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baforada delirante (Fr.: Bouffée Délirante) - Condição psicótica aguda e transitória associada com turvação da consciência, excitação psicomotora e comportamento agitado, seguida de amnésia anterógrada; tem bom prognóstico. Relatada originalmente na África, assemelha-se às psicoses agudas e transitórias, relacionadas a estresse agudo, que ocorrem em outras regiões. O termo foi inicialmente usado para designar episódios psicóticos agudos originariamente atribuídos a personalidades psicopáticas (degeneres). A descrição original da apresentação clínica contém cinco características cardinais: início abrupto, delírios estruturados com alucinações ocasionais, um certo grau de turvação da consciência associada com instabilidade emocional, ausência de sinais físicos e uma remissão rápida e completa. Mais recentemente, outras características têm sido assinaladas: a possibilidade de precipitação por estressores psicossociais, o alto risco de recorrência de episódios após intervalos assintomáticos e a independência nosológica do episódio em relação à esquizofrenia, ainda que um estado (crônico) de esquizofrenia possa desenvolver-se após uma ou mais recaídas. O termo foi introduzido em 1886 por Legrain e promovido por Magnan. Ver Episódio Esquizofrênico Agudo; Psicose Esquizofreniforme; Psicose Reativa.

balbucio (F80.8) - Forma de articulação das palavras caracterizada pela articulação defeituosa dos sibilantes.

barbitúricos - Grupo de depressores do sistema nervoso central quimicamente derivados do ácido barbitúrico, p.ex., amobarbital, pentobarbital e secobarbital. Eles são usados como antiepilépticos, anestésicos, sedativos, hipnóticos e — menos comumente — como ansiolíticos ou drogas antiansiedade (Ver sedativo/hipnótico). O uso agudo e crônico induz efeitos similares aos do álcool.

Os barbitúricos têm uma pequena margem de segurança entre as dosagens terapêutica e tóxica e são freqüentemente letais em superdose. Devido à sua maior margem de segurança, os benzodiazepínicos têm substituído amplamente os barbitúricos como sedativos/hipnóticos ou ansiolíticos. A tolerância aos barbitúricos se desenvolve rapidamente e o risco de uso nocivo ou de dependência é alto. Os pacientes que usam estas drogas por períodos prolongados podem tornar-se dependentes, mesmo quando a dose prescrita não é ultrapassada.

Os barbitúricos estão associados com a totalidade dos transtornos mentais e comportamentais decorrentes do uso de substâncias na categoria F13 da CID-10. A sintomatologia específica inclui o seguinte: intoxicação por barbitúricos, síndrome de abstinência e demência (também denominada transtorno psicótico residual induzido por barbitúricos).

bebedor de rua - Indivíduo que bebe na rua ou outros lugares públicos externos; o termo implica que este é um padrão habitual de comportamento daquela pessoa e que o dado indivíduo é um indigente. Os termos "pessoa da rua" e "pessoas de rua" geralmente implicam que o uso de álcool ou outras drogas se dá em público. Existe uma variedade de termos coloquiais e legais para os indigentes e marginalizados que bebem publicamente, p.ex., alcoólatra de sarjeta, alcoólatra vagabundo, alcoólatra indigente, transgressor crônico por embriaguez, transgressor por intoxicação pública. O termo é originário de sociedades que desaprovam o consumo de bebidas alcoólicas em exteriores (em Fr. utiliza-se o termo clochard.)

beber - Ingestão de bebida; especificamente, neste contexto, uso de bebida alcoólica.

beber arriscado - Ver Uso Arriscado.

beber controlado - Beber que é moderado, para evitar intoxicação ou uso arriscado. O termo é aplicado especialmente quando há uma razão para se questionar a capacidade de beber controladamente todo o tempo, como nos casos de indivíduos que tiveram anteriormente sinais de dependência de álcool ou de uso nocivo. Quando aplicado ao uso de outra substância psicoativa, o termo análogo "uso controlado de drogas" se refere à manutenção do uso regular, não compulsivo, de uma substância, que não interfere com o funcionamento habitual e a formas de uso que minimizam os efeitos adversos da droga. Compare com Controle Prejudicado. Ver Beber Moderado.

beber danoso - Ver uso nocivo.

beber excessivo - Atualmente um termo não recomendado para um padrão de beber que excede as normas de um beber moderado ou aceitável. Beber nocivo é um termo equivalente em uso atualmente. A CID-8 distinguiu dois tipos de beber excessivo: episódico e habitual, sendo o beber excessivo aparentemente equivalente à intoxicação. O beber excessivo episódico inclui ataques relativamente breves de consumo excessivo de álcool ocorrendo pelo menos algumas vezes por ano. Esses ataques podem durar alguns dias ou semanas. O beber excessivo habitual inclui o consumo regular de grandes quantidades de álcool que podem ser prejudiciais para a saúde do indivíduo ou para seu funcionamento social. Ver Beber Intenso; Uso Nocivo.

beber intenso - Padrão de beber que excede as normas do beber moderado ou — mais imprecisamente — do beber social. O beber intenso é freqüentemente definido em termos de exceder certo volume diário (p.ex., 3 doses por dia) ou determinadas quantidades por vez (p.ex., 5 doses por ocasião, pelo menos uma vez por semana). Ver Beber Excessivo.

beber moderado -Termo impreciso para um padrão de beber que implicitamente se contrapõe ao beber intenso. Significa beber quantidades moderadas e que não causam problemas. Algumas vezes, o beber moderado é diferenciado do beber leve. Ver Beber Controlado; Beber Excessivo; Beber Intenso; Beber Social.

beber para esquecer - Beber motivado por um desejo ou necessidade de escapar de uma situação ou de um estado de humor desagradável. Termos semelhantes são: uso de álcool por motivos pessoais (em oposição a motivos sociais); uso de álcool para suportar a situação; beber para "afogar as mágoas".

beber pesado - Ver Beber Intenso.

beber prejudicial - Ver Uso nocivo.

beber problemático (Ing.: Problem Drinking) - Ato de beber que causa problemas, individuais ou coletivos, de saúde ou sociais. Anteriormente incluía o beber em resposta a problemas da vida. O termo tem sido usado desde meados de 1960 num sentido mais geral que evita um compromisso ou uma associação com o conceito de doença alcoólica. Algumas vezes, o beber problemático é associado ao conceito de alcoolismo, como um estágio precoce ou menos grave. Um bebedor problemático é uma pessoa cuja forma de beber resultou em problemas de saúde ou sociais.

Formulações que evitam o rótulo inerente ao termo incluem "problemas relacionados à bebida" e "problemas com a bebida" (Ver problemas relacionados COM O álcool). A expressão “beber problemático" tem sido usada por alguns para designar o conceito relacionado do ato de beber que tem o potencial para causar problemas (equivalente aproximado de uso perigoso de álcool), enquanto "problema da bebida" é um termo que data da era da temperança e — como "a questão da bebida" — referia-se às políticas de ação em relação ao álcool como um todo.

beber social - Ver Uso Social.

bebida alcoólica - Líquido que contém álcool (etanol) e é destinado a ser bebido. Quase todas as bebidas alcoólicas são preparadas por fermentação, que pode ser seguida — no caso dos destilados — por destilação. A cerveja é produzida através da fermentação de cereais (cevada malteada, arroz, milho, etc.) frequentemente com a adição de lúpulo. Os vinhos são produzidos através da fermentação de frutas, particularmente de uvas. O Xerez, o vinho do Porto e outros vinhos fortificados são vinhos aos quais se adicionam certos destilados, habitualmente para obter-se um conteúdo de etanol de cerca de 20%. Outros produtos de fermentação tradicionais são o hidromel (a partir de mel), cidra (de maçã ou outras frutas), saque (de arroz), pulque (do agave) e chicha (de milho).

Os destilados variam quanto à matéria-prima (cereal ou fruta) da qual são derivados: por exemplo, a vodca é feita a partir de cereais ou de batatas, o uísque, de centeio, milho ou cevada, o rum, de cana de açúcar, e o conhaque, de uvas ou outras frutas.

O álcool também pode ser sintetizado quimicamente (do petróleo, p.ex.), mas isto tem sido raramente usado para produzir bebidas alcoólicas.

Inúmeros congêneres — constituintes das bebidas alcoólicas que não o etanol e a água — já estão identificados, mas o etanol é o principal ingrediente psicoativo em todas as bebidas alcoólicas comuns.

As bebidas alcoólicas têm sido usadas desde a pré-história na maioria das sociedades tradicionais, exceto na América do Norte (logo ao norte da atual fronteira entre os EUA e o México) e na Oceania. Muitas bebidas fermentadas tradicionais tinham um conteúdo de álcool relativamente baixo e só podiam ser armazenadas por poucos dias.

A maioria dos governos procura criar alvarás ou impostos especiais ou mesmo controlar completamente a produção e a venda de álcool, embora possa permitir a produção caseira de diversos tipos de bebidas alcoólicas. Em vários países, certas bebidas alcoólicas (principalmente destiladas) são produzidas ilicitamente, e podem contaminar-se com substâncias tóxicas (chumbo, p.ex.) no processo de produção.

belle indifférence - Ausência aparente de preocupação em relação a sintomas incapacitantes, proeminente nos transtornos dissociativos (de conversão), descrita por neuropsiquiatras franceses no século XIX. A belle indifférence deve ser diferenciada da anosognosia, uma negação de doença baseada numa distorção da imagem corporal, geralmente resultante de uma lesão no lobo parietal não dominante. Na belle indifférence, a doença não é negada e a imagem corporal não está perturbada, mas o indivíduo parece despreocupado com o grau em que os sintomas interferem com o seu funcionamento. Geralmente acompanha transtornos dissociativos e conversivos. Atualmente o sintoma é muito raro na maioria das sociedades urbanas e industrializadas, porém pode ser encontrada, com freqüência, em sociedades tradicionais e rurais.

benzodiazepina - Ver Benzodiazepínicos.

benzodiazepínicos - Grupo de drogas estruturalmente relacionadas, usadas primordialmente como sedativos/hipnóticos, relaxantes musculares e antiepilépticos, e outrora denominados de "tranqüilizantes menores". Acredita-se que estes agentes produzam efeitos terapêuticos ao potencializar a ação do ácido gama- aminobutírico (GABA), um importante neurotransmissor inibidor. Os benzodiazepínicos, segundo a duração de sua ação, são classificados em benzodiazepínicos de ação longa ou de ação curta.

Os benzodiazepínicos foram introduzidos como alternativas mais seguras que os barbitúricos. Eles não suprimem o sono REM na mesma extensão que os barbitúricos, mas tem um potencial significativo para induzir dependência e uso indevido.

Mesmo quando os benzodiazepínicos são consumidos em doses terapêuticas, sua interrupção abrupta induz uma síndrome de abstinência em até 50% das pessoas tratadas por seis meses ou mais. Os sintomas são mais intensos com as preparações de ação curta; com os benzodiazepínicos de ação longa os sintomas de abstinência aparecem uma ou duas semanas depois da interrupção e duram mais, mas são menos intensos. Como com outros sedativos, é necessário um programa de desintoxicação lenta para evitar complicações graves como as convulsões da abstinência.

Alguns benzodiazepínicos têm sido usados em combinação com outras substâncias psicoativas para acentuar a euforia, p.ex., 40-80mg de diazepam tomados logo antes ou imediatamente após uma dose de manutenção diária de metadona. Os benzodiazepínicos são, com freqüência, usados de forma nociva em conjunção com álcool ou dependência de opióides (Ver Uso de Múltiplas Drogas).

A superdose fatal é rara com qualquer benzodiazepínico, a menos que ele seja consumido concomitantemente com álcool ou outro depressor do sistema nervoso central.

beribéri - Ver Síndrome de Deficiência de Tiamina.

bestialidade - Refere-se ao coito entre humanos e animais. No contexto cultural, alguns povos acreditam descenderem de tais uniões. Ver Práticas Sexuais.

betacaroteno - Faz parte da composição da vitamina A junto com o retinol. A Vitamina A é o retinol. O caroteno (beta-caroteno), pigmento de algumas plantas ( vegetais amarelos e verdes: cenoura, mamão papaia e pêssego), é convertido em vitamina A pelo organismo. Está relacionada à visão e à manutenção da integridade da pele como também com o crescimento ósseo, com a reprodução e com o desenvolvimento embriológico. É discutível usá-la na prevenção do câncer. Ocorre também nos óleos de peixe, fígado, gema de ovo, mas sua principal fonte são os vegetais amarelos e verdes, e a batata doce. A dieta normal contém quantidades suficientes de retinol. A sua deficiência gera um distúrbio da visão denominado cegueira noturna e pode ser devida a falta de ingestão ou a distúrbios na sua absorção ao nível do estômago-duodeno. É rara na III Idade. Pode ocorrer em dietas restritivas que só contenham arroz, feijão e batata, por exemplo, comum em nosso meio. É comum no alcoolismo e também em pessoas que se utilizam com freqüência de determinados medicamentos, como a colchicina para o tratamento da gota, por ex. A sua intoxicação leva ao aumento na pressão intracraniana, com dores de cabeça e vômitos. Pode ocorrer o coma. Pode ser útil no tratamento da otosclerose. 

bicultural - Indivíduo ou grupo que possuí valores, normas, conhecimento, experiências e habilidades características de duas culturas ou grupos étnicos. Isto ocorre, p.ex., com pessoas criadas por pais de dois diferentes grupos étnicos ou culturais, ou que vivem com uma família de um dado grupo étnico ou cultural e estudam em uma escola ou trabalham em uma comunidade de outro grupo étnico ou cultural, ou ainda com filhos de pais exilados num país estrangeiro.

bilíngüe - Um conceito que indica fluência em dois idiomas; em geral, implica familiaridade com as culturas associadas com estes idiomas. Vários critérios operacionais têm sido utilizados para determinar o bilingüismo (p.ex., mínimo de três anos vivendo e falando numa língua e cultura; ou mínimo de sete anos para alguns tradutores).

 

bipolar, transtorno (PMD) - Transtorno Bipolar é um transtorno caracterizado por dois ou mais episódios de alteração do humor onde o nível de atividade do sujeito está profundamente perturbado, sendo que este distúrbio consiste em algumas ocasiões de uma elevação patológica do humor e aumento da energia e da atividade (hipomania ou mania) e em outras, de um rebaixamento patológico do humor e de redução da energia e da atividade (depressão). Pacientes que sofrem somente de episódios repetidos de hipomania ou mania são classificados como bipolares. Esse transtorno chamava-se Psicose Maníaco-Depressiva até antes de editar-se o CID.10.

O DSM.IV já classifica o Transtorno Afetivo Bipolar em dois tipos: Bipolar I e Bipolar II. A característica essencial do Transtorno Bipolar I é um curso clínico caracterizado pela ocorrência de um ou mais Episódios Maníacos ou Episódios Mistos. Com freqüência, mas não obrigatoriamente, os indivíduos também tiveram um ou mais Episódios Depressivos Maiores. A característica essencial do Transtorno Bipolar II é um curso clínico marcado pela ocorrência de um ou mais Episódios Depressivos Maiores, acompanhados por pelo menos um Episódio Hipomaníaco. Os Episódios Hipomaníacos não devem ser confundidos com os vários dias de eutimia que podem seguir-se à remissão de um Episódio Depressivo Maior.

bissexualidade - Atividade sexual com membros de ambos os sexos. Algumas culturas estimulam a atividade sexual ritual com o mesmo sexo, em determinadas circunstâncias. Ver Práticas Sexuais.

blecaute - Ver Apagamento.

bouffée delirante - Ver Baforada Delirante.

bloqueio - Dificuldade de recordar ou súbita interrupção no fluxo de pensamentos ou fala devido a fatores emocionais que geralmente são inconscientes.

borderline - personalidade - Patologicamente podemos dizer que a pessoa portadora de Personalidade Borderline, embora seja bem menos perturbada que os psicóticos, são muito mais complexas que os neuróticos, embora não apresentem deformações de caráter típicas das personalidades sociopáticas. Na realidade, o Borderline tem séria limitação para usufruir as disponibilidades de opção emocional diante dos estímulos do cotidiano e, por causa disso, pequenos estressores são capazes de enfurecê-lo.

São indivíduos sujeitos a acessos de ira e verdadeiros ataques de fúria ou de mau gênio, em completa inadequação ao estímulo desencadeante. Essas crises de fúria e agressividade acontecem de forma inesperada, intempestivamente e, habitualmente, tem por alvo pessoas do convívio mais íntimo, como os pais, irmãos, familiares, amigos, namoradas, cônjuges, etc.

Embora o Borderline mantenha condutas até bastante adequadas em grande número de situações, ele tropeça escandalosamente em certas situações triviais e simples. O limiar de tolerância às frustrações é extremamente susceptível nessas pessoas.

bricomania - Ver bruxismo.

bruxaria - Ver feitiçaria.

bruxismo - Consiste num ranger de dentes ou numa contração dos músculos mandibulares associados, quase sempre, à fase 2 do sono. Pode ser acompanhado de alterações neurovegetativas e, em alguns indivíduos, é possível evocá-lo por estímulos auditivos.

bufê delirante (bouffée délirante) - Condição psicótica aguda e transitória associada com turvação da consciência, excitação psicomotora e comportamento agitado, seguida de amnésia anterógrada. O quadro agudo tem bom prognóstico (como de praxe nos quadros agudos da psiquiatria).

Em essência (e fisiopatologicamente), o Bufê Delirante se assemelha às psicoses agudas e transitórias, relacionadas a estresse agudo. A descrição original da apresentação clínica contém cinco características cardinais:

1. início abrupto,
2. delírios estruturados com alucinações ocasionais,
3. um certo grau de turvação da consciência associada com instabilidade emocional,
4. ausência de sinais físicos e
5. uma remissão rápida e completa.

Mais recentemente, outras características têm sido assinaladas: a possibilidade de precipitação por estressores psicossociais, o alto risco de recorrência de episódios após intervalos assintomáticos e a independência nosológica do episódio em relação à esquizofrenia, ainda que um estado (crônico) de esquizofrenia possa desenvolver-se após uma ou mais recaídas.

Um dos sinônimos nosográficos do Bufê Delirante é a Psicose Reativa Breve.

A Psicose Reativa Breve se caracteriza pelo aparecimento abrupto dos sintomas psicóticos sem a existência de sintomas pré-mórbidos e, habitualmente, seguindo-se à um estressor psicossocial. Os sinais e sintomas clínicos são similares àqueles vistos em outros distúrbios psicóticos, como na Esquizofrenia e nos Transtornos Afetivos com Sintomas Psicóticos. O prognóstico é bom e a persistência de sintomas residuais não ocorre. Durante o surto observa-se incoerência e acentuado afrouxamento das associações, delírios, alucinações e comportamento catatônico ou desorganizado. Há componentes afetivos com mudanças bruscas de um afeto para outro, perplexidade e confusão.

A Organização Mundial de Saúde, através da Classificação Internacional de Doenças (CID), recomenda que esta categoria de psicose deve ser restringida ao pequeno grupo de afecções psicóticas, em grande parte ou totalmente atribuídas a uma experiência existencial recente. Deve ser entendida como uma alteração psicótica na qual os fatores ambientais tem a maior influência etiológica.

Trata-se de reações cuja natureza não é só determinada pela situação psicotraumática, mas também pelas predisposições da personalidade. A maioria das reações psíquicas mórbidas desenvolve-se em função de uma perturbação de caráter que predispõe a elas. Tal perturbação será fruto de um desenvolvimento psicorreativo anormal.

O desenvolvimento da Psicose Reativa pode satisfazer a necessidade do paciente em representar, simbolicamente, a si e aos outros através da natureza interna de suas contradições, angústias e paixões, numa espécie de falência aguda de sua capacidade de adaptação a uma situação sofrível.

bulimia - Apetite e ingestão excessivos de alimentos associados com transtornos metabólicos, cerebrais ou funcionais. Sinonímia: hiperfagia, megafagia.

bulimia nervosa (F50.2) - Ataques repetidos de hiperfagia e preocupação excessiva com o controle do peso corporal, que levam a um padrão de hiperfagia seguida de vômitos ou do uso de laxantes. Os vômitos repetidos causam freqüentemente transtorno eletrolítico e complicações físicas. A bulimia nervosa às vezes é precedida, de poucos meses a vários anos, por um episódio de anorexia nervosa. Sinonímia: Hiperorexia Nervosa.

bulimia nervosa atípica (F50.3) - Transtorno que corresponde a algumas das características da bulimia nervosa, mas cuja apresentação clínica global não justifica esse diagnóstico. Ver Bulimia Nervosa.

burnout - Termo que designa uma síndrome caracterizada por exaustão física e emocional, despersonalização, percepção (real ou imaginária) de diminuição da capacidade laboral, sensação de fracasso pessoal e insônia. Pode-se encontrar ainda depressão, suscetibilidade aumentada para doenças físicas, uso de álcool ou outras drogas para obter alívio e, em alguns casos, suicídio. Esta síndrome, originalmente descrita nos Estados Unidos, é geralmente considerada como uma reação de estresse frente a inexoráveis exigências emocionais, ou por dedicação excessiva ao trabalho e uma negligência em relação à família e ao lazer. Parece ser uma síndrome relacionada à cultura, com maior prevalência em sociedades urbanas industrializadas, onde predomina o status conquistado.

buspirona - Um ansiolítico não benzodiazepínico. Considera-se atualmente que tem um potencial de dependência desprezível. Ver Sedativo/Hipnótico.