Crises
Convulsivas Continuadas
Estado
de Mal Epiléptico
no
Paciente Sob Terapia Intensiva
Dr.
Marcos Knibel.
Coordenador
do ETICS - Educação Continuada em
Terapia
Intensiva com Simulador Real de Paciente.
MedStudents.
–
Objetivos:
–
Determinar fatores etiológicos possíveis
para CCs e EME. Quando pensar?;
–
Esquematizar o passo a passo do tratamento: da crise
convulsiva e das complicações dela decorrentes;
–
Conhecer as conseqüências orgânicas
das crises convulsivas;
–
Tomar as medidas para prevenção de novas
crises correlacionando-as com acompanhamento eletroencefalográfico.
I
– Fluxogramas/definições:
–
CCs – manifestações motoras tônico/clônicas,
alterações do nível de consciência
representadas por depressão mantida ou ausências
com acordares súbitos mas sem representação
cognitiva ou alterações súbitas
autonômicas: respiratórias sejam relacionadas
ao ritmo ou à freqüência ou cardiovasculares
como hipertensão arterial ou taquicardia;
–
EME – crises convulsivas continuadas com duração
de pelo menos 5 minutos ou duas ou mais crises discretas
entre as quais não ocorra recuperação
da consciência;
–
Diagnósticos diferenciais:
•
Síncope – em pacientes com arritmia cardíaca
principalmente do tipo bloqueio do estímulo átrio-ventricular;
•
Ataques isquêmicos transitórios;
•
Alterações representadas por movimentos
involuntários.
–
Fatores precipitantes:
•
Infecção do sistema nervoso central;
•
TCE;
•
Abstinência do uso de álcool;
•
Parada não controlada do uso de anticonvulsivantes;
•
Uso de antidepressivos tricíclicos, penicilinas,
metronidazol, fenotiazinas, aciclovir, meperidina, cocaína,
derivados carbapenêmicos;
•
Comprometimentos vasculares encefálicos agudos;
•
Tumores;
•
Anoxia cerebral;
•
Alterações metabólicas: conseqüentes
a nefropatias e hepatopatias; alterações
eletrolíticas relacionadas ao Na++, Ca++ e Mg++;
hipoglicemias ou hiperglicemias não cetóticas.
–
Conseqüências sistêmicas das crises
convulsivas:
•
Aumento da PAS e PAP;
•
Hiperglicemia inicial com hipoglicemia podendo ocorrer
em torno de 1 hora após a crise;
•
Aumento do ácido láctico;
•
Comprometimento da respiração por obstrução
das vias aéreas e contração do
diafragma;
•
Acidose mista com conseqüente hipercalemia;
•
Insuficiência renal por rabdomiólise;
•
Pneumonia posterior por broncoaspiração;
•
Fraturas, deslocamentos articulares e avulsões
musculares;
•
Morte súbita pela combinação de
acidose, hiperpotassemia e hipoxemia ou por edema pulmonar
neurogênico.
–
Diagnóstico de confirmação da crise
convulsiva e do(s) possível(eis) fator(es) etiológico(s):
•
História e exame neurológico/sistêmico
focalizados;
•
Análises laboratoriais;
•
TC de crânio;
•
Análise do LCR;
•
EEG – para definição etiológica
dos casos duvidosos e para diagnóstico de EMENC;
–
Tratamento seqüencial:
-
Dose de Hidantoína: 18 mg/Kg de peso como dose
de ataque, podendo-se repetir 9 mg/Kg de peso conforme
necessidade. Manutenção: 100 mg a cada
8 horas.
–
Legendas, abreviaturas e siglas:
CCs
– Crises convulsivas;
EME
– Estado de mal epiléptico;
TCE – Traumatismo crânio
encefálico;
PAS
– Pressão arterial sistêmica;
PAP – Pressão de artéria
pulmonar;
TC
– Tomografia computadorizada;
LCR – Líquido cefalorraquidiano;
EEG
– Eletroencefalograma;
EMENC
– Estado de mal epiléptico não
convulsivo;
CCsG
– Crises convulsivas generalizadas.
– Bibliografia recomendada:
Handbook
of Evidence-Based Critical Care: capítulo 40:
Seizures and Status Epilepticus; Paul Ellis Marik; Springer-Verlag,
2.001.
Treiman
DM, Meyers PD, Walton NY. A comparison of four treatments
for generalized convulsive status epilepticus. Veterans
affairs status epilepticus cooperative study group,
N Engl. J Med. 1.998: 339 : 792 – 798.
Textbook
of Critical Care: capítulo 169 A: Seizures in
the Critically Ill; Shoemaker/Ayres/ Grenvik/Holbrook;
W.B.
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