|
-
A -
aa
- Alcoólicos
Anônimos. Ver grupo dos 12 passos.
abreação - Ver catarse.
abstêmio - Ver Abstinência.
abrigo transitório - Residência
especializada para indivíduos que não
necessitam de hospitalização plena,
mas que precisam de um grau intermediário
de atendimento, antes de voltar a convivência
normal dentro da comunidade.
abstinência
- Abstenção do uso
de droga ou (particularmente) de bebidas
alcoólicas, por questão
de princípio ou por outras razões.
O indivíduo que pratica a abstinência
é chamado de abstêmio.
Deve-se, no entanto, diferenciar abstêmio
(que não bebe ou não usa
drogas) de abstinente (que não
está, atualmente, bebendo; que
não está, atualmente,
usando drogas). A expressão "atualmente
abstinente", freqüentemente
usada em levantamentos populacionais,
geralmente define uma pessoa que não
ingeriu bebidas alcoólicas nos
últimos 12 meses; esta definição
não coincide necessariamente
com a descrição que o
próprio indivíduo faz
de si como um abstêmio. O termo
"abstinência" não
deve ser confundido com "síndrome
de abstinência". Ver Temperança;
Síndrome de Abstinência.
abstinência condicionada
- Síndrome com sinais
e sintomas semelhantes à abstinência,
geralmente vivenciados por indivíduos
dependentes de álcool ou opiáceos,
que são expostos a estímulos
previamente associados com ouso de álcool
ou outras drogas. De acordo com a teoria
clássica do condicionamento,
estímulos ambientais não
condicionados, temporariamente associados
a reações de abstinência,
tornam-se estímulos condicionados
capazes de eliciar os mesmos sintomas
de abstinência. Em outra versão
da teoria do condicionamento, uma resposta
inata compensatória aos efeitos
de uma substância (tolerância
aguda) torna-se condicionada e associada
aos estímulos relacionados ao
uso da substância. Se os estímulos
são apresentados sem a efetiva
administração da substância,
a resposta condicionada é eliciada
como uma reação compensatória
do tipo da abstinência.
abstinência protraída
- Ocorrência de sintomas da síndrome
de abstinência, geralmente leves,
mas desconfortáveis, por várias
semanas ou meses após a síndrome
de abstinência física aguda
ter passado. Esta é uma condição
encontrada em dependentes do álcool,
dependentes de sedativos, e dependentes
de opióides. Os sintomas psíquicos
tais como ansiedade, agitação,
irritabilidade e depressão são
mais proeminentes que os sintomas físicos.
Os sintomas podem ser precipitados ou
exacerbados pela visão do álcool
ou da droga de dependência, ou
pelo retorno ao ambiente previamente
associado ao uso de álcool ou
de outra droga. Ver Abstinência
Condicionada.
abstinência, sintomas de - Efeitos
físicos e mentais da retirada de substâncias
aditivas dos clientes que se tornaram
dependentes delas.
abulia
e hipobulia - Por Hipobulia e Abulia
entende-se, respectivamente, a diminuição
e a total incapacidade do potencial
volitivo. Esse enfraquecimento da vontade
pode ocorrer, fugazmente em indivíduos
normais, em estados de fadiga ou em
conseqüência de trauma emocional intenso.
Nessa situação há lentidão concomitante
das ações e dos movimentos (bradibulia
e bradicinesia).
A debilidade da vontade é observada
em todos os estados de depressão e de
inibição. A Hipobulia pode ser permanente
nas esquizofrenias e em oligofrênicos
apáticos. O tipo mais característico
de debilidade volitiva é encontrado
na depressão, na qual a vontade está
inibida em todo o período de duração
do acesso. Em estados depressivos a
Hipobulia é duradoura, onde surge junto
com a baixa volição as típicas dificuldade
de decisão.
abuso
- Tudo que vai além
do uso habitual ou sancionado. No campo
da saúde mental é utilizado
com duas acepções principais:
1. Maus-tratos, ameaças ou lesões
infligidos a outrem, de natureza física,
psicológica ou moral (dos quais
o abuso sexual, particularmente de menores,
é uma variedade particular).
Ver Privação; Síndrome
de Maus-Tratos; Vitimologia. 2. Uso
excessivo ou inadequado de substâncias,
p.ex., álcool ou outras drogas,
que pode resultar em dano à saúde
ou em um aumento de risco a tal dano.
Ver abuso (de droga, de álcool,
de substâncias, de produtos químicos
ou de substâncias psicoativas);
Abuso de Substâncias que não
Produzem Dependência; Transtorno
por uso de Cafeína; Transtorno
por uso de Substância Psicoativa;
uso Nocivo.
abuso
de drogas
- No DSM.IV e na CID.10, fala-se em
Abuso de Substância, de modo genérico,
especificando-se daí, qual a substância
abusada. A característica essencial
do Abuso de Substância é um padrão mal-adaptativo
de uso de substância, manifestado por
conseqüências significativamente danosas
e recorrentes relacionadas ao uso repetido
da substância.
Em decorrência do abuso da substância pode haver um fracasso repetido
em cumprir obrigações importantes, pode
haver uso repetido em situações nas
quais isto apresenta perigo físico,
múltiplos problemas legais e problemas
sociais e interpessoais recorrentes.
Esses problemas devem acontecer de maneira
recorrente (com recaídas), durante um
período de 12 meses.
À diferença entre Dependência de Substância e Abuso de Substância, diz
respeito à tolerância (aumento na quantidade
consumida), abstinência (crise por falta
da substância) ou um padrão de
uso compulsivo, quando há dependência.
Embora um diagnóstico de Abuso de Substância
seja mais provável em indivíduos que
começaram recentemente a consumi-la,
alguns indivíduos continuam por um longo
período de tempo sofrendo as conseqüências
sociais adversas relacionadas à substância,
sem desenvolverem evidências de Dependência
de Substância. A categoria Abuso de
Substância não se aplica à nicotina
e à cafeína.
O indivíduo pode repetidamente apresentar intoxicação ou outros sintomas
relacionados à substância, quando deveria
cumprir obrigações importantes relativas
a seu papel no trabalho, na escola ou
em casa. Pode haver repetidas ausências
ou fraco desempenho no trabalho, relacionados
a "ressacas" recorrentes.
Um estudante pode ter ausências, suspensões
ou expulsões da escola relacionadas
à substância. Enquanto intoxicado, o
indivíduo pode negligenciar os filhos
ou os afazeres domésticos. A pessoa
pode apresentar-se repetidamente intoxicada
em situações nas quais isto representa
perigo físico (por ex., ao dirigir um
automóvel, operar máquinas ou em comportamentos
recreativos arriscados, tais como nadar
ou praticar montanhismo).
Podem ser observados problemas legais
recorrentes relacionados à substância
(por ex., detenções por conduta desordeira,
agressão e espancamento, direção sob
influência da substância). O indivíduo
pode continuar utilizando a substância,
apesar de uma história de conseqüências
sociais ou interpessoais indesejáveis,
persistentes ou recorrentes (por ex.,
conflito com o cônjuge ou divórcio,
lutas corporais ou verbais).
abuso
de substâncias que não produzem dependência
(F55) - Definido na CID-10 como o uso repetido
e inadequado de uma substância isenta
de potencial de dependência, que se
acompanha de efeitos físicos ou psicológicos
nocivos ou envolve um contato desnecessário
com profissionais da saúde (ou ambos).
Esta categoria poderia ser mais apropriadamente
chamada de "abuso de substâncias
não psicoativas" (Cottpare com
U50 INDEVIDO DE ÁLCOOL OU DROGA). Na
CID-10, este diagnóstico está incluído
na secção "Síndromes comportamentais
associadas a perturbações fisiológicas
e fatores físicos" (F50-F59).
Uma ampla variedade de medicamentos à venda sob prescrição médica ou de
venda livre e de remédios populares
e fitoterápicos pode estar envolvida.
Os grupos particularmente importantes
são:
a)
drogas psicotrópicas que não produzem
dependência, tais como os antidepressivos
e teurolépticos;
b) laxativos (o uso inadequado dos
mesmos é chamado de "hábito laxativo");
c) analgésicos que podem ser comprados
sem prescrição médica, tais como aspirina
(ácido acefilsalicílico) e paracetamol
(acetaminofeno);
d) esteróides e outros hormônios;
e) vitaminas;
f) antiácidos.
Embora
estas substâncias não produzam, tipicamente,
efeitos psíquicos agradáveis, as tentativas
de desencorajar ou proibir o seu uso
freqüentemente encontram resistência.
A despeito da forte motivação do paciente
para tomar a substância, não há o desenvolvimento
de síndrome de dependência nem de síndrome
de abstinência. Estas substâncias não
têm potencial de dependência no sentido
de efeitos farmacológicos intrínsecos,
mas são capazes de induzir dependência
psicológica.
abuso
(de droga, de álcool, de substâncias,
de produtos químicos ou de substâncias
psicoativas) - Grupo de termos muito
utilizado embora com significados variáveis.
No DSM-IIIR, "abuso de substância
psicoativa" é definido como
"padrão de uso desajustado
indicado pela continuação
desse uso, apesar do indivíduo
reconhecer que tem um problema social,
ocupacional, psicológico ou físico,
recorrente ou persistente, que é
causado ou exacerbado pelo uso, recorrente
ou não [da substância em
questão] em situações
nas quais ele é fisicamente perigoso".
E uma categoria residual, sendo que
o diagnóstico de dependência
a precede, quando ambos coexistirem.
O termo "abuso" é algumas
vezes utilizado de forma desaprovadora
ao se referir a qualquer tipo de uso,
particularmente o de drogas ilícitas.
Devido à sua ambigüidade,
o termo não é usado na
CID-10 (exceto no caso de substâncias
que não produzem dependência
— ver abaixo); uso nocivo e uso
arriscado são termos equivalentes
a abuso na terminologia da OMS, embora
eles geralmente se relacionem somente
aos efeitos sobre a saúde e não
às conseqüências sociais.
"Abuso" também é
desestimulado pelo Escritório
de Prevenção do Abuso
de Substâncias dos EUA, embora
expressões como "abuso de
substâncias" permaneçam
em amplo uso na América do Norte,
para se referir, de modo geral, aos
problemas do uso de substâncias
psicoativas.
Em outros contextos, abuso
já indicou padrões de
uso não-médico ou desaprovado,
independentemente das conseqüências.
Assim, a definição publicada
em 1969 pela Comissão de Peritos
da OMS em Dependência de Drogas
foi "uso excessivo" de droga,
persistente ou esporádico, inconsistente
ou sem relação com a prática
médica aceitável"
(Ver Uso indevido de Álcool ou
Droga).
abuso
de analgésicos - Ver
abuso de substâncias que não
produzem dependência.
abuso de antiácidos
- Ver abuso de substâncias que
não produzem dependência.
abuso de antidepressivos - Ver abuso
de substâncias que não
produzem dependência.
abuso de barbitúricos - Ver
transtorno por uso de substância
psicoativa.
abuso de drogas -
Ver Abuso (de droga, de álcool,
de substâncias, de produtos químicos
ou de substâncias psicoativas);
Transtorno Por Uso De Substância
Psicoativa; Uso De, Múltiplas
Drogas.
abuso
de esteróides - Ver Abuso
de Substâncias que não
produzem dependência.
abuso de hormônios
- Ver abuso de substâncias que
não produzem dependência.
abuso de medicamentos populares
- Ver abuso de substâncias
que não produzem dependência.
abuso de plantas medicinais - Ver
abuso de substâncias que não
produzem dependência.
abuso de substância -
Ver abuso (de droga, de álcool,
de substâncias, de produtos químicos
ou de substâncias psicoativas).
abuso de substâncias psicoativas
- Ver Abuso (de droga, de álcool,
de substâncias, de produtos químicos
ou de substâncias psicoativas);
uso nocivo; transtorno por uso de substâncias.
abuso de substâncias que
não produzem dependência
(F55) - Definido na CID-10
como o uso repetido e inadequado de
uma substância isenta de potencial
de dependência, que se acompanha
de efeitos físicos ou psicológicos
nocivos ou envolve um contato desnecessário
com profissionais da saúde (ou
ambos). Esta categoria poderia ser mais
apropriadamente chamada de "abuso
de substâncias não psicoativas"
(Compare com uso indevido de álcool
ou droga). Na CID-10, este diagnóstico
está incluído na secção
"Síndromes comportamentais
associadas a perturbações
fisiológicas e fatores físicos"
(F50-F59). Uma ampla variedade
de medicamentos à venda sob prescrição
médica ou de venda livre e de
remédios populares e fitoterápicos
pode estar envolvida. Os grupos particularmente
importantes são:
a) drogas psicotrópicas que não
produzem dependência, tais como
os antidepressivos e neurolépticos;
b) laxativos (o uso inadequado dos mesmos
é chamado de "hábito
laxativo");
c) analgésicos que podem ser
comprados sem prescrição
médica, tais como aspirina (ácido
acetilsalicílico) e paracetamol
(acetaminofeno);
d) esteróides e outros hormônios;
e) vitaminas; e
f) antiácidos.
Embora estas substâncias não
produzam, tipicamente, efeitos psíquicos
agradáveis, as tentativas de
desencorajar ou proibir o seu uso freqüentemente
encontram resistência. A despeito
da forte motivação do
paciente para tomar a substância,
não há o desenvolvimento
de síndrome de dependência
nem de síndrome de abstinência.
Estas substâncias não têm
potencial de dependência no sentido
de efeitos farmacológicos intrínsecos,
mas são capazes de induzir dependência
psicológica.
abuso
de vitaminas - Ver abuso de
substâncias que não produzem
dependência.
abuso físico de menores
- Ver abuso infantil.
abuso
infantil
- Maus tratos de uma criança,
seja por negligência, por exploração
intencional ou por lesão. O abuso
infantil pode assumir várias
formas; na prática, combinações
de diferentes formas são mais
a regra do que a exceção.
Negligência consiste na
falha dos pais ou de quem cuida da criança
em fornecer cuidados e orientação
adequados.
Abuso físico pode envolver violência
física, envenenamento sistemático
ou outras lesões não acidentais;
é, às vezes,referido como
síndrome da criança espancada.
Abuso sexual usualmente envolve contato
genital cuja gravidade pode variar de
carícias íntimas ao estupro
com lesões físicas. A
pornografia infantil e a prostituição
forçada de menores são
incluídas nesta categoria.
Abuso psicológico refere-se à
submissão deliberada e repetitiva
de uma criança a medo, rejeição,
humilhação, solidão
e outros estados psicológicos
dolorosos.
abuso sexual na infância - Ver abuso infantil.
abuso
sexual intrafamiliar - Utiliza-se esta expressão para caracterizar o abuso sexual infantil
que ocorre dentro do sistema familiar
da criança. O agressor pode ser o pai,
um irmão, um primo, ou seja: pessoas
com relação de consangüinidade com a
criança. Mas também é agressor intrafamiliar
um padrasto, um novo namorado da mãe
da criança (que a criança conheça),
um amigo muito íntimo da família, enfim:
todos aqueles que mesmo sem nenhum grau
de parentesco têm um certo convívio
com a criança a ponto de travar com
ela laços afetivos. O abuso sexual intrafamiliar
também pode ser chamado de relação de
incesto.
acalculia do desenvolvimento - Ver
transtorno específico de habilidades
aritméticas.
acatisia
- Acatisia é uma condição psicomotora
onde o paciente sente uma grande dificuldade
em permanecer parado, sentado ou imóvel.
A
Acatisia como efeito colateral dos neurolépticos,
notadamente os incisivos (haloperidol,
flufenazina e trifuoperidol) ocorre
geralmente após o terceiro dia de uso
da medicação. Clinicamente é caracterizado
por inquietação psicomotora, desejo
incontrolável de movimentar-se e sensação
interna de tensão. O paciente assume
uma postura típica de levantar-se a
cada instante, andar de um lado para
outro e, quando compelido a permanecer
sentado, não para de mexer suas pernas.
Há um movimento constante e continuado
de mexer as pernas como se o paciente
estivesse marchando sem sair do lugar.
A Acatisia não responde bem aos anticolinérgicos
ou ansiolíticos e o clínico é obrigado
a decidir entre a manutenção do tratamento
com o antipsicótico com aquelas doses
e o desconforto da sintomatologia da
Acatisia. Com freqüência é necessário
a diminuição da dose ou mudança para
outro tipo de antipsicótico. Quando
isso acontece normalmente pode-se recorrer
aos Antipsicóticos Atípicos.
acetaldeído
- O principal metabólito do etanol.
O acetaldeído é formado
pela oxidação do etanol,
reação esta que é
catalisada principalmente pela enzima
alcooldesidrogenase. Ele é transformado
(oxidado) em acetato pela enzima aldeidodesidrogenase.
O acetaldeído é uma substância
tóxica, envolvida na reação
de rubor pelo álcool e em certas
seqüelas físicas do consumo
de álcool. Ver droga sensibilizadora
ao álcool; dissulfiram.
acidente
vascular cerebral - Perturbação súbita da função cerebral
atribuível a uma doença
vascular, principalmente trombose, hemorragia
ou embolia. Sinonímia:
derrame cerebral.
ácido nicotínico, niacina ou vit.B3 - Refere-se a dois compostos: ácido nicotínico e nicotinamida.
É um tipo de vitamina B que não possui
grande capacidade de se armazenar no
organismo, daí sua deficiência isolada
ser mais fácil de ocorrer. Tem função
no processo respiratório das células.
Ocorre em inúmeros alimentos, principalmente
carne, leite e ovos. Dieta à base de
milho favorece a deficiência de niacina,
mas o alcoolismo é a sua principal causa.
Sua deficiência gera a pelagra, doença
caracterizada por manifestações cutâneas
(manchas escuras em áreas expostas à
luz), diarréia, emagrecimento e irritabilidade.
Ocorre lesões nos cantos da boca e na
língua. Nas formas graves ocorre quadro
de demência, podendo surgir crises convulsivas
e alucinações. A maioria dos produtos
vitamínicos comerciais só contém
a nicotinamida.
Em doses elevadas contribui no tratamento do aumento de gorduras no sangue
(triglicerídeos e colesterol). Durante
algum tempo a niacina foi tentada no
tratamento de certos distúrbios psiquiátricos,
como a esquizofrenia, mas sem resultados
positivos. Altas doses da niacina podem
provocar vasodilatação e dores abdominais.
acinesia - Abolição
de toda motricidade, inclusive a neuromotricidade,
como acontece no parkinsonismo; o estado
de dificuldade para iniciar movimentos
ou trocar de um padrão motor
para outro associado à doença
de Parkinson.
aconselhamento genético - Aplicação
dos princípios e dados específicos
da genética médica à
estimativa de riscos de ocorrência
ou recorrência de transtornos
transmissíveis por herança
e o provimento, a famílias e
indivíduos, de informação
e orientação pertinentes
à prevenção, diagnóstico,
prognóstico e controle desses
transtornos.
aconselhamento sexual - Orientação,
apoio ou educação de um
indivíduo que se apresenta com
problemas ou questões relativas
ao relacionamento sexual — com
pessoas do sexo oposto (aconselhamento
heterossexual), do mesmo sexo (aconselhamento
sobre homossexualidade), ou de ambos
os sexos (aconselhamento sobre bissexualidade).
Os problemas não são estritamente
classificáveis como perturbações
psiquiátricas; são mais
dificuldades encontradas na tentativa
de relacionamento efetivo com o/a parceiro/a
sexual. O aconselhamento conjugal é
uma forma de aconselhamento de heterossexualidade
que aborda mais outros aspectos do funcionamento
do casal do que a sexualidade.
aconselhamento sobre bissexualidade
- Ver aconselhamento
sexual.
aconselhamento sobre homossexualidade
- Ver aconselhamento sexual.
acontecimento estressante da
vida - Qualquer ocorrência
ambiental que exige mudança no
ajustamento futuro da vida, tal como
mudanças de habitat, ingresso
na escola ou graduação,
mudanças ou fracassos no emprego,
separações importantes,
nascimentos e falecimentos na família.
Tais eventos podem ser causas necessárias,
porém não suficientes
de doença e podem ser responsáveis,
em parte, pela duração
da enfermidade.
acrofobia
- Um medo mórbido de
alturas.
acting
out - Expressão de conflitos ou
sentimentos emocionais inconscientes
através de ações, em vez de palavras.
A pessoa não tem consciência do significado
desses atos. O acting out pode ser nocivo
ou, em situações controladas, terapêutico.
aculturação
- Processo de mudança
de cultura e seus efeitos, quer em um
indivíduo quer em um grupo, como
resultado de contato contínuo
entre membros de grupos culturalmente
distintos. Grupos em contato um com
o outro freqüentemente compartilham
aspectos de sua cultura com a de outros,
mas o menor ou o mais fraco destes grupos
adota mais aspectos da cultura dominante
do que a cultura dominante dos grupos
mais fracos e menores.
adição
- Forte dependência emocional e
fisiológica de uma substância química
que progrediu além do controle voluntário.
adaptação -
Processo no qual indivíduos ou
populações procedem a
ajustamentos biológicos, comportamentais
ou psicológicos para sobreviver
em um ambiente, uma cultura ou uma sociedade
particular. Um indivíduo pode
adaptar-se ou competir com sucesso em
um ambiente altamente estressante através
de processos fisiológicos (p.ex.,
adrenalina e outros hormônios)
ou através de mecanismos psicossociais
(p.ex., meditação, repouso,
isolamento). A falha em adaptar-se a
circunstâncias socioculturais
coloca o indivíduo em risco de
desenvolver diversos tipos de transtornos
psiquiátricos.
adicção à
droga ou ao álcool - Neologismo
inadequado (maltraduzido do Ingl. ou
do Cast.) e fortemente desaconselhado
que designa o uso repetido de substância(s)
psicoativa(s), de forma que o usuário
(chamado adicto) fica periódica
ou cronicamente intoxicado, demonstra
uma compulsão para tomar a(s)
substância(s) preferida(s), tem
grande dificuldade em interromper ou
modificar voluntariamente o uso da substância
e mostra determinação
para obter a substância de qualquer
maneira.
Addictionem (Lat. tendência, inclinação
ou predisposição a) gerou
os termos equivalentes addiction (Ingl.)
e adicción (Cast.), entretanto
não gerou nenhuma palavra em
Port. e não se encontra consignado
nem mesmo nos mais recentes dicionários
da língua portuguesa. Apesar
de não ser um termo diagnóstico
na CID-10, continua a ser amplamente
utilizado por profissionais e principalmente
pelo público em geral, mas seu
uso é desaconselhado, mesmo na
língua inglesa.
afasia
- Uma perda completa da função
simbólica da fala relacionada
à compreensão e à
expressão do significado por
meio de palavras. As várias formas
de afasia dependem do local da lesão
cerebral e são geralmente subdivididas
em categorias motora e sensorial, envolvendo
a produção e compreensão
da fala respectivamente. Na forma de
afasia de desenvolvimento, é
possível que não se encontre
lesão cerebral.
afasia adquirida com epilepsia
- Ver síndrome de Landau-Kleffner.
afasia
de broca - é uma Afasia na qual o paciente, embora sabendo o que deseja falar ou
expressar, vê-se impossibilitado de
fazê-lo devido à lesão dos centros neurológicos
necessários à coordenação dos movimentos
responsáveis pela emissão daqueles sons
adequados para esta comunicação.
afasia
de expressão do desenvolvimento
- Ver Transtorno Da Expressão
Verbal.
afasia de wernicke - Uma
incapacidade de compreender a linguagem
falada ou escrita e, em especial, para
entender ou comunicar-se através
de linguagem falada e nomear objetos
ou qualidades. A leitura e a escrita
estão secundariamente prejudicadas.
A lesão, na maioria das vezes
vascular, dá-se geralmente no
córtex associativo da primeira
circunvolução temporal
do hemisfério dominante. Em crianças,
esta perturbação pode
ocorrer como um transtorno específico
do desenvolvimento (F80.2). Ver Jargonofasia.
afasia receptiva -
Ver afasia de wernicke.
afeto
- Um padrão de comportamento
observáveis que expressa de um estado
emocional subjetivamente vivenciado.
Exemplos comuns de afeto são tristeza,
euforia e raiva. Contrastando com humor,
que se refere a um “clima” emocional
mais abrangente e constante, afeto refere-se
a alterações mais flutuantes no “clima”
emocional. O que é considerado a faixa
normal de expressão do afeto varia consideravelmente,
tanto dentro quanto entre as diferentes
culturas. As perturbações do afeto incluem:
embotado.
Redução significativa da intensidade
da expressão emocional.
inadequado.
Discordância entre a expressão afetiva
e o conteúdo do discurso ou da ideação.
instável.
Variabilidade anormal do afeto com
mudanças repetidas, rápidas e abruptas
na expressão afetiva.
plano.
Ausência ou quase ausência de quaisquer
sinais de expressão afetiva.
restrito
ou constrito. Leve redução na
faixa e intensidade da expressão emocional.
afonia - A incapacidade de
produzir sons vocais, resultante de
um transtorno orgânico ou emocional.
agitação -
Inquietação marcante e
atividade motora excessiva, acompanhadas
de ansiedade.
agnosia - Uma perda
ou diminuição da capacidade
de reconhecer objetos, resultante de
um transtorno perceptivo que afeta a
interpretação de estímulos
sensoriais.
agonista - Uma substância
que age no receptor neuronal e produz
efeitos semelhantes aos de uma substância
de referência; por exemplo, a
metadona é um agonista semelhante
à morfina nos receptores de opióides.
agorafobia
(F40.0) - Um grupo de fobias
bem definido que inclui, entre outras:
medo de sair de casa, de entrar em lojas,
de multidões e lugares públicos,
de viajar sozinho em trens, ônibus
e aviões. Ataques de pânico
são manifestações
freqüentes. Sintomas depressivos
e obsessivos e fobias sociais estão
também presentes como aspectos
subsidiários. A esquiva de situações
fobígenas é bem acentuada
e alguns agorafóbicos demonstram
pouca ansiedade, devido à sua
capacidade de evitar situações
que lhes causam fobias. Esta condição
foi descrita por Westphal, em 1872,
como um medo mórbido de grandes
lugares abertos. Ver Transtorno De Pânico.
agrafia - Em
sua forma completa, uma inabilidade
para expressar idéias por escrito,
que não está relacionada
a uma disfunção da capacidade
motora, da fala ou da compreensão;
encontra-se associada com uma lesão
na parte posterior do giro frontal médio
do hemisfério cerebral dominante.
A agrafia é comumente associada
com alexia, como um sintoma de assimbolia
visual.
agressão - Hostilidade,
ameaças verbais e/ou ataque comportamental
de uma pessoa contra a outra. Os valores
e costumes referentes à agressão,
à maneira de expressá-la
ou controlá-la, e à prevalência
da mortalidade ou morbidade resultantes
de agressão difere bastante entre
culturas. A agressão pode ser
proibida dentro de um grupo, mas aprovada
se dirigida para fora do mesmo.
agitação
(agitação psicomotora) - Atividade
motora excessiva. Associada com um sentimento
de tensão interna. A atividade geralmente
é improdutiva e repetitiva e consistem
de comportamento tais como caminhar
a esmo. Remexer-se, retorcer as mãos,
puxar as roupas e incapacidade de ficar
sentado quieto.
AIDS/SIDA
- A Síndrome
da Imunodeficiência Adquirida
(Ingl: Acquired Immunodeficiency Syndrome)
é uma doença infecciosa
causada por um retrovírus, o
vírus da imunodeficiência
humana (VIH).
O vírus se propaga pelo contato
com fluidos corporais (p.ex., sangue,
sêmen) de uma pessoa infectada.
O VIH infecta e elimina os linfócitos
do tipo T4 (células auxiliares-indutoras).
Muitos dos transtornos neuropsiquiátricos
associados ao VIH podem ser devidos
a uma ação neurotrópica
direta do vírus. A AIDS/SIDA
se manifesta através de uma ou
mais doenças indicadoras, tais
como sarcoma de Kaposi, linfoma primário
do SNC, leucoencefalopatia progressiva
multifocal e infecções
oportunistas, às quais o indivíduo
é anormalmente vulnerável
devido ao comprometimento de seu sistema
imunológico. Ver Complexo Relacionado
À Aids/ Sida (CRA).
al-anon - Ver Grupo
de Ajuda Mútua; Grupo dos 12
Passos.
alateen
- Organização de adolescentes, filhos
de pais alcoólicos, operando em algumas
comunidades sob a estrutura filosófica
e organizacional dos Alcoólicos Anônimos.
Apresenta uma configuração na qual os
filhos podem receber apoio do grupo,
adquirindo um melhor entendimento sobre
os problemas de seus pais e sobre os
melhores métodos de lidar com eles.
Álcool,
dependência de (alcoolismo)
- Dependência física do álcool, caracterizada
por tolerância ao agente ou desenvolvimento
de fenômenos de abstinência, quando
da cessação ou redução da ingesta. Outros
aspectos da síndrome são a dependência
psicológica e prejuízo no funcionamento
social ou profissional.
álcool
- Na terminologia
química, os álcoois são
um grupo numeroso de compostos orgânicos
derivados de hidrocarbonetos que contêm
um ou mais grupos hidroxila (-OH). O
etanol (ou álcool etílico,
C;HgOH) é um dos membros dessa
classe de compostos, o principal ingrediente
psicoativo das bebidas alcoólicas.
Por extensão, o termo "álcool"
também é usado para referir-se
a bebidas alcoólicas.
O etanol resulta da fermentação
de açúcar. Em condições
habituais, as bebidas produzidas por
fermentação tem uma concentração
de álcool que não ultrapassa
14%. Na produção de bebidas
por destilação, uma mistura
fermentada é fervida e o etanol
que se evapora é recolhido como
um condensado quase puro. Além
do seu uso para consumo humano, o etanol
é usado como combustível,
como solvente e na manufatura química
(Ver Álcool Impróprio
para o Consumo).
O álcool absoluto (etanol anidro)
refere-se ao etanol contendo não
mais do que 1% por massa de água.
Nas estatísticas sobre produção
ou consumo de álcool, álcool
absoluto refere-se ao conteúdo
de álcool (como 100% de etanol)
das bebidas alcoólicas.
O metanol (CHOH), também conhecido
como álcool metílico e
álcool de amido (ou de madeira),
é, do ponto de vista químico,
o mais simples dos álcoois. É
usado como um solvente industrial e
também como um adulterante para
desnaturar o etanol e torná-lo
impróprio para beber (bebidas
metiladas). O metanol é altamente
tóxico; dependendo da quantidade
consumida, pode produzir embaçamento
da visão, cegueira, coma e morte.
Outros álcoois impróprios
para beber, com efeitos potencialmente
nocivos, são consumidos ocasionalmente,
como, p.ex., o isopropanol (álcool
isopropílico, freqüente
em desinfetantes) e etilenoglicol (usado
como anticongelante em automóveis).
O álcool é um sedativo/hipnótico
com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos.
Além dos efeitos sociais do uso,
a intoxicação por álcool
pode resultar em envenenamento e até
morte; o uso excessivo e prolongado
pode resultar em dependência ou
numa ampla variedade de transtornos
mentais orgânicos e físicos.
Os transtornos mentais e de comportamento
decorrentes do uso de álcool
(F10) são classificados como
transtornos decorrentes do uso de substância
psicoativa na CID-10 (F10-F19).
Ver Dano Cerebral relacionado com o
uso de álcool; Síndrome
Amnésica; Cardiomiopatia; Cirrose;
Delirium; Fígado Gorduroso Alcoólico;
Síndrome Fetal Alcoólica;
Gastrite; Hepatite; Miopatia; Neuropatia
Periférica; Pelagra; Pancreatite;
Pseudo-Síndrome de Cushing; Escorbuto;
Síndrome de Deficiência
de Tiamina; Encefalopatia de Wernicke.
álcool absoluto - Etanol
contendo não mais do que 1% de
massa de água. Ver álcool.
álcool de Madeira -
Metanol. Ver álcool.
álcool impróprio
para o consumo - Termo genérico
para produtos contendo etanol, mas não
destinado à ingestão humana.
Muitos produtos industriais (como álcool
desnaturado e álcool para desinfecção)
contêm etanol e são algumas
vezes consumidos como substitutos de
bebidas alcoólicas (Ver ÁLCOOL).
Um termo mais abrangente para produtos
consumidos no lugar de bebidas alcoólicas
é "substituto de álcool",
o qual inclui também desodorantes,
desinfetantes e produtos não
etílicos, tais como o etilenoglicol
(anticongelante).
alcoólatra - Ver
alcoolista.
alcoólico - Ver
alcoolista. Note que alcoólico
pode ser usado tanto como substantivo
(para designar uma pessoa) quanto como
um adjetivo (em geral na expressão
"bebida alcoólica").
alcoólicos
anônimos - Ver Grupo
de ajuda Mútua, Grupo dos 12
Passos.
alcoolismo - Um termo
há muito usado e com significado
variável, geralmente refere-se
a um modo de beber crônico e continuado
ou mesmo ao consumo periódico
de álcool, o qual é caracterizado
pelo comprometimento do controle sobre
o beber, freqüentes episódios
de intoxicação e preocupação
com o álcool e seu uso, apesar
das conseqüências adversas.
O termo alcoolismo foi originalmente
empregado por Magnus Huss em 1849. Até
os anos de 1940, referia-se principalmente
às conseqüências físicas
do beber grandes quantidades, por longo
tempo (alcoolismo Beta na tipologia
de Jellinek). Um conceito mais restrito
é o de alcoolismo como uma doença
(Ver Doença Alcoólica),
caracterizado pela perda do autocontrole
sobre o beber, causado por uma anormalidade
biológica preexistente e tendo
um curso progressivo previsível.
Mais tarde o termo foi usado por Jellinek
e outros para indicar o consumo de álcool
conduzindo a qualquer tipo de dano (físico,
psicológico ou social, individual
ou grupal). Jellinek subdividiu o alcoolismo
assim definido em uma série de
"tipos" designados por letras
gregas (Ver Tipolocia De Jellinek).
A inexatidão do termo levou uma
Comissão de Peritos da OMS, em
1979, a desaprová-lo, preferindo
estreitar a formulação
para síndrome de dependência
do álcool como um dos problemas
relacionados com o álcool. O
alcoolismo não está incluído
como uma entidade diagnóstica
na CID-10 (Ver Síndrome De Dependência).
Apesar de seu significado ambíguo,
alcoolismo é ainda amplamente
usado como termo diagnóstico
e descritivo. Por exemplo, em 1990,
a Sociedade Americana das Dependências
definiu alcoolismo como "uma importante
doença crônica4 primária
com fatores genéticos, psicossociais
e ambientais influenciando seu desenvolvimento
e manifestações. A doença
é com freqüência progressiva
e fatal. Está caracterizada por
contínua ou periódica
perturbação do controle
de ingestão, preocupação
com a substância do álcool;
uso de álcool apesar de suas
conseqüências adversas e
distorções de pensamento,
notadamente, negação".
Outras formulações têm
dividido o alcoolismo em diversos tipos,
alguns vistos como doença e outros
não (Ver Tipologia De Jellinek).
Distinguem-se: (i) alcoolismo essencial
de alcoolismo reativo, onde "essencial"
indica que o alcoolismo não é
secundário nem provocado por
alguma outra condição;
(ii) alcoolismo primário de secundário,
para indicar a ordem de início,
em casos de duplo diagnóstico
e (iii) alcoolismo do tipo I e do tipo
II, tendo o último um componente
genético fortemente ligado ao
sexo masculino. Em uso mais antigo,
a dipsomania (beber episódico)
e adicção ao álcool
referiam-se à perda do controle
de beber; embriaguez também tinha
uma mais ampla relação
com a intoxicação habitual
e seus efeitos prejudiciais. Ver Transtorno
Por Uso De Substância Psicoativa.
alcoolista
- Indivíduo afetado
pelo alcoolismo.
alcoolização -
Ingestão freqüente
de quantias substanciais de bebidas
alcoólicas de forma a manter
um elevado teor de álcool no
sangue. “Alcoolização”
também designa o processo de
aumentar a freqüência do
consumo de álcool. O termo pode
ser aplicado ao bebedor individual ou
à sociedade como um todo. O termo
“alcoolização”
foi originalmente usado no contexto
de modelos franceses de beber e implica
que o beber é mais normatizado
pelas condições socioculturais
que reflexo de uma psicopatologia individual.
Sinonímia: bebedor inveterado.
Ver Tipologia De Jellinek (Alcoolismo
Delta).
alcoologia
- Ramo do conhecimento científico
relacionado ao álcool. Termo
usado predominantemente no idioma francês.
alexia - Em sua forma
completa, uma inabilidade para reconhecer
ou entender palavras, ideogramas, letras
(manuscritas ou em letra de forma) ou
cores devido a uma incapacidade para
reconhecer o significado lingüístico
de padrões visuais; é
associada a uma lesão do giro
occipitotemporal medial do hemisfério
cerebral dominante. O envolvimento da
radiação óptica
causa uma hemianopsia homônima.
A alexia se encontra comumente combinada
com a agrafia, como um sintoma de assimbolia
visual.
alexitimia
- Incapacidade de reconhecer
ou de verbalizar as próprias
emoções. Inicialmente
descrito como um sinal/sintoma psicopatológico,
é, atualmente, também
considerado como um estilo cognitivo-emocional
observado com mais freqüência
em certos grupos (p.ex., mais freqüente
em homens que em mulheres, mais freqüente
em africanos que em europeus).
alienação -
Condição caracterizada
pela perda de relacionamentos significativos
com outros, com sua sociedade ou sua
cultura. Este termo, também usado
num sentido socioeconômico, passou
a substituir o antigo conceito de loucura.
A falha da sociedade em aculturar e
socializar o desenvolvimento individual
pode, por sua vez, produzir ou exacerbar
perturbações psicopatológicas,
tais como despersonalização,
comportamento dissociativo e desavenças
com outros indivíduos.
alienação da adolescência
- Desenvolvimento de antipatia
ou até mesmo hostilidade frente
sua própria sociedade ou cultura,
durante a adolescência. Este fenômeno
pode estar associado a alterações
psicopatológicas, mas pode também
acompanhar mudanças sociais que
implicam a substituição:
(i) de famílias extensas por
famílias nucleares, (ii) de status
atribuído por status conquistado,
(iii) de uma vida centrada na família
por uma vida centrada nos pares, (iv)
de valores religiosos por seculares,
(v) do comunalismo pelo individualismo,
(vi) da estabilidade social por mudanças
sociais e (vii) da moral tradicional
pela moderna. A alienação
durante a adolescência, se generalizada,
pode resultar em problemas psicossociais
epidêmicos8, como, p.ex., abuso
de álcool e drogas, delinqüência,
depressão, conflitos familiares,
gravidez fora do casamento, abandono
escolar, vandalismo e suicídio.
alogia
- Um empobrecimento do pensamento,
inferido pela observação da fala e do
comportamento relativo à linguagem.
As respostas a perguntas podem ser breves
e concretas e a quantidade de fala espontânea
pode ser restrita (pobreza da fala).
Ocasionalmente, a fala é adequada em
quantidade, mas transmite poucas informações
por ser excessivamente concreta, abstrata,
repetitiva ou estereotipada (pobreza
do conteúdo).
alteração
do humor - Uma mudança
mórbida do afeto que ultrapassa
as variações normais,
e que leva a vários estados que
incluem: depressão, exaltação,
ansiedade, irritabilidade e raiva.
alterações
neurofibrilares de alzheimer -
Ver Redes Neurofibrilares.
alterações
permanentes da personalidade (F62) -
Um transtorno da personalidade
e do comportamento adulto que se desenvolve
após estresse catastrófico
ou excessivamente prolongado, ou após
várias doenças psiquiátricas
graves num indivíduo sem transtorno
de personalidade prévia. Há
uma mudança definitiva e permanente
no padrão individual de perceber,
relacionar-se com ou pensar sobre o
meio ambiente e o self. A mudança
de personalidade é associada
com comportamento inflexível
e mal-adaptativo que não estava
presente antes da experiência
patogênica e não é
uma manifestação de outro
transtorno mental nem um sintoma residual
de qualquer transtorno mental precedente.
A síndrome de personalidade com
dor crônica4 se enquadra nesta
categoria.
alterações permanentes
da personalidade após experiência
catastrófica (F62.0) - Caracterizam-se
por uma atitude hostil ou desconfiada
em relação ao mundo, isolamento
social, sentimento de inutilidade (vazio)
ou desesperança e um sentimento
crônico de estar “no limite”,
como se estivesse constantemente ameaçado.
As alterações estão
presentes por pelo menos dois anos e
o estresse é tão extremo
que é desnecessário considerar
a vulnerabilidade pessoal para explicar
seu profundo efeito sobre a personalidade.
Os estressores típicos incluem
experiências em campos de concentração,
desastres, cativeiro prolongado com
iminente possibilidade de ser morto
e exposição prolongada
a situações de risco de
vida tal como ser vítima de terrorismo
e de tortura.
alterações permanentes
da personalidade depois de doença
psiquiátrica (F62.1)
- Caracterizam-se por uma dependência
excessiva e uma atitude exigente em
relação aos outros, e
uma convicção de ter sido
transformado ou estigmatizado pela doença
precedente, que levam a: a) uma incapacidade
para estabelecer e manter relações
pessoais próximas e confiantes
e a isolamento social; b) passividade;
c) redução de interesses
e diminuição do envolvimento
em atividades anteriormente prazerosas
e apreciadas; d) queixas persistentes
de estar doente que podem ser associadas
com |