Psicologia Fisiológica 


FENÔMENOS PSÍQUICOS E ATIVIDADE

BIOELÉTRICA DO CÉREBRO

 A correspondência entre atividade psicológica e dinamismo fisiológico é ainda evidenciada por novos métodos de investigação neurofisiológica e clínica. Referimo-nos ao registro das ondas bioelétricas cerebrais — o denominado eletrencefalograma. Sob o aspecto propriamente topístico, a fisiologia normal, a patologia neuropsiquiátrica e a neurofisiologia experimental demonstram que as oscilações de potencial estão ligadas à atividade funcional do córtex cerebral.3,10,16,20,23,27,32,47,50,57,62 Em sentido dinâmico, tem sido possível revelar a dependência da atividade bioelétrica cortical para com os núcleos hipotalâmicos27,32,39,61. Compreende-se isto facilmente, pois as manifestações de atividades bioelétricas nada mais representam que resultante de processo vegetativo: serão correlato — necessário embora — do dinamismo psíquico, porém não decorrência direta dele. É de esperar-se que principalmente o aglomerado celular hipotalâmico que rege a vigília centralize o estímulo da atividade bioelétrica cortical; e, pelas mesmas considerações invocadas nos tópicos precedentes, que em última análise se origine do córtex cerebelar o influxo em causa. E efetivamente, Magoun, que a princípio demonstrara os efeitos de estímulo e de inibição sobre a atividade cortical, exercidos pela substância reticular, estendeu a origem de ambos os fenômenos ao córtex do cerebelo61.

Quanto ao ponto de partida dos impulsos bioelétricos, admite Kornmüller51 apoiado na experimentação, que tal atividade — como a excitabilidade em geral — advenha dos elementos neurogliais: o extrato lipoídico de cérebro de coelhos submetidos ao choque cerebral elétrico, provocou quando injetado no animal de contraprova, acentuada ativação no eletrencefalograma deste último.

Inicialmente limitado às pesquisas de neurofisiologia, o traçado da atividade bioelétrica cerebral logo se transferiu para a clínica — onde constitui recurso de extraordinário alcance — sem contudo perder o lugar privilegiado no laboratório. Para efeitos clínicos, dois tipos de freqüência normal de tais ondas representam elemento de referência: o ritmo mais lento ou a — 8.5 ciclos a 12 por segundo, e o ritmo b — 12 ciclos a 25 por segundo. Semelhantes ritmos não se distribuem indiferentemente no conjunto do traçado: um deles predomina, conforme a região cerebral considerada, obedecendo portanto à variação topográfica. Tal distribuição regional, de conhecimento corrente na clínica, pôde demonstrar-se experimentalmente, graças aos estudos minuciosos de Kornmüller50, como função da diversidade na estrutura das diferentes áreas cerebrais.

Examinando-se o traçado em série no mesmo indivíduo e desde os períodos iniciais da vida extra-uterina verifica-se que o ritmo rápido tende a predominar à medida que aumente a idade. No caso do homem, entre o nascimento e a puberdade o desvio geral do traçado eletrencefalográfico se faz acentuadamente no sentido do padrão lento para o rápido. Está demonstrado que esta aceleração no ritmo acompanha o processo de mielinização do manto cortical; mas outros fatores interferem por certo para acelerar a freqüência da atividade cortical, pois mesmo até os 10 anos de idade não é excepcional que o ritmo fique abaixo de 7 ciclos por segundo. Possivelmente, acreditamos nós, a subordinação do córtex aos dinamismos reguladores subcorticais representará uma dessas condições. A partir da adolescência, em condições normais, o traçado assume o feitio próprio a cada indivíduo. Pode então definir-se — quanto à atividade básica — como de tipo a ou b, isto é, como dominado pelos ritmos que Berger descrevera, ou então como rápido ou como lento. A este último tipo, em que a freqüência é inferior a 8 ciclos por segundo, os autores em geral denominam delta; cumpre porém lembrar que G. Walter emprega distinção muito mais precisa e reserva a designação delta para a freqüência inferior a 4 ciclos, denominando teta à faixa de 4 ciclos a 7 por segundo. Semelhante classificação não é ociosa, como parecia ante as primeiras investigações clínicas, pois encerra problemas de ordem psicofisiológica, segundo logo diremos rapidamente. Recentemente Gastaut identificou outro ritmo, próximo de 9 por segundo, a que chamou de b' 32.

Além da variação regional — ou seja, segundo a topografia do córtex cerebral — e individual a que agora aludimos, o eletrencefalograma pode alterar-se em função de condições fisiológicas especiais. Assim é que durante o sono, as ondas bioelétricas se vão tornando mais lentas à medida que progride a fase de repouso cortical, como dissemos atrás, e aumentando em voltagem; ao retomar-se a atividade psíquica, próximo ao despertar — e muitas vezes em coincidência com a produção de sonhos, voltam a predominar as características individuais da vigília. Este reaparecimento se faz por surtos cada vez mais próximos, em que se modificam ora a freqüência, ora a voltagem, o que constitui indício do tipo e da fase do sono. Também a influência sobre a atividade biolétrica do córtex permite distinguir vários tipos de drogas que se utilizam como anestésico ou como hipnótico: as que atuam eletivamente sobre o córtex — tais os brometos, por exemplo —, as que diminuem a atividade cortical mediante a ação sobre os núcleos diencefálicos, enfim as que bloqueiam ou impedem o trabalho sensorial mediante a atuação sobre os núcleos correspondentes sem entretanto agir sobre os núcleos de vigília e portanto sem interferir com as ondas corticais. Outras substâncias, ainda estimulam o trabalho cortical, quer diretamente, quer através dos núcleos vegetativos do hipotálamo — o que igualmente se reflete na alteração do traçado cortical.

 

Inferências clínicas e psicofisiológicas  Essas três modalidades de modificações do traçado, a flutuação fisiológica, a variação individual e a distribuição topográfica das ondas, têm permitido conclusões de suma importância para a clínica e para o conhecimento do dinamismo psíquico. Mais recentemente encontrou novo campo de aplicação: o estudo dos fenômenos chamados reflexos condicionais25. Nesta exposição só diremos, e em breve apanhado, daquelas conseqüências diretamente ligadas ao tema em consideração.

O principal campo clínico de aplicação do eletrencefalograma tem sido, desde o início, a epilepsia em sentido amplo. Já as primeiras pesquisas, entre elas principalmente as dos Davis, dos Gibbs e de Lennox, estabeleceram correlações entre anormalidades do ritmo bioelétrico cerebral e manifestações — explícitas ou latentes — filiáveis ao tipo epiléptico. Com o avolumar-se dos dados clínicos, os autores referidos puderam mostrar que essas alterações, por eles denominadas disritmia, traduzem tendência heredológica para convulsões, presente mesmo em pessoas clinicamente livres destas. A tal respeito, o método de estudo dos gêmeos permite conclusões precisas. Citamos apenas o estudo monográfico mais recente da escola de Lennox57, desta série. A pesquisa reunia então 200 pares de examinandos, da coleção gemelar iniciada há cerca de 30 anos. Deixando de parte 27 pares cujo estudo longitudinal não estava completo, investigam Lennox e Jolly não só a incidência dos tipos de manifestação mórbida como a distribuição dos tipos de disritmia. Dos 346 indivíduos relatados, havia "surtos paroxísticos de ondas com alta voltagem e de lentidão ou rapidez anormais (descargas convulsivas) em um termo ou em ambos, entre 105 pares de gêmeos". Desses pares, 30 eram monozigóticos e livres de alterações cerebrais: nesse grupo, a concordância quanto a disritmias paroxísticas — todos os tipos em conjunto — foi de 77% contra apenas 4% nos restantes 75 pares. Quando consideradas apenas as disritmias mais características, de ondas em espícula a 3 ciclos por segundo, estavam elas presentes em 32 pares, dos quais 16 monozigóticos sem lesões cerebrais: a concordância no primeiro grupo se elevou a 94% e permaneceu em 6% no outro. Ao contrário, quando não havia descargas bioelétricas ou a anomalia constava só de lentidão ou rapidez — o que se verificou em 23 pares, dos quais 20 da primeira categoria — a concordância intragemelar se apresenta como de 80% a 60% respectivamente. E acrescentam os autores: "Há ainda um ponto especialmente convincente. Em gêmeos monozigóticos sem evidência de lesões cerebrais a configuração das ondas em espículas a três por segundo é idêntica até em várias minúcias, como distribuição pelos diversos eletrodos, amplitude relativa de espículas e ondas e contornos e ondas". A concordância elevada de determinado traço em gêmeos monozigóticos exprime, como é de reconhecimento unânime, que ele corresponde a fenômeno genético.

Mais do que essas variações individuais que de alguma forma refletem o componente genético da personalidade, e às quais ainda aludiremos de passagem, as variações fisiológicas da atividade bioelétrica se prestam a correlações psicofisiológicas. E a própria ausência das modificações previsíveis em determinadas situações psicológicas leva a conclusões diagnósticas. Vejamos apenas duas ordens de considerações:

 

1. O estado normal de vigília se caracteriza, no traçado cortical bioelétrico, pela incidência dos vários ritmos, em distribuição harmônica, segundo lembramos. A flutuação que se verifica nas diferentes freqüências exprime então as variações fisiológicas da tensão emocional, da atenção, dos chamados estados de consciência. No probando que cochila ou que é sujeito a momentâneos lapsos de consciência, estes instantes se traem pelo aparecimento de breves surtos de ondas lentas — menos de 4 por segundo — especialmente ao nível da região frontal. A generalização deste fenômeno, como foi dito, retrata o sono normal. Mais precisamente: retrata a inatividade das funções intelectuais, pois igualmente aparece sob a ação dos medicamentos depressores das funções corticais ou nos estados de coma, quer espontâneos, quer induzidos deliberadamente como no tratamento pela insulina, pelo cardiazol, pelo choque cerebral elétrico. Entretanto, durante o chamado "sono" hipnótico semelhantes alterações bioelétricas não se produzem. Isto demonstra que este estado — como temos acentuado em outras ocasiões — não corresponde ao sono na acepção correta do termo. Se em seguida o paciente não for "despertado", isto é, se não se desfizer a condição de polarização afetiva, passará ele a dormir realmente, como é sabido: e então o traçado revelará as modificações peculiares de ritmo e amplitude. Em recentes pesquisas em hipnose médica surgiram efeitos eletrencefalográficos que parecem contradizer a asserção de que a sugestão hipnótica não induz ao ritmo lento. Segundo os autores de tais estudos, quando a hipnose atinge estágios profundos surge o tipo de pulsação bioelétrica peculiar ao sono. Tais achados merecem discutidos mais de espaço, o que não seria possível neste capítulo. Todavia a contradição é apenas aparente, acreditamos. Basta lembrar que é possível induzir-se à hipnose, mesmo quando o paciente está dormindo e que, por outro lado, como foi dito, o hipnotizado pode entrar em sono fisiológico: o ritmo lento, nesse caso, será expressão deste último estado e não da hipnose.

 

2. As ondas alfa aparecem de modo mais constante e mais definido ao nível do córtex occipital, onde adquirem impressionante regularidade. Na opinião da maioria dos neurofisiologistas, constituem ritmo de repouso intelectual e, no consenso unânime, são momentaneamente bloqueadas pelo trabalho sensorial da visão. Efetivamente, o estímulo visual as interrompe de modo tão nítido que a incidência dele pode ser acompanhada no traçado correspondente. Parece fora de dúvida que não é a simples incidência do feixe luminoso que bloqueia a atividade alfa: experiências concludentes, bem discutidas por Bertrand e colaboradores16, mostram que o fator principal aí é o esforço intelectual para divisar formas. De resto, outras esferas sensoriais — audição, tato, musculação — também dão margem à inibição do ritmo a quando estimuladas. Sobressai então o ritmo b, por isso interpretado como equivalente bioelétrico da atividade intelectual.

Nessa mesma ordem de idéias temos o comentário de Adrian: "O ritmo a pode ser considerado, portanto, como ligado à falta de atenção: surge em outras regiões do cérebro (além da occipital e da parietal) que não são interessadas pela atividade mental pois que a atenção solicita a atividade alhures (no texto: se volta para alhures). Quando a visão se acha normal há sempre qualquer coisa que atrai a vista, mesmo que a atenção predominantemente mobilize outras zonas (no texto: se volte para alhures), e por essa razão a  está, como norma, ausente quando estamos despertos. Mas à medida que somos tomados pelo sono fica mais difícil  concentrar a atenção — e o ritmo se estabelece mesmo que os olhos estejam abertos; quando depois começamos a adormecer, o ritmo domina o cérebro por certo tempo e enfim é substituído por ondas lentas irregulares quando o sono se torna profundo".3

A ausência de resposta inibitória quando o examinando recebe estímulos sensoriais assume portanto grande importância diagnóstica e mesmo doutrinária. Assim, quando o estímulo luminoso deixa de bloquear a atividade a ao nível do lobo occipital em um hemisfério apenas16 pode afirmar-se que ocorre hemianopsia. Por outro lado, já se pôde demonstrar que os estímulos térmicos, táteis e musculares em pacientes histéricos com hemianestesia e com  hemiplegia funcionais deixam de acarretar no traçado eletrencefalógráfico a resposta inibitória quando aplicados aos segmentos corporais  que constituem sede dos sintomas. Como aduzem os autores citados, "semelhantes observações parecem oferecer um critério objetivo quanto à realidade biológica das anestesia histéricas, que permite eventualmente distingui-las das anestesias simuladas".

A sensibilidade das ondas a aos estímulos sensoriais e ao esforço mental constituiu, de certa forma, dificuldade técnica no estudo de estímulos condicionais, na acepção de Pavlov. Tal óbice pôde ser contornado pelas pesquisas de Gastaut e colaboradores: "Nessas pesquisas o progresso consistiu em utilizar não o ritmo a, mas outro da região rolândica melhor localizado e passível igualmente de ser condicionado". Tal ritmo — de 9 ciclos por segundo, aproximadamente — "individualizado por Gastaut (1952) e, em razão da forma, denominado por ele" ritmo em arcos ", está presente em alguns pacientes, nessa região (rolândica)". Apresenta "a preciosa peculiaridade de se bloquear com predominância contralateral e independentemente de qualquer bloqueio de a, quando se aplicam ao paciente estímulos cutâneos ou cinestésicos; e esta reação é facilmente condicionável".

Muito embora os trabalhos de eletrencefalografia clínica tenham desde o início revelado indiscutível valor diagnóstico — e o livro agora citado, de Bertrand, Delay e Guillain16 constitui magnífico exemplo — não nos parece justificável basear nessa técnica diagnósticos psiquiátricos gerais. "Temos procurado mostrar que quadros eletrencefalográficos tão freqüentemente referidos em esquizofrênicos, em psicopatas e pacientes de outros grupos significam simplesmente que o referido indivíduo, doente ou "normal", pertence de modo direto ou remoto ao ciclo epileptóide. Investigações heredológicas efetuadas mais a fundo — de acordo com a acurada concepção de Kleist — poderiam confirmar esta interpretação, o que tem de fato ocorrido". Nesse mesmo sentido se exprime Hill, ao apreciar "a eletrencefalografia como instrumento de pesquisa psiquiátrica"47: "Parece mais provável que nunca, que os fenômenos eletrencefalográficos reflitam atividade do sistema nervoso em nível funcional relativamente alto e que se comprovem definitivamente como úteis para a compreensão do comportamento. Até certo ponto o progresso tem sido retardado pela preocupação com rótulos diagnósticos e com grupos clínicos, o que tem impedido apreciação psicofisiológica mais profunda".

Fugindo a essa diretriz ilusória de relacionar atividade bioelétrica com quadros psiquiátricos pôde Hill demonstrar nos pacientes em estudo o paralelo entre dinamismos psicológicos e alterações do eletrencefalograma. Para isso foi necessário substituir o conceito genérico de "disritmia" por outro mais rigoroso. "As anormalidades nos Eeg consistem em (i) ausência, excesso ou anomalia na produção de um dos ritmos; (ii) presença de ritmo inesperado em determinada área, não comum; (iii) atividade de freqüências mistas, combinadas de modo a formar "complexos" quer em uma área isolada, quer difusamente em todas as áreas". Dos estudos em larga escala chegou a correlações que procuramos resumir, quanto aos ritmos  a , b, e ê, (menos de 4 ciclos por segundo) e q (de 4 a 7 por segundo), respectivamente: "mecanismo de atenção visual e pensamento mediante imagens visuais", "mecanismo de início de movimento voluntário e aptidão (preparedness) para agir", transtorno da consciência e, quando generalizado, estado de "inconsciência"; e finalmente "excitabilidade da substância cinzenta do tálamo e do hipotálamo e, pelo aspecto psicológico associação com o lado emocional da atividade psíquica". Em outro local da exposição acrescenta Hill: "A resposta eletrencefalográfica a um estímulo afetivo no adulto é semelhante à que é determinada pela percepção ou pela imaginação: surto de bloqueio de a . À tensão emocional crônica se associam o bloqueio persistente de a e a difusão de ritmo rápido. Pode haver também aumento da atividade b  na região central. Isso significa atenção constante com prontidão (readness)  para a atividade motora".

Em concordância com essa interpretação da atividade q, Faure pôde demonstrar, de maneira notável, que o chamado "choque cromático" — "choque afetivo", em nosso entender — ante pranchas de Rorschach  desencadeia surtos com esse ritmo31.

As considerações precedentes, que não seria possível fundamentar neste apanhado, mostram que existe realmente correlação — ainda não explorada suficientemente — entre processos psicológicos e manifestações bioelétricas do cérebro.


Bibliografia

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