Esta seção
contém as Disfunções Sexuais, as Parafilias e os Transtornos
da Identidade de Gênero. As Disfunções Sexuais caracterizam-se
por uma perturbação no desejo sexual e nas alterações psicofisiológicas
que caracterizam o ciclo de resposta sexual, causando sofrimento
acentuado e dificuldade interpessoal. As Disfunções Sexuais
incluem (em azul os títulos desta página,
os demais estão nas outras):
Disfunções
Sexuais
Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo
Transtorno de Aversão Sexual
Transtorno da Excitação Sexual
Transtorno da Excitação Sexual Feminina
Transtorno Erétil Masculino
Transtornos Orgásmicos
Transtorno Orgásmico Feminino
Transtorno Orgásmico Masculino
Ejaculação Precoce
Transtornos de dor Sexual
Dispareunia
Vaginismo
Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral
Disfunção Sexual Induzida por Substância
PARAFILIAS
Exibicionismo
Fetichismo
Frotteurismo
Pedofilia
Masoquismo
Sadismo
Fetichismo Transvéstico
Voyeurismo
Parafilia Sem Outra Especificação:
....escatologia telefônica, necrofilia, parcialismo,
....zoofilia, coprofilia, clismafilia e urofilia
Transtornos da Identidade de Gênero
As Parafilias
são caracterizadas por anseios, fantasias ou comportamentos
sexuais recorrentes e intensos que envolvem objetos, atividades
ou situações incomuns e causam sofrimento clinicamente
significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional
ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
Os Transtornos da Identidade de Gênero caracterizam-se
por uma forte identificação sexual com o gênero oposto,
acompanhada por desconforto persistente com o próprio
sexo atribuído. O Transtorno Sexual Sem Outra Especificação
é incluído para a codificação de transtornos do funcionamento
sexual não classificáveis em qualquer das categorias específicas.
Cabe notar que as noções de desvio, padrões de desempenho
sexual e conceitos de papel apropriado para o gênero podem
variar entre as culturas.
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Disfunções Sexuais |
| DSM.IV |
|
Uma Disfunção Sexual caracteriza-se por uma perturbação
nos processos que caracterizam o ciclo de resposta sexual
ou por dor associada com o intercurso sexual. O ciclo de
resposta sexual pode ser dividido nas seguintes fases:
1. Desejo: Esta fase
consiste de fantasias acerca da atividade sexual e desejo
de ter atividade sexual.
2. Excitação: Esta fase
consiste de um sentimento subjetivo de prazer sexual e alterações
fisiológicas concomitantes. As principais alterações no
homem consistem de tumescência e ereção peniana. As principais
alterações na mulher consistem de vasocongestão pélvica,
lubrificação e expansão vaginal e turgescência da genitália
externa.
3. Orgasmo: Esta fase
consiste de um clímax do prazer sexual, com liberação da
tensão sexual e contração rítmica dos músculos do períneo
e órgãos reprodutores. No homem, existe uma sensação de
inevitabilidade ejaculatória, seguida de ejaculação de sêmen.
Na mulher, ocorrem contrações (nem sempre experimentados
subjetivamente como tais) da parede do terço inferior da
vagina. Em ambos os gêneros, o esfíncter anal contrai-se
ritmicamente.
4. Resolução: Esta fase
consiste de uma sensação de relaxamento muscular e bem-estar
geral. Durante esta fase, os homens são fisiologicamente
refratários a outra ereção e orgasmo por um período variável
de tempo. Em contrapartida, as mulheres podem ser capazes
de responder a uma estimulação adicional quase que imediatamente.
Os transtornos da resposta sexual podem ocorrer em uma ou
mais dessas fases. Sempre que mais de uma Disfunção Sexual
estiver presente, todas são registradas. Os conjuntos de
critérios não fazem qualquer tentativa de especificar uma
freqüência mínima ou faixa de contextos, atividades ou tipos
de encontros sexuais nos quais a disfunção deve ocorrer.
Este julgamento deve ser feito pelo clínico, levando em
consideração fatores tais como a idade e experiência do
indivíduo, freqüência e cronicidade do sintoma, sofrimento
subjetivo e efeito sobre outras áreas do funcionamento.
As palavras "persistente ou recorrente" nos critérios
de diagnóstico indicam a necessidade deste julgamento clínico.
Se a estimulação sexual é inadequada em foco, intensidade
ou duração, não é feito o diagnóstico de Disfunção Sexual
envolvendo excitação ou orgasmo.
Subtipos
Os
subtipos são oferecidos para indicar o início, contexto
e fatores etiológicos associados com as Disfunções Sexuais.
Se múltiplas Disfunções Sexuais estão presentes, os subtipos
apropriados para cada uma podem ser anotados. Estes subtipos
não se aplicam a um diagnóstico de Disfunção Sexual Devido
a uma Condição Médica Geral ou Disfunção Sexual Induzida
por Substância. Um dos seguintes subtipos pode ser usado
para indicar a natureza do início da Disfunção Sexual:
Tipo Ao Longo da Vida.
Este subtipo se aplica se a Disfunção Sexual está presente
desde o início do funcionamento sexual.
Tipo Adquirido. Este
subtipo se aplica se a Disfunção Sexual se desenvolve apenas
após um período de funcionamento normal. Um dos seguintes
subtipos pode ser usado para indicar o contexto no qual
a Disfunção Sexual ocorre:
Tipo Generalizado. Este
subtipo se aplica se a Disfunção Sexual não está limitada
a certos tipos de estimulação, situações ou parceiros.
Tipo Situacional. Este
subtipo se aplica se a Disfunção Sexual está limitada a
certos tipos de estimulação, situações ou parceiros. Embora
na maior parte dos casos as disfunções ocorram durante a
atividade sexual com um parceiro, em alguns casos pode ser
apropriado identificar disfunções que ocorrem durante a
masturbação. Um dos seguintes subtipos pode ser usado para
indicar os fatores etiológicos associados com a Disfunção
Sexual: Devido a Fatores Psicológicos.
Este subtipo aplica-se quando fatores psicológicos supostamente
desempenham um papel importante no início, gravidade, exacerbação
ou manutenção da Disfunção Sexual, e condições médicas gerais
e substâncias não exercem qualquer papel na etiologia da
Disfunção Sexual.
Devido a Fatores Combinados.
Este subtipo aplica-se quando 1) fatores psicológicos supostamente
desempenham um papel no início, gravidade, exacerbação ou
manutenção da Disfunção Sexual e 2) uma condição médica
geral ou uso de substância também contribui, supostamente,
mas não basta para explicar a Disfunção Sexual. Se uma condição
médica geral ou uso de substância (inclusive efeitos colaterais
de medicamentos) é suficiente para explicar a Disfunção
Sexual, pode-se diagnosticar Disfunção Sexual Devido a uma
Condição Médica Geral e/ou Disfunção
Sexual Induzida por Substância.
Características Específicas à Cultura, à Idade e ao
Gênero
O
discernimento clínico acerca da presença de uma Disfunção
Sexual deve levar em consideração a bagagem étnica, cultural,
religiosa e social do indivíduo, que pode influenciar o
desejo sexual, as expectativas e atitudes quanto ao desempenho.
Em algumas sociedades, por exemplo, o desejo sexual por
parte da mulher recebe menor relevância (especialmente quando
a fertilidade é a preocupação principal). O envelhecimento
do indivíduo pode estar associado com uma diminuição do
interesse e funcionamento sexual (especialmente em homens),
mas existem amplas diferenças individuais nos efeitos da
idade.
Prevalência
Existem
muito poucos dados epidemiológicos envolvendo a prevalência
das várias disfunções sexuais, e esses mostram uma variabilidade
extrema, provavelmente refletindo diferenças nos métodos
de avaliação, definições usadas e características das populações
amostradas.
Diagnóstico Diferencial
Se
o clínico considera que a Disfunção Sexual é causada exclusivamente
pelos efeitos fisiológicos de uma determinada condição médica
geral, o diagnóstico é de Disfunção Sexual Devido a uma
Condição Médica Geral. Esta determinação fundamenta-se na
história, achados laboratoriais ou exame físico. Quando
se supõe que a Disfunção Sexual é causada exclusivamente
pelos efeitos fisiológicos de uma droga de abuso, um medicamento
ou exposição a uma toxina, o diagnóstico é de Disfunção
Sexual Induzida por Substância. Cabe ao clínico investigar
atentamente a natureza e extensão do uso de substâncias,
inclusive medicamentos. Os sintomas que ocorrem durante
ou logo após (isto é, em 4 semanas) a Intoxicação com Substância
ou após o uso de medicamentos podem ser especialmente indicativos
de uma Disfunção Sexual Induzida por Substância, dependendo
do tipo ou quantidade da substância usada ou duração do
uso. Se o clínico determinar que a disfunção sexual se deve
tanto a uma condição médica geral quanto ao uso de uma substância,
podem ser dados ambos os diagnósticos (isto é, Disfunção
Sexual Devido a uma Condição Médica Geral e Disfunção Sexual
Induzida por Substância). Um diagnóstico de Disfunção Sexual
primária com o subtipo Devido a Fatores Combinados é feito
quando se presume o papel etiológico de uma combinação de
fatores psicológicos e uma condição médica geral ou substância,
mas nenhuma etiologia isolada é suficiente para explicar
a disfunção. Se o clínico não consegue determinar os papéis
etiológicos dos fatores psicológicos, de uma condição médica
geral e do uso de uma substância, diagnostica-se Disfunção
Sexual Sem Outra Especificação. O diagnóstico de Disfunção
Sexual também não é feito se a disfunção é melhor explicada
por outro transtorno do Eixo I (por ex., se a redução do
desejo sexual ocorre apenas no contexto de um Episódio Depressivo
Maior). Entretanto, se a perturbação no funcionamento sexual
antecede o transtorno do Eixo I ou é um foco de atenção
clínica independente, pode ser feito um diagnóstico adicional
de Disfunção Sexual. Em geral, se uma Disfunção Sexual está
presente (por ex., Transtorno da Excitação Sexual), Disfunções
Sexuais adicionais também estarão presentes (por ex., Transtorno
de Desejo Sexual Hipoativo). Nesses casos, todos os transtornos
devem ser diagnosticados. Um Transtorno da Personalidade
pode coexistir com uma Disfunção Sexual. Nestes casos, a
Disfunção Sexual deve ser registrada no Eixo I, e o Transtorno
da Personalidade, no Eixo II. Se uma outra condição clínica,
como Problema de Relacionamento, está associada com a perturbação
no funcionamento sexual, a Disfunção Sexual deve ser diagnosticada,
e a outra condição clínica também é anotada no Eixo I. Problemas
ocasionais com o desejo sexual, excitação ou orgasmo que
não são persistentes ou recorrentes ou não são acompanhados
por acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal não
são considerados como Disfunções Sexuais.
|
F52.0 - 302.71 Transtorno
de Desejo Sexual Hipoativo |
| DSM.IV |
|
Características Diagnósticas
A
característica essencial do Transtorno de Desejo Sexual
Hipoativo é uma deficiência ou ausência de fantasias sexuais
e desejo de ter atividade sexual (Critério A). A perturbação
deve causar acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal
(Critério B). A disfunção não é melhor explicada por outro
transtorno do Eixo I (exceto uma outra Disfunção Sexual)
nem se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos
de uma substância (inclusive medicamentos) ou de uma condição
médica geral (Critério C). O baixo desejo sexual pode ser
global e abranger todas as formas de expressão sexual ou
pode ser situacional e limitado a um parceiro ou a uma atividade
sexual específica (por ex., intercurso mas não masturbação).
Existe pouca motivação para a busca de estímulos e pouca
frustração quando privado da oportunidade de expressão sexual.
O indivíduo em geral não inicia a atividade sexual ou pode
engajar-se apenas com relutância quando esta é iniciada
pelo parceiro. Embora a freqüência das experiências sexuais
geralmente seja baixa, a pressão do parceiro ou necessidades
não-sexuais (por ex., de conforto físico ou intimidade)
podem aumentar a freqüência dos encontros sexuais. Em vista
de uma falta de dados normativos relacionados à idade ou
gênero, quanto à freqüência ou grau do desejo sexual, o
diagnóstico deve fundamentar-se no julgamento clínico, com
base nas características do indivíduo, determinantes interpessoais,
o contexto de vida e o contexto cultural. O clínico pode
ter de avaliar ambos os parceiros, quando discrepâncias
no desejo sexual levam à busca da atenção de um profissional.
Um "baixo desejo" aparente em um parceiro pode
refletir, ao invés disso, uma necessidade excessiva de expressão
sexual da parte do outro. Por outro lado, ambos os parceiros
podem ter níveis de desejo dentro da faixa normal, mas em
extremos diferentes do continuum.
Subtipos
Os
subtipos são oferecidos para a indicação de início (Ao Longo
da Vida versus Adquirido) e fatores etiológicos (Devido
a Fatores Psicológicos, Devido a Fatores Combinados) para
Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo.
Características e Transtornos Associados
Um
desejo sexual reduzido freqüentemente está associado com
problemas de excitação sexual ou com dificuldades para atingir
o orgasmo. A deficiência no desejo sexual pode representar
a disfunção primária ou pode ser a conseqüência de sofrimento
emocional induzido por perturbações na excitação ou no orgasmo.
Entretanto, alguns indivíduos com baixo desejo sexual retêm
a capacidade para a excitação sexual adequada e orgasmo
em [471]resposta à estimulação sexual. Condições médicas
gerais podem ter um efeito prejudicial inespecífico sobre
o desejo sexual, devido a fraqueza, dor, problemas com a
imagem corporal ou preocupações com a sobrevivência. Os
transtornos depressivos freqüentemente estão associados
com um baixo desejo sexual, podendo o início da depressão
preceder, co-ocorrer ou ser a conseqüência do desejo sexual
deficiente. Os indivíduos com Transtorno de Desejo Sexual
Hipoativo podem ter dificuldades para desenvolver relacionamentos
sexuais estáveis e insatisfação e rompimento conjugais.
Curso
A
idade de início para indivíduos com formas Ao Longo da Vida
de Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo é a puberdade.
Com maior freqüência, o transtorno desenvolve-se na idade
adulta, após um período de interesse sexual adequado, em
associação com sofrimento psicológico, eventos estressantes
ou dificuldades interpessoais. A perda do desejo sexual
pode ser contínua ou episódica, dependendo de fatores psicossociais
ou do relacionamento. Um padrão episódico de perda do desejo
sexual ocorre em alguns indivíduos, envolvendo problemas
com a intimidade e formação de compromissos.
Diagnóstico Diferencial
O
Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo deve ser diferenciado
da Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral.
O diagnóstico apropriado é de Disfunção Sexual Devido a
uma Condição Médica Geral quando se presume que a disfunção
se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos de uma condição
médica geral específica (ver pp. 487-488). Esta determinação
fundamenta-se na história, achados laboratoriais ou exame
físico. Certas condições médicas gerais, tais como anormalidades
neurológicas, hormonais e metabólicas, podem prejudicar
especificamente os substratos fisiológicos do desejo sexual.
Anormalidades na testosterona e prolactina totais e biodisponíveis
podem indicar transtornos hormonais responsáveis pela perda
do desejo sexual. Se tanto um Transtorno de Desejo Sexual
Hipoativo quanto uma condição médica geral estão presentes,
mas o médico julga que a disfunção sexual não se deve exclusivamente
aos efeitos fisiológicos diretos da condição médica geral,
então se aplica o diagnóstico de Transtorno de Desejo Sexual
Hipoativo Devido a Fatores Combinados. Contrastando com
o Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo, presume-se que
uma Disfunção Sexual Induzida por Substância se deva exclusivamente
aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por
ex., medicamentos anti-hipertensivos, uma droga de abuso).
Se tanto um Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo quanto
o uso de uma substância estão presentes, mas o clínico julga
que a disfunção sexual não se deve exclusivamente aos efeitos
fisiológicos diretos do uso da substância, então se aplica
o diagnóstico de Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo Devido
a Fatores Combinados. Se o baixo desejo sexual é considerado
como sendo devido exclusivamente aos efeitos fisiológicos
tanto de uma condição médica geral quanto do uso de uma
substância, então são diagnosticados tanto Transtorno de
Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral quanto
Disfunção Sexual Induzida por Substância. O Transtorno de
Desejo Sexual Hipoativo também pode ocorrer em associação
com outras Disfunções Sexuais (por ex., Disfunção Erétil
Masculina), sendo que então ambas as condições devem ser
anotadas. Um diagnóstico adicional de Transtorno de Desejo
Sexual Hipoativo em geral não é feito se o baixo desejo
sexual é melhor explicado por outro transtorno do Eixo I
(por ex., Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Obsessivo-Compulsivo,
Transtorno de Estresse Pós-Traumático). O diagnóstico adicional
pode ser apropriado quando o baixo desejo antecede o transtorno
do Eixo I ou é um foco de atenção clínica independente.
Problemas ocasionais com o desejo sexual que não são persistentes
ou recorrentes ou não são acompanhados por acentuado sofrimento
ou dificuldade interpessoal não são considerados um Transtorno
de Desejo Sexual Hipoativo.
|
Critérios Diagnósticos para
F52.0 - 302.71 Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo
|
| A.
Deficiência (ou ausência) persistente ou recorrente
de fantasias ou desejo de ter atividade sexual.
O julgamento de deficiência ou ausência é feito
pelo clínico, levando em consideração fatores
que afetam o funcionamento sexual, tais como idade
e contexto de vida do indivíduo. |
| B.
A perturbação causa acentuado sofrimento ou dificuldade
interpessoal. |
| C.
A disfunção sexual não é melhor explicada por
outro transtorno do Eixo I (exceto outra Disfunção
Sexual) nem se deve exclusivamente aos efeitos
fisiológicos diretos de uma substância (por ex.,
droga de abuso, medicamento) ou de uma condição
médica geral. |
| Especificar
tipo:
Tipo Ao Longo da Vida
Tipo Adquirido |
| Especificar
tipo:
Tipo Generalizado
Tipo Situacional |
| Especificar:
Devido a Fatores Psicológicos
Devido a Fatores Combinados |
|
F52.10 - 302.79 Transtorno
de Aversão Sexual |
|
DSM.IV |
|
Características Diagnósticas
A
característica essencial do Transtorno de Aversão Sexual
é a aversão e esquiva ativa do contato sexual genital com
um parceiro sexual (Critério A). A perturbação deve causar
acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal (Critério
B). A disfunção não é melhor explicada por outro transtorno
do Eixo I (exceto outra Disfunção Sexual) (Critério C).
O indivíduo relata ansiedade, medo ou repulsa ao se defrontar
com uma oportunidade sexual com um parceiro. A aversão ao
contato genital pode concentrar-se em um determinado aspecto
da experiência sexual (por ex., secreções genitais, penetração
vaginal). Alguns indivíduos experimentam repulsa generalizada
a quaisquer estímulos sexuais, inclusive beijos e toques.
A intensidade da reação do indivíduo quando exposto aos
estímulos aversivos pode variar desde uma ansiedade moderada
e falta de prazer, até um extremo sofrimento psicológico.
Subtipos
Os
subtipos são oferecidos para indicar início (Ao Longo da
Vida versus Adquirido), contexto (Generalizado versus Situacional)
e fatores etiológicos (Devido a Fatores Psicológicos, Devido
a Fatores Combinados), para o Transtorno de Aversão Sexual
Características e Transtornos Associados
Ao
se defrontarem com uma situação sexual, alguns indivíduos
com Transtorno de Aversão Sexual severo podem experimentar
Ataques de Pânico, com extrema ansiedade, sensações de terror,
desmaio, náusea, palpitações, tonturas e dificuldades respiratórias.
Pode haver um acentuado prejuízo nas relações interpessoais
(por ex., insatisfação conjugal). Os indivíduos podem evitar
situações sexuais ou parceiros sexuais em potencial mediante
estratégias veladas (por ex., dormir cedo, viajar, negligenciar
a aparência pessoal, usar substâncias ou envolver-se com
atividades de trabalho, sociais ou familiares).
Diagnóstico Diferencial
O
Transtorno de Aversão Sexual também pode ocorrer junto com
outras Disfunções Sexuais (por ex., Dispareunia). Neste
caso, devem ser anotadas ambas as condições. Um diagnóstico
adicional de Transtorno de Aversão Sexual geralmente não
é feito se a aversão sexual é melhor explicada por outro
transtorno do Eixo I (por ex., Transtorno Depressivo Maior,
Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno de Estresse
Pós-Traumático). O diagnóstico adicional pode ser feito
quando a aversão precede o transtorno do Eixo I ou é um
foco de atenção clínica independente. Embora a aversão sexual
possa satisfazer, tecnicamente, os critérios para Fobia
Específica, este diagnóstico adicional não é dado. Uma aversão
sexual ocasional que não é persistente ou recorrente ou
não se acompanha de acentuado sofrimento ou dificuldade
interpessoal não é considerada um Transtorno de Aversão
Sexual.
|
Critérios Diagnósticos para
F52.10 - 302.79 Transtorno de Aversão Sexual
|
| A.
Extrema aversão ou esquiva persistente ou recorrente
de todo (ou quase todo) contato sexual genital
com um parceiro sexual. |
| B.
A perturbação causa acentuado sofrimento ou dificuldade
interpessoal. |
| C.
A disfunção sexual não é melhor explicada por
outro transtorno do Eixo I (exceto outra Disfunção
Sexual). |
| Especificar
tipo:
Tipo Ao Longo da Vida
Tipo Adquirido |
| Especificar
tipo:
Tipo Generalizado
Tipo Situacional |
| Especificar:
Devido a Fatores Psicológicos
Devido a Fatores Combinados |
|
F52.2 -
302.72 Transtorno da Excitação Sexual Feminina
|
|
DSM.IV |
ECaracterísticas Diagnósticas
A
característica essencial do Transtorno da Excitação Sexual
Feminina é uma incapacidade persistente ou recorrente de
adquirir ou manter uma resposta de excitação sexual adequada
de lubrificação-turgescência até a conclusão da atividade
sexual (Critério A). A resposta de excitação consiste de
vasocongestão da pelve, lubrificação e expansão vaginal
e turgescência da genitália externa. A perturbação deve
causar acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal
(Critério B). A disfunção não é melhor explicada por outro
transtorno do Eixo I (exceto outra Disfunção Sexual), nem
se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos
de uma substância (inclusive medicamentos) ou de uma condição
médica geral (Critério C).
Subtipos
Os
subtipos são oferecidos para indicar início (Ao Longo da
Vida ou Adquirido), contexto (Generalizado versus Situacional)
e fatores etiológicos (Devido a Fatores Psicológicos, Devido
a Fatores Combinados), para Transtorno da Excitação Sexual
Feminina.
Características e Transtornos Associados
Limitadas
evidências sugerem que o Transtorno da Excitação Sexual
Feminina freqüentemente é acompanhado por Transtornos do
Desejo Sexual e Transtorno Orgásmico Feminino. A pessoa
com Transtorno da Excitação Sexual Feminina pode ter pouca
ou nenhuma sensação subjetiva de excitação sexual. O transtorno
pode resultar em intercurso doloroso, esquiva sexual e perturbação
de relacionamentos conjugais ou sexuais.
Diagnóstico Diferencial
O
Transtorno da Excitação Sexual Feminina deve ser diferenciado
de uma Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral.
O diagnóstico apropriado é de Disfunção Sexual Devido a
uma Condição Médica Geral quando a disfunção é considerada
como sendo exclusivamente decorrente dos efeitos fisiológicos
de uma determinada condição médica geral (por ex., reduções
nos níveis de estrógeno na menopausa ou pós-menopausa, vaginite
atrófica, diabete melito, radioterapia da pelve). Uma lubrificação
reduzida também tem sido relatada em associação com a lactação.
Esta determinação fundamenta-se na história, achados laboratoriais
e exame físico. Se tanto o Transtorno de Excitação Sexual
Feminina quanto uma condição médica geral estão presentes,
mas o clínico presume que a disfunção sexual não se deve
exclusivamente às conseqüências fisiológicas diretas da
condição médica geral, então se aplica o diagnóstico de
Transtorno da Excitação Sexual Feminina, Devido a Fatores
Combinados. Contrastando com o Transtorno da Excitação Sexual
Feminina, uma Disfunção Sexual Induzida por Substância é
considerada como sendo exclusivamente decorrente dos efeitos
fisiológicos diretos de uma substância (por ex., redução
da lubrificação causada por anti-hipertensivos ou anti-histamínicos).
Se tanto um Transtorno de Excitação Sexual Feminina quanto
o uso de uma substância estão presentes, mas o clínico considera
que a disfunção sexual não se deve exclusivamente aos efeitos
fisiológicos diretos do uso da substância, então se aplica
o diagnóstico de Transtorno da Excitação Sexual Feminina
Devido a Fatores Combinados. Se se supõe que os problemas
de excitação se devem exclusivamente aos efeitos fisiológicos
tanto de uma condição médica geral quanto do uso de uma
substância, tanto Disfunção Sexual Devido a uma Condição
Médica Geral quanto Disfunção Sexual Induzida por Substância
são diagnosticadas. O Transtorno da Excitação Sexual Feminina
também pode ocorrer em associação com outras Disfunções
Sexuais (por ex., Transtorno Orgásmico Feminino), sendo
que, neste caso, ambos devem ser anotados. Um diagnóstico
adicional de Transtorno de Excitação Sexual Feminina geralmente
não é feito se o problema da excitação sexual é melhor explicado
por outro transtorno do Eixo I (por ex., Transtorno Depressivo
Maior, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno de Estresse
Pós-Traumático). O diagnóstico adicional pode ser feito
quando o problema com a excitação sexual antecede o transtorno
do Eixo I ou se este é um foco de atenção clínica independente.
Problemas ocasionais com a excitação sexual que não são
persistentes ou recorrentes ou não se acompanham de acentuado
sofrimento ou dificuldade interpessoal não são considerados
Transtorno da Excitação Sexual Feminina. Um diagnóstico
de Transtorno da Excitação Sexual Feminina também não se
aplica se os problemas na excitação se devem a uma estimulação
sexual inadequada em foco, intensidade e duração.
|
Critérios Diagnósticos para
F52.2 - 302.72 Transtorno da Excitação Sexual
Feminina |
| A.
Incapacidade persistente ou recorrente de adquirir
ou manter uma resposta de excitação sexual de
lubrificação-turgescência até a conclusão da atividade
sexual. |
| B.
A perturbação causa acentuado sofrimento ou dificuldade
interpessoal. |
| C.
A disfunção sexual não é melhor explicada por
outro transtorno do Eixo I (exceto outra Disfunção
Sexual), nem se deve exclusivamente aos efeitos
fisiológicos diretos de uma substância (por ex.,
droga de abuso, medicamento) ou de uma condição
médica geral. |
| Especificar
tipo:
Tipo Ao Longo da Vida
Tipo Adquirido |
| Especificar
tipo:
Tipo Generalizado
Tipo Situacional |
| Especificar:
Devido a Fatores Psicológicos
Devido a Fatores Combinados |
|
F52.2 -
302.72 - Transtorno Erétil Masculino |
|
fDSM.IV |
Características Diagnósticas
A
característica essencial do Transtorno Erétil Masculino
é uma incapacidade persistente ou recorrente de obter ou
manter uma ereção adequada até a conclusão da atividade
sexual (Critério A). A perturbação deve causar acentuado
sofrimento ou dificuldade interpessoal (Critério B). A disfunção
não é melhor explicada por outro transtorno do Eixo I (exceto
outra Disfunção Sexual), nem se deve exclusivamente aos
efeitos fisiológicos diretos de uma substância (inclusive
medicamentos) ou de uma condição médica geral (Critério
C). Existem diferentes padrões de disfunção erétil. Alguns
indivíduos relatam uma incapacidade de obterem qualquer
ereção desde o início de uma experiência sexual. Outros
queixam-se de terem experimentado uma ereção adequada, perdendo
a tumescência depois, ao tentarem a penetração. Outros,
ainda, relatam terem uma ereção suficientemente firme para
a penetração, mas que depois perdem a tumescência antes
ou durante o ato. Alguns homens podem relatar a capacidade
de terem uma ereção apenas durante a automasturbação ou
ao despertarem. As ereções masturbatórias também podem ser
perdidas, mas isto não é comum.
Subtipos
Os
subtipos são oferecidos para indicar início (Ao Longo da
Vida versus Adquirido), contexto (Generalizado versus Situacional)
e fatores etiológicos (Devido a Fatores Psicológicos, Devido
a Fatores Combinados), para o Transtorno Erétil Masculino.
Características e Transtornos Associados
As
dificuldades eréteis no Transtorno Erétil Masculino freqüentemente
estão associadas com ansiedade sexual, medo do fracasso,
preocupações acerca do desempenho sexual e uma redução do
sentimento subjetivo de excitação e prazer sexual. Uma disfunção
erétil é capaz de perturbar um relacionamento conjugal ou
sexual existente, podendo ser a causa de casamentos não
consumados e infertilidade. Este transtorno pode estar associado
com Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo e Ejaculação Precoce.
Os indivíduos com Transtornos do Humor e Transtornos Relacionados
a Substâncias freqüentemente relatam problemas com a excitação
sexual.
Curso
As
várias formas de Transtorno Erétil Masculino seguem diferentes
cursos, e a idade de início varia substancialmente. Os poucos
indivíduos que jamais foram capazes de experimentar uma
ereção de suficiente qualidade para a conclusão da atividade
sexual com uma parceira têm, tipicamente, um transtorno
crônico ao longo da vida. Os casos adquiridos podem apresentar
uma remissão espontânea de 15 a 30%. Os casos situacionais
podem depender do tipo de parceiro, da intensidade ou da
qualidade do relacionamento, sendo episódicos e freqüentemente
recorrentes.
Diagnóstico Diferencial
O
Transtorno Erétil Masculino deve ser distinguido de uma
Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica Geral. O diagnóstico
apropriado é de Disfunção Sexual Devido a uma Condição Médica
Geral, quando a disfunção é considerada exclusivamente decorrente
dos efeitos fisiológicos de uma determinada condição médica
geral (por ex., diabete melito, esclerose múltipla, insuficiência
renal, neuropatia periférica, doença vascular periférica,
lesão da medula, lesão do sistema nervoso autônomo por cirurgia
ou radiação). Esta determinação fundamenta-se na história
(por ex., funcionamento erétil prejudicado durante a masturbação),
achados laboratoriais ou exame físico. Estudos da tumescência
peniana noturna podem demonstrar se ocorrem ereções durante
o sono e ser úteis para a diferenciação entre transtornos
eréteis primários e Transtorno Erétil Masculino Devido a
uma Condição Médica Geral. Avaliações da pressão sangüínea
peniana, de onda-pulso ou ultra-sonografia por Doppler podem
indicar perda vasculogênica do funcionamento erétil. Procedimento
invasivos tais como testagem farmacológica intracorpórea
ou angiografia podem avaliar a presença de problemas no
fluxo arterial. A cavernosonografia pode determinar a competência
venosa. Se tanto um Transtorno Erétil Masculino quanto uma
condição médica geral estão presentes, mas o clínico considera
que a disfunção erétil não se deve exclusivamente aos efeitos
fisiológicos diretos da condição médica geral, então se
aplica o diagnóstico de Transtorno Erétil Masculino Devido
a Fatores Combinados. Uma Disfunção Sexual Induzida por
Substância é diferenciada do Transtorno Erétil Masculino
porque se presume que a Disfunção Sexual se deve exclusivamente
aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por
ex., medicamento anti-hipertensivo, medicamento antidepressivo,
medicamento neuroléptico, droga de abuso). Se tanto um Transtorno
Erétil Masculino quanto o uso de uma substância estão presentes,
mas o clínico considera que a disfunção erétil não se deve
exclusivamente aos efeitos fisiológicos diretos do uso da
substância, então se aplica o diagnóstico de Transtorno
Erétil Masculino Devido a Fatores Combinados. Se os problemas
de excitação são considerados exclusivamente devido aos
efeitos fisiológicos tanto de uma condição médica geral
quanto do uso de uma substância, diagnostica-se tanto Disfunção
Sexual Devido a uma Condição Médica Geral quanto Disfunção
Sexual Induzida por Substância. O Transtorno Erétil Masculino
também pode ocorrer em associação com outras Disfunções
Sexuais (por ex., Ejaculação Precoce), sendo que, neste
caso, ambas as condições devem ser anotadas. Um diagnóstico
adicional de Transtorno Erétil Masculino em geral não é
feito se a disfunção erétil é melhor explicada por outro
transtorno do Eixo I (por ex., Transtorno Depressivo Maior,
Transtorno Obsessivo-Compulsivo). O diagnóstico adicional
pode ser feito quando a disfunção erétil precede o transtorno
do Eixo I ou é um foco de atenção clínica independente.
Problemas ocasionais com ereções não persistentes ou recorrentes
ou não acompanhados por acentuado sofrimento ou dificuldade
interpessoal não são considerados Transtorno Erétil Masculino.
Um diagnóstico de Transtorno Erétil Masculino também não
se aplica se a disfunção erétil se deve a uma estimulação
sexual inadequada em termos de foco, intensidade e duração.
Homens mais velhos podem necessitar de maior estimulação
ou levar mais tempo para atingirem uma ereção completa.
Essas alterações fisiológicas não devem ser consideradas
Transtorno Erétil Masculino.
| Critérios Diagnósticos
para F52.2 - 302.72 Transtorno Erétil Masculino
|
| A.
Incapacidade persistente ou recorrente de obter
ou manter uma ereção adequada até a conclusão
da atividade sexual. |
| B.
A perturbação causa acentuado sofrimento ou dificuldades
interpessoais. |
| C.
A disfunção erétil não é melhor explicada por
outro transtorno do Eixo I (outro que não Disfunção
Sexual), nem se deve exclusivamente aos efeitos
fisiológicos diretos de uma substância (por ex.,
droga de abuso, medicamento), ou de uma condição
médica geral. |
| Especificar
tipo:
Tipo Ao Longo da Vida
Tipo Adquirido |
| Especificar
tipo:
Tipo Generalizado
Tipo Situacional |
| Especificar:
Devido a Fatores Psicológicos
Devido a Fatores Combinados |
|