A MEDICINA E O MÉDICO
Paulo F. Moraes Nicolau
(continuação da página anterior) 

A MEDICINA DO SÉCULO XX

 

“O Doutor” – 1950 – de Grandma Moses – quando o médico rural fazia suas visitas a cavalo

O médico na Mesopotâmia encarnava a autoridade e o conhecimento do saber médico-empírico. Seus honorários eram regidos por lei, como também eram as penalidades caso algum tratamento causasse morte ou danos ao paciente.
As doenças na Mesopotâmia eram tratadas com drogas, fumigação, banhos medicinais, água fria ou quente. Os médicos reconheciam doenças nos olhos e ouvidos, reumatismo, perturbações cardíacas e doenças venéreas dentre outras. A civilização vivia na crença de que o fígado era o centro da vida e onde ficava a alma.

A MEDICINA ATUAL
 

“O bom médico é aquele que me atende como se eu 
fosse o único paciente do dia”.



                                                       Reflexão de um paciente

• A medicina progrediu mais nos últimos 50 anos do que nos 50 séculos precedentes.
• A mídia divulga os prodígios da ciência médica criando uma nova mitologia: a doença sob controle.
• O corpo humano é visto como uma máquina que pode ser analisada em suas diferentes peças.
• A doença é encarada como mau funcionamento dos mecanismos biológicos.
• O modelo biomédico reduz a doença a um projeto biológico centrado ora na patologia celular ou molecular, ora num agente infeccioso, tóxico ou coisa semelhante.
• Os avanços técnico-científicos ao lado do modelo cartesiano do corpo humano foram responsáveis pela pulverização da medicina em especialidade.
• Chegamos à era do médico tecnotrônico.

Em linhas gerais este modelo sugere:
1 – o doente como objeto.
2 – o médico como mecânico.
3 – a doença como avaria.
4 – o hospital como oficina de consertos.


• A escola médica deve se constituir num espaço crítico proporcionando ao médico uma visão global dos problemas de saúde.
• A promoção da saúde depende também do saneamento básico, da alimentação, da habitação, da educação ou seja das condições socioeconômicas adequadas.
• A epistemologia (estudo crítico da teoria da ciência) precisa fazer parte da formação médica.

UMA DAS LIÇÕES A SER APRENDIDA COM AS HISTÓRIAS DAS REALIZAÇÕES CIENTÍFICAS É QUE NENHUMA TEORIA SOBREVIVE PARA SEMPRE. MUITAS VEZES, QUANDO AS COISAS PARECEM SOLIDIFICADAS, NOVAS OBSERVAÇÕES E NOVAS IDÉIAS A SUBSTITUEM POR CONCEITOS ATUALIZADOS. ISSO É PARTE DA AVENTURA QUE É A CIÊNCIA, PARTE DA CONQUISTA DO ENIGMA QUE É O MUNDO NATURAL, NA QUAL O HOMEM ESTÁ EMPENHADO DESDE OS PRIMEIROS DIAS DA MAIS ANTIGA CIVILIZAÇÃO.

NEM TODA APRESENTAÇÃO
SERÁ UM SUCESSO


O QUE SERVE PARA UM CLIENTE PODE NÃO SERVIR PARA O PRÓXIMO

SEMPRE OUÇA O MERCADO