Tratamento
Neurocirúrgico da Epilepsia
| Fonte:
Aziz Rassi Neto e colaboradores -
Tratamento cirúrgico das epilepsias,
em Temas Atuais de Neurocirurgia -
out/99
|
Pacientes
com crises epilépticas refratárias são vistos
como potenciais candidatos à via neurocirúrgica
de tratamento para seu mal. Crises epilépticas
refratárias são as crises de um determinado
indivíduo que não são controladas pelos medicamentos,
mesmo adequadamente usados, de forma isolada
ou em associações; permanecendo sua epilepsia
ativa, com uma ou mais crises parciais por
semana ou uma ou mais crises convulsivas generalizadas
por mês.
São
potenciais candidatos porque não basta ter
crises refratárias para ser, de imediato,
operado. O paciente será candidato de fato
à cirurgia quando a minuciosa investigação
nele realizada, nos centros de cirurgia da
epilepsia demonstrar, com segurança, que os
prováveis benefícios superam, neste paciente,
os possíveis riscos do procedimento.
A
investigação visa essencialmente localizar,
com precisão, o foco de desorganização da
atividade elétrica cerebral responsável pelas
descargas epileptogênicas. Para isso são utilizados
todos recursos da neurofisiologia clínica,
em especial da eletroencefalografia (EEG)
com monitorização por vídeo; cintilografia
cerebral crítica, tomografia computadorizada,
ressonância magnética e avaliação neuropsicológica.
Em
1992, 91 centros de cirurgia da epilepsia
relataram 5.746 cirurgias e seus resultados,
no período de 1986 a 1990, na Conferência
de Palm Desert sobre Epilepsia. Nesta numerosa
casuística, 66% das cirurgias foram sobre
o lobo temporal, 18% extratemporais, 10% de
calosotomias e 6% de hemisferectomias. Os
resultados das ressecções extratemporais geralmente
têm sido bastante piores do que as cirurgias
do lobo temporal, particularmente na ausência
de lesões aos exames de imagem. As razões
apontadas para isto são: a) o número de zonas
epileptogênicas difusas deve ser maior nas
epilepsias extratemporais, b) as crises extratemporais
sofrem difusão mais rápida, dificultando sua
localização precisa, c) as zonas epileptogênicas
extratemporais possuem maior sobreposição
de zonas eloqüentes (zonas que devem ser respeitadas
pela cirurgia, pois sua retirada causará déficits
funcionais importantes), impondo limitações
na ressecção completa do foco.
Técnicas
neurocirúrgicas:
Cirurgias
do lobo temporal
Ressecção
frontal
Ressecção
central
Ressecção
parietal
Ressecção
occipital
Transecções
subpiais múltiplas
Hemisferectomia
Calosotomia