Para
melhor entendimento, veja no quadro abaixo a sinópse dos
quadros relacionados aos Transtornos do Humor e, depois,
consulte as descrições específicas.
| O
Transtorno Depressivo
Maior se caracteriza por um ou mais
Episódios Depressivos Maiores (isto é, pelo menos
2 semanas de humor deprimido ou perda de interesse,
acompanhados por pelo menos quatro sintomas adicionais
de depressão). |
| O
Transtorno
Distímico caracteriza-se por pelo
menos 2 anos de humor deprimido na maior parte
do tempo, acompanhado por sintomas depressivos
adicionais que não satisfazem os critérios para
um Episódio Depressivo Maior. |
| O
Transtorno Depressivo
Sem Outra Especificação é incluído
para a codificação de transtornos com características
depressivas que não satisfazem os critérios para
Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Distímico,
Transtorno de Ajustamento com Humor Deprimido
ou Transtorno de Ajustamento Misto de Ansiedade
e Depressão (ou sintomas depressivos acerca dos
quais existem informações inadequadas ou contraditórias). |
| O
Transtorno
Bipolar I é caracterizado por um
ou mais Episódios Maníacos ou Mistos, geralmente
acompanhados por Episódios Depressivos Maiores. |
| O
Transtorno
Bipolar II caracteriza-se por um
ou mais Episódios Depressivos Maiores, acompanhado
por pelo menos um Episódio Hipomaníaco. |
| O
Transtorno
Ciclotímico é caracterizado por
pelo menos 2 anos com numerosos períodos de sintomas
hipomaníacos que não satisfazem os critérios para
um Episódio Maníaco e numerosos períodos de sintomas
depressivos que não satisfazem os critérios para
um Episódio Depressivo Maior. |
| O
Transtorno Bipolar Sem
Outra Especificação é incluído para
a codificação de transtornos com aspectos bipolares
que não satisfazem os critérios para qualquer
dos Transtornos Bipolares específicos definidos
nesta seção (ou sintomas bipolares acerca dos
quais há informações inadequadas ou contraditórias). |
| Um
Transtorno
do Humor Devido a uma Condição Médica Geral
é caracterizado por uma perturbação proeminente
e persistente do humor, considerada uma conseqüência
fisiológica direta de uma condição médica geral. |
| Um
Transtorno do Humor Induzido por Substância
caracteriza-se por uma perturbação proeminente
e persistente do humor, considerada uma conseqüência
fisiológica direta de uma droga de abuso, um medicamento,
outro tratamento somático para a depressão ou
exposição a uma toxina. |
| O
Transtorno do Humor Sem
Outra Especificação é incluído para
a codificação de transtornos com sintomas de humor
que não satisfazem os critérios para qualquer
Transtorno do Humor específico, e nos quais é
difícil escolher entre Transtorno Depressivo Sem
Outra Especificação e Transtorno Bipolar Sem Outra
Especificação (por ex., agitação aguda). |
Continua - Episódio Maníaco...
Os especificadores descritos na terceira parte são oferecidos
para aumentar a especificidade do diagnóstico, para criar
grupos mais homogêneos, para auxiliar na seleção do tratamento
e para melhorar a previsão do prognóstico. Alguns dos especificadores
descrevem o episódio de humor atual (ou mais recente) (isto
é, de Gravidade/Psicótico/de Remissão, Crônico, Com Características
Catatônicas, Com Características Melancólicas, Com Características
Atípicas, Com Início no Pós-Parto). A Tabela 1 indica os
especificadores de gravidade que se aplicam a cada Transtorno
do Humor codificável. Outros especificadores descrevem o
curso dos episódios de humor recorrentes (isto é, Especificadores
de Curso Longitudinal, Com Padrão Sazonal, Com Ciclagem
Rápida). A Tabela 2 indica os especificadores de curso que
se aplicam a cada Transtorno do Humor codificável. Os especificadores
que indicam gravidade, remissão e características psicóticas
podem ser codificados no quinto dígito do código diagnóstico,
na maioria dos Transtornos do Humor. Os outros especificadores
não podem ser codificados. A seção para Transtornos do Humor
é organizada da maneira abaixo. Os itens em azul estão nesta
página e os demais nas páginas seguintes.
Episódios
de Humor
Episódio Depressivo Maior
Episódio Maníaco Episódio Misto
Episódio Hipomaníaco
Transtornos
Depressivos
F32.x - 296.xx Transtorno Depressivo Maior
F34.1 - 300.4 Transtorno Distímico
F32.9 - 311 Transtorno Depressivo Sem Outra Especificação
Transtornos Bipolares
F30.x/F31.x - 296.xx Transtorno Bipolar I
F31.8 - 296.89 Transtorno Bipolar II
F34.0 - 301.13 Transtorno Ciclotímico
F06.xx - 296.80 Transtorno Bipolar Sem Outra Especificação
Outros Transtornos do Humor
F06.xx - 293.83 Transtorno do Humor Devido a...
[Indicar a Condição Médica Geral]
Transtorno do Humor Induzido por Substância
F39 - 296.90 Transtorno do Humor Sem Outra Especificação |
Especificadores descrevendo
o episódio de humor mais recente
Leve, Moderado, Severo Sem Aspectos Psicóticos, Severo Com
Aspectos Psicóticos, Em Remissão
Parcial, Em Remissão Completa
Crônico
Com Características Catatônicas
Com Características Melancólicas
Com Características Atípicas
Com Início no Pós-Parto
Especificadores
descrevendo o curso dos episódios recorrentes
Especificadores de Curso Longitudinal (Com ou Sem Recuperação
Entre Episódios)
Com Padrão Sazonal Com Ciclagem Rápida
Procedimentos
de Registro para Transtorno Depressivo Maior e Transtornos
Bipolar I e Bipolar II
Seleção de códigos diagnósticos. Os códigos diagnósticos
são selecionados como a seguir:
Para Transtorno Depressivo Maior:
1. Os três primeiros dígitos são 296.
2. O quarto dígito é 2 (se existe apenas um único Episódio
Depressivo Maior) ou 3 (se existem Episódios Depressivos
Maiores recorrentes).
3. O quinto dígito indica:
1 para Leve,
2 para Moderado,
3 para Severo Sem Aspectos Psicóticos,
4 para Severo Com Aspectos Psicóticos,
5 para Em Remissão Parcial,
6 para Em Remissão Completa, e
0 para Inespecificado.
Para Transtorno Bipolar I:
1. Os primeiros três dígitos também são 296.
2. O quarto dígito é 0, se existe um único Episódio Maníaco;
para episódios recorrentes, o quarto dígito é 4 se o episódio
atual ou mais recente é um Episódio Hipomaníaco ou Episódio
Maníaco, 6 se é um Episódio Misto, 5 se é um Episódio Depressivo
Maior e 7 se o episódio atual ou mais recente é Inespecificado.
3. O quinto dígito (exceto para Transtorno Bipolar I, Episódio
Mais Recente Hipomaníaco e Transtorno Bipolar I, Episódio
Mais Recente Inespecificado) indica:
1 para Leve,
2 para Moderado,
3 para Severo Sem Aspectos Psicóticos,
4 para Severo Com Aspectos Psicóticos,
5 para Em Remissão Parcial,
6 para Em Remissão Completa, e
0 se Inespecificado. Para o Transtorno Bipolar I, Episódio
Mais Recente Hipomaníaco, o quinto dígito é sempre "0".
Para Transtorno Bipolar, Episódio Mais Recente Inespecificado,
não há quinto dígito.
Para Transtorno Bipolar II, o código diagnóstico é 296.89.
Registro do nome do diagnóstico.
Ao
registrar o nome de um diagnóstico, os termos devem ser
enumerados na seguinte ordem:
1. Nome do transtorno (por ex., Transtorno Depressivo Maior,
Transtorno Bipolar).
2. Especificadores codificados no quarto dígito (por ex.,
Recorrente, Episódio Mais Recente Maníaco).
3. Especificadores codificados no quinto dígito (por ex.,
Leve, Severo Com Aspectos Psicóticos, Em Remissão Parcial).
4. Tantos especificadores (sem códigos) quantos se aplicarem
ao episódio mais recente (por ex., Com Características Melancólicas,
Com Início no Pós-Parto).
5. Tantos especificadores (sem códigos) quantos se aplicarem
ao curso de episódios recorrentes (por ex., Com Padrão Sazonal,
Com Ciclagem Rápida).
Os exemplos a seguir ilustram o registro de um diagnóstico
de Transtorno do Humor com especificadores:
· 296.32 Transtorno Depressivo Maior, Recorrente, Moderado,
Com Características Atípicas, Com Padrão Sazonal, Com Recuperação
Completa Entre Episódios.
· 296.54 Transtorno Bipolar I, Episódio Mais Recente Depressivo,
Severo Com Aspectos Psicóticos, Com Características Melancólicas,
Com Ciclagem Rápida.
|
Epsódio
de Humor - Episódio Depressivo Maior |
|
DSM.IV |
Características do Episódio
A
característica essencial de um Episódio Depressivo Maior
é um período mínimo de 2 semanas, durante as quais há um
humor deprimido ou perda de interesse ou prazer por quase
todas as atividades. Em crianças e adolescentes, o humor
pode ser irritável ao invés de triste. O indivíduo também
deve experimentar pelo menos quatro sintomas adicionais,
extraídos de uma lista que inclui: alterações no apetite
ou peso, sono e atividade psicomotora; diminuição da energia;
sentimentos de desvalia ou culpa; dificuldades para pensar,
concentrar-se ou tomar decisões, ou pensamentos recorrentes
sobre morte ou ideação suicida, planos ou tentativas de
suicídio. A fim de contabilizar para um Episódio Depressivo
Maior, a presença de um sintoma deve ser recente ou então
ter claramente piorado, em comparação com o estado pré-episódico
da pessoa. Os sintomas devem persistir na maior parte do
dia, praticamente todos os dias, por pelo menos 2 semanas
consecutivas. O episódio deve ser acompanhado por sofrimento
ou prejuízo clinicamente significativo no funcionamento
social, profissional ou outras áreas importantes da vida
do indivíduo. Para alguns indivíduos com episódios mais
leves, o funcionamento pode parecer normal, mas exige um
esforço acentuadamente aumentado. O humor em um Episódio
Depressivo Maior freqüentemente é descrito pela pessoa como
deprimido, triste, desesperançado, desencorajado ou "na
fossa" (Critério A1). Em alguns casos, a tristeza pode
ser inicialmente negada, mas subseqüentemente pode ser revelada
pela entrevista (por ex., assinalando que o indivíduo parece
prestes a chorar). Em alguns indivíduos que se queixam de
se sentirem indiferentes ou ansiosos, a presença de um humor
deprimido pode ser inferida a partir da expressão facial
e do modo de portar-se. Alguns indivíduos salientam queixas
somáticas (por ex., dores ou mazelas corporais) ao invés
de sentimentos de tristeza. Muitos referem ou demonstram
irritabilidade aumentada (por ex., raiva persistente, uma
tendência para responder a eventos com ataques de ira ou
culpando outros, ou um sentimento exagerado de frustração
por questões menores). Em crianças e adolescentes, pode
desenvolver-se um humor irritável ou rabugento, ao invés
de um humor triste ou abatido. Esta apresentação deve ser
diferenciada de um padrão de "criança mimada",
que se irrita quando é frustrada. A perda de interesse ou
prazer quase sempre está presente, pelo menos em algum grau.
Os indivíduos podem relatar menor interesse por passatempos,
"não se importar mais", ou a falta de prazer com
qualquer atividade anteriormente considerada agradável (Critério
A2). Os membros da família freqüentemente percebem retraimento
social ou negligência de atividades agradáveis (por ex.,
um indivíduo que anteriormente era um ávido golfista deixa
de jogar, uma criança que gostava de futebol encontra desculpas
para não praticá-lo). Em alguns indivíduos, há uma redução
significativa nos níveis anteriores de interesse ou desejo
sexual. O apetite geralmente está reduzido, sendo que muitos
indivíduos sentem que precisam se forçar a comer. Outros,
particularmente aqueles encontrados em contextos ambulatoriais,
podem ter diminuição do apetite ou demonstrar uma avidez
por alimentos específicos (por ex., doces ou outros carboidratos).
Quando as alterações no apetite são severas (em qualquer
direção), pode haver uma perda ou ganho significativos de
peso, ou, em crianças, pode-se notar um fracasso em fazer
os ganhos de peso esperados. (Critério A3). A perturbação
do sono mais comumente associada com um Episódio Depressivo
Maior é a insônia (Critério A4), tipicamente intermediária
(isto é, despertar durante a noite, com dificuldade para
voltar a dormir), ou terminal (isto é, despertar muito cedo,
com incapacidade de conciliar o sono novamente). A insônia
inicial (isto é, dificuldade para adormecer) também pode
ocorrer. Com menor freqüência, os indivíduos apresentam
sonolência excessiva (hipersonia), na forma de episódios
prolongados de sono noturno ou de sono durante o dia. Ocasionalmente,
a razão pela qual o indivíduo busca tratamento pode ser
a perturbação do sono. As alterações psicomotoras incluem
agitação (por ex., incapacidade de ficar sentado quieto,
ficar andando sem parar, agitar as mãos, puxar ou esfregar
a pele, roupas ou outros objetos) ou retardo psicomotor
(por ex., discurso, pensamento ou movimentos corporais lentificados;
maiores pausas antes de responder; fala diminuída em termos
de volume, inflexão, quantidade ou variedade de conteúdos,
ou mutismo) (Critério A5). A agitação ou retardo psicomotor
devem ser suficientemente severos para serem observáveis
por outros, não representando meros sentimentos subjetivos.
Diminuição da energia, cansaço e fadiga são comuns (Critério
A6). O indivíduo pode relatar fadiga persistente sem esforço
físico, e mesmo as tarefas mais leves parecem exigir um
esforço substancial. Pode haver diminuição na eficiência
para realizar tarefas. O indivíduo pode queixar-se, por
exemplo, de que se lavar e se vestir pela manhã é algo exaustivo
e pode levar o dobro do tempo habitual. O sentimento de
desvalia ou culpa associado com um Episódio Depressivo Maior
pode incluir avaliações negativas e irrealistas do próprio
valor, preocupações cheias de culpa ou ruminações acerca
de pequenos fracassos do passado (Critério 7). Esses indivíduos
freqüentemente interpretam mal eventos triviais ou neutros
do cotidiano como evidências de defeitos pessoais e têm
um senso exagerado de responsabilidade pelas adversidades.
Um corretor imobiliário, por exemplo, pode culpar-se pelo
seu fracasso em fazer vendas, mesmo quando há um colapso
geral no mercado e os outros corretores também não conseguem
vender. O sentimento de desvalia ou culpa pode assumir proporções
delirantes (por ex., convicção de ser pessoalmente responsável
pela pobreza que há no mundo). A auto-recriminação por estar
doente e por não conseguir cumprir com as responsabilidades
profissionais ou interpessoais em conseqüência da depressão
é muito comum e, a menos que seja delirante, não é considerada
suficiente para satisfazer a este critério. Muitos indivíduos
relatam prejuízo na capacidade de pensar, concentrar-se
ou tomar decisões (Critério A8). Essas pessoas podem mostrar-se
facilmente distraídas ou queixar-se de dificuldades de memória.
Os indivíduos com atividades acadêmicas ou profissionais
intelectualmente exigentes com freqüência são incapazes
de funcionar adequadamente, mesmo quando têm problemas leves
de concentração (por ex., um programador de computadores
não consegue mais realizar as tarefas complicadas que anteriormente
realizava com perfeição). Em crianças, uma queda abrupta
no rendimento escolar pode refletir uma fraca concentração.
Em indivíduos idosos com um Episódio Depressivo Maior, as
dificuldades de memória podem ser a queixa principal e ser
confundidas com os sinais iniciais de uma demência ("pseudodemência").
Quando o Episódio Depressivo Maior é tratado com sucesso,
os problemas de memória freqüentemente apresentam recuperação
completa. Em alguns indivíduos, entretanto, particularmente
pessoas idosas, um Episódio Depressivo Maior pode às vezes
ser a apresentação inicial de uma demência irreversível.
Freqüentemente, pode haver pensamentos sobre morte, ideação
suicida ou tentativas de suicídio (Critério A9). Esses pensamentos
variam desde uma crença de que seria melhor estar morto,
até pensamentos transitórios porém recorrentes sobre cometer
suicídio ou planos específicos para se matar. A freqüência,
intensidade e letalidade desses pensamentos podem ser bastante
variáveis. Os indivíduos menos severamente suicidas podem
relatar pensamentos transitórios (de 1 a 2 minutos) e recorrentes
(uma ou duas vezes por semana). As pessoas mais severamente
suicidas podem ter adquirido materiais (por ex., corda ou
arma de fogo) para serem usados na tentativa de suicídio
e podem ter estabelecido um local e momento em que estarão
isolados dos outros, de modo a poderem completar o suicídio.
Embora esses comportamentos estejam associados estatisticamente
com tentativas de suicídio e possam ser úteis para a identificação
de um grupo de alto risco, muitos estudos mostram que não
é possível predizer com precisão se ou quando determinado
indivíduo com depressão tentará o suicídio. As motivações
para o suicídio podem incluir um desejo de desistir diante
de obstáculos percebidos como insuperáveis ou um intenso
desejo de terminar com um estado emocional excruciantemente
doloroso percebido pela pessoa como interminável. Um diagnóstico
de Episódio Depressivo Maior não é feito se os sintomas
satisfazem os critérios para um Episódio Misto (Critério
B). Um Episódio Misto é caracterizado pela ocorrência de
sintomas de um Episódio Maníaco e de um Episódio Depressivo
Maior, quase todos os dias por pelo menos uma semana. O
grau de prejuízo associado com um Episódio Depressivo Maior
varia, mas mesmo nos casos leves deve haver um sofrimento
clinicamente significativo ou alguma interferência no funcionamento
social, profissional ou em outras áreas importantes (Critério
C). Se o prejuízo é severo, a pessoa pode perder a capacidade
de funcionar social ou profissionalmente. Em casos extremos,
pode haver incapacidade de exercer os mínimos cuidados pessoais
(por ex., alimentar-se ou vestir-se) ou de manter uma higiene
pessoal mínima. Uma atenta entrevista é essencial para a
obtenção dos sintomas de um Episódio Depressivo Maior. O
relato pode estar comprometido por dificuldades na concentração,
prejuízo de memória ou uma tendência a negar, minimizar
ou justificar os sintomas. Informações de fontes adicionais
podem ser especialmente úteis para o esclarecimento do curso
de Episódios Depressivos Maiores atuais ou anteriores e
para determinar a existência de quaisquer Episódios Maníacos
ou Hipomaníacos. Uma vez que os Episódios Depressivos Maiores
podem ter um início gradual, uma revisão das informações
clínicas focalizada na pior parte do episódio atual tem
maiores chances de detectar a presença de sintomas. A avaliação
dos sintomas de um Episódio Depressivo Maior é especialmente
difícil quando eles ocorrem em um indivíduo que também apresenta
uma condição médica geral (por ex., câncer, acidente vascular
encefálico, infarto do miocárdio, diabete). Alguns dos critérios
de um Episódio Depressivo Maior são idênticos aos sinais
e sintomas característicos de condições médicas gerais (por
ex., perda de peso com diabete não tratada, fadiga com o
câncer). Esses sintomas devem contar a favor de um Episódio
Depressivo Maior, exceto quando são clara e completamente
explicados por uma condição médica geral. Por exemplo, a
perda de peso em uma pessoa com colite ulcerativa com muitos
movimentos intestinais e pouco consumo alimentar não deve
ser contada a favor de um Episódio Depressivo Maior. Por
outro lado, quando tristeza, culpa, insônia ou perda de
peso estão presentes em uma pessoa com um infarto do miocárdio
recente, os sintomas devem contar a favor de um Episódio
Depressivo Maior, porque não são clara e completamente explicados
pelos efeitos fisiológicos do infarto do miocárdio. De forma
similar, quando os sintomas se devem claramente a delírios
ou alucinações incongruentes com o humor (por ex., uma perda
de 15 quilos relacionada a não comer em razão de um delírio
de que o alimento está sendo envenenado), esses sintomas
não devem contar para um Episódio Depressivo Maior. Por
definição, um Episódio Depressivo Maior não se deve aos
efeitos fisiológicos diretos de uma droga de abuso (por
ex., Intoxicação com Álcool ou Abstinência de Cocaína),
aos efeitos colaterais de medicamentos ou tratamentos (por
ex., esteróides) ou à exposição a uma toxina. Da mesma forma,
o episódio não é devido aos efeitos fisiológicos diretos
de uma condição médica geral (por ex., hipotiroidismo) (Critério
D). Além disso, se os sintomas começam dentro de 2 meses
após a perda de um ente querido e não persistem além desses
2 meses, eles geralmente são considerados decorrência do
Luto, a menos que estejam associados com acentuado prejuízo
funcional ou incluam preocupação mórbida com desvalia, ideação
suicida, sintomas psicóticos ou retardo psicomotor (Critério
E).
Especificadores
Os
seguintes especificadores podem ser usados para descrever
o Episódio Depressivo Maior atual (ou, se os critérios para
Transtorno Depressivo Maior não são satisfeitos atualmente,
o Episódio Depressivo Maior mais recente):
Leve, Moderado, Severo Sem Aspectos Psicóticos, Severo Com
Aspectos Psicóticos, Em Remissão Parcial, Em Remissão Completa.
Crônico.
Com Características Catatônicas.
Com Características Melancólicas.
Com Características Atípicas.
Com Início no Pós-Parto.
Os especificadores a seguir podem ser usados para indicar
o padrão de episódios e a presença de sintomatologia entre
episódios, para Transtorno Depressivo Maior, Recorrente:
Especificadores de Curso Longitudinal (Com ou Sem Recuperação
Completa Entre Episódios). Com Padrão Sazonal.
Características e Transtornos Associados
Características
descritivas e transtornos mentais associados. Os indivíduos
com um Episódio Depressivo Maior freqüentemente apresentam
propensão ao choro, irritabilidade, ruminação obsessiva,
ansiedade, fobias, preocupação com a saúde física e queixas
de dores (por ex., cefaléias ou dores nas articulações,
abdômen ou outras). Durante um Episódio Depressivo Maior,
alguns indivíduos têm Ataques de Pânico que ocorrem segundo
um padrão que satisfaz os critérios para Transtorno de Pânico.
Em crianças, pode ocorrer ansiedade de separação. Alguns
indivíduos observam dificuldade nos relacionamentos íntimos,
diminuição das interações sociais satisfatórias ou dificuldades
no funcionamento sexual (por ex., anorgasmia nas mulheres
ou disfunção erétil nos homens). Pode haver problemas conjugais
(por ex., divórcio), profissionais (por ex., perda do emprego)
ou acadêmicos (por ex., faltas, repetência), Abuso de Álcool
ou Outras Substâncias, ou maior utilização de serviços médicos.
A conseqüência mais séria de um Episódio Depressivo Maior
é a tentativa de suicídio ou o suicídio completado. O risco
de suicídio é especialmente alto para indivíduos com aspectos
psicóticos, uma história de tentativas anteriores de suicídio,
história familiar de suicídios completados ou uso concomitante
de substâncias. Também pode haver um índice superior de
morte prematura por condições médicas gerais. Os Episódios
Depressivos Maiores freqüentemente se seguem a estressores
psicossociais (por ex., morte de um ente querido, separação
conjugal, divórcio). O parto pode precipitar um Episódio
Depressivo Maior, e neste caso anota-se o especificador
Com Início no Pós-Parto.
Achados laboratoriais associados.
Não
foram identificados achados laboratoriais diagnósticos de
um Episódio Depressivo Maior. Entretanto, diversos achados
laboratoriais anormais foram encontrados em indivíduos com
Episódios Depressivos Maiores, em comparação com sujeitos
de controle. Aparentemente, as mesmas anormalidades laboratoriais
estão associadas com um Episódio Depressivo Maior, não importando
se o episódio faz parte de um Transtorno Depressivo Maior,
Transtorno Bipolar I ou Bipolar II. A maior parte das anormalidades
laboratoriais é dependente do estado (isto é, afetada pela
presença ou ausência de sintomas depressivos), mas alguns
desses achados podem preceder o início do episódio ou persistir
após sua remissão. Os testes laboratoriais tendem mais a
ser anormais em episódios com características melancólicas
ou psicóticas e em indivíduos mais severamente deprimidos.
Anormalidades do EEG podem aparecer em 40 a 60% dos pacientes
ambulatoriais e em até 90% dos pacientes internados com
um Episódio Depressivo Maior. Os achados associados mais
freqüentes da polissonografia incluem: 1) perturbações na
continuidade do sono, tais como latência de sono prolongada,
despertares intermitentes aumentados e despertar nas primeiras
horas da manhã; 2) redução dos estágios 3 e 4 (sono de ondas
lentas) do sono de movimentos oculares não-rápidos (NREM),
com um deslocamento da atividade de ondas lentas para longe
do primeiro período NREM; 3) latência REM diminuída (isto
é, menor duração do primeiro período NREM); 4) maior atividade
REM fásica (isto é, o número de movimentos oculares presentes
durante o sono REM); e 5) maior duração do sono REM no início
da noite. Algumas evidências sugerem que essas anormalidades
do sono às vezes persistem após a remissão clínica ou podem
preceder o início do primeiro Episódio Depressivo Maior.
Os neurotransmissores implicados na fisiopatologia do Episódio
Depressivo Maior incluem norepinefrina, serotonina, acetilcolina,
dopamina e ácido gama-aminobutírico. As evidências implicando
esses neurotransmissores incluem medições de seus níveis
no sangue, liquor ou urina e funcionamento dos receptores
plaquetários. Outros testes laboratoriais que demonstram
anormalidades incluem o teste de supressão da dexametasona,
outros desafios neuroendócrinos, imagens funcionais e estruturais
do cérebro, potenciais evocados e EEG de vigília.
Características Específicas à Cultura, à Idade e ao
Gênero
A cultura pode influenciar a experiência e comunicação dos
sintomas depressivos. O subdiagnóstico ou o diagnóstico
incorreto podem ser reduzidos por uma maior atenção à especificidade
étnica e cultural das queixas apresentadas em um Episódio
Depressivo Maior. Por exemplo, em algumas culturas, a depressão
pode ser amplamente vivenciada em termos somáticos, ao invés
de tristeza ou culpa. A experiência depressiva pode ser
expressa através de queixas de "nervosismo" e
dores de cabeça (nas culturas latinas e mediterrâneas),
de fraqueza, cansaço ou "desequilíbrio" (nas culturas
chinesa e asiáticas), de problemas do "coração"
(nas culturas do Oriente Médio) ou de "coração partido"
(entre os índios hopi americanos). Estas apresentações combinam
características dos Transtornos Depressivo, de Ansiedade
e Somatoforme. O julgamento acerca da seriedade da experiência
ou da expressão de disforia também varia entre as culturas
(por ex., irritabilidade pode promover maior preocupação
do que tristeza ou retraimento). Experiências culturalmente
distintas (por ex., medo de estar enfeitiçado, sensações
de "cabeça quente", sensações de insetos ou vermes
rastejando sobre a pele ou sensações vívidas de ser visitado
pelos mortos) devem ser distinguidas das alucinações ou
delírios que podem fazer parte de um Episódio Depressivo
Maior, Com Aspectos Psicóticos. Também é imperativo que
o clínico não ignore rotineiramente um sintoma apenas porque
este é visto como "normal" para determinada cultura.
Os sintomas básicos de um Episódio Depressivo Maior são
os mesmos para crianças e adolescentes, embora existam dados
sugerindo que a predominância de sintomas característicos
pode mudar com a idade. Certos sintomas tais como queixas
somáticas, irritabilidade e retraimento social são particularmente
comuns em crianças, enquanto o retardo psicomotor, hipersonia
e delírios são menos comuns na pré-puberdade do que na adolescência
e idade adulta. Em crianças pré-púberes, os Episódios Depressivos
Maiores ocorrem mais freqüentemente em conjunção com outros
transtornos mentais (especialmente Transtornos de Déficit
de Atenção e do Comportamento Diruptivo e Transtornos de
Ansiedade) do que isoladamente. Em adolescentes, os Episódios
Depressivos Maiores freqüentemente estão associados com
Transtornos do Comportamento Diruptivo, Transtornos de Déficit
de Atenção, Transtornos Relacionados a Substâncias e Transtornos
Alimentares. Nos adultos idosos, pode haver um predomínio
particular de sintomas cognitivos (por ex., desorientação,
perda de memória e distração). Uma porção significativa
das mulheres relata uma piora dos sintomas de um Episódio
Depressivo Maior alguns dias antes do início da menstruação.
Estudos indicam que episódios depressivos ocorrem com freqüência
duas vezes maior em mulheres do que em homens. Consultar
as seções correspondentes dos textos para Transtorno Depressivo
Maior, Transtorno Bipolar I e Transtorno Bipolar II para
informações específicas relativas ao gênero.
Curso
Os
sintomas de um Episódio Depressivo Maior geralmente se desenvolvem
ao longo de dias ou semanas. Um período prodrômico que pode
incluir sintomas de ansiedade e leves sintomas depressivos
pode durar de semanas a meses antes do início de um Episódio
Depressivo Maior completo. A duração de um Episódio Depressivo
Maior também é variável. Um episódio não-tratado tipicamente
dura 6 meses ou mais, não importando a idade de início.
Na maioria dos casos, existe a remissão completa dos sintomas,
retornando o funcionamento ao nível pré-mórbido normal.
Em uma porção significativa dos casos (talvez 20 a 30%),
alguns sintomas depressivos, insuficientes para o pleno
atendimento aos critérios para um Episódio Depressivo Maior,
podem persistir por meses a anos e estar associados com
alguma incapacitação ou sofrimento (neste caso pode-se anotar
o especificador Em Remissão Parcial). A remissão parcial
após um Episódio Depressivo Maior parece ser preditiva de
um padrão similar após episódios subseqüentes. Em alguns
indivíduos (5 a 10%), todos os critérios para um Episódio
Depressivo Maior ainda são satisfeitos após 2 anos ou mais
(neste caso pode-se anotar o especificador Crônico).
Diagnóstico Diferencial
Um
Episódio Depressivo Maior deve ser distinguido de um Transtorno
do Humor Devido a uma Condição Médica Geral. O diagnóstico
apropriado será de Transtorno do Humor Devido a uma Condição
Médica Geral, se a perturbação do humor for considerada
a conseqüência fisiológica direta de uma condição médica
geral específica (por ex., esclerose múltipla, acidente
vascular encefálico, hipotiroidismo). Esta determinação
baseia-se na história, achados laboratoriais ou exame físico.
Se tanto um Episódio Depressivo Maior quanto uma condição
médica geral estão presentes mas o médico julga que os sintomas
depressivos não são a conseqüência fisiológica direta da
condição médica geral, então o Transtorno do Humor primário
é registrado no Eixo I (por ex., Transtorno Depressivo Maior)
e a condição médica geral é registrada no Eixo III (por
ex., infarto do miocárdio). Isto ocorre, por exemplo, quando
um Episódio Depressivo Maior é considerado a conseqüência
psicológica direta do fato de ter uma condição médica geral,
ou não existe uma relação etiológica entre o Episódio Depressivo
Maior e a condição médica geral. Um Transtorno do Humor
Induzido por Substância é distinguido de um Episódio Depressivo
Maior pelo fato de que uma substância (droga de abuso, medicamento
ou toxina) está etiologicamente relacionada à perturbação
do humor. Por exemplo, o humor deprimido que ocorre apenas
no contexto da abstinência de cocaína seria diagnosticado
como Transtorno do Humor Induzido por Cocaína, Com Características
Depressivas, Com Início Durante Abstinência. Em pessoas
idosas, freqüentemente é difícil determinar se os sintomas
cognitivos (por ex., desorientação, apatia, dificuldade
de concentração, perda de memória) são melhor explicados
por uma demência ou por um Episódio Depressivo Maior. Uma
completa avaliação médica e uma determinação do início da
perturbação, seqüência temporal dos sintomas depressivos
e cognitivos, curso da doença e resposta ao tratamento são
úteis para esta determinação. O estado pré-mórbido do indivíduo
pode ajudar a diferenciar entre um Episódio Depressivo Maior
e uma demência. Nesta, existe geralmente uma história pré-mórbida
de declínio das funções cognitivas, ao passo que o indivíduo
com um Episódio Depressivo Maior está muito mais propenso
a ter um estado pré-mórbido relativamente normal e um abrupto
declínio cognitivo associado à depressão. Os Episódios Depressivos
Maiores com humor irritável proeminente podem ser difíceis
de distinguir de Episódios Maníacos com humor irritável
ou de Episódios Mistos. Esta distinção requer uma criteriosa
avaliação da presença de sintomas maníacos. Caso sejam satisfeitos
os critérios tanto para Episódio Maníaco quanto para Episódio
Depressivo Maior (exceto a duração de 2 semanas), quase
todos os dias, por um período mínimo de 1 semana, isto constitui
um Episódio Misto. A distratibilidade e a baixa tolerância
à frustração podem ocorrer tanto no Transtorno de Déficit
de Atenção / Hiperatividade quanto no Transtorno Depressivo
Maior. Caso sejam satisfeitos os critérios para ambos, o
Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade deve ser
diagnosticado, além do Transtorno do Humor. Entretanto,
o clínico deve ter cautela para não superdiagnosticar um
Episódio Depressivo Maior nas crianças com Transtorno de
Déficit de Atenção / Hiperatividade, cuja perturbação do
humor se caracteriza mais por irritabilidade do que por
tristeza ou perda do interesse. Um Episódio Depressivo Maior
que ocorre em resposta a um estressor psicossocial é diferenciado
de um Transtorno de Ajustamento com Humor Deprimido pelo
fato de que no Transtorno de Ajustamento não são satisfeitos
todos os critérios para Episódio Depressivo Maior. Após
a perda de um ente querido, mesmo que os sintomas depressivos
tenham duração e número suficientes para satisfazerem os
critérios para um Episódio Depressivo Maior, eles devem
ser atribuídos ao Luto, ao invés de Episódio Depressivo
Maior, a menos que persistam por mais de 2 meses ou incluam
prejuízo funcional acentuado, preocupação pré-mórbida com
desvalia, ideação suicida, sintomas psicóticos ou retardo
psicomotor. Finalmente, períodos de tristeza são aspectos
inerentes à experiência humana. Esses períodos não devem
ser diagnosticados como Episódio Depressivo Maior, a menos
que sejam satisfeitos os critérios de gravidade (isto é,
cinco dos nove sintomas), duração (isto é, na maior parte
do dia, quase todos os dias, por pelo menos 2 semanas) e
sofrimento ou prejuízo clinicamente significativos. O diagnóstico
de Transtorno Depressivo Sem Outra Especificação pode aplicar-se
a apresentações de humor deprimido com prejuízo clinicamente
significativo que não satisfazem os critérios de duração
ou gravidade.
|
Critérios para Episódio Depressivo
Maior |
| A.
Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estiveram
presentes durante o mesmo período de 2 semanas
e representam uma alteração a partir do funcionamento
anterior; pelo menos um dos sintomas é (1) humor
deprimido ou (2) perda do interesse ou prazer.
Nota: Não incluir sintomas nitidamente devidos
a uma condição médica geral ou alucinações ou
delírios incongruentes com o humor. |
| (1)
humor deprimido na maior parte do dia, quase todos
os dias, indicado por relato subjetivo (por ex.,
sente-se triste ou vazio) ou observação feita
por outros (por ex., chora muito). Nota: Em crianças
e adolescentes, pode ser humor irritável |
| (2)
interesse ou prazer acentuadamente diminuídos
por todas ou quase todas as atividades na maior
parte do dia, quase todos os dias (indicado por
relato subjetivo ou observação feita por outros) |
| (3)
perda ou ganho significativo de peso sem estar
em dieta (por ex., mais de 5% do peso corporal
em 1 mês), ou diminuição ou aumento do apetite
quase todos os dias. Nota: Em crianças, considerar
falha em apresentar os ganhos de peso esperados |
| (4)
insônia ou hipersonia quase todos os dias |
| (5)
agitação ou retardo psicomotor quase todos os
dias (observáveis por outros, não meramente sensações
subjetivas de inquietação ou de estar mais lento) |
| (6)
fadiga ou perda de energia quase todos os dias |
| (7)
sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou
inadequada (que pode ser delirante), quase todos
os dias (não meramente auto-recriminação ou culpa
por estar doente) |
| (8)
capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se,
ou indecisão, quase todos os dias (por relato
subjetivo ou observação feita por outros) |
| (9)
pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo
de morrer), ideação suicida recorrente sem um
plano específico, tentativa de suicídio ou plano
específico para cometer suicídio |
| B.
Os sintomas não satisfazem os critérios para um
Episódio Misto |
| C.
Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo
ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional
ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. |
| D.
Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos
diretos de uma substância (por ex., droga de abuso
ou medicamento) ou de uma condição médica geral
(por ex., hipotiroidismo). |
| E.
Os sintomas não são melhor explicados por Luto,
ou seja, após a perda de um ente querido, os sintomas
persistem por mais de 2 meses ou são caracterizados
por acentuado prejuízo funcional, preocupação
mórbida com desvalia, ideação suicida, sintomas
psicóticos ou retardo psicomotor. |
Continua
- Episódio Maníaco...
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