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F93.0 -
309.21 Transtorno de Ansiedade de Separação
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F94.0 -
313.23 Mutismo Seletivo
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F94.x
- 313.89 Transtorno de Apego Reativo na Infância
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F98.4
- 307.3 Transtorno de Movimento Estereotipado
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F93.0 - 309.21 Transtorno de Ansiedade de Separação |
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DSM.IV
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Características Diagnósticas
A característica essencial do
Transtorno de Ansiedade de Separação é a ansiedade excessiva envolvendo o afastamento
de casa ou de figuras importantes de vinculação (Critério A). Esta ansiedade está
além daquela esperada para o nível de desenvolvimento do indivíduo. A perturbação
deve durar por um período de pelo menos 4 semanas (Critério B), iniciar antes dos 18
anos (Critério C) e causar sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no
funcionamento social, acadêmico (ocupacional) ou outras áreas importantes na vida do
indivíduo (Critério D). O diagnóstico não é feito se a ansiedade ocorre
exclusivamente durante o curso de um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Esquizofrenia
ou outro Transtorno Psicótico, ou, em adolescentes ou adultos, se é melhor explicada por
Transtorno de Pânico Com Agorafobia (Critério E). Os indivíduos com este transtorno
podem experimentar sofrimento excessivo recorrente, quando da separação de casa ou de
figuras importantes de vinculação (Critério A1). Quando separados dessas figuras de
vinculação, freqüentemente precisam saber de seu paradeiro e sentem necessidade de
permanecer em contato (por ex., através de telefonemas). Alguns indivíduos sentem
saudade extrema e chegam a sentir-se enfermos devido ao desconforto, se estão longe de
casa. Eles podem ansiar pelo retorno ao lar e fantasiar acerca da reunião com as figuras
de vinculação. Ao serem separados das figuras principais de vinculação, esses
indivíduos freqüentemente abrigam temores de que acidentes ou doenças acometam as
figuras a quem têm apego ou a eles próprios (Critério A2). As crianças com este
transtorno freqüentemente expressam o medo de se perderem e jamais reverem seus pais
(Critério A3). Elas em geral sentem desconforto quando viajam independentemente para
longe de casa ou de outras áreas que lhes são familiares, podendo evitar de ir a
qualquer lugar sozinhas. Pode haver relutância ou recusa a comparecer à escola ou
acampamentos, visitar ou pernoitar em casa de amigos, ou sair para cumprir pequenas
incumbências (Critério A4). Essas crianças podem ser incapazes de permanecer em um
quarto sozinhas, podem exibir um comportamento "adesivo" e andar "como uma
sombra" atrás dos pais, por toda a casa (Critério A5). As crianças com este
transtorno com freqüência têm dificuldades para dormir e podem insistir para que
alguém permaneça a seu lado até adormecerem (Critério A6). Durante a noite, podem ir
à cama dos pais (ou de outra pessoa significativa, como um irmão); se o ingresso ao
aposento dos pais é impedido, podem dormir junto à porta. Também pode haver pesadelos
cujo conteúdo expressa os temores do indivíduo (por ex., destruição da família por
fogo, assassinato ou outra catástrofe) (Critério A7). Queixas somáticas, tais como dor
abdominal, dor de cabeça, náusea e vômitos são comuns, quando a separação ocorre ou
é prevista (Critério A8). Sintomas (Critério A8). Sintomas cardiovasculares, tais como
palpitações, tontura e sensação de desmaio iminente, são raras em crianças menores,
mas podem ocorrer em indivíduos mais velhos.
Especificador
Início
Precoce. Este especificador pode ser usado para indicar o início do transtorno
antes dos 6 anos de idade.
Características e Transtornos Associados
As crianças com Transtorno de
Ansiedade de Separação tendem a vir de famílias muito unidas. Quando separadas de casa
ou das figuras principais de vinculação, elas podem exibir, de um modo recorrente,
retraimento social, apatia, tristeza ou dificuldade para concentrar-se no trabalho ou em
brincadeiras. Dependendo da idade, os indivíduos podem ter medo de animais, monstros, do
escuro, de ladrões, bandidos, seqüestradores, acidentes automobilísticos, viagens
aéreas e outras situações percebidas como perigosas para a integridade, sua própria ou
da família. Preocupações com a morte e o morrer são comuns. A recusa à escola pode
acarretar dificuldades acadêmicas e evitação social. As crianças podem queixar-se de
que ninguém gosta delas e afirmar que desejariam estar mortas. Quando extremamente
perturbadas frente à perspectiva de separação, podem apresentar raiva ou às vezes
agredir fisicamente a pessoa que está forçando a separação. Quando sozinhas,
especialmente à noite, as crianças pequenas podem relatar experiências perceptivas
incomuns (por ex., ver pessoas espiando para dentro do quarto, criaturas assustadoras que
tentam pegá-las, sensação de olhos que as vigiam). As crianças com este transtorno
freqüentemente são descritas como exigentes, intrusivas e necessitando constante
atenção. As excessivas exigências da criança freqüentemente se transformam em uma
fonte de frustração para os pais, provocando ressentimento e conflito na família. Às
vezes, as crianças com o transtorno são descritas como excessivamente meticulosas,
obedientes e ávidas por agradar. As crianças podem ter queixas somáticas que resultam
em exames físicos e procedimentos médicos. Um humor depressivo em geral está presente,
podendo tornar-se mais persistente com o tempo, justificando um diagnóstico adicional de
Transtorno Distímico ou Transtorno Depressivo Maior. O transtorno pode preceder o
desenvolvimento de Transtorno de Pânico Com Agorafobia.
Características Específicas à Cultura, à Idade e ao Gênero
Existem variações culturais no
grau em que a tolerância à separação é considerada desejável. É importante
diferenciar o Transtorno de Ansiedade de Separação do alto valor atribuído por algumas
culturas à forte interdependência entre os membros da família. As manifestações do
transtorno podem variar de acordo com a idade. As crianças mais jovens podem não
expressar temores específicos de ameaças definidas aos pais, ao lar ou a si mesmas. À
medida que as crianças crescem, as preocupações ou temores em geral dizem respeito a
perigos específicos (por ex., seqüestro, assalto). A ansiedade e a antevisão da
separação tornam-se manifestas em uma fase intermediária da infância. Embora os
adolescentes com este transtorno, especialmente os do sexo masculino, possam negar a
ansiedade acerca da separação, ela pode ser refletida em sua atividade independente
limitada e relutância em sair de casa. Em indivíduos mais velhos, o transtorno pode
limitar sua capacidade para lidar com alterações nas circunstâncias de vida (por ex.,
mudança de domicílio, casamento). Os adultos com o transtorno tipicamente se preocupam
em demasia com seus filhos e cônjuges e experimentam acentuado desconforto quando
separados deles. Em amostras clínicas, o transtorno aparentemente apresenta a mesma
freqüência em ambos os sexos. Em amostras epidemiológicas, o transtorno é mais
freqüente no sexo feminino.
Prevalência
O Transtorno de Ansiedade de
Separação não é incomum; as estimativas de prevalência apontam uma média de cerca de
4% em crianças e adolescentes jovens.
Curso
O Transtorno de Ansiedade de
Separação pode desenvolver-se após algum estresse vital (por ex., morte de um parente
ou animal de estimação, doença em um filho ou parente, mudança de escola, mudança
para um novo bairro ou imigração). O início pode ocorrer já em idade pré-escolar ou a
qualquer momento, antes dos 18 anos, mas o transtorno é raro na adolescência.
Tipicamente, existem períodos de exacerbação e remissão. Tanto a ansiedade frente a
uma possível separação quanto a esquiva de situações envolvendo a separação (por
ex., sair de casa para ingressar na universidade) podem persistir por muitos anos.
Padrão Familial
O Transtorno de Ansiedade de
Separação parece ser mais comum em parentes biológicos em primeiro grau do que na
população em geral, e talvez seja mais freqüente em filhos de mães com Transtorno de
Pânico.
Diagnóstico Diferencial
A ansiedade de separação pode ser
um aspecto associado de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outros
Transtornos Psicóticos. Se os sintomas de Transtorno de Ansiedade de Separação ocorrem
exclusivamente durante o curso de um desses transtornos, não se aplica um diagnóstico
separado de Transtorno de Ansiedade de Separação. Este distingue-se do Transtorno de
Ansiedade Generalizada no sentido de que a ansiedade envolve predominantemente a
separação do lar e de figuras de vinculação. Em crianças e adolescentes com
Transtorno de Ansiedade de Separação, as ameaças de separação podem provocar extrema
ansiedade e até mesmo um Ataque de Pânico. Em comparação com o Transtorno de Pânico,
a ansiedade envolve a separação do lar ou de figuras de vinculação, ao invés da
incapacitação por um Ataque de Pânico. Em adultos, o Transtorno de Ansiedade de
Separação é raro e não deve ser dado como diagnóstico adicional se os temores de
separação são melhor explicados por Agorafobia, no Transtorno de Pânico Com Agorafobia
ou Agorafobia Sem História de Transtorno de Pânico. A gazeta à escola é comum no
Transtorno da Conduta, mas neste caso a criança geralmente permanece longe, em vez de
voltar para casa. Alguns casos de recusa à escola, especialmente na adolescência,
devem-se a Fobia Social ou Transtornos do Humor, ao invés de ansiedade de separação.
Diferentemente das alucinações nos Transtornos Psicóticos, as experiências perceptivas
incomuns que [111]ocorrem no Transtorno de Ansiedade de Separação estão habitualmente
baseadas em uma percepção errônea de um estímulo real, ocorrendo apenas em
determinadas situações (por ex., à noite) e são revertidas pela presença de uma
figura de vinculação. O julgamento clínico deve ser usado na diferenciação entre
níveis evolutivamente apropriados de ansiedade de separação e as preocupações
clinicamente significativas acerca da separação vistas no Transtorno de Ansiedade de
Separação.
Critérios Diagnósticos para F93.0 - 309.21 Transtorno de Ansiedade de
Separação |
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A.
Ansiedade inapropriada e excessiva em relação ao nível de desenvolvimento, envolvendo a
separação do lar ou de figuras de vinculação, evidenciada por três (ou mais) dos
seguintes aspectos:
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(1)
sofrimento excessivo e recorrente frente à ocorrência ou previsão de afastamento de
casa ou de figuras importantes de vinculação
(2) preocupação persistente e excessiva acerca de perder, ou sobre possíveis perigos
envolvendo figuras importantes de vinculação
(3) preocupação persistente e excessiva de que um evento indesejado leve à separação
de uma figura importante de vinculação (por ex., perder-se ou ser seqüestrado)
(4) relutância persistente ou recusa a ir para a escola ou a qualquer outro lugar, em
razão do medo da separação
(5) temor excessivo e persistente ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras
importantes de vinculação em casa ou sem adultos significativos em outros contextos
(6) relutância ou recusa persistente a ir dormir sem estar próximo a uma figura
importante de vinculação ou a pernoitar longe de casa
(7) pesadelos repetidos envolvendo o tema da separação
(8) repetidas queixas de sintomas somáticos (tais como cefaléias, dores abdominais,
náusea ou vômitos) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou
é prevista
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B. A
perturbação tem uma duração mínima de 4 semanas.
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C. A
perturbação inicia antes dos 18 anos.
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D. A
perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento
social, acadêmico (ocupacional) ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
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E. A
perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de um Transtorno Invasivo do
Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outro Transtorno Psicótico e, em adolescentes e
adultos, não é melhor explicada por Transtorno de Pânico Com Agorafobia.
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Especificar
se: Início Precoce: se o início ocorre antes dos 6 anos de idade.
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Mutismo Seletivo - F94.0 - 313.23 |
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DSM.IV
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(anteriormente Mutismo
Eletivo)
Características
Diagnósticas
A característica essencial do
Mutismo Seletivo é o fracasso persistente em falar em situações sociais específicas
(por ex., escola, com colegas de brincadeiras) onde seria esperado que falasse, apesar de
falar em outras situações (Critério A). A perturbação interfere na realização
escolar ou ocupacional ou na comunicação social (Critério B), devendo durar no mínimo
1 mês e não estar limitada ao primeiro mês de escolarização (durante o qual muitas
crianças podem mostrar-se tímidas e relutantes em falar) (Critério C). O Mutismo
Seletivo não deve ser diagnosticado se o fracasso do indivíduo em falar se deve
unicamente a uma falta de conhecimento ou de conforto com a linguagem necessária na
situação social (Critério D). Ele também não é diagnosticado se a perturbação é
melhor explicada por embaraço relacionado a ter um Transtorno da Comunicação (por ex.,
Tartamudez) ou se ocorre exclusivamente durante um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento,
Esquizofrenia ou outro Transtorno Psicótico (Critério E). Ao invés de se comunicarem
pela verbalização costumeira, as crianças com este transtorno podem comunicar-se por
gestos, acenando ou balançando a cabeça, puxando ou empurrando ou, em alguns casos, por
vocalizações monossilábicas, curtas ou monótonas, ou em um tom de voz alterado.
Características
e Transtornos Associados
As características associadas ao
Mutismo Seletivo podem incluir excessiva timidez, medo do embaraço social, isolamento e
retraimento social, dependência, traços compulsivos, negativismo, acessos de raiva ou
comportamento controlador ou opositivo. Provocações ou agressões pelos seus pares são
comuns. Embora as crianças com o transtorno em geral tenham habilidades normais de
linguagem, ocasionalmente pode haver um Transtorno da Comunicação (por ex., Transtorno
Fonológico, Transtorno da Linguagem Expressiva ou Transtorno Misto da Linguagem
Receptivo-Expressiva) ou uma condição médica geral que cause anormalidades da
articulação. Transtornos de Ansiedade (especialmente Fobia Social), Retardo Mental,
hospitalização ou estressores psicossociais extremos podem estar associados com o
transtorno.
Características
Específicas à Cultura e ao Gênero
Crianças imigrantes não
familiarizadas ou desconfortáveis com a língua oficial de seu novo país podem
recusar-se a falar com estranhos em seu novo ambiente. Este comportamento não deve ser
diagnosticado como Mutismo Seletivo. O Mutismo Seletivo é ligeiramente mais comum no sexo
feminino.
Prevalência
O Mutismo Seletivo é aparentemente
raro, sendo encontrado em menos de 1% dos indivíduos vistos em contextos de saúde
mental.
Curso
O início do Mutismo Seletivo
geralmente se dá antes dos 5 anos de idade, mas a perturbação pode não chegar à
atenção clínica até o ingresso da criança na escola. Embora a perturbação em geral
dure apenas alguns meses, às vezes ela pode persistir até por vários anos.
Diagnóstico
Diferencial
O Mutismo Seletivo deve ser
diferenciado das perturbações da fala, melhor explicadas por um Transtorno da
Comunicação, como Transtorno Fonológico, Transtorno da Linguagem Expressiva ou
Transtorno Misto da Linguagem Receptivo-Expressiva ou Tartamudez. Diferentemente do
Mutismo Seletivo, a perturbação da fala nestes transtornos não se restringe a uma
situação social específica. As crianças de famílias que imigraram para um país onde
uma língua diferente é falada podem recusar-se a falar em virtude da falta de
conhecimentos do novo idioma. Se a compreensão da nova língua é adequada, mas a recusa
em falar persiste, um diagnóstico de Mutismo Seletivo pode ser indicado. Os indivíduos
com Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Esquizofrenia, outro Transtorno Psicótico ou
Retardo Mental severo podem ter problemas na comunicação social e ser incapazes de falar
apropriadamente em situações sociais. Em comparação, o Mutismo Seletivo deve ser
diagnosticado apenas em uma criança cuja capacidade de falar foi estabelecida em algumas
situações sociais (por ex., tipicamente em casa). A ansiedade e a esquiva social na
Fobia Social podem estar associadas com o Mutismo Seletivo. Nesses casos, ambos os
diagnósticos podem ser dados.
Critérios Diagnósticos para F94.0 - 313.23 Mutismo Seletivo |
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A.
Fracasso persistente em falar em situações sociais específicas (nas quais existe a
expectativa para falar, por ex., na escola), apesar de falar em outras situações.
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B. A
perturbação interfere na realização educacional ou ocupacional ou na comunicação
social.
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C. A
perturbação de memória não ocorre exclusivamente durante o curso de delirium ou
demência.
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D. O
fracasso em falar não se deve a uma falta de conhecimento ou desconforto com a linguagem
falada exigida pela situação social.
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E. A
perturbação não é melhor explicada por um Transtorno da Comunicação (por ex.,
Tartamudez), nem ocorre exclusivamente durante o curso de um Transtorno Invasivo do
Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outro Transtorno Psicótico.
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F94.x - 313.89 Transtorno de Apego Reativo na Infância |
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DSM.IV
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Características Diagnósticas
A característica essencial do
Transtorno de Apego Reativo é uma ligação social acentuadamente perturbada e inadequada
ao nível de desenvolvimento na maioria dos contextos, com início antes dos 5 anos de
idade e associada ao recebimento de cuidados amplamente patológicos (Critério A).
Existem dois tipos de apresentação: no Tipo Inibido, a criança fracassa
persistentemente em iniciar ou responder à maior parte das interações sociais de uma
forma adequada a seu nível de desenvolvimento. A criança apresenta um padrão de
respostas excessivamente inibidas, hipervigilantes ou altamente ambivalentes (por ex.,
vigilância fixa, resistência a ser confortada ou um misto de abordagem e esquiva)
(Critério A1). No Tipo Desinibido, existe um padrão de vinculações difusas. A criança
demonstra uma sociabilidade indiscriminada ou falta de seletividade na escolha das figuras
de vinculação (Critério A2). A perturbação não é explicada unicamente por um atraso
no desenvolvimento (por ex., como no Retardo Mental) e não satisfaz os critérios para um
Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (Critério B). Por definição, a condição está
associada a cuidados amplamente patológicos, que podem assumir a forma de negligência
persistente em relação às necessidades emocionais básicas da criança por conforto,
estimulação e afeto (Critério C1); negligência persistente em relação às
necessidades físicas básicas da criança (Critério C2); ou mudanças repetidas de quem
cuida primariamente da criança, evitando a formação de vínculos estáveis (por ex.,
mudanças freqüentes de pais adotivos) (Critério C3). Os cuidados patológicos
supostamente respondem pela perturbação na interação social (Critério D).
Subtipos
O tipo predominante de
perturbação na ligação social pode ser indicado pela especificação de um dos
seguintes subtipos para o Transtorno de Apego Reativo:
Tipo Inibido: Neste subtipo, a perturbação
predominante na reatividade social é o fracasso persistente em iniciar e responder à
maioria das interações sociais de um modo adequado ao nível de desenvolvimento.
Tipo Desinibido: Este subtipo é utilizado se a
perturbação predominante na ligação social é uma sociabilidade indiscriminada ou uma
falta de seletividade na escolha das figuras de vinculação.
Características e Transtornos Associados
Características descritivas e
transtornos mentais associados. Certas situações (por ex., hospitalização prolongada
da criança, extrema pobreza ou inexperiência dos pais) podem predispor ao
desenvolvimento de cuidados patológicos. Entretanto, cuidados visivelmente patológicos
nem sempre resultam no desenvolvimento de um Transtorno de Apego Reativo; algumas
crianças podem formar vínculos e relacionamentos sociais estáveis mesmo em face de
acentuada negligência ou abuso. O Transtorno de Apego Reativo pode estar associado com
atrasos no desenvolvimento, Transtorno de Alimentação da Primeira Infância, Pica ou
Transtorno de Ruminação.
Achados laboratoriais associados
Achados laboratoriais consistentes
com desnutrição podem estar presentes. Achados ao exame físico e condições médicas
gerais associadas. O exame físico pode documentar condições médicas associadas que
possivelmente contribuem para as dificuldades em cuidar da criança ou que decorrem destas
dificuldades (por ex., atraso de crescimento, evidências de abuso físico). Prevalência
Os dados epidemiológicos são limitados, mas o Transtorno de Apego Reativo parece ser
muito raro. Curso O início do Transtorno de Apego Reativo geralmente se situa nos
primeiros anos de vida e, por definição, ocorre antes dos 5 anos de idade. O curso
parece variar, dependendo de fatores individuais na criança e em seus responsáveis, da
gravidade e da duração da privação psicossocial associada, bem como da natureza da
intervenção. Uma melhora considerável ou remissão pode ocorrer com o oferecimento de
um ambiente com apoio adequado. De outro modo, o transtorno segue um curso contínuo.
Diagnóstico Diferencial
No Retardo Mental, os vínculos
apropriados com os responsáveis geralmente se desenvolvem de um modo consistente com o
nível de desenvolvimento geral da criança. Entretanto, alguns bebês e crianças
pequenas com Retardo Mental severo podem ser particularmente problemáticos para os
responsáveis e apresentar sintomas característicos de Transtorno de Apego Reativo. Este
deve ser diagnosticado apenas se estiver claro que os problemas característicos na
formação de vínculos seletivos não decorrem em função do retardo. O Transtorno de
Apego Reativo deve ser diferenciado do Transtorno Autista e outros Transtornos Invasivos
do Desenvolvimento. Nestes, os vínculos seletivos não se desenvolvem ou apresentam alto
grau de desvio, mas isto geralmente ocorre na presença de um ambiente Transtorno Autista
e outros Transtornos Invasivos do Desenvolvimento também se caracterizam pela presença
de um prejuízo qualitativo na comunicação e padrões restritos, repetitivos e
estereotipados de comportamento. O Transtorno de Apego Reativo não é diagnosticado se
são satisfeitos os critérios para um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento. O Tipo
Desinibido deve ser diferenciado do comportamento impulsivo ou hiperativo característico
do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Comparado com o Transtorno de
Déficit de Atenção/Hiperatividade, o comportamento desinibido no Transtorno Reativo de
Vinculação está caracteristicamente associado com uma tentativa de formar um vínculo
social após um período muito breve de conhecimento. Cuidados amplamente patogênicos
são um aspecto definidor do Transtorno de Apego Reativo. Uma anotação adicional de
Abuso ou Negligência à Criança ou Problemas de Relacionamento entre Pai/Mãe-Criança
pode ser indicada. Quando os cuidados amplamente patogênicos não resultam em acentuada
perturbação na ligação social, Negligência da Criança ou Problemas de Relacionamento
entre Pai/Mãe-Criança podem ser anotados, ao invés de Transtorno de Apego Reativo.
Critérios Diagnósticos para F94.x - 313.89 Transtorno de Apego Reativo na
Infância |
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A.
Ligação social acentuadamente perturbada e inadequada ao nível de desenvolvimento na
maioria dos contextos, iniciando antes dos 5 anos e evidenciada por (1) ou (2):
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(1)
fracasso persistente em iniciar ou responder de maneira adequada ao nível de
desenvolvimento à maior parte das interações sociais, manifestado por respostas
excessivamente inibidas, hipervigilantes ou altamente ambivalentes e contraditórias (por
ex., a criança pode responder aos responsáveis por seus cuidados com um misto de
aproximação, esquiva e resistência ao conforto, ou pode apresentar uma vigilância
fixa) (2) vinculações difusas, manifestadas por sociabilidade indiscriminada, com
acentuada incapacidade de apresentar vinculações seletivas adequadas (por ex.,
familiaridade excessiva com pessoas relativamente estranhas ou falta de seletividade na
escolha das figuras de vinculação)
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B. A
perturbação no critério A não é explicada unicamente por atraso no desenvolvimento
(como no Retardo Mental) e não satisfaz os critérios para Transtorno Invasivo do
Desenvolvimento.
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C.
Cuidados patogênicos, evidenciados por pelo menos um dos seguintes critérios: (1)
negligência persistente em relação às necessidades emocionais básicas da criança por
conforto, estimulação e afeto (2) negligência persistente quanto às necessidades
físicas básicas da criança (3) repetidas mudanças de responsáveis primários,
evitando a formação de vínculos estáveis (por ex., mudanças freqüentes de pais
adotivos)
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D. Existe
uma suposição de que os cuidados no Critério C são responsáveis pela perturbação
comportamental no Critério A (por ex., as perturbações no Critério A começaram após
os cuidados patogênicos no Critério C).
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Especificar
tipo:
Tipo Inibido: o Critério A1 predomina na apresentação clínica.
Tipo Desinibido: o Critério A2 predomina na apresentação clínica.
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F98.4 - 307.3 Transtorno de Movimento Estereotipado |
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DSM.IV
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(anteriormente Transtorno de Estereotipia/do Hábito)
Características Diagnósticas
A característica essencial do
Transtorno de Movimento Estereotipado é um comportamento motor repetitivo, não funcional
e muitas vezes aparentemente intencional (Critério A). Este comportamento motor interfere
acentuadamente nas atividades normais ou resulta em lesões corporais auto-infligidas,
suficientemente significativas para exigirem tratamento médico (ou resultariam em
ferimentos, caso não fossem adotadas medidas de proteção) (Critério B). Em presença
de Retardo Mental, o comportamento estereotipado ou autodestrutivo é suficientemente
severo para se tornar um foco do tratamento (Critério C). O comportamento não é melhor
explicado por uma compulsão (como no Transtorno Obsessivo-Compulsivo), um tique (como nos
Transtornos de Tique), uma estereotipia que faz parte de um Transtorno Invasivo do
Desenvolvimento, ou arrancar os cabelos (como na Tricotilomania) (Critério D). O
comportamento também não é devido aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a uma
condição médica geral (Critério E). Os comportamentos motores devem persistir por pelo
menos 4 semanas (Critério F). Os movimentos estereotipados podem incluir acenar com as
mãos, balançar o corpo, brincar com as mãos, remexer os dedos, manusear objetos, bater
a cabeça, morder a si mesmo, beliscar a pele ou enfiar os dedos em orifícios corporais,
ou golpear várias partes do próprio corpo. Às vezes o indivíduo usa um objeto para
executar esses comportamentos, podendo causar danos permanentes e debilitantes aos tecidos
e, por vezes, acarretar risco de vida. Por exemplo, o ato de bater ou golpear severamente
a cabeça pode provocar cortes, sangramentos, infecções, descolamento da retina e
cegueira.
Especificadores
O clínico deve especificar Com
Comportamento Autodestrutivo se o comportamento acarreta lesões corporais que exigem
tratamento específico (ou que resultariam em lesão corporal, caso não fossem tomadas
medidas de proteção).
Características e Transtornos Associados
Características descritivas e
transtornos mentais associados. O indivíduo pode desenvolver métodos de autocontenção
(por ex., manter as mãos dentro da camisa, das calças ou dos bolsos) na tentativa de
controlar os comportamentos autodestrutivos. Quando a autocontenção sofre
interferência, os comportamentos retornam. Quando os comportamentos são extremos ou
repulsivos aos outros, podem ocorrer complicações psicossociais devido à exclusão do
indivíduo das atividades sociais e comunitárias. O Transtorno de Movimento Estereotipado
ocorre mais habitualmente em associação com Retardo Mental. Quanto mais severo o
retardo, maior o risco de comportamentos autodestrutivos. Este transtorno também pode
ocorrer em associação com severos déficits sensoriais (cegueira e surdez), podendo ser
mais comum em contextos institucionais nos quais o indivíduo recebe estimulação
insuficiente. Os comportamentos autodestrutivos ocorrem em certas condições médicas
gerais associadas com o Retardo Mental (por ex., síndrome do X frágil, síndrome de
Lange e, especialmente, a síndrome de Lesch-Nyhan, caracterizada por mordidas severas
auto-infligidas).
Achados laboratoriais associados.
Caso exista uma lesão
auto-infligida, os achados laboratoriais refletirão sua natureza e gravidade (por ex., a
anemia pode estar presente no caso de uma perda sangüínea crônica por sangramento retal
auto-infligido). Achados ao exame físico e condições médicas gerais associadas. Sinais
de lesões crônicas dos tecidos podem estar presentes (por ex., feridas, marcas de
mordidas, cortes, arranhões, infecções cutâneas, fissuras retais, corpos estranhos em
orifícios corporais, prejuízo visual devido a enfiar os dedos nos olhos ou catarata
traumática, e fraturas ou deformações ósseas). Em casos menos severos, pode haver uma
irritação cutânea crônica ou calos por mordidas, beliscões, arranhões ou saliva.
Características Específicas à Idade e ao Gênero
Os comportamentos autodestrutivos
ocorrem em indivíduos de todas as idades. Existem indicações de que o ato de bater a
cabeça é mais prevalente no sexo masculino (com uma proporção de cerca de 3:1) e as
mordidas auto-infligidas podem ser mais prevalentes no sexo feminino.
Prevalência
Existem informações limitadas
sobre a prevalência do Transtorno de Movimento Estereotipado. As estimativas de
prevalência dos comportamentos autodestrutivos em indivíduos com Retardo Mental variam
de 2 a 3% em crianças e adolescentes que vivem na comunidade até aproximadamente 25% em
adultos com Retardo Mental severo ou profundo que vivem em instituições.
Curso
Não existe uma idade ou padrão de
início típico para o Transtorno de Movimento Estereotipado. O início pode ocorrer após
um evento ambiental estressante. Em indivíduos não-verbais com Retardo Mental severo, os
movimentos estereotipados podem ser desencadeados por uma condição médica geral
dolorosa (por ex., uma infecção no ouvido médio levando ao comportamento de bater a
cabeça). Os movimentos estereotipados freqüentemente atingem seu auge na adolescência,
podendo então declinar aos poucos. Entretanto, especialmente em indivíduos com Retardo
Mental severo ou profundo, os movimentos podem persistir por anos. O foco desses
comportamentos freqüentemente muda (por ex., um indivíduo que costuma morder as mãos
pode deixar de fazê-lo e passar a bater a cabeça).
Diagnóstico Diferencial
Os movimentos estereotipados podem
estar associados com Retardo Mental, especialmente no caso de indivíduos que vivem em
ambientes não estimuladores. O Transtorno de Movimento Estereotipado deve ser
diagnosticado apenas em indivíduos nos quais o comportamento estereotipado ou
autodestrutivo apresenta gravidade suficiente para tornar-se um foco de tratamento.
Movimentos estereotipados e repetitivos são um aspecto característico dos Transtornos
Invasivos do Desenvolvimento. O Transtorno de Movimento Estereotipado não é
diagnosticado se as estereotipias são melhor explicadas por um Transtorno Invasivo do
Desenvolvimento. As compulsões do Transtorno Obsessivo-Compulsivo geralmente são mais
complexas e ritualizadas e executadas em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras
que devem ser rigidamente aplicadas. A diferenciação entre os movimentos complexos
característicos do Transtorno de Movimento Estereotipado e os Tiques Simples (por ex.,
piscar os olhos) é relativamente simples, mas o diagnóstico diferencial com Tiques
Motores Complexos é menos claro. Em geral, os movimentos estereotipados parecem ser mais
voluntários e intencionais, enquanto os tiques têm uma qualidade mais involuntária e
não rítmica. Na Tricotilomania, por definição, o comportamento repetitivo limita-se a
puxar os cabelos. Os ferimentos auto-induzidos no Transtorno de Movimento Estereotipado
devem ser diferenciados do Transtorno Factício com Sinais e Sintomas Predominantemente
Físicos, no qual a motivação para o ferimento auto-induzido consiste em assumir o papel
de doente. A automutilação associada com certos Transtornos Psicóticos e Transtornos da
Personalidade é premeditada, complexa e esporádica, possuindo um significado para o
indivíduo, dentro do contexto do transtorno mental severo subjacente (por ex., resulta de
um pensamento delirante). Os movimentos involuntários associados com condições
neurológicas (tais como doença de Huntington) geralmente seguem um padrão típico e os
sinais e sintomas da condição neurológica estão presentes. Os comportamentos de
auto-estimulação adequados ao nível de desenvolvimento em crianças pequenas (por ex.,
chupar o dedo, balançar o corpo e bater a cabeça) em geral são autolimitados e
raramente acarretam lesões aos tecidos exigindo tratamento. Os comportamentos de
auto-estimulação em indivíduos com déficits sensoriais (por ex., cegueira) geralmente
não resultam em disfunção ou em lesão auto-infligida.
Critérios Diagnósticos para F98.4 - 307.3 Transtorno de
Movimento Estereotipado |
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A.
Comportamento motor repetitivo, não funcional e aparentemente intencional (por ex.,
sacudir as mãos ou acenar, balançar o corpo, bater a cabeça, levar objetos à boca,
morder partes do corpo, beliscar a pele ou enfiar os dedos em orifícios corporais,
golpear o próprio corpo).
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B. O
comportamento interfere acentuadamente nas atividades normais ou provoca lesão corporal
auto-infligida que exige tratamento médico (ou provocariam lesão, caso não fossem
adotadas medidas preventivas).
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C. Em
presença de Retardo Mental, o comportamento estereotipado ou autodestrutivo apresenta
suficiente gravidade para tornar-se um foco de tratamento.
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D. O
comportamento não é melhor explicado por uma compulsão (como no Transtorno
Obsessivo-Compulsivo), por um tique (como no Transtorno de Tique), uma estereotipia que
faz parte do Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, ou puxar os cabelos (como na
Tricotilomania).
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E. O
comportamento não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância ou a uma
condição médica geral.
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F. O
comportamento persiste por 4 semanas ou mais.
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Especificar
se:
Com Comportamento Autodestrutivo: se o comportamento resulta em lesão corporal que exige
tratamento específico (ou que resultaria em lesão corporal, caso medidas de proteção
não fossem adotadas).
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F98.9 - 313.9 Transtorno da Infância ou Adolescência Sem Outra
Especificação |
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DSM.IV
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Esta é uma categoria residual,
destinada a transtornos com início na infância ou adolescência que não satisfazem os
critérios para qualquer transtorno específico na Classificação. |