- L
-
la
belle indifference - Literalmente,
"a bela indiferença".
Vista em certas pessoas com transtornos
conversivos e que mostram uma falta
de preocupação inadequada com suas
deficiências.
labilidade afetiva
- Expressão de humor incontrolável,
instável, anormalmente flutuante
encontrada mais comumente em síndromes
cerebrais orgânicas, estágios
iniciais da esquizofrenia, e em
algumas formas de transtornos neuróticos
e de personalidade. Sinonímia:
flutuação do humor.
lalação (F80.0)
- Termo impreciso que se refere
a um transtorno específico
da articulação da
fala.
lambadacismo -
Transtorno da fala que consiste
na repetição freqüente
da letra L, ou sua substituição
pelo R.
latah - Síndrome
originalmente observada na Malásia
caracterizada por um padrão
repetitivo de respostas exageradas
a surpresas repentinas, seguidas
de gritos de palavras vulgares ou
sem sentido. Às vezes, o
quadro clínico é caracterizado
pela repetição da
mímica de indivíduos
que estão próximos
ou pela obediência automática
às suas ordens. Também
ocorre em várias outras áreas
rurais da Ásia, sendo conhecida
como baa tsche na Tailândia,
mali mali nas Filipinas, myriaehit
na Sibéria, e imu entre os
Ainu do Japão.
latência, período de
- Na psicanálise, uma fase entre
os períodos fálico (ou edipiano)
e adolescentes do desenvolvimento
psicossexual; caracterizado por
uma acentuada diminuição do comportamento
sexual e interesse pelo sexo.
lavagem cerebral (ing.:
brain washing) - Técnica
psicológica elaborada para
induzir indivíduos a se comportar,
pensar ou sentir emoções
de maneira contrária aos
próprios desejos. Baseada
em princípios e técnicas
psicológicas amplamente conhecidos,
a lavagem cerebral recentemente
tem sido aplicada a pessoas encarceradas
por motivos políticos (p.ex.,
prisioneiros de guerra, prisioneiros
políticos).
legalização
-
Medidas legislativas que tornam
legal um comportamento, uma substância
ou uma situação previamente
considerados como crime. Ver descriminalização.
legastenia - Ver
transtorno específico da
leitura.
leitura de trás para
frente - Ver transtorno
específico de leitura.
lesbianismo (lésbicas)
- Lesbianismo é a homossexualidade
feminina. Atualmente o homossexualismo
(tanto masculino como feminino)
está classificado no Transtorno
de Identidade Sexual na infância.
Esse transtorno usualmente se manifesta
primeiro no início da infância (e
sempre bem antes da puberdade),
caracterizado por um persistente
em intenso sofrimento com relação
a pertencer a um dado sexo, junto
com o desejo de ser (ou a insistência
de que se é) do outro sexo. O diagnóstico
requer uma profunda perturbação
de identidade sexual normal; não
é suficiente que uma menina seja
levada ou traquinas ou que o menino
tenha uma atitude afeminada.
Os transtornos da identidade sexual
nos indivíduos púberes ou pré-púberes
não devem ser classificados aqui
mas sob a rubrica de Transtorno
do relacionamento sexual. A identidade
ou a orientação sexual (hetero,
homo ou bissexual) leva a dificuldades
no estabelecimento e manutenção
de um relacionamento com um parceiro
sexual.
Para pessoas sexualmente maduras
e portadoras de Transtorno de Identidade
Sexual, os seguintes especificadores
podem ser anotados, com base na
orientação sexual do indivíduo se
há Atração Sexual por Homens, Atração
Sexual por Mulheres, Atração Sexual
por Ambos os Sexos, Ausência de
Atração por Quaisquer dos Sexos.
leucoencefalopatia multifocal
progressiva - Infecção
oportunista rara causada por certos
grupos do gênero Polyomavirus,
que ocorre quase que exclusivamente
em indivíduos com imunodeficiência
(p.ex., indivíduos infectados
pelo VIH ou sob tratamento com imunosupressores
para transplante de órgãos
ou situações correlatas).
Os pacientes afetados se apresentam
com variadas combinações
de demência, cegueira, disfasia,
hemiparesia, ataxia e déficits
focais; a morte ocorre em cerca
de alguns meses. A alteração
cerebral consiste em perda focal
de mielina e de células gliais,
com inclusões características
ao redor das áreas de perda
de mielina. O agente causador pode
ser demonstrado ao microscópio
eletrônico ou por colorações
de anticorpos monoclonais.
leucoencefalopatia subcortical
crônica - Ver síndrome
de binswanger.
libido
- Na teoria psicanalítica,
uma forma de energia sexual com
que são investidos os processos,
impulsos e representações
mentais dos objetos.
ligação
empática - Termo de Sullivan
para o relacionamento único entre
o bebê e a figura materna onde cada
um é altamente sensível aos estados
emocionais do outro.
linfoma associado ao vih
- Ver linfoma primário
do snc.
linfoma primário
do snc - Linfoma maligno
primário do cérebro
ao qual estão predispostos
os indivíduos portadores
do VIH. A lesão é
mais freqüentemente unifocal
que multifocal e envolve uma proliferação
de linfócitos atípicos
com distribuição perivascular.
Em alguns casos, o linfoma responde
à radioterapia agressiva
precoce. Ver transtornos neuropsiquiátricos
associados ao VIH.
linguagem - Um
sistema de símbolos (quase
sempre verbais) usado para a comunicação
interpessoal de significados.
linguagem corporal
- A comunicação de
sentimentos e pensamentos através
de gestos, postura corporal e movimentos
corporais. Às vezes, é
tida como sinônimo de comunicação
não verbal. As culturas diferem
largamente nas suas convenções
de linguagem corporal. P.ex., balançar
a mão com a palma voltada
para si pode significar "venha
cá" em uma cultura e
"adeus" em outra; dois
dedos formando um "V",
que era o sinal de "Vitória"
durante e logo após a Segunda
Guerra Mundial, é um gesto
obsceno em certas culturas.
linguagem interna
- O uso e a compreensão de
símbolos verbais, manifestados
pelo desempenho de tarefas que exigem
a manipulação de símbolos
em vez da fala em si. A língua
falada (idioma) pode influenciar
de forma importante estes símbolos
internos, especialmente no que diz
respeito a conceitos abstratos.
Conseqüentemente, indivíduos
de culturas diferentes ou de diferentes
níveis de educação
ou inteligência podem ter
uma "linguagem interna"
que difere em maior ou menor grau.
Muitas crianças com transtornos
de linguagem expressiva graves dão
provas de linguagem interna relativamente
intacta através da sua capacidade
de fazer jogos e de usar brinquedos
e objetos domésticos de forma
apropriada e da sua tentativa de
comunicar-se devidamente com outros
por meios não verbais. Os
clínicos podem reduzir esta
forma potencial de desentendimentos
através do desenvolvimento
de conhecimento de sua própria
"linguagem interna" e
da do paciente. Ver linguagem.
lítio, carbonato de
- Metal álcali cujo sal é usado
no tratamento da mania aguda e como
um medicamento de manejo para ajudar
a diminuir a duração, intensidade
e freqüência de episódios afetivos
recorrentes, especialmente nos transtornos
bipolares.
logorréia
- Produção verbal
anormal intensa e acelerada, freqüentemente
associada à fuga de idéias
e distraibilidade. Há uma
experiência subjetiva de impulso
para falar a que o paciente pode
ou não resistir; o desempenho
verbal exibe normalmente várias
alterações de conteúdo
e forma da linguagem. Embora a logorréia
seja uma manifestação
freqüente de mania e hipomania,
a sua ocorrência não
é limitada às alterações
de humor e pode ser uma característica
da esquizofrenia ou de transtornos
mentais orgânicos. Sinonímia:
discurso acelerado.
lombroso (personalidade
criminosa) - No século
XVIII a idéia do criminoso nato
transformou-se numa hipótese cientificamente
estudada pela Frenologia, fundada
por Gall, que estudava o caráter
e as funções intelectuais do Homem
a partir da conformação do crânio,
pressupondo que o cérebro é a sede
da alma. Muitos autores da época
embasavam essa tendência biológica
do criminoso, como por exemplo,
Lavater, Joseph, Caldwell, Spurzheim
e Broca.
Embora alguns tenham estudado sujeitos
criminosos, nenhum autor ficou tão
célebre como Lombroso (1901), que
juntamente com os seus discípulos
Ferri e Garofalo, desenvolveu toda
uma teoria que relacionava o crime
com características corporais, acreditando
que existia um tipo antropológico
distinto que definia o «criminoso
nato», sendo este um indivíduo propenso
a praticar determinados crimes,
e não um doente (que se podia curar)
ou um culpado (que se podia castigar).
Deste modo definiram não só os sinais
físicos (ex.: nariz torcido, molares
salientes, estrabismo), como também
os sinais psíquicos, como a ausência
de sensibilidade moral, manifestações
de vaidade, etc, dizendo que o criminoso
seria um tipo atávico, isto é, um
indivíduo no qual haveria uma regressão
ao Homem primitivo ou mesmo a formas
pré-humanas.
A teoria de Lombroso foi muito criticada
pelos seus métodos e conclusões,
tendo contudo a grande vantagem
de iniciar a aplicação das abordagens
biológicas no estudo do crime, nível
que dominou até cerca de 1940, dando
em seguida lugar às abordagens de
tipo psicológico até cerca de 1960,
e posteriormente às de tipo sociológico.
A partir de 1980, constatando-se
o fracasso de cada uma destas abordagens
na explicação isolada que apresentam,
assiste-se à revalorização das abordagens
biológicas, não enquanto dado isolado
mas integradas noutras perspectivas
e essencialmente em articulação
com o atual paradigma científico.
Apesar das críticas e do descrédito,
mesmo depois da década de quarenta
continuaram a ser realizados estudos
empíricos de tipo biológico, surgindo
também algumas abordagens teóricas.
Dentro destas salientam-se Kretschmer
(1954), que defendia a importância
da estrutura corporal (sobretudo
através da noção de inferioridade
constitucional) em todos os estudos
do comportamento humano, seja este
desviante ou normal. Também Exner
(1957) defendia a existência de
um ramo do saber, intitulado «Biologia
Criminal», que se ocuparia do estudo
do sujeito e do seu contexto, vendo
não só as condições físico-fisiológicas
do criminoso, mas também do seu
meio ambiente, como é o caso do
clima. Por fim, Resten (1959) considerava
que a «Caracterologia» era fundamental
para a noção de responsabilidade
do crime, tentando identificar os
fatores biológicos que condicionam
o comportamento humano, e defendendo
a existência de especialistas em
«Caracterologia» para ajudar os
magistrados.
No que se refere a trabalhos empíricos,
as críticas foram ainda mais fortes,
e como exemplo pode ser referida
a investigação de Sandberg e col.
(1961, in Mednick, 1987) na qual
os autores defenderam a existência
de uma ligação entre o comportamento
agressivo e violento e a presença
dos cromossomos XYY no genótipo
do sujeito. De imediato outros investigadores
(Kessler & Moos, 1970, e Witkin
et al., 1977, ambos in Mednick,
1987) tentaram demonstrar que o
estudo anterior não podia ser generalizado,
sendo mesmo proposta a abolição
das investigações biológicas no
estudo do crime (Sarbin & Miller,
1970, in Mednick, 1987), pois estas
seriam imorais e cientificamente
não éticas, devendo o estudo do
crime restringir-se às causas sociais,
econômicas e políticas. Mais recentemente,
Mednick e col. (1984), efetuaram
um extenso estudo a partir do qual
concluíram que as crianças adaptadas
são mais influenciadas para o crime
se os seus pais biológicos tiverem
cometido crimes.
LSD
- Ver alucinógeno.
lúpus
eritematoso sistêmico -
O Lúpus Eritematoso Sistêmico ou,
mais simplesmente Lúpus, é uma doença
crônica, auto-imune, que causa inflamações
em várias partes do corpo, especialmente
na pele, juntas, sangue e rins muito
relacionada aos elementos psicossomáticos.
Apesar de muitos homens serem afetados
pelo Lúpus, ele costuma ocorrer
de 10 a 15 vezes mais nas mulheres
adultas do que nos homens adultos.
Mesmo entre as mulheres, acredita-se
que aquelas de origem africana,
indígena ou asiática desenvolvam
a doença com mais freqüência do
que mulheres brancas.
Possivelmente os fatores hormonais
seriam responsáveis pela maior incidência
do Lúpus entre as mulheres. Isso
pode ser suspeitado tendo em vista
o aumento dos sintomas que ocorre
antes do período menstrual e durante
a gravidez. Particularmente o estrogênio
estaria relacionado à doença. Quanto
à idade, o Lúpus pode aparecer em
qualquer faixa etária e os sintomas
serão os mesmos nos homens e mulheres.
luto
- Resposta normal e apropriada a
uma perda externa e conscientemente
reconhecida; geralmente possui tempo
limitado e cede gradualmente.
luto cultural -
Ver choque cultural.