| Percepção
pessoal das cores varia pouco
Pesquisadores
tornaram visível, pela primeira vez em pacientes
vivos, a separação dos três diferentes
tipos de células sensíveis a cor presentes
na retina: alguns bastonetes atingem maior sensibilidade
sob a luz azul, com ondas de cerca de 420 nanômetros,
outros, sob o verde (535 nanômetros) e alguns
sob vermelho (565 nanômetros).
Heidi
Hofer, da Universidade de Rochester, Estados Unidos,
utilizou uma técnica de laser originalmente desenvolvida
por astrônomos: ela corrige distúrbios
atmosféricos na captação de imagens
a partir de uma lente de alta definição
que permite observar no olho humano quais células
reagem de forma sensível a qual tipo de luz.
Quatro pacientes foram solicitados a ajustar um foco
de luz, contínuo e regulável, exatamente
na cor amarela. Todos eles escolheram ondas quase idênticas,
a percepção subjetiva de amarelo coincide.
Como a análise da retina indicou, a participação
dos três tipos de bastonete varia consideravelmente.
Em algumas pessoas a disposição de receptores
vermelhos e verdes é quase a mesma, em outras
essa relação pode ser de até 1:40.
A respectiva impressão das cores era, contudo,
semelhante e admite apenas um desfecho: não é
o disco rígido do olho que decide, mas a interpretação
dos sinais no cérebro. E aqui, convenções
lingüísticas e sociais perdem o sentido.
 |
Muitos
dos estudos sobre envelhecimento do cérebro têm
focado suas deficiências, mas duas novas pesquisas
mostram que o órgão do pensamento é
como vinho: melhora quando fica mais velho.
Cindy
Lustig, da Universidade de Michigan, usou imageamento
por ressonância magnética funcional (fMRI)
para observar o cérebro de jovens adultos (de
18 a 30 anos) e de pessoas maduras enquanto eles tentavam
resolver tarefas fáceis e difíceis. Nas
tarefas fáceis, a atividade cerebral era bastante
parecida, mas os desafios mais difíceis resultavam
em diferenças significativas. As pessoas mais
velhas ativavam várias regiões frontais
do cérebro que não eram ativadas pelos
mais jovens. Além disso, os mais jovens “desligavam”
as partes do cérebro que não eram usadas
durante as tarefas, mas as pessoas maduras mantinham
essas regiões em funcionamento.
Michela
Gallagher, da Universidade Johns Hopkins, comparou o
cérebro de ratos de 6 meses de idade com o cérebro
de ratos de 2 anos (velhos para ratos). Sua equipe também
dividiu os ratos em dois grupos: os afetados negativamente
pelo envelhecimento e os não afetados. Quando
Gallagher comparou as sinapses, descobriu que os ratos
afetados pelo envelhecimento haviam perdido a capacidade
de ajustar a atividade sináptica, o que não
acontecia com os animais não afetados pelo envelhecimento.
É por meio dessas conexões que as memórias
são formadas e preservadas. |