Princípios do controle de emergências
OBJETIVOS
Decidir se é ou não necessário o tratamento psiquiátrico
e,
se não, há algo mais que você possa fazer para
ajudar.
Determinar
a necessidade de internação.
Iniciar
um plano inicial de controle da situação.
Tornar-se
familiar com o controle inicial
de emergências psiquiátricas comuns.
QUESTÕES
INICIAIS
A FAZER
Esta
pessoa requer tratamento psiquiátrico?
Se
a pessoa apresenta claramente doenças psiquiátricas
a resposta será, provavelmente, sim.
PONTO
PRÁTICO
Se
após as informações iniciais a necessidade de tratamento
psiquiátrico não estiver clara,
mais informações poderiam esclarecer o assunto
(veja a seguir).
As
opções que você tem são a internação ou o acompanhamento
ambulatorial.
Que
tipo de tratamento se faz necessário?
Resista
à tentação de partir para tratamentos com remédios
de imediato.
PONTO
PRÁTICO
O
alto nível de excitação que alguns pacientes apresentam
ao chegar na emergência pode levar ao abuso da utilização
de terapias com remédios.
Outras
opções deveriam sempre ser consideradas.
A seguir uma lista delas:
-
Tranqüilizar e dar apoio.
-
Breve psicoterapia (veja a seguir).
-
Técnicas comportamentais, como, por exemplo,
controle de ansiedade (veja a seguir), exercícios
respiratórios.
-
Intervenção nas crises.
-
Tratamento de doenças físicas que estejam ocorrendo
no momento.
Onde
e por quem o tratamento deve ser conduzido?
Isso
depende de muitos fatores. O tipo de tratamento que
está sendo usado é obviamente importante.
A gravidade da doença é importante, pois o
paciente deprimido e calado que não está comendo nem
bebendo precisa estar em um hospital, assim como todos
os pacientes que são suicidas em potencial.
É sempre interessante considerar outras possibilidades
que não a internação. A maioria dos pacientes que
é tratada em emergências não necessita de internação
(veja abaixo no item "Determinação de tratamento
de urgência e necessidade de internação").
Outras
opções possíveis são:
-
Acompanhamento ambulatorial.
-
Permanência no hospital apenas durante o dia,
podendo o paciente dormir em sua residência.
-
Clínico geral.
-
Serviços psiquiátricos comunitários.
-
Outras instituições (veja a seguir).
Para
todos os casos nos quais não for evidente a necessidade
de internação, é conveniente verificar esta
lista e então decidir qual seria a melhor forma
de lidar com o paciente.
Faça uma lista dos prós e contras das possíveis
ações em relação ao paciente e escolha a mais apropriada.
Como
posso ajudar esta pessoa se não for necessário tratamento?
Quando
a pessoa não está psiquiatricamente doente, mas precisando
de ajuda devido a um problema pessoal ou social tente
pensar em alguém que seria capaz de ajudar.
Seria interessante usar uma lista com os números
de telefones das instituições especializadas.
PONTO
PRÁTICO
Quando
você decidir a ação inicial necessária, é importante
que ela seja discutida com o paciente, seu clínico
geral e seus parentes.
OUTRAS
FONTES
DE INFORMAÇÃO
As
respostas obtidas para as perguntas acima não são
normalmente claras em emergências.
O uso de outras fontes de informação é importante
para esclarecer e completar o histórico e dará a você
uma visão mais clara do diagnóstico (se a pessoa está
realmente doente) e certamente possibilitará dados
importantes, relevantes ao tipo de tratamento necessário
e onde ele deve ser ministrado.
As fontes de informação podem ser:
-
Psiquiatras ou outras fontes profissionais.
-
Amigos ou parentes que estejam acompanhando
o paciente.
-
Qualquer pessoa que esteja acompanhando o paciente.
-
Profissionais de fora do hospital, como, por
exemplo, clínico geral.
Existem
ocasiões fora do horário administrativo nas quais
é fundamental contatar o assistente principal do paciente:
outro profissional.
Ao fazer isso , lembre-se dos cuidados necessários
à manutenção
da confidencialidade. Dentro do possível deve-se
obter o consentimento do paciente para discutir o
assunto com
outra pessoa.
USO DE LISTAS
DE PROBLEMAS
O
uso de listas de problemas ajuda não só você, mas
também o paciente a se concentrar nos pontos mais
relevantes e que necessitam de intervenção imediata.
Juntamente com o paciente faça um esboço de uma lista
de prioridades e discuta com ele como irão prosseguir.
Os problemas podem ser divididos em psiquiátricos,
sociais e médicos (os três geralmente podem se sobrepor).
As seguintes áreas são importantes:
-
Família:
.
Perdas recentes
.
Outras perdas, tais como filhos saindo de casa
.
Separação
.
Divórcio
-
Vida profissional:
.
Aumento recente de carga de serviço
.
Perda do emprego
.
Ameaça de perder o emprego
.
Mudança de emprego
.
Mudança de colegas
-
Social:
.
Problemas financeiros
.
Relacionamentos rompidos
.
Mudança de residência
-
Médicos:
.
Doenças
.
Ferimentos
.
Cirurgias
PONTO
PRÁTICO
É
de bastante ajuda descobrir como o paciente lidou
com problemas anteriores.
Novamente
o clínico geral ou os parentes terão informações importantes
nesta área. Isto permitirá ao clínico avaliar as capacidades
do paciente lembrando-o que estas são importantes
para a sua ação.
USO
DE OUTRAS
INSTITUIÇÕES
Pergunte-se
se você é a pessoa mais adequada para lidar com o
problema que tem em mãos. Pode ser que a família ou
o clínico geral do paciente possa lidar perfeitamente
com a situação.
Se isto não se aplicar, existem várias outras
instituições que possuem recursos apropriados para
pelo menos alguns dos pacientes que vêm ao atendimento
de emergências psiquiátricas.
A lista a seguir não pretende ser completa,
mas apresenta outras instituições disponíveis e quando
acioná-las.
-
Grupos de alcoólicos:
.
Útil quando o paciente não requer desintoxicação ou
para pacientes que já foram desintoxicados.
.
Aconselhamento particular ou em grupo.
.
Conselhos e literaturas.
.
Atividades sociais.
-
Departamentos de assistência social:
.
Problemas de acomodação.
.
Problemas financeiros.
.
Telefones para ajuda (drogas, estupro, agressão a
esposas).
.
Centros sociais.
-
Grupos de auto-ajuda:
.
Síndrome pré-menstrual.
.
Dependência de tranqüilizantes.
.
Pais solteiros ou separados.
.
Estupro.
.
Violência sexual.
-
Instituições religiosas.
-
Aconselhamento conjugal.
-
Organizações de voluntários:
.
Terceira idade.
.
Associação dos portadores do Mal de Alzheimer.
DETERMINAÇÃO
DE TRATAMENTO DE URGÊNCIA E NECESSIDADE
DE INTERNAÇÃO.
É
útil ter uma lista de consulta quando determinar tratamentos
de urgência e necessidade de internação:
-
Qual a gravidade da doença do paciente?
-
Nível de cuidado pessoal (evidência de desleixo,
emagrecimento, etc.).
-
Risco de auto-injúria?
-
Risco
de violência?
A
internação é recomendada quando o paciente apresenta
estado doentio grave, evidente falta de cuidado pessoal
ou alto risco de ferimentos em si próprio ou em outras
pessoas.
-
Que outro tipo de cuidado está disponível para
ele?
-
Ele está ciente do que está acontecendo?
Se não estiver, e você retardar a internação
ou o tratamento, pode perder contato com o paciente.
-
Qual a idade dele? (Os muito idosos em particular
podem ser menos capazes de sobreviver sem um tratamento
imediato).
-
Ele vai seguir o tratamento prescrito?
Se não, pode ter que ser internado se não houver
alguma outra pessoa que verifique isto.
-
Você
tem dúvidas quanto ao diagnóstico ou gravidade da
doença? A
internação pode ser necessária para permitir que o
paciente fique em observação, sem tomar remédios,
até que se tenha uma conclusão.
A
possibilidade de detenção compulsória está sempre
presente. O uso de ordens de emergência está previsto
em várias Leis de Saúde Mental na Grã-Bretanha.
Em
resumo, para uma pessoa poder ser detida legalmente
é preciso:
-
Estar sofrendo de um problema mental de natureza
ou grau que necessite de detenção em hospital.
-
Requerer a detenção desta forma no interesse
de sua própria saúde ou segurança ou de modo a protegê-la
de outras pessoas.
"Ameaçar"
alguém com internação forçada quando a pessoa não
concorda com internação voluntária não está de acordo
com o espírito da legislação e é eticamente duvidoso.
Na prática, se você tiver dúvida sobre a duração do
consentimento do paciente e ele preencha os requisitos
previstos em lei, é preferível interná-lo desde o
início do que ameaçá-lo com detenção se tentar libertar-se.
TRATAMENTOS
DE EMERGÊNCIA
Há
uma tendência, especialmente entre médicos pouco experientes,
em medicar imediatamente em situações de emergência.
Isto é particularmente verdade no caso de pacientes
que se encontrem agitados, barulhentos ou " ameaçadores.
Há também muitos pacientes que pedem para ser
medicados e isto pode ser bastante constrangedor para
o médico. A
prática de ministrar rapidamente sedativos deve ser
evitada. Você analisar se há algum motivo clínico
genuíno para esta administração. Muitos dos medicamentos
utilizados em psiquiatria podem ser perigosos e sedantes
e em certos pacientes (por exemplo, pessoas com problemas
pulmonares ou idosos) podem produzir complicações
sérias.
Neste ponto gostaríamos apenas de lembrá-lo
de que pacientes muito alterados emocionalmente podem
ser acalmados por
meios não farmacológicos.
Tratamento
não farmacológico
Uma
breve psicoterapia, freqüentemente é bastante adequada.
Isto é particularmente verdadeiro no caso de pacientes
que tiveram perdas rapidamente identificáveis
ou dificuldades crônicas específicas.
Esta psicoterapia funciona baseada em certos
princípios:
-
Identificação das capacidades do paciente e
dos dados fundamentais de comportamento, usando-os
para ajudar o paciente na crise.
-
Abrangência restrita e orientada para o problema.
-
O número e a duração das sessões são definidos
desde o início.
-
Encoraja discussão adequada do problema e permite
liberar as emoções. Discussões de aspectos mais periféricos
devem ser evitadas.
-
O uso de medicação é desencorajado.
Internações
comportamentais simples podem ser úteis em emergências,
como, por exemplo, tratando-se de ansiedade.
PROVIDÊNCIAS
PARA
ACOMPANHAMENTO
Ao
final de qualquer consulta de emergência é de extrema
importância definir procedimentos claros para o acompanhamento
do paciente. Quando não for necessário acompanhamento,
isto deve ficar bem claro para o paciente e para o
encaminhante do mesmo.
PONTO
PRÁTICO
Para
fins médico-legais, seja qual for sua decisão sobre
uma consulta de emergência, sempre registre detalhadamente
suas conclusões e razões para suas decisões.
-
O clínico geral do paciente deve ser informado
rotineiramente.
-
Pode ser de utilidade informar outras pessoas,
tais como assistentes sociais.
-
Deve-se obter anuência do paciente antes de
fazer isso.
Eventualmente,
você poderá querer encaminhar o paciente para cuidados
de outros especialistas que poderiam estar mais bem
equipados para lidar com a situação. O que existe
à disposição varia de lugar para lugar, porém os citados
a seguir são normalmente disponíveis:
-
Serviços para dependentes de drogas/álcool.
-
Clínicas de problemas sexuais.
-
Serviços para excepcionais mentais.
-
Serviços psicogeriátricos.
-
Serviços de reabilitação.
-
Outros serviços médicos especializados.
Detalhes
de como se dirigir a estes serviços devem estar à
disposição do corpo médico que trata de emergências.
Se não for o caso do seu hospital, talvez você
possa resolver por conta própria.
COMUNICAÇÃO
DAS CONCLUSÕES
É
de boa educação e também necessário explicar claramente
ao paciente suas conclusões sobre o plano de ação
proposto.
Isto não é sempre fácil, por exemplo, com pacientes
apresentando psicose aguda, mas alguma tentativa neste
sentido deve ser feita.
Novamente é importante contatar o clínico geral
e informar suas conclusões.
Freqüentemente conversas telefônicas são boas
ajudas, juntamente com cartas, particularmente para
os clínicos gerais. Isto deve ser feito sem demora,
entretanto não necessariamente no exato momento (a
maioria dos clínicos gerais não gostaria de ser chamada
ao telefone às 3 horas da manhã apenas para ser comunicada
que a senhora X foi internada). Lembre-se de manter a confidencialidade quando tratar
com instituições não-médicas.
Ao se comunicar com os clínicos gerais, os
seguintes detalhes são importantes:
-
Diagnóstico (se houver - se não, uma descrição
do problema é útil).
-
Risco de suicídio.
-
Medicação receitada.
-
Ações tomadas por você.
-
Ações que você precisa que o clínico geral
tome.
-
Providências para acompanhamento.
COMO
LIDAR COM PROBLEMAS COMUNS
Como
indicado no início do capítulo, tratamos dos aspectos
gerais do controle. Existem, entretanto, problemas
muito comuns em emergências que não são tratados adequadamente
em outras partes do livro.
Estes problemas são:
-
O paciente deprimido.
-
O paciente psicótico.
-
O paciente ansioso.
PONTO
PRÁTICO
As
duas principais prioridades no controle destas emergências
são; .
-
Proteger
o paciente de qualquer efeito adverso do seu problema.
-
Instigar
tratamento efetivo.
Deve
ser explicado aos pacientes que: tratamentos psiquiátricos
não apresentam resultados na hora, mas sim que os
tratamentos mais efetivos levam de uma a duas semanas
para apresentar resultados.
Depressão
Internação
para proteger o paciente se fará necessária se:
-
O risco de suicídio for alto
-
Existe evidência de desleixo:
.
Má aparência
.
Não come ou não bebe
.
Perda acentuada de peso
-
Falta de ajuda social:
.
Sem residência
.
Sem amigos próximos
Nestas
circunstâncias, se o paciente se recusar a ser internado,
pode ser adequado internar o mesmo compulsoriamente,
usando os procedimentos previstos em lei.
Pacientes
deprimidos com sintomas psicóticos (delírios e alucinações)
devem ser internados
imediatamente.
É possível que seja necessária terapia eletroconvulsiva
ou tratamento combinado com remédios (tricíclicos
mais neurolépticos), ambos requerendo cuidadosa supervisão.
A
internação pode também ser razoável se outros tratamentos
falharam. Por exemplo:
-
O clínico geral não tem mais capacidade de
continuar lidando com o paciente, pois já tentou um
tratamento adequado por tempo suficiente e não houve
resposta do paciente.
-
A família não consegue mais lidar com a situação
sozinha.
-
O paciente está piorando apesar do tratamento
psiquiátrico ambulatorial.
Outros
pacientes podem ser tratados com atendimento ambulatorial.
Controle
Em
todos os pacientes deve ser observado o seguinte:
-
Explicação do diagnóstico e prognóstico.
-
Explicação do tratamento.
Isso inclui dizer ao paciente que o tratamento
não terá efeito imediato.
Também inclui alertar o paciente sobre possíveis
efeitos colaterais de remédios que estão sendo utilizados.
O tratamento inicial usual será um antidepressivo,
como amitriptilina ou imipramina.
Novos fármacos, como lofepramina, apresentam
menos efeitos colaterais e, desta forma, podem ser
mais bem tolerados por alguns pacientes.
-
Atuação em problemas sociais e psicológicos
urgentes:
.
Ajuda a parentes que sejam dependentes do paciente
.
Lidar com problemas domésticos
.
Lidar com relacionamentos problemáticos
O
exposto acima é muito importante e a falta de atenção
nestes pontos é uma das principais razões para a falta
de resposta aos métodos de tratamento.
Finalmente, se o paciente não for internado,
providências adequadas de acompanhamento devem ser
tomadas e incluem:
-
Marcar consulta ambulatorial em data próxima.
-
Comunicar-se com o clínico geral.
Ele deverá ficar responsável se o paciente
não for internado e será
provavelmente quem ministrará o tratamento
antidepressivo.
Psicose
aguda
Os
sintomas de psicose podem aparecer da seguinte forma:
-
Esquizofrenia
-
Obsessão
-
Depressão grave
-
Estados de confusão agudos
-
Demência
-
Psicose induzida por drogas
-
Abuso de álcool
Trataremos
das psicoses de causas orgânicas, drogas e álcool
em outra parte.
As
causas de internação para proteger o paciente são
as mesmas citadas anteriormente para a depressão.
Além do já exposto, internação para avaliação e tratamento
do paciente será necessária se:
-
É a primeira vez que o paciente apresenta quadro
de psicose.
-
Doença obsessiva
-
For associada a:
.
Comportamento social constrangedor
.
Comportamento agressivo
.
Desinibição sexual
Se
o paciente se recusar a ser internado, o uso do artigo
legal utilizado para a internação compulsória do mesmo
deve ser claramente indicado.
A internação pode ser também indicada se o
tratamento anterior falhou pelas razões já expostas
para a depressão.
Controle
Controle
imediato de um paciente com psicose aguda envolve:
-
Explicação do diagnóstico e prognóstico.
-
Explicação do tratamento e seus efeitos colaterais.
-
Explicações para as razões da internação se
o assunto surgir.
Nos
pacientes psicóticos não internados, um acompanhamento
intensivo é necessário e inclui:
-
Acompanhamento ambulatorial.
-
Comparecimento freqüente a um hospital psiquiátrico.
-
Uso de enfermeiras psiquiátricas da comunidade.
Finalmente,
assim como nos itens anteriores, a comunicação com
o clínico geral visando informar as conclusões e o
plano de controle é crucial.
Ansiedade
Ansiedade
é um tipo de reclamação extremamente freqüente. O
primeiro passo para lidar com a situação é descobrir
a causa. As causas mais comuns são:
-
Fobias com ou sem ataques de pânico.
-
Ataques de pânico.
-
Ansiedade variável.
-
Depressão (freqüentemente se apresenta com
sintomas de ansiedade).
-
Ansiedade resultante de crise pessoal .
-
Ansiedade resultante de desastre.
-
Doenças físicas:
.
Taquiarritmia
.
Tireotoxicose
Na
falta de depressão ou de outra causa física, a internação
não é necessária.
Controle
Inclui:
-
Explicação dos sintomas, particularmente se
sintomas somáticos de ansiedade estão presentes. Estes pacientes freqüentemente têm medo de estar com
doenças graves ou mesmo de morrer.
-
Uso de técnicas úteis:
.
Exercícios respiratórios. Tente fazer o paciente perceber
a sua respiração e controlar a taxa de respiração.
Em pacientes que estão com excesso de oxigenação no
sangue, fazê-los respirar em um saco de papel pode
ser útil, mas pode ser perigoso em cardíacos ou em
pessoas com problemas pulmonares.
.
Técnicas de relaxamento. Pode-se ensinar ao paciente,
técnicas simples de relaxamento, como, por exemplo,
deitar em um lugar silencioso, fechar os olhos, relaxar
grupos de músculos um de cada vez e reduzir seu ritmo
respiratório.
.
Orientações para autocuidado. Em emergências
estas podem ser apenas instruções por escrito do médico
sobre o que foi dito sobre os sintomas e como lidar
com eles, e dizer ao paciente para ler estas anotações
sempre que os sintomas voltarem.
De
uma maneira geral, não aconselhamos o uso de drogas
para o tratamento da ansiedade, a não ser que a angústia
do paciente esteja em níveis insuportáveis, sendo
neste caso admitido um breve uso de benzodiazepínico.
Quando os sintomas físicos de ansiedade forem particularmente
proeminentes, a prescrição de beta-bloqueadores pode
melhorar alguns destes sintomas se não houver contra-indicação.
O médico deve ter em mente que ele provavelmente não
conseguirá eliminar completamente os sintomas de ansiedade
do paciente em uma sessão. Portanto, o acompanhamento
é importante.
O
tratamento dependerá da causa da ansiedade. Ataques
de pânico que ocorram espontaneamente necessitam de
tratamento com antidepressivos (tanto tricíclicos
como inibidores da monoaminoxidase são efetivos).
Fobias são mais bem tratadas através de métodos comportamentais.
Ansiedade variável pode ser tratada utilizando-se
tanto métodos comportamentais como psicoterapêuticos
e possivelmente também com a utilização de medicação.
Os antidepressivos tricíclicos são úteis para
alguns pacientes com ansiedade variável e não existe
o problema da dependência como o causado por uso de
benzodiazepínicos.