todo o músculo ou limitar-se a um pequeno número de fibras musculares. O mioclono pode ser uma manifestação de epilepsia ou de encefalomielite ou, como um evento isolado, pode ser um fenômeno normal que ocorre durante o sono.

miopatia associada ao vih - Condição rara subaguda caracterizada por fraqueza muscular predominantemente proximal com mialgias e fatigabilidade excessiva. Os níveis séricos de creatinofosfoquinase estão aumentados, as características electromiográficas são similares às encontradas na poliomiosite e a biopsia muscular pode revelar degeneração e regeneração miofibrilar com processo inflamatório intersticial e perivascular.

miopatia relacionada com álcool ou drogas (G72.0, G72.1) - Alterações dos músculos esqueléticos relacionada com o consumo de álcool ou outras drogas. A perturbação pode ser aguda (caso em que é denominada rabdomiólise aguda) com necrose extensa dos músculos, que ficam moles e inchados e pode complicar-se com mioglobinúria e insuficiência renal. A forma crônica apresenta-se com fraqueza insidiosa e deterioração dos músculos proximais.

mixoscopia (fr.: voyeurisme) - Forma de desvio sexual relacionada ao ato de observar outros enquanto estes estão tomando banho, lavando-se, despindo-se ou vestindo-se. Estes comportamentos são culturalmente relacionados a definições culturais de recato; assim, observar pessoas nuas enquanto tomam banho pode não ser considerado falta de recato, enquanto que apenas olhar o rosto de um homem ou de uma mulher, em outras sociedades, pode ser considerado um ato de falta de pudor. Ver práticas sexuais.

mongolismo - síndrome de down- Mongolismo ou Síndrome de Down é uma Deficiência Mental produzida por alteração cromossômica, também conhecida como Trissomia. O nome Mongolismo refere-se ao aspecto de mongol (oriental) que essas crianças apresentam. Como em outros quadros de retardo mental, o funcionamento intelectual é significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo na comunicação, nos autocuidados, na vida doméstica, nas habilidades sociais e interpessoais, no uso de recursos comunitários, na auto-suficiência, nas habilidades escolares, no trabalho, no lazer, na saúde e na segurança.

O funcionamento adaptativo na Síndrome de Down pode ser influenciado por vários fatores, incluindo educação, motivação, características de personalidade, oportunidades sociais e vocacionais e transtornos mentais e condições médicas gerais que podem coexistir com o Retardo Mental.

mononeurite múltipla - Ver polineuropatia inflamatória associada ao vih.

moral - É difícil definir moralidade sem englobar a questão do bem-estar. Pois, nenhum conjunto de regras morais promete a infelicidade. Os seres humanos têm a perspectiva do bem estar. A moralidade implica, portanto, no próprio bem-estar, levando em conta o bem-estar dos outros.

A construção do pensamento moral e sua legitimação é uma processo complexo para o ser humano, que começa nas primeiras inter-relações da infância e são modelados e reavaliados a todo instante pelo próprio sujeito. Tanto a construção quanto a legitimação do pensamento moral abrangem, necessariamente, a afetividade, a interação social e a capacidade cognitiva da pessoa. A moralidade ser humano não é predeterminada, nem definida. Como qualquer percepção humana do outro e de si mesmo, a moralidade é dinâmica, temporalizada e especializada.

As regras morais se relacionam com as leis sociais também via economia. Na nossa sociedade, dependemos freqüentemente de pessoas que não conhecemos. Portanto, somos obrigados a nos relacionar bem com os desconhecidos. Se isto é necessário, o critério de honestidade, por exemplo, se torna extremamente importante. Quando o conceito moral de honestidade é declinante, a sociedade se torna violenta, sem escrúpulos para lesar o outro.

morfina - Ver opióide.

motivação inconsciente - Qualquer força intrínseca da qual o indivíduo não está totalmente consciente, que serve para iniciar, manter ou dirigir o comportamento em direção a um objetivo. Muitas teorias psicológicas pressupõem a presença de uma porção inconsciente na estrutura mental que contém memórias, desejos, impulsos, etc, que não estão dentro do campo imediato da consciência e que apesar disso tem um efeito importante no comportamento.

movimento de revitalização - Movimento religioso, cultural ou político para reintroduzir, reintegrar e dar novo sentido a padrões culturais do passado. Freqüentemente aparece em períodos de convulsão social, descontentamento ou mudança de um governo colonial para um nacional. Ver alienação; anomia.

movimentos coreiformes - Movimentos involuntários parecidos a seqüências aleatórias ou desordenadas de fragmentos de movimentos propositais que afetam tipicamente as extremidades superiores e inferiores e a face: os punhos se sacodem, os pododáctilos se contorcem, a língua se projeta, os lábios são contraídos ou contorcidos em um sorriso bizarro, etc. Estes movimentos interferem com os movimentos voluntários, mas usualmente desaparecem durante o sono. Movimentos coreiformes geralmente indicam uma alteração do sistema extrapiramidal, a qual pode ser causada por um transtorno primário do sistema nervoso ou ser secundária ao uso de medicamentos neurolépticos. Em crianças mais jovens, entretanto, os movimentos coreiformes podem ser fenômenos normais. Ver movimentos coreoatetóides.

movimentos coreoatetóides - Ocorrência combinada de movimentos coreiformes e atetose (movimentos involuntários lentos, em torção, usualmente afetando os dedos da mão e extremidades e apenas raramente a fala e a respiração). A coreoatetose é causada por vários processos patológicos que interrompem os circuitos motores que ligam córtex, núcleos estriado, tronco cerebral, cerebelo e neurônio motor inferior.

movimentos em espelho - Movimentos involuntários em um membro que reproduzem quase simultaneamente movimentos voluntários no outro membro.

movimentos estereotipados. Comportamento motor repetitivo, aparentemente forçado e não funcional por ex., balançar as mãos ou acenar, balançar o corpo, bater a cabeça abocanhar objetos, morder a si mesmo, dar beliscões na própria pele ou enfiar os dedos em orifícios corporais, golpear o próprio corpo.  

münchausen, síndrome de (Transtorno Factício) - A característica essencial da Síndrome de Münchausen (Transtorno Factício) é a produção intencional de sinais ou sintomas somáticos ou psicológicos. A produção intencional pode incluir a fabricação de queixas subjetivas (por ex., queixas de dor abdominal aguda na ausência de qualquer dor desta espécie), condições auto-infligidas (por ex., produção de abscessos por injeção subcutânea de saliva), exagero ou exacerbação de condições médicas gerais preexistentes (por ex., simulação de uma convulsão de grande mal por um indivíduo com história prévia de transtorno convulsivo) ou qualquer combinação ou variação destes elementos.

A motivação para o comportamento consiste em assumir o papel de doente e, pior ainda, de doente misterioso e desafio à medicina. Os indivíduos com Transtorno Factício em geral apresentam sua história de forma dramática quando questionados em maiores detalhes, podem envolver-se em mentiras patológicas, de um modo intrigante para o ouvinte, acerca de qualquer aspecto de sua história ou sintomas. Eles freqüentemente possuem um extenso conhecimento da terminologia médica e das rotinas hospitalares.

Os indivíduos com este transtorno podem submeter-se com avidez a múltiplos procedimentos e operações invasivas. Quando confrontados com evidências de que seus sintomas são factícios, os indivíduos com este transtorno geralmente negam as alegações ou abandonam rapidamente o hospital, contrariando disposições médicas. Freqüentemente, eles são admitidos, logo depois, em um outro hospital.

mutismo eletivo (F94.0) - Marcante seletividade no falar, de base emocional, de forma que a criança mostra habilidade de linguagem em algumas situações, mas fracassa em outras situações específicas. O transtorno é geralmente associado aos fortes traços de personalidade que incluem ansiedade social, retraimento, sensibilidade ou resistência. O termo foi introduzido por Tramer em 1934.

mutismo seletivo - A característica essencial do Mutismo Seletivo é o fracasso persistente em falar em situações sociais específicas (por ex., escola, com colegas de brincadeiras) onde seria esperado que falasse, apesar de falar em outras situações. A perturbação interfere na realização escolar ou ocupacional ou na comunicação social . Não se trata da timidez própria do primeiro mês de escolarização, durante o qual muitas crianças podem mostrar-se retraídas e relutantes em falar.