Projeto e Relatório de Pesquisa


Noções Preliminares

        O projeto é uma das etapas componentes do processo de elaboração, execução e apresentação da pesquisa. Esta necessita ser planejada com extremo rigor, caso contrário o investidor, em determinada altura, encontrar-se-á perdido num emaranhado de dados colhidos, sem saber como dispor dos mesmos ou até desconhecendo seu significado e importância.

         Em uma pesquisa, nada se faz ao acaso. Desde a escolha do tema, fixação dos objetivos, determinação da metodologia, coleta dos dados, sua análise e interpretação para a elaboração do relatório final, tudo é previsto no projeto pesquisa. Este, portanto, deve responder às clássicas questões: o quê? , por quê? para quê e para quem?onde? como, com quê, quanto e quando? quem? com quanto?

         Entretanto, antes de dirigir um projeto de pesquisa, alguns passos devem ser dados. Em primeiro lugar, exigem-se estudos preliminares que permitirão verificar o estado da questão que se pretende desenvolver sob teórico e de outros estudos e pesquisas já elaborados. Tal esforço não será desperdiçado, pois qualquer tema de pesquisa necessita de adequada integração na teoria existente e a análise do material já disponível será incluída no sob o título de “revisão da bibliografia”. A seguir, elabora-se um anteprojeto de pesquisa, cuja finalidade é a integração dos diferentes elementos em quadros teóricos e aspectos metodológicos adequados, permitindo também ampliar e especificar os quesitos do projeto, a “definição dos termos”. Finalmente, prepara-se o projeto definitivo, mais detalhado e apresentando rigor e precisão metodológicos.

Estrutura do Projeto

A) Apresentação (quem?)

a) Capa
entidade
título ( e subtítulo, se houver)
coordenador (es)
local e data

b) Relação do Pessoal Técnico
entidade (nome, endereço, telefone)
coordenador(es) (nome, endereço, telefone)
pessoal técnico (cargo, endereço, telefone)

B) Objetivo (para quê? para quem?)

a) Tema

b) Delimitação do Tema
especificação
limitação geográfica e temporal

c) Objetivo Geral

d) Objetivos Específicos


C) Justificativa (por quê ?)



D) Objeto (O quê?)


a) Problema

b) Hipótese Básica

c) Hipóteses Secundárias

d) Variáveis

e) Relação entre variáveis


E) Metodologia (como? com quê, onde? quanto?)

a) Método de Abordagem

b) Métodos de Procedimento

c) Técnicas
descrição
como será aplicado
codificação

d) Delimitação do Universo (descrição da população)

e) Tipo de Amostragem
caracterização
seleção

f) Tratamento Estatístico
modelo de experimento
nível de significância
variáveis controladas
medidas
testes de hipóteses


F) Embasamento Teórico (como?)

a) Teoria de Base

b) Revisão da Bibliografia

c) Definição dos Termos

d) Conceitos Operacionais e Indicadores


G) Cronograma (quando?)


H) Orçamento (com quanto?)


I) Instrumento(s) de Pesquisa (como?)


J) Bibliografia


Apresentação

        A apresentação do projeto de pesquisa, respondendo à questão quem?, inicia-se com a capa, onde são indicados os elementos essenciais à compreensão do estudo que se pretende realizar, sob os auspícios de quem ou para quem e ao conhecimento do responsável pelo trabalho. O nome da entidade (instituição, organização, empresa, escola) pode corresponder àquela à qual está de algum modo ligado o coordenador e que oferece a pesquisa para ser financiada ou “comprada” por pessoa(s) e/ou entidades, ou a que custeia a realização da mesma.

         O título, acompanhado ou não por subtítulo, difere do tema. Enquanto este último sofre um processo de delimitação e especificação, para toma-lo viável à realização da pesquisa, o título sintetiza o conteúdo da mesma.

         Portanto, o título de uma pesquisa não corresponde ao tema, nem à delimitação do tema, mas emana dos objetivos geral e específicos, quase como uma “síntese” dos mesmos. Pode comportar um subtítulo: neste caso, o título será mais abrangente, ficando a caracterização para o subtítulo.

         Toda pesquisa deve ter um responsável, que se denomina coordenador. Em raros casos, mais de uma pessoa partilha essa posição. O nome do coordenador deve vir em destaque, e freqüentemente é o único que aparece, seguido da indicação “coord.”, quando uma pesquisa já realizada é publicada. Portanto, seu âmbito de responsabilidade é muito amplo.

         O local independe daquele em que se pretende coletar os dados. Refere-se à cidade em que se encontra sediada a entidade ou a equipe de pesquisa, tendo precedência sobre a mesma o coordenador. A data refere-se apenas ao ano em que o projeto é apresentado; é supérflua a indicação do mês.

         A primeira página do projeto é dedicada à relação do pessoal técnico. Inicia-se com a repetição do nome da entidade, seguido do endereço completo, incluindo o(s) telefone(s), precedido(s) do prefixo da cidade para contatos pelo sistema de DDD, quando necessário. O mesmo cuidado deve ser seguido na indicação do endereço do coordenador, que é o responsável direto por contatos com entidades às quais ou à qual o projeto é dirigido. A seguir, vem a relação completa do pessoal técnico, discriminando os cargos, seguidos do nome, endereço e telefone de cada um. São dispensáveis os elementos identificadores quando a equipe de pesquisadores de campo for numerosa. Entretanto, se pertencerem a uma entidade, por exemplo, alunos de uma escola, pode-se indicar “alunos do... ano (diurno e/ou noturno) da Faculdade...”.


Objetivo

         A especificação do objetivo de uma pesquisa responde às questões para quê? e para quem? Apresenta:


TEMA

        É o assunto que se deseja provar ou desenvolver. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador, da sua curiosidade científica, de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira, portanto, “encomendado”, o que não lhe tira o caráter científico, desde que não se interfira no desenrolar da pesquisa; ou se “encaixar” em temas muito amplos, determinados por um entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores, distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos. Independente de sua origem, o tema é, nessa fase, necessariamente amplo, precisando bem o assunto geral sobre o qual se deseja realizar a pesquisa.

DELIMITAÇÃO DO TEMA

        Dotado necessariamente de um sujeito e de um objeto, o tema passa por um processo de especificação, tal como foi descrito no Capítulo 2, item 2.2.1. O processo de delimitação do tema só é dado por concluído quando se faz a limitação geográfica e espacial do mesmo, com vistas na realização da pesquisa. Muitas vezes as verbas disponíveis determinam uma limitação maior do que o desejado pelo coordenador, mas, se pretende um trabalho científico, é preferível o aprofundamento à extensão.


OBJETIVO GERAL

        Está ligado a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com um conteúdo intrínseco, quer dos fenômenos e eventos, quer das idéias estudadas. Vincula-se diretamente à própria significação da tese proposta pelo projeto.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

        Apresentam caráter mais concreto. Têm função intermediária e instrumental, permitindo, de uma lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicar este a situações particulares.

Justificativa

        É o único item do projeto que se apresenta respostas à questão por quê? De suma importância, geralmente é o elemento que contribui mais diretamente na aceitação da pesquisa pela(s) pessoa(s) ou entidade(s) que vai(ão) financia-la. Consiste numa exposição sucinta, porém completa, das razões de ordem teórica e dos motivos de ordem prática que tornam importante a realização da pesquisa. Deve enfatizar:

1. o estágio em que se encontra a teoria respeitante ao tema;

2. as contribuições teóricas que a pesquisa pode trazer:
• confirmação geral
• confirmação na sociedade particular em que se insere a pesquisa
• especificação para casos particulares
• clarificação da teoria
• resolução de pontos obscuros etc.

3. importância do tema do ponto de vista geral;

4. importância do tema para os casos particulares em questão;

5. possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade abarcada pelo tema proposto.

6. Descoberta de soluções para casos gerais e/ou particulares etc.



        
A justificativa difere da revisão da bibliografia e, por este motivo, não apresenta citações de outros autores. Difere, também, da teoria de base, que vai servir de elemento unificador entre o concreto da pesquisa e o conhecimento teórico da ciência na qual se insere. Portanto, quando se trata de analisar as razões de ordem teórica ou se referir ao estágio de desenvolvimento da teoria, não se pretende explicitar o referencial teórico que irá adotar, mas apenas ressaltar a importância da pesquisa no campo da teoria.

         Deduz-se, dessas características, que ao conhecimento científico do pesquisador soma-se parte de criatividade e capacidade de convencer, para a redação da justificativa.


Objeto

        Respondendo à pergunta o quê?, o objeto da pesquisa engloba:


PROBLEMA

        A formulação do problema prende-se ao tema proposto: ela esclarece a dificuldade específica com a qual se defronta e que se pretende resolver por intermédio da pesquisa. Para ser cientificamente válido, um problema deve passar pelo crivo das seguintes questões:

• pode o problema ser enunciado em forma de pergunta?
• corresponde a interesses pessoais (capacidade), sociais e científicos, isto é, de conteúdo e metodológicos? Esses interesses estão harmonizados?
• constitui-se o problema em questão científica, ou seja, relacionam-se entre si pelo menos duas variáveis?
• pode ser objeto de investigação sistemática, controlada e crítica?
• pode ser empiricamente verificado em suas conseqüências? ( Schrader, 1974:20).


HIPÓTESE BÁSICA

        O ponto básico do tema, individualizado e especificado na formulação do problema, sendo uma dificuldade sentida, compreendida e definida, necessita de uma resposta, “provável, suposta e provisória”, isto é, uma hipótese. A principal resposta é denominada hipótese básica, podendo ser complementada por outras, que recebem a denominação de secundárias. Há diferentes formas de hipóteses; entre elas:

• as que afirmam, em dada situação, a presença ou ausência de certos fenômenos;
• as que referem à natureza ou características de dados fenômenos, em uma situação específica.
• as que apontam a existência ou não de determinadas relações entre fenômenos;
• as que prevêem variação concomitante, direta ou inversa, entre certos fenômenos etc.

HIPÓTESES SECUNDÁRIAS


        São afirmações (toda hipótese é uma afirmação) complementares da básica, podendo:

• abarcar em detalhes o que a hipótese básica afirma em geral;
• englobar aspectos não especificados na básica;
• indicar relações deduzidas da primeira;
• decompor em pormenores a afirmação geral;
• apontar outras relações possíveis de serem encontradas etc.


VARIÁVEIS

        Toda hipótese é o enunciado geral de relação entre, pelo menos, duas variáveis. Por sua vez, variável é um conceito que contém ou apresenta valores, tais como:quantidades, qualidades, características, magnitudes, traços etc., sendo o conceito um objeto, processo, agente fenômeno, problema etc.
         Na indicação das variáveis, deve-se especificar se são independentes, dependentes, moderadoras, antecedentes, intervenientes etc.


RELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS

        Os principais tipos de relação entre variáveis são: simétrica, em que nenhuma das variáveis exerce influência sobre a outra, quando então pouco interesse tem para a ciência; recíproca onde cada uma das variáveis é, alternadamente, causa e efeito, exercendo contínuo efeito uma sobre a outra, condição até certo ponto freqüente em ciências sociais; assimétrica, onde variável (independente) exerce efeito sobre a outra (dependente). A relação assimétrica é o cerne da análise nas ciências sociais: deve-se sempre procurar pelo menos uma relação assimétrica, mesmo que a maioria das hipóteses prediga relações de reciprocidade. Em outras palavras, deve-se buscar uma relação causal entre vaiáveis independentes e dependentes, que pode ser:

determinista – “se X (independente) ocorre, sempre correrá Y (dependente)”;
suficiente – “a ocorrência de X é suficiente, independente de qualquer outra coisa, para a subseqüente de Y”;
coextensiva – “se X ocorre, então ocorrerá Y”;
reversível – “se X ocorre, então Y ocorrerá; e se Y ocorre, então X ocorrerá”;
necessária – “se X ocorre, e somente X, então ocorrerá Y”;
substituível – “se X ocorre, então Y ocorre, mas se H ocorre, então também Y ocorrerá”;
irreversível – “se X ocorre, então Y ocorrerá, mas se Y ocorre, então nenhuma ocorrência se produzirá”;
seqüencial – “ se X ocorre, então ocorrerá mais tarde Y”;
contingente – “se X ocorre, então ocorrerá Y somente se M estiver presente”;
probabilista ou estocástica – “dada a ocorrência de X, então provavelmente ocorrerá Y ( a mais comum das relações em ciências sociais)”.


Metodologia

        A especificação da metodologia da pesquisa é a que abrange maior número de itens, pois responde, a um só tempo, às questões como?, com quê?, onde?, quanto? Corresponde aos seguintes componentes:


Método de Abordagem

        A maioria dos especialistas faz, hoje, uma distinção entre método e métodos, por se situarem em níveis claramente distintos, no que se refere à inspiração filosófica, ao seu grau de abstração, à sua finalidade mais ou menos explicativa, à sua ação nas etapas mais ou menos concretas da investigação e ao momento em que se situam.

         Partindo do pressuposto dessa diferença, o método se caracteriza por uma abordagem mais ampla, em nível de abstração mais elevado, dos fenômenos da natureza e da sociedade. É portanto, denominado método de abordagem, que engloba:

• método indutivo – cuja aproximação dos fenômenos caminha geralmente para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias (conexões ascendente);
• método dedutivo – que, partindo das teorias e leis, na maioria das vezes prediz a ocorrência dos fenômenos particulares (conexão descendente);
• método hipotético-dedutivo – que se inicia pela percepção de uma lacuna nos conhecimentos acerca da qual formula hipótese e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese;
• método dialético – que penetra o mundo dos fenômenos através de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que na natureza e na sociedade.

Métodos de Procedimento

        Constituem etapas mais concretas da investigação, com finalidade mais restrita em termos da explicação geral dos fenômenos menos abstratos. Pressupõem uma atitude concreta em relação ao fenômeno e estão limitadas a um domínio particular. Nas ciências sociais, os principais métodos de procedimento são:
• histórico
• comparativo
• monográfico ou estudo de caso
• estatístico
• tipológico
• funcionalista
• estruturalista
• etnográfico

        Geralmente, em uma pesquisa, ao lado do método de procedimento estatístico, utiliza-se outro ou outros, que deve ser assinalados.


Técnicas

        São consideradas um conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência; são, também, a habilidade para usar esses preceitos ou normas, na obtenção de seus propósitos. Correspondem, portanto, à parte prática de coleta de dados. Apresentam duas grandes divisões: documentação indireta, abrangendo a pesquisa documental e a bibliográfica e documentação direta. Esta última subdivide-se em:
- observação direta intensiva, com as técnicas da:
• observação – utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se deseja estudar. Pode ser: Sistemática, Assistemática; Participante, Não participante; Individual, em Equipe; na Vida Real, em Laboratório;
• entrevista – é uma conversação efetuada face a face, de maneira metódica; proporciona ao entrevistador, verbalmente, a informação necessária. Tipos: Padronizada ou Estruturada, Despadronizada ou Não Estruturada, Painel.

- observação direta extensiva, apresentando as técnicas:
• questionário – constituído por uma série de perguntas que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do pesquisador;
• formulário – roteiro de perguntas enunciadas pelo entrevistador e preenchidas por ele com as respostas do pesquisado;
• medidas de opinião e de atitudes – instrumento de “padronização”, por meio do qual se pode assegurar a equivalência de diferentes opiniões e atitudes, com a finalidade de compará-las;
• testes – instrumentos utilizados com a finalidade de obter dados que permitam medir o rendimento, a freqüência, a capacidade ou a conduta de indivíduos, de forma quantitativa;
• sociometria – técnica quantitativa que procura explicar as relações pessoais entre indivíduos de um grupo;
• análise de conteúdo – permite a descrição sistemática, objetiva e quantitativa do conteúdo da comunicação;
• história de vida – tenta obter dados relativos à “experiência íntima” de alguém que tenha significado importante para o conhecimento do objeto em estudo;
• pesquisa de mercado – é a obtenção de informações sobre o mercado, de maneira organizada e sistemática, tendo em vista ajudar o processo decisivo nas empresas, minimizando a margem de erros.

        Independentemente da(s) técnica(s) escolhida(s), deve-se descrever tanto a característica quanto a forma de sua aplicação, indicando, inclusive, como se pensa codificar e tabular os dados obtidos.

DELIMITAÇÃO DO UNIVERSO (DESCRIÇÃO DA POPULAÇÃO)

        Conceituando, universo ou população é o conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma características em comum. Sendo N o número total de elementos do universo ou população, o mesmo pode ser representado pela letra latina maiúscula X, tal que Xn = X1; X2; X3,...; Xn . A delimitação do universo consiste em explicitar que pessoas ou coisas, fenômenos etc. serão pesquisadas, enumerando suas características comuns, como, por exemplo, sexo, faixa etária, organização a que pertencem, comunidade onde vivem etc.


TIPOS DE AMOSTRAGEM

        Só ocorre quando a pesquisa não é censitária, isto é, não abrange a totalidade dos componentes do universo, surgindo a necessidade de investigar apenas uma parte dessa população. O problema da amostragem é, portanto, escolher uma parte (ou amostra), de tal forma que ela seja a mais representativa possível do todo, e, a partir dos resultados obtidos, relativos a essa parte. Pode inferir, o mais legitimamente possível, os resultados da população total, se esta fosse verificada. O conceito de amostra é que a mesma constitui uma porção ou parcela, convenientemente selecionada do universo (população); é um subconjunto do universo. Sendo n o número de elementos da amostra, a mesma pode ser representada pela letra latina minúscula x, tal que x = x1; x2; x3;...;xn onde Xn < XN e n ? N. Há duas grandes divisões no processo de amostragem: a não probabilista e a probabilista. A primeira, não fazendo uso de uma forma aleatória de seleção, não pode ser objeto de certos tipos de tratamento estatístico, o que diminui a possibilidade de inferir para todo os resultados obtidos para a amostra. É por este motivo que a amostragem não-probabilista é pouco utilizada. Apresenta os tipos: internacional, por júris, por tipicidade e por quotas. A segunda baseia-se na escolha aleatória dos pesquisados, significando o aleatório que a seleção se faz de forma que cada membro da população tinha a mesma probabilidade de ser escolhido. Esta maneira permite a utilização de tratamento estatístico, que possibilita compensar erros amostrais e outros aspectos relevantes para a representatividade e significância da amostra. Divide-se em: aleatória simples, sistemática, aleatória de múltiplo estágio, por área, por conglomerados ou grupos, de vários degraus ou estágios múltiplos, de fases múltiplas (multifásica ou em várias etapas), estratificada e amostra-tipo (amostra principal, amostra a priori ou amostra-padrão). Finalmente, se a pesquisa necessitar, podem-se selecionar grupos rigorosamente iguais pela técnica de comparação de freqüência e randomização.

         Além de caracterizar o tipo de amostragem utilizando, devem-se descrever as etapas concretas de seleção da amostra.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO

        Os dados colhidos pela pesquisa apresentar-se-ão “em bruto”, necessitando da utilização da estatística para seu arranjo, análise e compreensão. Outra parte importante é a tentativa de determinação da fidedignidade dos dados, por intermédio do grau de certeza que se pode ter acerca dos mesmos. A estatística não é um fim em si mesma, mas instrumento poderoso para a análise e interpretação de um grande número de dados, cuja visão global, pela complexidade, torna-se difícil. Nesta etapa do projeto de pesquisa deve-se explicitar:

• se se pretende realizar um experimento, e de que tipo. O pesquisador pode optar pelo método da concordância positiva ou negativa; pelo método da diferença ou plano clássico de prova, ou uma de suas numerosas variantes como: projeto antes-depois, projeto antes-depois com grupo de controle, projeto quatro grupos-seis estudos, projeto depois somente com grupo de controle, projeto ex post facto e projeto de painel; pelo método conjunto de concordância e diferença; pelo método dos resíduos; e pelo método da variação concomitante;
• se se exercerá controle sobre determinadas variáveis e quais. Variável de controle é aquele fator, fenômeno ou propriedade que o investigador neutraliza ou anula propositadamente em uma pesquisa, com a finalidade de impedir que interfira na análise da relação entre as variáveis independente e dependente.
• qual o nível de significância que se exigirá. Geralmente, para estudos exploratórios, admite-se um nível de significância de 90%, calculando-se o erro das estimativas segundo as freqüências amostrais. Qualquer manual de estatística pode fornecer elementos para este item;
• que medidas estatísticas utilizará. As principais medidas da estatística descritiva são:
- medidas de posição: média, mediana, moda, quartis, pertencis etc.;
- medidas de dispersão: amplitude, desvio-padrão etc.
- comparação de freqüências: razão, proporção, percentagem, taxas etc.;
- apresentação dos dados: série estatística, tabelas ou quadros, gráficos etc.
• que testes de hipóteses empregará. Trata-se, aqui, de estatística inferencial. Os mais importantes, para aplicação em pesquisas sociais, são t de Student, para comparação entre médias e x2 , para discernir diferenças entre as proporções observadas.

        Para o aprofundamento do estudioso nos aspectos metodológicos da pesquisa os livros Metodologia científica e Técnicas de pesquisa, das mesmas autoras (Atlas, 1982). O primeiro apresenta, em detalhes e com exemplos, métodos de abordagem, métodos de procedimento e plano de prova (experimento). O segundo, as técnicas de pesquisa, os processos e tipos de amostragem, estatísticas descritiva e estatística inferencial.


Embasamento Teórico

        Respondendo ainda à questão como?, aparecem aqui os elementos de fundamentação teórica da pesquisa e, também, a definição dos conceitos empregados.

Teoria de Base

        A finalidade da pesquisa científica não é apenas um relatório ou descrição de fatos levantados empiricamente, mas o desenvolvimento de um caráter interpretativo, no que se refere aos dados obtidos. Para tal, é imprescindível correlacionar a pesquisa com o universo teórico, optando-se por um modelo teórico que sirva de embasamento à interpretação do significado dos dados e fatos colhidos ou levantados.

         Todo projeto de pesquisa deve conter as premissas ou pressupostos teóricos sobre os quais o pesquisador (o coordenador e os principais elementos de sua equipe) fundamentará sua interpretação.

         Pode-se tornar como exemplo um estudo que correlaciona atitudes individuais e grupais de autoridade e subordinação na organização da empresa, tendo como finalidade discernir comportamentos rotulados como de “chefia” e “liderança”, relacionando-os com a maior ou menor eficiência no cumprimento dos objetivos da organização. Uma das possíveis teorias que se aplicam às atitudes dos componentes da empresa é a do tipo de autoridade legítima, descrita por Weber.

         Para o autor, a autoridade tradicional fundamenta-se na crença da “santidade” das tradições e na legitimidade do status dos que derivam sua autoridade da tradição; a autoridade em base racional, legal, burocrática repousa na crença em normas ou regras impessoais e no direito de comandar dos indivíduos que adquirem autoridade à “santidade” especifica e excepcional, ao heroísmo, ou no caráter exemplar (sendo o “exemplar” determinado pelas circunstâncias e necessidades especificas do grupo) de um individuo e nos modelos normativos por ele revelados ou determinados. O modelo teórico da autoridade legítima não exclui sistemas concretos de autoridade que incorporam dois ou mais elementos por três tipos.


Revisão Bibliográfica

        Pesquisa alguma parte hoje da estaca zero. Mesmo que exploratória, isto é, de avaliação de uma situação concreta, em um dados local, alguém ou um grupo, em lugar, já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes, ou mesmo complementares de certos aspectos da pesquisa pretendida. Uma procura de tais fontes, documentais ou bibliográficas, torna-se imprescindível para a não-duplicação de esforços, a não “descoberta” de idéias já expressas, a não-inclusão de “lugares-comuns” no trabalho.

         A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite salientar a contribuição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar comportamentos e atitudes. Tanto a confirmação, em dada comunidade, de resultados obtidos em outra sociedade quanto a enumeração das discrepâncias são de grande importância.


Definição dos Termos

        A ciência lida com conceitos, isto é, termos que sintetizam as coisas e os fenômenos perceptíveis na natureza, no mundo psíquico do homem ou na sociedade, de forma direta ou indireta. Para que se possa esclarecer o fato ou fenômeno que se está investigando e ter possibilidade de comunicá-lo, de forma não ambígua, é necessário defini-lo com precisão.

         Termos como temperatura, QI, classe social, precisam ser especificados para a compreensão de todos: o que significa “temperatura elevada”? Acima de 30º C ou 100º C? A representação do QI compreende os conceitos de capacidade mental, criatividade, discernimento etc., portanto, devem ser esclarecidos. E a classe social? Entende-se por ela a inserção do individuo no sistema de produção ou sua distribuição em camadas segundo a renda? Até termos como “pessoa idosa” requerem definição: a partir de que idade o individuo é considerado “idoso” para fins de pesquisa? 60,65,70 ou mais?

         Outro fato que deve ser levado em consideração é que os conceitos podem ser significados diferentes de acordo com o quadro de referência ou a ciência que os emprega; por exemplo, “ cultura” pode ser entendida como conhecimento literário (popular), conjunto dos aspectos materiais, espirituais e psicológicos que caracteriza um grupo (Sociologia e Antropologia) e cultivo de bactérias (Biologia). Além disso, uma mesma palavra, por exemplo, “função”, pode ter vários significados dentro da própria ciência que a utiliza. Dessa forma, a definição dos termos esclarece e indica o emprego dos conceitos a pesquisa.

Conceitos Operacionais e Indicadores

        A especificação dos conceitos operacionais, assim como dos indicadores do conceito, é uma continuação da definição dos termos, caráter mais concreto, respeitante a um conjunto de “instruções” para a manipulação ou observação dos fatos ou fenômenos. Em outras palavras, a definição operacional de um conceito ou de um termo consiste na indicação das operações necessárias para produzir, medir, analisar etc. um fenômeno. Os indicadores são as etapas concretas dessas operações.

         Por exemplo, falando de temperatura, especificamos que será medida pela altura coluna de mercúrio de um termômetro com uma escala de graus centígrados. Referindo-nos ao QI, precisaremos todos os detalhes dos testes que deverão “medir” a capacidade mental, a criatividade, o discernimento etc. e que fatores tomaremos como indicadores da pontuação obtida pelos indivíduos nesses testes. Finalmente, em relação à classe social, se na definição dos termos optou-se pelo conceito de Max Weber, no conceito operacional especifica-se que as mesmas se diferenciam pelo tipo de propriedade (posses), pelo modo de aquisição e pela situação geral (social, política, cultura etc.), sendo que, em relação aos indicadores, determina-se o uso de pontuação baseada em renda: renda, escolaridade, profissão, itens de conforto doméstico, posse de carro etc. Portanto, os indicadores são os fatores que serão medidos, com suas pontuações especificadas, indicando o número mínimo e/ou máximo de pontos para cada classe, de acordo com as diferenças que devem apresentar, segundo nosso conceito operacional. É evidente que a classificação dos indivíduos, segundo as classes, terá outros indicadores, fundamentados em outro conceito operacional, se, na definição de termos, a opção tivesse sido pelo conceito de classe de Marx, por exemplo.

         A definição dos termos, assim como a especificação dos conceitos operacionais e dos indicadores, é uma tarefa que permeia todo o desenvolvimento do projeto de pesquisa, desde os estudos preliminares até a construção dos instrumentos de pesquisa. Muitas vezes, depois de elaborado um questionário ou formulário, há necessidade de definir conceitos, termos indicadores e utilizados no mesmo.


Cronograma

        A elaboração do cronograma responde à pergunta quando? A pesquisa deve ser dividida em partes, fazendo-se previsão do tempo necessário para passar de uma fase a outra. Não esquecer que, se determinadas partes podem ser executadas simultaneamente, pelos vários membros da equipe, existem outras que dependem das anteriores, como é o caso da análise e interpretação, cuja realização depende da codificação e tabulação, só possíveis depois de colhidos os dados.

Orçamento

        Respondendo à questão com quanto?, o orçamento distribui os gastos por vários itens, que devem necessariamente ser separados, Inclui:

pessoal: do coordenador aos pesquisadores de campo, todos os elementos devem ter computadores os seus ganhos, quer globais, mensais, semanais ou por hora/atividade, incluindo os programadores de computador;

material, subdividido em:
• elementos consumidos no processo de realização da pesquisa, como papel, canetas, lápis, cartões ou plaquetas de identificação dos pesquisadores de campo, hora/computador, datilografia, xerox, encadernação etc.;
• elementos permanentes, cuja posse pode retornar à entidade financiadora, ou serem alugados, como máquinas de escrever, calculadoras etc.


Instrumento(s) de Pesquisa

        Ainda indicando como a pesquisa será realizada, devem-se anexar ao projeto os instrumentos referentes às técnicas selecionadas para a coleta de dados. Desde os tópicos da entrevista, passando pelo questionário e formulário, até os testes ou escalas de medida de opiniões e atitudes, a apresentação dos instrumentos de pesquisa deve ser feita, dispensando-se tal quesito apenas no caso em que a técnica escolhida for a de observação.

Bibliografia

        A bibliografia final, apresentada no projeto de pesquisa, abrange os livros, artigos, publicações e documentos utilizados, nas diferentes fases:
• metodologia da pesquisa
• instrumental teórico
• revisão da bibliografia

        Outra importante finalidade da pesquisa-piloto é verificar a adequação do tipo de amostragem escolhido. O pré-teste é sempre aplicado para uma amostra reduzida, cujo processo de seleção é idêntico ao previsto para a execução da pesquisa, mas os elementos entrevistados não poderão figurar na amostra final (para evitar “contaminação”). Muitas vezes descobre-se que a seleção é por demais onerosa ou “viciada”. Em suma, inadequada, necessitando ser modificada. A aplicação da pesquisa-piloto é também um bom teste para os pesquisadores.

         Finalmente, o pré-teste permite também a obtenção de uma estimativa sobre os futuros resultados, podendo, inclusive, alterar hipóteses, modificar variáveis e a relação entre elas. Dessa forma, haverá maior segurança e precisão para a execução da pesquisa.

Estrutura do Relatório

        Após a coleta de dados, sua codificação e tabulação, tratamento estatístico, análise e interpretação, os resultados estão prontos para ser redigidos: é o relatório de pesquisa. Este compreende as seguintes partes:

A) Apresentação
a) Capa
entidade
título (e subtítulo, se houver)
coordenador(es)
local e data
b) Página de Rosto
entidade
título (e subtítulo, se houver)
coordenador(es)
equipe técnica
local e data


B) Sinopse (abstract)


C) Sumário


D) Introdução

a) Objetivo
tema
delimitação do tema
objetivo geral
objetivos específicos
b) Justificativa
c) Objeto
problema
hipótese básica
hipóteses secundárias
variáveis
relação entre variáveis


E) Revisão da Bibliografia


F) Metodologia

a) Método de Abordagem
b) Métodos de Procedimento
c) Técnicas
d) Delimitação do Universo
e) Tipo de Amostragem
f) Tratamento Estatístico

G) Embasamento Teórico
a)Teoria de Base
b) Definição dos Termos
c)Conceitos Operacionais e Indicadores


H) Apresentação dos Dados e sua Análise (dividido em capítulos)


I) Interpretação dos Resultados (dividido em capítulos)


J) Conclusões


K) Recomendações e Sugestões


L) Apêndices

a) Tabelas
b) Quadros
c) Gráficos
d) Outras Ilustrações
e) Instrumento(s) de Pesquisa


M) Anexos


N) Bibliografia


Apresentação

        Poucas diferenças há entre a apresentação do projeto e a do relatório. Apenas a folha com a relação do pessoal técnico é substituída pela página de rosto, que repete os dizeres da capa, acrescentando somente ao nome do coordenador, em seqüência, os nomes e respectivos cargos da equipe técnica.

Sinopse (Abstract)

        Consiste num resumo de, no máximo, uma página do conteúdo do relatório. Não é uma relação de partes ou capítulos, nem a enumeração das conclusões, e sim a natureza da pesquisa realizada. Deve ser redigida por último.

Sumário

        Relação das partes, capítulos, itens e subitens do trabalho, com a respectiva indicação do número de páginas iniciais.

Introdução

        A introdução abrange três itens do relatório: Objetivo, Justificativa e Objeto, incorporando as modificações realizadas depois de aplicada a pesquisa-piloto.

Revisão Bibliográfica

        Igual à do projeto, com os acréscimos de novas obras ou trabalhos que tenham chegado ao conhecimento da equipe, já que a pesquisa bibliográfica não se encerra com a elaboração do projeto.

Metodologia

        Igual à do projeto, exceto as alterações determinadas pelo pré-teste.


Embasamento Teórico

        O que não foi alterado pela pesquisa-piloto deve ser repetido na relatório.

Apresentação dos Dados e sua Análise

        A quantidade e a natureza dos dados a serem apresentados irão determinar a divisão dessa parte em capítulos, tanto no que se refere ao número quanto à extensão dos mesmos. A ordem da divisão deve estar relacionada com a colocação das hipóteses, isto é, das sucessivas afirmações nelas contidas.

         Os dados serão apresentados de acordo com a sua análise estatística, incorporando no texto apenas as tabelas, os quadros, os gráficos e outras ilustrações estritamente necessárias à compreensão do desenrolar do raciocínio; os demais deverão vir em apêndice.

         É importante lembrar que a função de um relatório não é aliciar o leitor, mas demonstrar as evidências a que se chegou através da pesquisa. Portanto, na seleção do material ser apresentado (e terá de haver uma seleção), o pesquisador não pode ser dirigido pelo desejo natural de ver confirmadas suas previsões à custa de dados que as refutam. Todos os dados pertinentes e significativos devem ser apresentados, e se algum resultado for inconclusivo tem de ser apontado.

         As relações entre os dados obtidos constituem o cerne dessa parte do relatório; aqui são oferecidas evidências à verificação das hipóteses, que se processa no item seguinte.

Interpretação dos resultados

        Corresponde à parte mais importante do relatório. É aqui são traduzidos os resultados, agora sob forma de evidências para a confirmação ou a refutação das hipóteses. Estas se dão segundo a relevância dos dados, demonstrados na parte anterior. Quando os dados são irrelevantes, inconclusivos, insuficientes, não se pode nem confirmar nem refutar a hipótese, e tal fato deve ser apontado agora não apenas sob ângulo da análise estatística, mas também correlacionado com a hipótese enunciada.

         Novamente aconselha-se a divisão em capítulos, segundo o conteúdo das diferentes hipóteses, indo da mais geral (básica) às particulares ou vice-versa.

        É necessário assinalar:

• as discrepâncias entre os fatos obtidos e os previstos nas hipóteses;
• a comprovação ou a refutação da hipótese, ou, ainda, a impossibilidade de realiza-la;
• especificação da maneira pela qual foi feita a validação das hipóteses na que concerne aos dados;
• qual é o valor da generalização dos resultados para o universo, no que se fere aos objetivos determinados;
• maneiras pelas quais se pode maximizar o grau de verdade das generalizações;
• a medida em que a convalidação empírica permite atingir o estágio de enunciado de leis;
• como as provas obtidas mantêm a sustentabilidade da teoria, determinam sua limitação ou, até, a sua rejeição.

Conclusões

        A apresentação e a análise dos dados, assim como a interpretação dos resultados, encaminham naturalmente às conclusões. Estas devem:
• evidenciar as conquistas alcançadas com o estudo;
• indicar as limitações e as reconsiderações;
• apontar a relação entre os fatos verificados e a teoria;
• representar “a súmula em que os argumentos, conceitos, fatos, hipóteses, teorias, modelos se unem e se completam” (Trujilo Ferrari, 1982:295).

        A maneira de redigir as conclusões deve ser precisa e categórica, sendo as mesmas pertinentes e ligadas às diferentes partes do trabalho. Dessa forma, não podem perder-se em argumentações, mas, ao contrário, têm de refletir a relação entre os dados obtidos e as hipóteses enunciadas.

Recomendações e Sugestões

        As recomendações consistem em indicações, de ordem prática, de intervenções na natureza ou na sociedade, de acordo com as conclusões da pesquisa.

         Por sua vez, as sugestões são importantes para o desenvolvimento da ciência: apresentam novas temáticas de pesquisa, inclusive levantando novas hipóteses, abrindo a outros pesquisadores.

Apêndices

        Apresentando tabelas, quadros, gráficos e outras ilustrações que não figuram no texto; assim como o(s) instrumento(s) de pesquisa, o apêndice é composto de material trabalhado pelo próprio pesquisador.

Anexos

        Constituídos de elementos esclarecedores de outra autoria, devem ser limitados, incluindo apenas o estritamente necessário à compreensão de partes do relatório.

Bibliografia

        Inclui todos os obras já apresentadas no projeto, acrescidas das que foram sendo sucessivamente utilizadas durante a execução da pesquisa e a redação do relatório.


LITERATURA RECOMENDADA


ANDER-EGG, Ezequiel. Instroducción a las técnicas de investigación social: para trabajadores sociales. 7 ed. Buenos Aires: Humanitas, 1978. Segunda Pate, Capítulos 6, e Quarta Parte, Capítulo 26.


CASTRO, Cláudio de Moura. Estrutura e apresentação de publicações científicas. São Paulo: McGraw-Hill do Grasil, 1978a. Capítulos 1,2 e 3.


                .A prática da pesquisa
. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1978b. Capítulos 1,2 e 3.


GOODE, William J., HATT, Paul K. Métodos em pesquisa social. 2 ed. São Paulo: Nacional, 1968. Capítulo 21.


HIRANO, Sedi. (Org.). Pesquisa social: projeto e planejamento. São Paulo: T. A. Queiroz, 1979. Primeira Parte, Capítulo 3.


MARINHO, Pedro. A pesquisa em ciências humanas. Petrópolis: Vozes, 1980. Capítulo 2.


REHFELDT, Gládis Knak. Monográfia e tese: guia prático. Porto Alegre: Sulina, 1980. Segunda Parte, Capítulos 11 e 13.


RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 3, ed Petrópolis: Vozes, 1980. Capítulos 4 e 8.


RUMMEL, J. Francis. Introdução aos procedimentos de pesquisa em educação. 3 ed. Porto Alegre: Globo, 1977.


SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia: elementos de metodologia do trabalho científico. 3 ed. Belo Horizonte: Interlivros, 1972. Segunda Parte, Capítulo 4.


SCHRADER, Achim. Introdução à pesquisa social empírica: um guia para o planejamento, a execução e a avaliação de projetos de pesquisa não experimentais. Porto Alegre: Globo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1974. Capítulos 2 a 15.


SELLTIZ, C. et al. Métodos de pesquisa nas relações sociais. 2 ed. São Paulo: Herder, Edusp,1967. Capítulos 2,3,12 a 14.


SIQUEIRA, L. Mesquita. Pesquisa bibliográfica em tecnologia. São José dos Campos: ITA, 1969. (mimeogr.). Capítulo 15.


TRUJILLO FERRARI, Alfonso. Metodologia da pesquisa científica. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1982. Capítulo 10.