5
- Coleta de Material e Segmento Clínico/Laboratorial
do Profissional Acidentado (fluxograma
2)
5.1
- Relatar a história do acidentado
em uma ficha de evolução clínica
para documentação do caso. Na anamnese,
deve-se perguntar ao profissional acidentado, se este
for do sexo feminino, a data da última menstruação,
para descartar gravidez. Para as gestantes, vítimas
de acidente profissional, os benefícios da utilização
dos anti-retrovirais e os riscos inerentes para o feto
não são conhecidos e devem ser discutidos
e analisados conjuntamente com o médico, principalmente
no primeiro trimestre de gestação, período
em que possíveis efeitos adversos ao feto não
estão bem estabelecidos. Dependendo do tipo de
exposição do material da fonte e da gravidade
do acidente, a profissional acidentada deve ser informada
dos riscos e, se optar pelo uso dos anti-retrovirais,
a mesma deverá assinar um termo de consentimento.
Sabe-se que o AZT reduz a transmissão materno-infantil
do HIV e pode ser administrado com segurança
a partir do segundo trimestre de gravidez.
5.2 -
Verificar no prontuário do paciente-fonte os
resultados de sorologias do mesmo; solicitar exames
que porventura sejam necessários para identificar
a necessidade de medidas adicionais de profilaxia ao
acidentado (se, por exemplo, o paciente-fonte tiver
HbsAg reagente, recomendar profilaxia para Hepatite
B) (quadro 3).
5.3
- O SCIH ou setor responsável
deverá proceder à coleta de amostra de
sangue do profissional de saúde para sorologia
imediata para HIV, HbsAg, Anti-HBs e Anti-HCV. A identificação
da amostra deve ser codificada, buscando preservar o
sigilo e evitando constrangimentos para o profissional
acidentado. A situação vacinal do acidentado
para Hepatite B deve ser investigada e, se este não
estiver com o esquema vacinal em dia, deverá
ser encaminhado para completá-lo.
5.4
- Programar o seguimento clínico/laboratorial.
O anti-HIV deverá ser colhido: na data do acidente
(data zero) até, no máximo, 15 dias depois,
aos 45 dias (06 semanas), 90 dias (três meses)
e 180 dias (06 meses) após o mesmo. Exames bioquímicos
(amilase, bilirrubinas, creatinina, fosfatase alcalina,
TGO, TGP e uréia) e hemograma completo
deverão ser realizados antes do início
dos anti-retrovirais, 15 dias após o início
e ao término dos 30 dias da medicação
para avaliação da função
hepática e renal do acidentado devido aos efeitos
adversos dos anti-retrovirais. Caso se tenha documentação
de que o paciente-fonte é negativo para HIV,
HBV e HCV, o funcionário acidentado não
necessitará ser seguido e poderá receber
alta tão logo receba os resultados das sorologias.
Caso o paciente-fonte tenha a situação
de risco recente para aquisição dessas
viroses, deve ser considerada a possibilidade de ampliar
o seguimento do funcionário para 6 meses.
5.5
- A avaliação clínica
deverá ser semanal durante o uso dos anti-retrovirais.
5.6
- O tratamento tem como objetivo principal
evitar a contaminação. Além do
acompanhamento sorológico, faz-se necessário
o aconselhamento em todas as etapas do seguimento, incluindo
orientações como: evitar amamentação,
usar preservativo em relações sexuais
e não doar sangue ou órgãos durante
o período de acompanhamento (clínico/laboratorial),
que deverá ser de seis meses, quando houver risco
para aquisição do HIV, HBV e HCV. Vale
lembrar que este indivíduo pode se expor ao risco
de adquirir estas infecções em seu cotidiano
e que isto deve ser, prévia e cuidadosamente,
investigado para descartar outras situações
de risco. Este deve ser um momento oportuno para reforçar
as orientações gerais de prevenção. |