HISTÓRICO: Encontrados relatos e descrições
em textos hindus e gregos em séculos
antes de Cristo; porém foram encontradas
descrições mais precisas a partir
do século XIX d.C.
Kraepelin,
Bleuler, Schneider – Cada um enriqueceu
o conceito da doença enfatizando
um aspecto.
·
1896 : Emil Kraepelin : Dementia praecox; doença
que tendia a começar relativamente
cedo e a produzir um prejuízo pervasivo
e persistente em aspectos das funções
cognitivas e comportamentais. No
início ele considerava a doença,
de ter curso crônico e desfecho
pobre, porém no decorrer de sua
vida profissional, acompanhou uma
grande amostra de pacientes e observou
que 12,5% se recuperaram. Em conseqüência
disto, acabou concordando com Bleuler
no sentido de que alguns pacientes
podiam se recuperar.
·
1908 : Eugen Bleuler : Esquizofrenia
(gr. Schizo=cindido,
phrén=mente); para ele, o
sintoma mais importante era a fragmentação
na formulação e expressão do pensamento
– “afrouxamento de associações”.
Identificou os 4 “As” bleurianos
(na verdade são 6): associações
(dissociações) no processo do pensamento,
ambivalência, autismo, afeto embotado,
avolição, atenção prejudicada.
·
Kurt Schneider: Interessado em identificar sintomas
patognomônicos, como Bleuler. Ele
estabeleceu uma hierarquia de sintomas,
de acordo com sua importância para
o diagnóstico da esquizofrenia –
Sintomas de 1ª Ordem (considerados
bastante sugestivo de esquizofrenia)
e Sintomas de 2ª Ordem (com menor
valor para o diagnóstico da doença).
Ele dizia que a presença de sintomas
de 1ª Ordem não era obrigatória
para o diagnóstico de esquizofrenia.
1ª Ordem: Percepção delirante, alucinações auditivas (vozes
que fazem comentários e/ou vozes
que dialogam entre si), sonorização
do pensamento, roubo do pensamento,
vivências de influência sobre o
pensamento, difusão do pensamento.
2ª Ordem: Outros distúrbios sensoperceptivos, intuição delirante,
perplexidade, disposições de ânimo
depressivos ou maníacos, vivência
de empobrecimento afetivo.
Estas concepções descritas anteriormente influenciaram as
classificações e os critérios atuais
como o DSM IV (Diagnostic and statistical
manual of mental disorders) e a
CID 10 (Classificação internacional
das doenças).
Mais recentemente, Crow (1980) classificou esquizofrenia
com Tipo I (com sintomas positivos
– delírios, alucinações) e Tipo
II (com sintomas negativos – embotamento
afetivo, pobreza de discurso).
EPIDEMIOLOGIA:
Estuda a distribuição de transtornos
mentais em populações bem definidas;
meta-identificar fatores de risco
que expliquem por que algumas populações
encontram-se sob maior risco para
as doenças psiquiátricas que outras.
·
Prevalência:
nº de casos (novos ou antigos) para
cada 1000 pessoas investigadas em
1 ano. Atualmente a prevalência
em 1 ano = 0,5% da população; a
mais elevada foi 17 para cada 1000,
em 1978 no norte da Suécia.
·
Incidência:
nº de casos novos que aparecem durante
um período de tempo especificado,
para cada população de 100.000 habitantes.
Atualmente as taxas de incidência
variam de um mínimo de 10 a um máximo
de 70.
·
Esquizofrenia é uma doença de distribuição universal;
·
É de maior prevalência no sexo masculino;
·
A idade de “alto risco” = 20 a 39 anos;
·
Nos homens tendem a ser mais cedo e mais grave que
em mulheres, nas mulheres tendem
a desenvolver mais sintomas afetivos,
paranóia e alucinações auditivas;
·
Risco de morbidade é igual em ambos os sexos;
·
História familiar: 5,6% (pais); 10,1% (irmãos); 4,2%
(parentes de 2º grau); 2,4% (tios).
QUADRO CLÍNICO:
Quadro bastante polimorfo e heterogêneo;
não há manifestações patognomônicas.
Os aspectos essenciais da Esquizofrenia são um misto de sinais
e sintomas característicos (tanto
positivos quanto negativos) que
estiveram presentes por um período
de tempo significativo durante 1
mês (ou por um tempo menor, se tratados
com sucesso), com alguns sinais
do transtorno persistindo por pelo
menos 6 meses. Esses sinais e sintomas
estão associados com acentuada disfunção
social ou ocupacional. A perturbação
não é melhor explicada por um Transtorno
Esquizoafetivo ou Transtorno do
Humor Com Características Psicóticas
nem se deve aos efeitos fisiológicos
diretos de uma substância ou de
uma condição médica geral. Em indivíduos
com um diagnóstico prévio de Transtorno
Autista (ou outro Transtorno Invasivo
do Desenvolvimento), o diagnóstico
adicional de Esquizofrenia aplica-se
apenas se delírios ou alucinações
proeminentes estão presentes por
pelo menos 1 mês. Os sintomas característicos
de Esquizofrenia envolvem uma faixa
de disfunções cognitivas e emocionais
que acometem a percepção, o pensamento
inferencial, a linguagem e a comunicação,
o monitoramento comportamental,
o afeto, a fluência e produtividade
do pensamento e do discurso, a capacidade
hedônica, a volição, o impulso e
a atenção. Nenhum sintoma isolado
é patognomônico de Esquizofrenia;
o diagnóstico envolve o reconhecimento
de uma constelação de sinais e sintomas
associados com prejuízo no funcionamento
ocupacional ou social.
Os sintomas característicos podem ser conceitualizados como
enquadrando-se em duas amplas categorias
— positivos e negativos. Os sintomas
positivos parecem refletir um excesso
ou distorção de funções normais,
enquanto os sintomas negativos parecem
refletir uma diminuição ou perda
de funções normais. Os sintomas
positivos incluem distorções ou
exageros do pensamento inferencial
(delírios), da percepção (alucinações),
da linguagem e comunicação (discurso
desorganizado) e do monitoramento
comportamental (comportamento amplamente
desorganizado ou catatônico). Esses
sintomas positivos podem compreender
duas dimensões distintas, que, por
sua vez, podem estar relacionadas
a diferentes mecanismos neurais
e correlações clínicas subjacentes:
a "dimensão psicótica"
inclui delírios e alucinações, enquanto
a "dimensão da desorganização"
inclui o discurso e comportamento
desorganizado. Os sintomas negativos
incluem restrições na amplitude
e intensidade da expressão emocional
(embotamento do afeto), na fluência
e produtividade do pensamento (alogia)
e na iniciação de comportamentos
dirigidos a um objetivo (avolição).
Os delírios são crenças errôneas, habitualmente envolvendo
a interpretação falsa de percepções
ou experiências. Seu conteúdo pode
incluir uma variedade de temas (por
ex., persecutórios, referenciais,
somáticos, religiosos, ou grandiosos).
Os delírios persecutórios são os
mais comuns; neles a pessoa acredita
estar sendo atormentada, seguida,
enganada, espionada ou ridicularizada.
Os delírios de referência também
são comuns; neles a pessoa crê que
certos gestos, comentários, passagens
de livros, jornais, letras de músicas
ou outros indicadores ambientais
são dirigidos especificamente a
ela. A distinção entre um delírio
e uma idéia vigorosamente mantida
às vezes é difícil, e depende do
grau de convicção com o qual a crença
é mantida, apesar de evidências
nitidamente contrárias.
Embora os delírios bizarros sejam considerados especialmente
característicos da Esquizofrenia,
pode ser difícil avaliar o grau
de "bizarria", especialmente
entre diferentes culturas. Os delírios
são considerados bizarros se são
claramente implausíveis e incompreensíveis
e não derivam de experiências comuns
da vida. Um exemplo de delírio bizarro
é a crença de uma pessoa de que
um estranho retirou seus órgãos
internos e os substituiu pelos de
outra, sem deixar quaisquer cicatrizes
ou ferimentos. Um exemplo de delírio
não-bizarro é a falsa crença de
estar sob vigilância policial. Os
delírios que expressam uma perda
de controle sobre a mente ou o corpo
(isto é, aqueles incluídos na lista
de "sintomas de primeira ordem"
de Schneider) geralmente são considerados
bizarros; eles incluem a crença
da pessoa de que seus pensamentos
foram retirados por alguma força
externa ("extração de pensamentos"),
que pensamentos estranhos foram
colocados em sua mente ("inserção
de pensamentos") ou que seu
corpo ou ações estão sendo manipulados
por alguma força externa ("delírios
de controle"). Se os delírios
são considerados bizarros, este
sintoma isolado já basta para satisfazer
o Critério A para Esquizofrenia.
As alucinações podem ocorrer em qualquer modalidade sensorial
(por ex., auditivas, visuais, olfativas,
gustativas e táteis), mas as alucinações
auditivas são, de longe, as mais
comuns e características da Esquizofrenia,
sendo geralmente experimentadas
como vozes conhecidas ou estranhas,
que são percebidas como distintas
dos pensamentos da própria pessoa.
O conteúdo pode ser bastante variável,
embora as vozes pejorativas ou ameaçadoras
sejam especialmente comuns. Certos
tipos de alucinações auditivas (duas
ou mais vozes conversando entre
si ou comentando os pensamentos
ou o comportamento da pessoa) têm
sido considerados particularmente
característicos da Esquizofrenia
e foram incluídos na lista de sintomas
de primeira ordem de Schneider.
Se esses tipos de alucinações estão
presentes, então basta apenas este
sintoma isolado para satisfazer
o critério A. As alucinações devem
ocorrer no contexto de um sensório
claro; aquelas que ocorrem enquanto
o indivíduo adormece (hipnagógicas)
ou desperta (hipnopômpicas) são
consideradas parte da faixa de experiências
normais. Experiências isoladas de
ouvir o próprio nome sendo chamado
ou experiências que não possuem
a qualidade de uma percepção externa
(por ex., zumbidos na própria cabeça)
também não são consideradas alucinações
características da Esquizofrenia.
As alucinações podem ser também
um componente normal de uma experiência
religiosa, em certos contextos culturais.
A desorganização do pensamento ("transtorno do pensamento
formal", "afrouxamento
de associações") é defendida
por alguns autores (Bleuler, em
particular) como o aspecto mais
importante da Esquizofrenia. Em
vista da dificuldade inerente ao
desenvolvimento de uma definição
objetiva de "transtorno do
pensamento", e uma vez que
em um contexto clínico as inferências
sobre o pensamento estão baseadas
primariamente no discurso do indivíduo,
o conceito de discurso desorganizado
foi salientado na definição de Esquizofrenia
usada neste manual. O discurso dos
indivíduos com Esquizofrenia pode
ser desorganizado de variadas maneiras.
A pessoa pode "sair dos trilhos",
saltando de um assunto para outro
("descarrilamento" ou
"associações frouxas");
as respostas podem estar obliquamente
relacionadas ou não ter relação
alguma com as perguntas ("tangencialidade");
raramente, o discurso pode estar
desorganizado de forma tão severa,
que é praticamente incompreensível
e se assemelha à afasia receptiva
em sua desorganização lingüística
("incoerência", "salada
de palavras"). Uma vez que
um discurso ligeiramente desorganizado
é comum e inespecífico, o sintoma
deve ser suficientemente severo
para prejudicar substancialmente
a comunicação efetiva. Um pensamento
ou discurso desorganizado em um
nível menos severo pode ocorrer
durante o pródromo e períodos residuais
da Esquizofrenia.
Um comportamento amplamente desorganizado pode manifestar-se
de variadas maneiras, indo desde
o comportamento tolo e pueril até
a agitação imprevisível. Podem ser
notados problemas em qualquer forma
de comportamento dirigido a um objetivo,
acarretando dificuldades no desempenho
de atividades da vida diária, tais
como organizar as refeições ou manter
a higiene. A pessoa pode parecer
mostrar-se acentuadamente desleixada,
vestir-se de modo incomum (por ex.,
usar casacos sobrepostos, cachecóis
e luvas em um dia quente), pode
exibir um comportamento sexual nitidamente
inadequado (por ex., masturbar-se
em público) ou uma agitação imprevisível
e sem um desencadeante (por ex.,
gritar ou praguejar). O profissional
deve ter o cuidado de não aplicar
este critério de um modo demasiadamente
amplo. O comportamento muito desorganizado
deve ser diferenciado de um comportamento
meramente desprovido de objetivos
e do comportamento organizado motivado
por crenças delirantes. Similarmente,
alguns casos de comportamento inquieto,
irado ou agitado não devem ser considerados
evidência de Esquizofrenia, especialmente
se a motivação for compreensível.
Os comportamentos motores catatônicos incluem uma diminuição
acentuada na reatividade ao ambiente,
às vezes alcançando um grau extremo
de completa falta de consciência
(estupor catatônico), manutenção
de uma postura rígida e resistência
aos esforços de mobilização (rigidez
catatônica), resistência ativa a
instruções ou tentativas de mobilização
(negativismo catatônico), adoção
de posturas inadequadas ou bizarras
(postura catatônica), ou excessiva
atividade motora sem propósito e
não estimulada (excitação catatônica).
Embora a catatonia tenha sido historicamente
associada à Esquizofrenia, o clínico
não deve esquecer que os sintomas
catatônicos são inespecíficos e
podem ocorrer em outros transtornos
mentais, em condições médicas gerais
e Transtornos do Movimento Induzidos
por Medicamentos.
Os sintomas negativos da Esquizofrenia respondem por um grau
substancial da morbidade associada
ao transtorno. Três sintomas negativos
— afeto embotado, alogia e avolição
— estão incluídos na definição da
Esquizofrenia. O embotamento afetivo
é especialmente comum e se caracteriza
pelo fato de o rosto da pessoa mostrar-se
imóvel e irresponsivo, com pouco
contato visual e linguagem corporal
reduzida. Embora uma pessoa com
afeto embotado possa ocasionalmente
sorrir e demonstrar algum calor
humano, sua faixa de expressão emocional
está claramente diminuída na maior
parte do tempo. Pode ser útil observar
a interação do indivíduo com outros,
para determinar se o embotamento
afetivo é suficientemente persistente
para satisfazer o critério. A alogia
(pobreza do discurso) é manifestada
por respostas breves, lacônicas
e vazias. O indivíduo com alogia
parece ter uma diminuição dos pensamentos,
refletida em uma redução da fluência
e produtividade do discurso. A alogia
deve ser diferenciada da recusa
a falar, um discernimento clínico
que pode exigir uma observação prolongada
em uma variedade de situações. A
avolição caracteriza-se por incapacidade
de iniciar e persistir em atividades
dirigidas a um objetivo. A pessoa
pode ficar sentada por longos períodos
de tempo e demonstrar pouco interesse
em participar de atividades profissionais
ou sociais.
Embora freqüentemente presentes na Esquizofrenia, os sintomas
negativos são difíceis de avaliar
porque ocorrem em uma linha contínua
com a normalidade, são inespecíficos
e podem decorrer de uma variedade
de outros fatores (por ex., em conseqüência
de sintomas positivos, efeitos colaterais
de medicamentos, Transtorno do Humor,
subestimulação ambiental ou desmoralização).
O isolamento social ou a pobreza
do discurso podem ter uma compreensão
melhor do que como sintomas negativos,
se ocorrerem como conseqüência de
um sintoma positivo (por ex., um
delírio paranóide ou uma alucinação
proeminente). Por exemplo, o comportamento
de um indivíduo que apresenta a
crença delirante de estar em perigo
se deixar seu quarto ou falar com
qualquer pessoa pode imitar a alogia
ou avolição. Os medicamentos neurolépticos
freqüentemente produzem efeitos
colaterais extrapiramidais que se
assemelham muito ao embotamento
afetivo ou à avolição. A distinção
entre os verdadeiros sintomas negativos
e os efeitos colaterais de medicamentos
depende de um discernimento clínico
envolvendo a gravidade dos sintomas
negativos, a natureza e tipo de
medicamento neuroléptico, os efeitos
de um ajuste da dosagem e os efeitos
de medicamentos anticolinérgicos.
A difícil distinção entre sintomas
negativos e sintomas depressivos
pode ser assessorada pela presença
de outros sintomas concomitantes
e pelo fato de que os indivíduos
com sintomas depressivos tipicamente
experimentam um efeito doloroso
intenso, enquanto aqueles com Esquizofrenia
têm uma diminuição ou ausência total
de afeto. Finalmente, a subestimulação
ambiental crônica ou a desmoralização
podem resultar no aprendizado da
apatia e avolição. Ao estabelecer
a presença de sintomas negativos,
talvez o melhor teste seja sua persistência
por um período considerável de tempo,
apesar dos esforços dirigidos para
a resolução de cada uma das causas
potenciais antes descritas. Foi
sugerido que os sintomas negativos
persistentes sejam chamados de sintomas
"deficitários". A presença
desta constelação relativamente
severa de sinais e sintomas é chamada
de "fase ativa". Nas situações
em que os sintomas da fase ativa
apresentam remissão dentro de 1
mês em resposta ao tratamento, o
Critério A ainda pode ser considerado
como satisfeito, caso o clínico
considere que os sintomas teriam
persistido por 1 mês na ausência
de um tratamento efetivo. Em crianças,
a determinação dos sintomas característicos
precisa considerar devidamente a
presença de outros transtornos ou
dificuldades do desenvolvimento.
Por exemplo, o discurso desorganizado
em uma criança com um Transtorno
da Comunicação não deve contar para
um diagnóstico de Esquizofrenia,
a menos que o grau de desorganização
seja significativamente maior do
que o esperado com base apenas no
Transtorno da Comunicação.
A Esquizofrenia envolve disfunção em uma ou mais áreas importantes
do funcionamento (por ex., relações
interpessoais, trabalho, educação
ou higiene). Tipicamente, o funcionamento
está claramente abaixo daquele que
havia sido atingido antes do aparecimento
dos sintomas. Se a perturbação começa
na infância ou adolescência, entretanto,
pode haver um fracasso em conquistar
o que seria esperado do indivíduo,
ao invés de uma deterioração no
funcionamento. A comparação entre
o indivíduo e seus irmãos não-afetados
pode ser útil para esta determinação.
O progresso educacional freqüentemente
está perturbado, podendo o indivíduo
ser incapaz de terminar a escolarização.
Muitos indivíduos são incapazes
de manter um trabalho por períodos
prolongados de tempo e estão empregados
em um nível inferior ao de seus
pais ("mudança descendente").
A maioria (60-70%) dos indivíduos
com Esquizofrenia não se casa, e
a maior parte mantém contatos sociais
relativamente limitados. A disfunção
persiste por um período substancial
durante o curso do transtorno e
não parece ser o resultado direto
de qualquer aspecto isolado. Por
exemplo, se uma mulher pede demissão
de seu emprego em razão de um delírio
bem delimitado de que seu chefe
está tentando matá-la, isto, apenas,
não é evidência suficiente para
este critério, a menos que haja
um padrão mais abrangente de dificuldades
(geralmente em múltiplos domínios
do funcionamento).
Alguns sinais da perturbação devem persistir por um período
contínuo de pelo menos 6 meses.
Durante este período, deve haver
pelo menos 1 mês de sintomas (ou
menos de 1 mês, se os sintomas são
tratados com sucesso) que satisfazem
o Critério A para Esquizofrenia
(fase ativa). Sintomas prodrômicos
freqüentemente estão presentes antes
da fase ativa, e os sintomas residuais
podem segui-la. Alguns sintomas
prodrômicos e residuais são formas
relativamente leves ou subliminares
dos sintomas positivos especificados
no Critério A. Os indivíduos podem
expressar uma variedade de crenças
incomuns ou estranhas que não possuem
proporções delirantes (por ex.,
idéias de referência ou pensamento
mágico); eles podem ter experiências
perceptuais incomuns (por ex., sentir
a presença de uma pessoa ou força
invisível na ausência de alucinações
constituídas); seu discurso pode
ser geralmente compreensível, porém
digressivo, vago ou demasiadamente
abstrato ou concreto; seu comportamento
pode ser peculiar, mas não amplamente
desorganizado (por ex., resmungar
para si mesmo, colecionar objetos
estranhos e visivelmente sem valor).
Além desses sintomas positivos,
os sintomas negativos são particularmente
comuns nas fases prodrômica e residual
e podem em geral ser bastante severos.
Os indivíduos que eram socialmente
ativos podem tornar-se retraídos,
perder o interesse em atividades
com as quais anteriormente sentiam
prazer, tornar-se menos falantes
e curiosos, e passar a maior parte
de seu tempo na cama. Esses sintomas
negativos com freqüência são o primeiro
sinal, para a família, de que algo
está errado; os membros da família
podem, por fim, relatar a sensação
de que o indivíduo estava "indo
embora aos pouquinhos".
SUBTIPOS CLÍNICOS :Tanto
na CID 10 como no DSM IV, estão
descritos alguns subtipos clínicos
: