 |
| |
|
| |
O
sistema visual humano começa nos olhos e se estende
por muitas estruturas internas do cérebro antes
de ascender para as várias regiões do
córtex visual [V1 etc.]. No quiasma óptico,
os nervos ópticos se cruzam parcialmente para
que cada hemisfério do cérebro receba
dados de ambos os olhos. A informação
é filtrada pelo corpo geniculado
lateral, que consiste em camadas de neurônios
que respondem somente ao estímulo de um olho.
O córtex temporal inferior é importante
para distingur formas. Certas células de cada
área só se tornam ativas quando a pessoa
ou o macaco tomam consciência de determinado estímulo. |
| |
|
| |
O
senso do "EU" se localiza no cerne do cérebro.
Além da anatomia externa, aparecem inúmeras
regiões profundas que são responsáveis
pelo ajuste homeostático, emoção,
vigília e o senso do "eu" .
|
| |
|
| |
| Resumo
Células Gliais
Por décadas,
neurocientistas acreditaram que os neurônios eram
os responsáveis por toda a comunicação
no cérebro e sistema nervoso e que as células
gliais, embora nove vezes mais numerosas que os neurônios,
apenas os alimentavam.
Novas
técnicas de imagem e instrumentos de “escuta”
mostram que as células gliais se comunicam com
os neurônios e umas com as outras sobre as mensagens
trocadas pelas células nervosas. As células
gliais são capazes de modificar esses sinais
nas fendas sinápticas entre os neurônios
e podem até mesmo influenciar o local da formação
das sinapses.
Devido
a essa proeza, as células gliais podem ser essenciais
para o aprendizado e para a construção
de lembranças, além de importantes na
recuperação de lesões neurológicas.
Experiências para provar isso estão em
andamento.
|
| |
|
| |
| A
ativação do receptor NMDA induz a potencialização
a longo prazo [LTP], um modelo para a memória.
A liberação do neurotransmissor glutamato
[quatro à esquerda] abre um canal associado a
um receptor não-NMDA [N-metil-D-aspartato], permitindo
o influxo de sódio, que despolariza o neurônio.
Se uma nova liberação de glutamato ocorrer
enquanto a célula estiver despolarizada [quadro
central], o receptor NMDA abre um segundo canal, que
permite o influxo do cálcio e leva à LTP.
A LTP é resultado do aumento de influxo de sódio
através do canal associado a um receptor não
NMDA [quadro à direita] e do subseqüente
aumento da despolarização da célula. |
| |
|
| |
Os
sinais imunes do cérebro via corrente sangüínea
podem ocorrer direta ou indiretamente. Células
imunes como os monócitos, um tipo de célula
branca do sangue, produzem um mensageiro químico
chamado interleucina-1 [IL-1], normalmente
incapaz de atravessar e barreira hêmato-encefálica.
Porém, sangüíneos cerebriais têm
junções porosas que permitem que as moléculas
de IL-1 alcancem o cérebro. Lá elas podem
ativar o eixo HPA e outros sistemas neurais. A IL-1
também se liga a receptores nas células
endoteliais que se alinham na parede dos vasos sangüíneos
cerebrais. Essa ligação pode fazer com
que as enzimas dentro das células produzam óxido
nítrico ou prostaglandinas, que se difundem pelo
cérebro e agem diretamente nos neurônios. |
| |
|
| |
Como
as células gliais se comunicam? Células
gliais denominadas astrócitos (a) e neurônios
sensitivos (que não aparecem) foram misturados
em um meio de cultura contendo íons cálcio.
Quando um neurônio foi estimulado a disparar potenciaus
de ação por seus longos axônios
("relâmpagos") (b) , as células
gliais começaram a se iluminar, indicando que
haviam percebido a mensagem e começado a absorver
cálcio. Depois de 10 e 12,5 segundos (c e d),
enormes ondas de fluxo de cálcio atravessavam
o local, corregando sinais entre muitos astrócitos.
As concentrações de cálcio aparecem
na ordem crescente em verde, amarelo e vermelho. |
| |
|
| |
Os
astrócitos controlam a sinalização
entre as sinapses de várias formas. Um axônio
transmite um sinal para um dendrito com a liberação
de um neurotransmissor ( em verde) - aqui o glutamato
também libera a substância química
ATP ( em dourado) . Esses compostos desencadeiam o influxo
de cálcio (em roxo) para os astrócitos,
o que permite que se comuniquem pela secreção
de seu próprio ATP. Os astrócitos podem
aumentar a intensidade da sinalização
com a liberação do mesmo neurotransmissor,
enfraquecê-la ao absorver o neurotransmissor ou
também secretar porteínas que se liguem
a ele (em azul), evitando, portanto, que atinjam seu
destino. Os astrócitos também são
capazes de liberar moléculas sinalizadoras (em
vermelho) que façam o axônio aumentar ou
reduzir a quantidade de neurotransmissores que vai secretar
quando disparar novamente. Modificar as conexões
entre os neurônios é uma das maneiras como
o cérebro revê suas respostas a estímulos
conforme acumula experiência - ou seja, como aprende.
No sistema nervoso periférico, as células
de Schwann envolvem as sinapses. |
| |
|
| |
| As
células gliais podem guiar a formação
de sinapses. O neurobiólogo Lê Tian interrompeu
uma sinapse entre nervo e músculo em um camundongo
cujas células haviam sido programadas para ficar
fluorescentes. Depois de dois dias [alto], as células
de Schwann [vermelho escuro] haviam formado uma ponte
sobre a separação [seta]. Após
mais dois dias [embaixo] , um axônio [verde] havia
crescido ao longo da ponte para criar uma sinapse. |
| |
|
| |
Vias
corticais e subcorticais no cérebro – generalizadas
a partir de nossos conhecimentos sobre o sistema auditivo
– podem evocar uma reação de medo
a uma cobra no cominho. Estímulos visuais são
inicialmente processados pelo tálamo, que transmite
informações grosseiras, quase arquetípicas,
diretamente para a amígdala [vermelho]. Esta
transmissão rápida permite que o cérebro
reaja ao perigo potencial [verde]. Ao mesmo tempo, o
córtex visual também recebe informações
do tálamo e, com maior sofisticação
perceptiva e mais tempo, determina que existe uma cobra
no caminho [azul]. Esta informação é
retransmitida para a amígdala, causando o aumento
dos batimentos cardíacos e da pressão
arterial, além de contração muscular.
Caso, entretanto, o córtex determine que o objeto
não é uma cobra, a mensagem enviada para
a amígdala fará com que a reação
de medo seja suprimida. |
| |
|
| |
Eixo
HPA - a inter-relação do hipotálamo
com a hipófise e as supra-renais é um
componente central na resposta neuroendócrina
do cérebro ao estresse. O hipotálamo,
quando estimulado, secreta o hormônio liberador
da corticotropina (CRH) no sistema porta-hipotálamo,
que faz o aporte sangüíneo para a parte
anterior da hipófise. O CRH estimula a hipófise
( as setas vermelhas indicam as vias de estimulação)
a secretar o hormônio adenocorticotrópico
(ACTH) na corrente sangüínea. O ACTH faz
que as supra-renais liberem o cortisol, um hormônio
clássico de estresse ( as setas azuis indicam
os efeitos inibitórios) que age no hipotálamo
para inibir a liberação contínua
de CRH. Além de um potente imunor-regulador,
o cortisol age em muitas partes do sistema imunológico
para evitar que reaja de forma excessiva e lese células
e tecidos sadios. |
| |
Anatomia
dos Sistemas Imunológico e de Estresse
|
| |
A
resposta ao estresse
Os nervos conectam o cérebro a todos os órgãos
e tecidos. Situações de perigo ou desafio
ativam a resposta do cérebro ao estresse que
envolve a liberação de hormônios
estimuladores da ativação fisiológico
e regula o sistema imunológico. Os componentes
fundamentais nesta resposta ao estresse são hipotálamo
e o "locus ceruleus", a hipófise, o
sistema nervoso simpático e as supra-renais.
A resposta imunológica
O sistema imunológico opera como uma rede descentralizada,
respondendo automaticamente a qualquer agente que invada
ou perturbe o funcionamento do corpo. As células
imunes geradas na medula óssea, linfonodos, baço
e timo comunicam entre si através de pequenas
proteínas. Esses mensageiros químicos
também podem mandar sinais ao cérebro,
pela corrente sangüíneaou por via nervosa,
como o nervo vago, que os envia ao núcleo do
trato solidário. |
| |
|
| |
Contornos
ilusórios revelam que o cérebro humano
direito é capaz de processar algumas coisas que
o esquerdo não consegue. Os dois hemisférios
são capazes de "ver" se os retângulos
ilusórios deste experimento são largos
(a) ou estreitos (b). Entretanto, quando são
adicionados contornos às figuras, somente o cérebro
direito consegue continuar vendo a diferença
(c e d). Em camundongos, no entanto, ambos os hemisférios
são consistentemente capazes de perceber essas
diferenças. O fato de um roedor apresentar um
desempenho superior so nossosugere que algumas capacidades
foram perdidas em um hemisfério ou em outro durante
a evolução do cérebro humano. Novas
habilidades podem ter causado a remoção
de antigas na luta por espaço. |
| |
Sensações
Evocadas por Escolha Ilimitadas
|
| |
As
primeiras pesquisas sobre a tomada de decisão,
realizadas por Daniel Kahneman e Amos Tversky, mostraram
que as pessoas são mais sensíveis às
perdas do que aos ganhos [ver representação
esquemática no gráfico da esquerda] .
Nosso grupo descobriu algo similar: inicialmente, as
sensações de bem-estar intensificam-se
conforme aumenta a possibilidade de escolha [ linha
azul no gráfico central], mas estabilizam-se
rapidamente [as sensações boas saciam].
Por outro lado, embora um grau zero de escolha [ no
eixo y] gere uma infelicidade ilimitada, as sensações
ruins aumentam ao passarmos de uma situação
em que há poucas escolhas para uma em que há
muitas. O resultado líquido [ linha roxa no gráfico
da direita] é que, em algum ponto, o aumento
de opções diminui a felicidade.
|
| |
O Código da Vida |
Resumo
O Código da Vida
As instruções genéticas para a
fabricação de proteínas estão
escritas em “palavras” de três letras
chamadas códons, que especificam casa um dos
20 aminoácidos ou um sinal para a interrupção
da tradução. A organização
desses códons e seus significados já foram
considerados aleatórios, mas novas descobertas
deixaram claro que a seleção natural escolheu
e manteve essa ordem.
Simulação
com computadores revelam por que: comparado com alternativas
hipotéticas, o código padrão é
incrivelmente eficaz na minimização do
prejuízo causado por erros nos genes ou no processo
de tradução de genes em proteínas.
|
| |
|
| |
O
Código da Natureza
Se uma
seqüência de genes é uma “sentença”
que descreve uma proteína, então suas
unidades básicas são “palavras”
de três letras, ou “códons”,
cada um dos quais se traduz em um dos 20 aminoácidos
ou em um sinal de interrupção da tradução.
A maquinaria celular transcreve os genes de DNA em versões
de RNA – cujos blocos constituintes de nucleotídeos
são representados pelas letras A,C,G e U –
e então traduz os genes de RNA, códon
por códon, para uma seqüência de aminoácidos
correspondente. As definições exatas da
Natureza para os aminoácidos foram desvendadas
durante o inicio dos anos 60. Mas o significado dos
padrões do código não seria totalmente
avaliado por várias décadas.
Sinônimos
e Semelhanças
Muitos
dos 64 códons de três letras possíveis
especificam o mesmo aminoácido, proporcionando
meios alternativos para genes expressarem a maioria
das proteínas. Esses códons sinônimos
tendem a se diferenciar apenas por uma letra, normalmente
a última, formando um padrão de blocos.
Códons para aminoácidos com afinidade
semelhante para água também tendem a diferir
na última letra, e códons com a primeira
letra em comum freqüentemente codificam aminoácidos
que são produtos ou precursores entre si. Esse
propriedades são cruciais para a sobrevivência
de todos os organismos e podem até ajudar a acelerar
sua evolução.
|
| |
Scientific
American Ano 2 - Nº 24 Maio 2004
Scientific American Edição Especial Nº
4 |
| |
|
|
|
| |
|
| |
|