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O professor tem que se sentir à vontade
e seguro para atuar.
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A pressão do grupo é uma força poderosa
nos jovens e pode ter uma influência
tanto negativa como positiva.
O segredo é saber orientá-la
ou dirigi-la no bom sentido.
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A adolescência (que pode eventualmente
se arrastar até o fim da terceira
década) coloca o jovem em
situação de risco diante
das drogas.
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Lembrar que para uma pessoa com dificuldades
o abuso de drogas pode significar,
por algum tempo, uma melhora
na qualidade de vida, até que
surjam as conseqüências desse
abuso e do fato de não ter ainda
resolvido o problema, quando
então tudo se soma, agravando
ainda mais sua situação.
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Nas discussões deve-se destacar a necessidade
de conscientização de que o
problema das drogas é, antes
de tudo, um problema humano.
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O que importa não é o problema das drogas,
mas sim, os problemas humanos
tais como os existenciais, sociais,
profissionais, afetivos, entre
outros. (Esses problemas podem
levar as pessoas à agressividade,
violência, sexualidade mal-exercida
e com culpa, alcoolismo ou abuso
de outras drogas).
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Qualquer trabalho de prevenção vai implicar
sempre no crescimento e no desenvolvimento
do ser humano. Assim, ao fazermos
prevenção às drogas, estamos
realizando ou auxiliando na
prevenção dos problemas da sexualidade,
delinqüência e problemas mentais.
Qualquer prevenção é um processo
educacional de desenvolvimento
humano e mobilização social.
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Uma linguagem que o jovem aceita bem é
a linguagem da ciência.
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A informação jornalística sobre drogas
ainda tem preocupação com a
notícia em si e não com a "prestação
de um serviço público".
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Evitar divulgar informações de forma que
possam despertar a curiosidade
de experimentação.
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Evitar que informações com o intuito de
prevenir façam "subliminarmente"
publicidade da droga.
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O jovem de hoje tem acesso fácil a informações
distorcidas e ambíguas sobre
a droga, “droga não faz mal,
dá prazer, e pode-se parar quando
quiser, tanto que muitos países
a liberaram”, etc. Por outro
lado, há informações conservadoras
que lhe afirmam que a “droga
mata, aleija, cada cigarro fumado
encurta sua vida em um ano,
quem usa droga não se recupera
mais, etc.”
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Desfazer a expectativa de que se pode
fazer uso das drogas e após
um determinado período, deixar
de usá-la sem graves conseqüências.
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Cautela para que ex-usuários não sejam
tratados como figuras heróicas(ídolos)
, o que pode em alguns casos
encorajar o uso da droga. A
participação de ex-usuários
e seus depoimentos sobre hábitos
comuns, precisam ser revistos
quanto ao seu real benefício.
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A prevenção do abuso de drogas deve ser
baseada no desenvolvimento humano,
fator esse que contribuirá para
o equilíbrio social e
na qualidade de vida.
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Destacar que os riscos são para todos,
portanto não existe pessoa imune
ou “resistente”. A única maneira
de evitar a doença é “não se
contaminar”.
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Tratar do assunto de maneira franca, objetiva,
utilizando informações técnicas
e precisas. O exagero e as distorções,
no intuito de impressionar podem
trazer efeitos contrários ao
desejado - a informação inexata
gera desconfiança e dúvidas
sobre a veracidade das demais
emitidas pelo orientador.
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Não se deve exagerar sobre os efeitos
da droga criando um terrorismo
farmacológico, nem subestimar
os seus efeitos. A prevenção
é feita pela consciência e pelo
senso crítico - jamais pelo
medo.
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O Educador tem de evitar a "vala"
comum da linguagem inadequada
no trato da questão da droga
como: atitudes moralistas, autoritárias,
ideológicas ou chantagens.
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Lembre-se que drogas e sexo são tabus
em nossa sociedade. Não existem
regras gerais para estes temas.
O educador deve perceber os
juízos de valores do grupo antes
de estimular uma discussão sobre
temas que possam gerar reações
de oposição impedindo desse
modo o desenvolvimento construtivo
dos trabalhos. É necessária
uma modificação gradual dos
conceitos para evitar resistências
desnecessárias - a ciência é
o prolongamento do bom senso.
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Alguns jovens buscam nas drogas despertar
a atenção que não tiveram da
família substituindo esta atenção,
ainda que de maneira doentia,
por outras formas de atenção
e prazer.
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Educadores e pais têm quatro armas contra
o abuso de drogas : amor, compreensão,
diálogo e informação.
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O abuso de drogas não é apenas um problema
farmacológico e policial. Esta
é uma visão ultrapassada da
questão.
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As drogas de fato não são os verdadeiros
problemas mas sim o ser humano,
que em função de suas dificuldades
encontra formas inadequadas
de se adaptar ou de tentar sofrer
menos e inconscientemente acaba
por vitimar-se ainda mais.
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A prevenção do abuso de drogas deve ser
uma atividade interdisciplinar
que permite abordagens e discussões
nas áreas da sociologia, psicologia,
pedagogia, farmacologia e das
ciências econômicas e políticas
para se conhecer a intimidade
da questão, entre outras, em
função da diversidade de fatores
que envolvem a Farmacodependência.