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Estimulação
na infância e o
desenvolvimento
cerebral
Psychopatology
and the Brain
Cyntia
M. Khun and Saul M. Schanberg
As
interações mãe-filho são cruciais para o crescimento
somático e o desenvolvimento na conduta na maioria das
espécies mamíferas. No entanto existem muitas espécies
nesta interação que estende do contato físico próximo
e constante entre a mãe e filho. Alguns, roedores e
primatas, alimentados uma vez ao dia, onde os únicos
contatos com os descendentes ocorrem entre os galhos
de árvores, tem significante rompimento desta interação,
com grande impacto no crescimento e desenvolvimento
dos mesmos. A interrupção precoce da interação comportamental
entre mãe-filho (primeira infância), em várias espécies
de mamíferos, subtrai uma profunda resposta psicológica
comportamental nos descendentes, que implica na duração
da separação e o crescimento. Inicialmente, a resposta
envolve estimulação da secreção do cortisol, vocalização
e agitação do comportamento, observada em várias espécies,
e geralmente podem ser seguidas por inúmeras adaptações
como retardo no comportamento, diminuição do crescimento,
secreção hormonal e
índices bioquímicos avaliadores do crescimento,
modificam a função cardiovascular, sono e termo-regulação
(1-8). A separação, quando repetida ou prolongada, tem
conseqüências mais severas e podem resultar em marcado
atraso do crescimento e desenvolvimento comportamental,
aumentando a susceptibilidade às doenças. Uma extensa
literatura clínica sugere que o impacto da separação
dos recém-natos e das crianças de suas mães pode ser
igualmente perigoso. A deficiência no crescimento e
desenvolvimento infantil é característica dos seres
humanos, quando os recém-natos prematuros e crianças
(fase de amamentação ou até dois anos de idade) são
privados da estimulação materna, surgem as “deficiências
não orgânicas de desenvolvimento”, (9-11). No extremo,
isto é manifestado como “deficiência psicossocial”,
ou “conexão reativa de desordem da infância”, uma condição
clínica caracterizada pelo retardo do desenvolvimento,
acompanhada pela supressão da secreção e ação do hormônio
do crescimento, ao passo que estão preservados quando
a criança é colocada num ambiente adequado (12-14).
O
foco primário desta pesquisa é elucidar as respostas
neuro-comportamentais e psicológicas alavancadas pela
separação mãe-filho, e definir os componentes críticos
da interação do comportamento, que são importantes para
essas respostas. Estes estudos envolvem tanto um modelo
animal, ratos recém-nascidos privados do relacionamento
materno, como seres humanos prematuros e infantis (crianças
até 2 anos de idade). A resposta à separação mãe-filho,
nos dois modelos, mostra algumas similaridades notáveis,
onde ambos são caracterizados pela supressão do
desenvolvimento, crescimento e conduta (ausência maternal
ativa). Estas respostas são discutidas em maiores detalhes
a seguir.
Os
filhotes separados das ratas sugerem uma resposta psicológica
específica. Os níveis tissulares de ornitina descarboxilase
(ODC), enzima indicadora do crescimento e diferenciação
tecidual diminui rapidamente, após a separação dos filhotes
da rata, seguida pelo declínio nos níveis tissulares
de putrescina e seus produtos (15,16). A uniformidade
da resposta de ODC, através dos órgãos é incomum. A
resposta de atividade de ODC está modificada aos muitos
agentes neurológicos e hormonais, mas isto geralmente
ocorre na forma tissular específica, e está vinculado
com a distribuição de receptores teciduais para o hormônio
envolvido. Contudo, a resposta da destituição materna
foi observada em todos os órgãos testados. Conforme
discussão, a uniformidade desta resposta tem sido útil
para identificar seus possíveis mediadores no sistema
nervoso central (SNC).
A
alteração no tecido indica que o crescimento e a diferenciação
são acompanhados por uma resposta endócrina específica:
diminuição sérica do hormônio do crescimento (GH) e
perda da resposta tissular ao hormônio do crescimento
exógeno (17,18). O trio: atividade alternada de ODC,
atividade do hormônio do crescimento sérico, e resposta
à atividade do hormônio do crescimento (Fig. 1) parecem
caracterizar uma resposta do rato infantil na separação
materna. Outras manipulações como, por exemplo, o stress
de imobilização extraia um padrão diferente de resposta
com elevação de ODC e complexidade de resposta endócrina
(19).
A
separação do rato (filhote) de sua mãe interrompe vários
processos, incluindo a alimentação, transferência de
calor e contato sensorial passivo entre mãe e filhote,
e interação ativa do comportamento. O próximo passo
do estudo foi determinar o ponto crítico para manter
a atividade ODC e/ou a secreção do hormônio do crescimento.
Em suma foi encontrado, que a alimentação, a temperatura
do corpo e o estímulo sensorial passivo não alteraram
as respostas. Ao contrário, como mostrado na fig.2,
nós encontramos que o comportamento ativo da mãe foi
o determinante, os anestesiados com uretane tiveram
perdas criada pelo mesmo trio de deficiências, como
remover o filhote de seu habitat (20). A demonstração
da estimulação tátil vigorosa é semelhante a um pincel,
que igualmente restabelecerá o GH sérico e a atividade
de ODC tecidual (a estimulação do GH e do ODC não foi
testada). Os valores controlados fornecidos como suporte
adicional são importantes para a estimulação ativa do
filhote (fig. 3). O componente tátil provou ser um estímulo
sensorial crítico, como na cinestésica e na estimulação
vestibular, que foram ineficazes ao restabelecimento
da ODC e da secreção normal do hormônio do crescimento
(22).
Estes
estudos sugeriram que a estimulação tátil materna ativa
ao filhote recém-nato representa um papel primário na
regulamentação de sua psicologia. Em geral, isto está
de acordo com a hipótese desenvolvida por Hofer (23,
e este volume) onde a interação entre mãe e filhote
regula o estado psicológico de ambos (mãe e filhote)
através de reguladores complexos “escondidos”. Porém,
a maioria dos reguladores descrita anteriormente, está
envolvida, apenas pelo contato passivo mãe-filhote.
Por exemplo, o contato passivo com a mãe pode ser um
importante regulador pituitário-adrenal pelo hipotálamo.
(24). Igualmente, a temperatura do alimento e do corpo
representa, respectivamente, papel maior na função cardiovascular
e na vocalização (25-29).
Embora,
o estímulo sensorial primário mediando as mudanças no
ODC e na secreção de GH parece diferir, significantemente,
de outras respostas na separação mãe-filhote. Os estímulos
passivos estudados medeiam as respostas de comportamento
dos filhotes definidas em importantes intersecções dos
possíveis mediadores neurais, que respondem separadamente.
A diminuição dos opióides endógenos tem sido postulada
para mediar um número de respostas comportamentais da
separação mãe-filhote, numa ampla variedade de espécies
desde as galinhas aos primatas. Nos filhotes de galinhas,
cachorros, macacos e roedores, a diminuição dos opióides
endógenos mostrou supressão da ansiedade na vocalização,
quando os animais foram separados do seu habitat (30-33).
Ao contrário, a administração do opióide antagônico
(naloxone) mostrou aumento de ansiedade na vocalização,
e para prevenir a separação que ocorreu com os filhotes
de ratos foi induzida a analgesia (4).
 |
| Figura
1 |
 |
| Figura
2 |
 |
| Figura
3 |
Duas
interpretações para estes resultados foram sugeridas
por Panksepp e colaboradores, onde os opióides mediaram
o “conforto social” e que a administração dos opióides
reduziu o sofrimento do isolamento social (34).
Uma explicação mais conservadora e mecânica foi sugerida
por: Kehoe e Blass (4) que propuseram a diminuição dos
opióides endógenos durante separação prolongada mãe-filho,
que sugeria uma resposta psicológica integrada para
“acalmar” o animal e permitir sua sobrevivência à separação,
sem alertar os predadores. Neste caso, os estudos sugeriram
que o aumento do opióide no sistema nervoso central
cria uma fisiologia integrada à resposta comportamental
dos filhotes, com adaptação satisfatória à ausência
do suporte parental. Como um componente de sobrevivência,
a ausência de uma única fonte de alimento e calor poderia
suprimir o crescimento e liberação dos opióides endógenos,
dentro desta estrutura teórica, também representa um
papel nas respostas neuroendócrinas e bioquímicas observadas.
O
primeiro passo ao testar o possível envolvimento dos
opióides endógenos nas respostas do ODC e GH na privação
maternal, foi a avaliação de efeito dos opióides exogenamente
administrados. Estes estudos forneceram um forte
suporte para o envolvimento dos opióides nas respostas
da separação materna dos filhotes de roedores. A administração
intracisternal de beta-endorfina resulta em marcada
e uniforme redução de atividade de ODC, tanto no cérebro
como em todos os órgãos periféricos (fig.4).
 |
| Figura
4 |
Este
declínio, de atividade de ODC, ocorre somente durante
as 3 primeiras semanas de vida pós-natal e desaparece
no desmame devido a separação materna (35). Além
disso, a administração central de beta-endorfina também
suprime a indução de ODC pelo hormônio do crescimento
exógeno, este é o segundo do trio de deficiências concluídas
pela separação mãe-filhote (36). O envolvimento de beta-endorfina
na supressão da secreção do GH é de difícil avaliação,
embora tenha evidências preliminares do envolvimento
de opióides nestas respostas neuroendócrinas.
Em filhotes de ratos, como mostrado anteriormente em
adultos, a beta endorfina estimula em lugar de inibir
a secreção GH (37). Contudo, temos mostrado que a administração
de agonista de opióides específicos aos receptores da
Kappa opióides suprime, ao invés de estimular a secreção
GH em filhotes, como em adultos (fig.5) (38,39). Esta
descoberta é consistente nos relatos que os agonistas Kappa
podem resultar em disforia ou estado aversivo em animais
ou em humanos (40,41). Adicionalmente, experiências
preliminares sugerem que o pré-tratamento dos roedores,
com uma dose de naloxone pode prevenir a ação agonista
de receptores Kappa, atenua significativamente
a diminuição de secreção do GH. Portanto, ao agir centralmente
os opióides podem reduzir as três respostas para a separação
mãe-filhote (período neonatal): a queda da atividade
ODC, a supressão da indução de ODC pelo GH, e uma diminuição
na concentração sérica de GH. Porém, não está claro
se a mudança de atividade de ODC e sérica de GH fazem
parte de uma resposta integrada como acima postulada,
ou simplesmente representa ações distintas de opióides,
que parecem estar envolvidos no circuito neural das
respostas não relatadas. Há uma precaução adicional
sugerida pelas descobertas, que tenta interpretar as
mudanças na fisiologia psicológica maternal dos animais
separados com o processo fisiológico humano. Esta suposição
é a base para a considerar o anexo literário dos filhotes
confinados de macaco Rhesus a uma conclusão originalmente
simples na evidência do aumento de cortisol durante
a separação. Em trabalho adicional, realizado
por esses autores (42) tem sido interpretado de modo
conservador simples como a indicação de um rompimento
do meio-ambiente familiar. A grande extensão dos estudos
dos animais da interação mãe-filhote é que as mudanças
da fisiologia e da beta-endorfina podem ocorrer e ser
descritas em detalhes. Porém, o perigo está em não conhecer
o estado psicológico dos animais. Claramente, um estado
não-afetivo pode ser atribuído à separação mãe-filhote,
sem uma dose saudável de antropomorfismo. Por exemplo,
as vocalizações ultra-sônicas, freqüentemente em termos
de ansiedade de vocalizações, podem também ser descritas,
mais conservadoramente, como localização pela mãe dos
filhotes que se desviaram do abrigo. Portanto, nossos
resultados têm demonstrado uma harmoniosa adaptação
psicológica de um roedor neonatal separado da mãe, mas
o impacto deste estressor ou do desenvolvimento de seu
comportamento na vida adulta ainda são desconhecidos.
Um
modelo simples desenvolvido para explicar os resultados,
assumindo somente, que a separação mãe-filho resulta
numa resposta fisiológica, que deve ou não ser
organizada centralmente pela diminuição de opióides.
Nossos estudos sugerem que a interrupção da normal interação
comportamental mãe-filhote, induz à diminuição dos opióides
endógenos do filhote nos neurônios específicos do SNC.
A liberação dos opióides coordena uma resposta fisiológica
integrada, incluindo supressão da atividade ODC, queda
na secreção GH, supressão da ação GH em seu receptor,
e possivelmente outras respostas psicológicas, tais
como uma supressão das vocalizações ultra-sônicas (Fig.
6).
O
trio de déficits, que identificamos nos filhotes de
roedores em fase neonatal, separados do seu habitat,
uma semelhança notável num rol de modificações, observando
uma síndrome clínico específica, em filhotes e jovens
adolescentes. Os diagnósticos realizados para déficit
do crescimento em adolescentes são, uma tarefa notoriamente
difícil na ausência de manifestação clínica. O diagnóstico
clínico para “dificuldade do desenvolvimento não-orgânico”
representa uma “manobra” das investigações. Contudo,
o extremo desta ampla categoria está caracterizado pela
falta do crescimento, a retenção específica da secreção
GH e a dificuldade de ação do GH exógeno como descrita
acima.
A
similaridade deste trio de deficiências, para os resultados
observados nos filhotes-neonatais, é surpreendente.
O segundo objetivo de nossa pesquisa envolve a avaliação
de semelhanças possíveis na resposta quando há separação
materna da criança (até 2 anos de idade), com os modelos
animais, particularmente na determinação do papel da
estimulação tátil/cinestésica, para a regulação do crescimento
somático e no desenvolvimento do comportamento.
 |
| Figura
5 |
 |
| Figura
6 |
O
primeiro foco foram crianças prematuras onde a experiência
de isolamento sensorial foi drástica. Até recentemente,
as crianças prematuras eram colocadas num ambiente no
qual a mínima estimulação física era considerada ótima
para manter a homeostase psicológica. Embora várias
tentativas tivessem sido feitas para acelerar o crescimento
através de estimulação exógena, muitos destes estudos
foram severamente defeituosos no design experimental
(i.é., ausência do controle para a entrada de
alimento, múltiplas formas de estimulação, etc.), e
os resultados mistos foram relatados (43). Para avaliar
a estimulação tátil, um importante papel nas diferentes
espécies como os seres humanos e roedores, os efeitos
foram investigados no crescimento e desenvolvimento
da conduta de saúde de crianças, em longo prazo, mantidas
em um típico “berçário intensivo”, com o controle rígido
das condições experimentais e a estimulação sensorial
dos pacientes.
As
crianças prematuras (Tabela 1), foram recrutadas para
o estudo no momento em que elas entraram no berçário.
Tabela
1
| MEDIDAS
|
ESTIMULAÇÃO
|
CONTROLE
|
| Idade
gestacional |
31.0
±
2.2 |
31.0
±
2.8 |
| Peso
no nascimento |
1.280.0
±
249.0 |
1.268.0
±
200.0 |
| Altura
no nascimento |
39.0
±
2.9 |
38.0
±
3.8 |
| Indice
ponderado |
2.2
±
0.3 |
2.2
±
0.3 |
| Circunferência
da cabeça |
28.0
±
2.1 |
27.0
±
2.1 |
| Apgar
(1 min) |
5.9
±
1.8 |
5.8
±
2.2 |
| Apgar
(5 min) |
7.8
±
1.0 |
7.7
±
1.6 |
| Complicações
Obstétric. |
87.0
±
17.1 |
86.0
±
13.6 |
| Compl.
pós-natal no ICU |
79.0
±
20.5 |
76.0
±
8.6 |
| Números
de dias CU |
20.0
±
4.5 |
20.0
±
4.0 |
| Peso
na entrada da estimulação período (G) |
1.393.0
±
114.0 |
1.385.0
±
131.0 |
|
O
grupo experimental recebeu de três a 15 minutos de estimulação
tátil/cinestésica, no período de três horas consecutivas
por dia, durante 10 dias. Os resultados deste
experimento estão mostrados na fig. 7, tabela 2. A média
de ganho de peso por dia dessas crianças (até dois anos
de idade) está significantemente aumenta, apesar da
entrada de alimento identificado. Além do mais, as crianças
estimuladas estavam acordadas e mais ativas do que os
controles, que mostraram-se mais habituadas e amadurecidas,
a orientação motora e a variação do estado do
comportamento foram avaliados pela escala Brazelton.
Até mesmo os mais importantes efeitos benéficos persistiram
nas crianças estimuladas (até dois anos de idade) maior
percentual de peso, melhor performance na escala motora
e mental de Bayley e sinais neurológicos menos importantes
nos 8 meses seguintes (44, 45).
Estes
resultados demonstram que mesmo as quantidades menores
da estimulação sensorial podem ter um impacto substancial
no crescimento e no desenvolvimento comportamental das
crianças (até dois anos de idade) que estão vivendo
em um meio-ambiente pobre de estimulação apropriada.
Claramente, as crianças prematuras recebem estimulação
sensorial intensa durante a rotina no berçário, mas
muitas delas são aversivas. Além disso, não há clareza
na resposta para a estimulação tátil, que representa
a restauração do estímulo verdadeiro inadequado, ou
simplesmente uma resposta à estimulação suplementar,
para uma criança que não está na verdade privada daquele
modo sensorial: a estimulação tátil poderia simplesmente
ser “acordada” ou “ativada” psicologicamente.
Estudos
realizados em crianças mais velhas, com “deficiência”
no seu desenvolvimento tem fornecido resultados preliminares
intrigantes, que sugerem ser a estimulação tátil, para
crescimento somático e desenvolvimento, de conduta no
grupo mais amplo de crianças (até dois anos de idade)
(46). Nesta população separada de crianças (até
dois anos de idade) e mais velhas, nossos estudos sugerem
que a estimulação tátil efetivamente estimule o crescimento.
 |
| Figura
7 |
Tabela
2
| MEDIDAS
|
ESTIMULAÇÃO
|
CONTROLE
|
NÍVEL
- P |
| Alimentação
por 4 dias |
8.6
±
1.3 |
9.01
±
1.3 |
n.s |
| Fórmula
(cc/kg) dia |
171
±
8.5 |
166.0
±
17.5 |
n.s |
| Calorias
1 kg/dia |
114
±
5.7 |
112
±
12.2 |
n.s |
| Calorias
/ dia |
169
±
11.2 |
165
±
27.1 |
n.s |
| Ganho
do peso diário (gs) |
25
±
6.0 |
17
±
6.7 |
0.0005 |
| %
tempo acordado |
16
±
15.5 |
7
±
10.7 |
0.04 |
| %
tempo de movimento |
32
±
5.6 |
25
±
6.2 |
0.04 |
| Quant.
de habituação de Brazelton |
6.1
±
0.6 |
4.9
±
0.5 |
0.02 |
| Orientação
|
4.8
±
0.9 |
4.0
±
1.0 |
0.02 |
| Motora
|
4.7
±
0.7 |
4.2
±
0.7 |
0.03 |
| Variação
do estado |
4.6
±
0.8 |
3.9
±
1.0 |
0.03 |
|
Contudo,
estes estudos aumentam a preocupação adicional ao serem
interpretados. Obviamente, o crescimento não é estimulado
em todas as crianças (até dois anos de idade). Considerando
que isto poderia representar, em graus de privação prévia,
o impedimento e o impacto da proteção de outras formas
de estimulação, embora a importância da estimulação
tátil recebesse uma atenção considerável, por pressão
popular, a investigação científica rigorosa de tais
interações psicológicas estaria apenas começando. O
estímulo tátil representa um pequeno componente da complexidade
das interações comportamentais do ser humano. Apesar
de nossos estudos sugerirem que o contato físico pode
representar um importante papel no desenvolvimento infantil,
uma extensa literatura demonstra a importância
de outras formas de estimulação. Além disso, exceto
no caso de crianças prematuras, a restrição de uma forma
singular de estimulação é rara. Os maiores riscos das
crianças estão nos meio-ambientes nos quais o emocional,
o social e as forças econômicas geralmente agem de acordo
com a tensão do comportamento materno. Pela compreensão
da psicologia, das interações normal mãe-criança (até
dois anos de idade), esperançosamente pode desenvolver
os meios de prevenir ou reverter o impacto dos meio-ambientes
no desenvolvimento físico e emocional das crianças de
risco.
Em
resumo, os resultados destes estudos em animais e seres
humanos demonstraram, que as interações comportamentais
específicas entre mãe e criança podem ter um imediato
e persistente impacto no crescimento somático e no desenvolvimento
da conduta. Duas perguntas gerais permanecem: primeiro:
Quais os efeitos mediados pelos mecanismos neurais e
bioquímicos? Os opiáceos mediam a separação das respostas
em crianças? Qual é o mecanismo bioquímico, através
dos quais as interações comportamentais regulam o crescimento
do tecido independente da nutrição em humanos e animais?
A segunda pergunta é ainda mais compreensiva e particularmente
pertinente para a presente discussão: Qual é o impacto
das interações mãe-criança no desenvolvimento comportamental
e emocional? Embora haja uma especulação secundária
a respeito do impacto da separação mãe-criança (até
dois anos de idade) ou mãe-criança (maior de dois anos
de idade) não há uma evidência concreta dos efeitos
no desenvolvimento emocional e comportamental adulto.
Além disso, muitas destas especulações focam no componente
emocional na literatura animal sobre as interações “afetivas”
ou de “confiança no impacto de seu rompimento”. O presente
estudo sugere que a interação mãe-criança (até dois
anos de idade) também tenha muito mais impacto tangível
e detectável no desenvolvimento psicológico e comportamental
da criança com apresentação de uma tentativa previa
de investigação deste relacionamento.
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